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URGENTE: – Leir Moraes faleceu e levou o que restava da cultura riobonitense consigo

Nesta noite de 13/06/2015, às 22:20 horas, é com pesar,  que informo o falecimento da nossa maior personalidade cultural, o Ilustre advogado, jornalista, poeta e escritor, LEIR MORAES, nascido em 04/10/1935.

A atual geração dos 40 anos de idade conhece a reputação e a trajetória do escritor e poeta. Todavia, irei além dos limites da cidade de Rio Bonito, atentando para o período em que o saudoso Leir Moraes exerceu, no Serviço Público, os cargos de diretor de divulgação e diretor geral da extinta Agência Fluminense de Informações, de chefe de gabinete do secretário de administração do Estado do Rio de Janeiro (1975), de secretário de administração da Prefeitura de Niterói/RJ (1983/88) e de chefe de gabinete da Prefeitura de Rio Bonito (1993). Ele representou o estado do Rio de Janeiro, na qualidade de conferencista, no II Simpósio Internacional de Comunicação Governamental, realizado em Recife/PE, em abril de 1973.

Os advogados da escola clássica mencionavam sua atuação brilhante nos júris, bem como a oratória e eloquência perante as autoridades no exercício da advocacia.

E assim, mais uma estrela nasce na constelação dos pensadores e escritores, ficando um vazio insubstituível na vida social e na história da cidade de Rio Bonito.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior:.

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Quando sucatearam a educação, condenaram toda sociedade à falha humana

A falha humana na educação é algo que pode ser combatida, antes que o óbvio aconteça.

A falha humana na educação é algo que pode ser combatido, antes que o óbvio aconteça.

Hoje, eu compreendo vários fatos, que não conseguia compreender antes. O governo sucateou o ensino público da década de 70 para cá, formando e programando uma geração pior do que a outra, transmitindo, literalmente e sem qualquer vergonha, a mensagem de que o aluno e o futuro do país são ignorados nas políticas públicas, porque o foco não é a capacitação, mas o uso ou o desvio do orçamento público.

E assim, os professores, que eram a parte mais nobre na formação acadêmica da sociedade, foram abandonados, também, pelo mesmo sistema público, limitando a educação, que já estava precária e péssima, aos movimentos de greve, reposição salarial e valorização do magistério. Dessa forma, a sociedade se deixou ao ostracismo ao quadrado, dando o voto de consentimento, cumulado com a ausência de qualquer responsabilidade social por parte do cidadão. A verdade é que tudo isso foi planejado desde o início, para que a nação ficasse a mercê de um pequeno grupo dominante.

A única coisa que o governo e o grupo dominante não esperavam, com o planejamento maquiavélico, é que as outras patologias surgissem, somando uma com as outras. E assim, prédios inteiros começaram a desabar no final de década de 80, sob a alegação de que usaram material mais barato ou areia rica em sal, comprometendo a liga do concreto. Enfermeiros passaram a injetar café com leite direto na veia dos pacientes, por falta ou par falha na capacitação. Os erros médicos se tornaram notórios e ganharam as principais páginas nos jornais nas últimas décadas. Todavia, os prejuízos maiores foram as plataformas petrolíferas ou navios que explodiram e afundaram. Foram tantos erros e acidentes cometidos ao longo dos últimos 50 anos, que os juristas gostam de aplicar o termo “Falha Humana”, passando a falsa ideia de que o problema foi meramente econômico e que causou poucos efeitos e prejuízos à sociedade. Entretanto, há uma verdade absoluta por trás de todos os acidentes e erros humanos: – Eles são o resultado de uma geração que foi esquecida e ignorada na sua formação acadêmica e educacional. O governo, na busca pela economia e pela compensação no orçamento público, abandonou a educação, colocando as falhas na sociedade ao longo das últimas décadas. Essas falhas foram gerando novas falhas, formando uma espécie de corrente do pensamento pessimista e do erro.

thx1138-2O governo, não satisfeito com o abandono no ensino público, aumentou os encargos trabalhistas no ensino privado, provocando, no setor,  a mesma busca por compensações para garantir o lucro ou a sobrevivência da instituição de ensino. E, nessa dinâmica suicida, nem as universidades privadas conseguiram escapar.

Os indicadores do desenvolvimento humano demonstram baixo investimento na educação, enquanto que há uma relação direta e absoluta deste investimento estratégico no aumento do desemprego, na queda da produtividade no setor industrial, bem como na própria desigualdade social, aumentando, assim, os índices da criminalidade, da violência e da destruição do patrimônio público e privado. Ideologicamente falando, eu não tenho a menor dúvida de que foi a falta de investimento na educação que aumentou a população carcerária no Brasil, ou que levou o menor infrator a cometer os delitos, na maioria das vezes. Em suma, a culpa de todo caos é do governo, e da sociedade permissiva, é de todos nós.

Por fim, só existe um único caminho para consertar tudo isso, enquanto que sua construção não será rápida e exigirá muita dedicação e paciência desta geração e das gerações futuras: – Investir na Educação Pública e valorizar os profissionais da educação. Se tivermos que escolher entre o fim da sociedade civilizada e do padrão de vida do político, então que o padrão de vida do político acabe, para dar lugar às gerações que virão. E, somente dessa forma, a população carcerária diminuirá, bem como a violência, a criminalidade e o desemprego. Não precisa ser gênio para constatar que o progresso está ligado à qualidade de vida e ao planejamento da sociedade, que é algo totalmente contrário ao senso comum do asfalto de baixa qualidade colocada em cima da estrada de terra. Simplesmente, sem a capacitação profissional, as construções humanas serão consumidas com o tempo ou despencarão da noite para o dia, aumentando a estatística das “falhas  humanas”.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior:.

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Aprendendo a vida através do câncer.

Há algo no câncer que é terrível, mas também é mágico, pois a pessoa passa a ver a vida de outra forma, além de ter “o tempo” para acertar suas pendências. Acredito que, tavlez, essa seja uma das maiores oportunidades na existência humana, quando vivemos com a falsa ideia de imortalidade. Ao contrário das pessoas que morrem rapidamente por causas diversas, o câncer dá um tempo relativo para que seu portador possa repensar sua existência e seus hábitos. Caso o mesmo seja praticante de alguma religião, a transição da doença, independentemente da vitória ou não, lhe dará a oportunidade de colocar todos os ensinamentos e princípios em prática ou questionamento.

Por que estou tocando nesse assunto e nesse exato momento? – Simplesmente, porque meu pai está lutando contra o câncer nos últimos 03 anos. Cada vez que eu vejo seu sorriso, sinto seu abraço ou fico admirado com tamanha glória, fé e resistência, eu aprendo. A maioria vê o paciente magro e doente. Eu vejo um homem que quer viver e que demonstra sua crença na vida e na espiritualidade, constantemente.

Aliás, meu pai gostava de dizer a seguinte frase: “Não deixarei nada de herança para ninguém.” Hoje, vendo sua luta pela vida, tenho orgulho em afirmar que ele me deixou uma herança maior do que qualquer tesouro material, que foi, justamente, sua fé na espiritualidade, no mundo espiritual e nas regras da ação e reação. A soma de tais valores me tornou o Homem que sou, e me permitiu ter acesso ao conhecimento universal de forma indescritível, diante da concepção de verdade das organizações humanas.

Não importa qual será o final desta jornada, porque eu me lembrarei, sempre, do homem que sugurou minha mão, quando era criança, e me ensinou tudo que sei.

Por fim, gostaria de compartilhar que minha crença no Deus único e nas suas Leis não foi abalada. No mais, nunca é tarde para se recomeçar e aprender, porque a morte é uma grande ilusão, por mais que o mundo nos  diga o contrário.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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A Prefeita Solange faz teatro com o Poder Legislativo e brinca com a emoção dos professores.

A Câmara dos Vereadores está vazia aos olhos da sociedade.

A Câmara dos Vereadores está vazia aos olhos da sociedade.

“No dia 09/06 na sessão da Câmara, nós Profissionais de Educação lotamos mais uma vez a casa, com o intuito de obter informações concretas sobre o Veto Total ou Parcial da Prefeita, já que no dia 04/06 um Vereador já havia solicitado ao Executivo, na seção, a justificativa por escrito daquele poder sobre o motivo do veto.

Também fomos a Câmara, acreditando que o Projeto de Lei Nº 30, que trata do pagamento do Piso Nacional ao Pessoal do Magistério, teria retornado a casa para ser derrubado o veto da Prefeita pelo Legislativo.

Mas, saímos de lá mais uma vez indignados com as atitudes do Executivo, que retirou a matéria da Casa Legislativa sem, ao nosso entendimento, cumprir com todo o tramite legal para fazê-lo.

Será que ela poderia retirar o Projeto da casa Legislativa sem um pedido oficial e aprovação feita em Sessão? Nós estamos frequentando essa casa durante um bom tempo e o que vemos é o Presidente da Câmara dizer: “OS QUE APROVAM PERMANEÇAM SENTADOS. APROVADO!”

Podemos até estar sendo ignorantes neste momento, pois somos professores e não advogados, mas cremos que deve haver um tramite processual legal para essa retirada. Os próprios Vereadores estão abismados com essa atitude e a consideram uma falta de respeito com o Legislativo.

Alguns Vereadores expressaram estar ao lado dos Profissionais de Educação e esses que falaram, ainda disseram, em nome dos que se mantiveram calados, que os 10 vereadores estão ao nosso lado.

Nós profissionais de educação, que estamos acompanhando essa casa, estamos observando que há interferências diretas dentro do plenário e… Será que é permitido toda essa interferência?

Mais uma coisa, que muito nos chamou a atenção, foi a fala de alguns vereadores, que deixaram claro que não concordaram com a reunião marcada pela Prefeita na manhã do dia 09/06 com o Legislativo e que no momento foi esclarecido pelo presidente da Câmara, que havia sido agendada por ele. Alguns até disseram não ter comparecido, porque sabiam que não se trataria de uma reunião de diálogo e sim de uma reunião impositiva de como o Executivo gostaria como fosse resolvida a situação.

A Vereadora Rita, que participou da reunião confirmou que não foi uma reunião de diálogo, mas sim com decisões tomadas de cima para baixo, configurando uma não negociação entre Legislativo e Executivo.

E nós embarcamos também nesse ponto, é exatamente assim que a Comissão do SEPE foi atendida nos momentos dos supostos “diálogos” com o Executivo, que, todo momento, impunha suas decisões e dizia que não era possível, mantendo suas decisões.

Isso é diálogo? Se o próprio Legislativo diz que não há negociação e diálogo com o Executivo, o que dirá nós pequenos Profissionais de Educação! Se não há diálogo e negociação entre os Poderes como poderá haver entre nós pobres mortais?

Temos que chamar o Chapolim Colorado! “E AGORA QUEM PODERAR NOS DEFENDER?””

 

 

Por Profissionais de Educação

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A morte nos esportes

Júlio César Batista, técnico em contabilidade e faixa marrom no Aikido.

Júlio César Batista, técnico em contabilidade e faixa marrom no Aikido.

“Sobre um texto que saiu ontem nas redes sociais…
Mortes durante competições ou preparações para as mesmas não é uma exclusividade do MMA.

Para nós, brasileiros, a maior fatalidade com certeza foi a morte do Piloto Ayrton Senna ocorrida em 1994.
No ano de 2011, duas pessoas morreram numa de triathlon em NY.Em 2002, uma pessoa veio a óbito na mesma prova.
Todos nós lembramos da morte de Serginho do Clube São Caetano, que desmaiou no gramado, após uma parada cardiorrespiratória. Socorrido, ainda, em campo, foi levado ao hospital, mas não resistiu e morreu 40 minutos depois.
No Japão, o jogador Naoki Matsuda, da equipe Matsumoto Yamaga, sofreu uma parada cardíaca durante o treino de seu time. Levado ao hospital em estado crítico, morreu dois dias depois.
A lista de mortes durante as partidas e treinamentos de futebol é imensa.
O jogador de vôlei Vigor Bovolenta é outro caso. O jogador passou mal durante a partida do Forli pelo campeonato da quarta divisão italiana. Ele foi socorrido, mas não resistiu.
Esses são alguns de inúmeros casos em inúmeras modalidades. Isso acontece ao redor do mundo. Será que no Japão não existe uma estrutura de suporte?
O nome disso meus amigos é fatalidade.
Sobre a questão da “modinha”… Eu sinceramente não acredito nisso. Como todos sabem, acompanho UFC desde 1994, quando ele foi criado. Na época, nos tínhamos que alugar VHS e nos reuníamos nas casas de colegas. A casa do Saulo Santiago era uma das principais “bases de operações”. Com o surgimento da internet e toda a globalização, o esporte ficou mais acessível, então, é natural que as pessoas se interessem pelo o que está na mídia. Isso acontece com várias manifestações esportivas e culturais.
Os atletas brasileiros sempre estiveram entre a elite dos lutadores.
Eu acredito que toda iniciativa esportiva deve ser incentivada e apoiada, independente da modalidade.
Sobre preferências. Como meus amigos sabem eu não sou fanático por futebol, contrariando a maioria dos brasileiros, mas tento conviver em paz com àqueles que gostam e só me manifesto quando vejo algum tipo de exagero.
Então meus amigos acredito que não custa nada se informar e, sobretudo, respeitar.
Atualmente, a falta de respeito e educação reflete em todos os grandes problemas da sociedade contemporânea.”
Por  Júlio César Batista.
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Na quebra de braço entre o Governo e os Professores, são os alunos e os brasileiros que perdem

Limitarmos os conflitos internos dos servidores públicos municipais, em Rio Bonito, as poucas opções políticas, num ambiente totalmente desfavorável à capacitação e a valorização do trabalho é trazer um assunto de tamanha profundidade à margem do descaso e do ostracismo. Não podemos confundir a causa dos professores com bandeiras políticas, quando o comerciante e o cidadão agem de forma semelhante, em caráter optativo.

Os alunos tem direito a educação de qualidade e inclusiva, com uma merenda que sustente o turno, com acesso a livros, material didático, transporte e toda estrutura que permita seu crescimento como ser pensante, numa educação industrial. O Yahoo Brasil fez uma matéria interessante sobre o tema, envolvendo a ilusão que é dada pelo governo a sociedade na educação pública de base. Simplesmente, a maioria não consegue ter acesso à universidade pública através do ENEM, enquanto aqueles que conseguem passar pelo filtro controlado, rarissimamente, terminam a faculdade, ora por não acompanharem o ritmo, ora por não possuírem estruturas reais para dar continuidade ao projeto pessoal e acadêmico. Logo, precisamos repensar o discurso. Por fim, eu acho que os professores lutam e muito pela justiça social, mas a educação já ficou limitada a metade de sua proposta desde a década de 70, colocando no mercado seu produto replicador, que são os professores das últimas três gerações. Em suma, o processo é dialético e só terá resultado nos próximos 20 anos, no mínimo, se acertarem agora.

Se seguirmos essa linha de raciocínio de limitarmos todos os processos de tentativas e acertos aos grupos políticos, estaremos diminuindo as causas, transformando o governo da condição de autor do fato em vítima. Logo, precisamos repensar Rio Bonito e seus mecanismos sociais, políticos e econômicos de sobrevivência.

Por exemplo, fico assustado com a qualidade do português falado por alguns professores, em alguns depoimentos divulgados pela internet sobre a educação pública. Como leitores ou telespectadores, conseguimos entender a mensagem e a coragem de tais profissionais. Todavia, a verdade é que há uma resistência de uma geração para outra, reproduzido, também, a alienação e as limitações que lhe foram oferecidas na época. De uma forma muito resumida, estamos enfrentando os efeitos que surgiram há 40 anos, e se reproduziram dentro da própria escola.

Embora, pareça estarmos discutindo o presente e o futuro da educação municipal, o mais interessante no processo é que estamos tentando trabalhar o presente com total desconexão do passado. Ainda me vem àquela sensação de que falta uma autoavaliação da realidade, dos fatos e das condições que foram impostas, historicamente, com pouca ou nenhuma resistência. Assim, mesmo que os professores tenham seus direitos garantidos nesse momento, os desafios técnicos são enormes, enquanto que a solução momentânea está limitada a categoria. O aluno continuará abandonado no processo, junto com a comunidade. No final, preciso que compreendam o fato de que não estou sendo pessimista ou pessoal, mas, o assunto exige uma interação e participação acadêmica e social que está muito além de Rio Bonito ou do próprio Brasil. Ainda confundimos a educação com o assistencialismo e a caridade, quando é o investimento estratégico mais importante de uma nação em si mesma.

Os professores limitam as questões aos direitos, que não causas justas, nobres e necessárias. Em contrapartida, o governo está abandonando suas obrigações mínimas e aos poucos, para que a sociedade não perceba o que está acontecendo, recolhendo a previdência dos servidores, negando-lhes o tratamento constitucional adequado. Independentemente do quadro todo, o aluno continua abandonado pelo sistema, quando o problema nunca foi o dinheiro, porque o FUNDEB vem todos os meses.

A educação precisa ser repensada, como na época do Paulo Freire ou do Darcy Ribeiro. O problema é que, a cada geração que posterga o necessário, a qualidade do ensino piora, acabando com o restante do processo produtivo e intelectual. A única fuga dessa fórmula, no momento, é o ensino privado, que também demonstra sofrer parte das sequelas das políticas públicas no quesito qualidade do profissional, salvo o conflito mensal entre manter o fluxo de caixa, pagar os salários e benefícios dos profissionais, além de manter viva a ideologia pedagógica, que o governo fez questão de se esquecer ou de destruir, objetivando construir uma nação de escravos-livres, que anseiam por justiça social, à espera de que alguém venha e mude tudo do dia para noite, como num passe de mágica. O problema é que os salários, a merenda escolar, o material didático, e toda a estrutura física e humana do processo educacional brasileiro poderão ser resolvidos com agilidade, caso exista a vontade política de um lado e a pressão social do outro. O paradoxo de tudo é que os alunos que já passaram pelo processo, dificilmente serão reciclados, e tenderão a caírem no sucateamento humano do exército de reserva do trabalho. Assim, o assunto saiu da pasta da educação e acabou de entrar nas pastas do planejamento e trabalho.

A causa do professor é nobre, mas nunca se esqueça do lado do aluno e de suas respectivas famílias no ensino público. Quanto ao governo, na maioria das vezes, ele é réu confesso, fazendo questão de assinar embaixo de cada ato, porque assim, dentro do conjuntos de tentativas e acertos, o status quo é mantido, enquanto que a sociedade se sente segura dentro de uma arquitetura social e econômica, que já está falida desde o início de todo o processo.

No final, os especialistas falam e estudam formas para combaterem a evasão escolar. Entretanto, os mesmos pesquisadores não analisaram o fato de que a evasão escolar, embora pareça ser uma decisão pessoal do seu praticante, que é o aluno, já estava sendo decidida pelos gabinetes governamentais nos Estados e nos Municípios, quando os governos optaram em utilizar o FUNDEB da forma incorreta e sem transparência, deixando claro à sociedade, que tais práticas se fundamentam no descaso com as Leis e a falsa sensação da impunidade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O SEPE responde a Prefeita: – ESTAMOS EM GREVE.

“O que falar sobre a postagem no Site da Prefeitura referente à reunião que a Prefeita realizou com a Equipe Pedagógica e que, na verdade, compareceram em sua maioria os diretores, secretários, pessoas do governo e alguns professores que, acabaram saindo mais cedo da Assembleia realizada pelo SEPE, porque sentiram a vontade de ouvir o que a Prefeita tinha a dizer.

O SEPE não foi convidado a participar desta reunião, por este motivo não poderia comparecer.

Os professores, que estão participando da mobilização junto com SEPE, ainda tinham a esperança de ouvir da Prefeita que o Projeto de Lei seria publicado e que o Art. 11º seria suprimido, mas não foi isso que aconteceu!

A Prefeita manteve-se firme em seu pensamento e tudo que já havia dito “A Prefeitura não tem como pagar. A Lei de Responsabilidade Fiscal não nos permite. Esse governo pagará algo que nenhum outro governo já pagou. Etc.”

São tantas coisas que ela repete, repete, repete. Ela deve beber muito grapete, porque quem bebe grapete repete!

Na publicação oficial no Site da Prefeitura ainda é colocado o valor do salário base do professor I – 2º Segmento (R$ 831,00) e Professor II – 1º Segmento (R$ 788,00). Daí pergunto aos professores I e II esse valor condiz com o que sai em seu contracheque?

Mesmo havendo essa correção de nosso salário para o Piso Nacional, ainda sim receberemos muito pouco! Um professor I receber R$ 1260,00 e professor II R$ 1200,00 é muito pouco não acha? Fora o desconto do IPREVIRB de 11%.

Pense nisso! Querem retirar nossa regência! Teremos somente esse valor. Lógico que entra triênio e a qualificação do Professor, porém esses benefícios levam tempo para dar entrada e receber. Somente o professor I poderá receber até o doutorado e o Professor II receberá somente até a Pós-Graduação (Latu Sensu). Absurdo! Cadê a valorização do Professor II? Esse ponto do Projeto de Lei nº 30 foi pedido pelo SEPE para corrigir.

O Auxiliar de Educação e Especial e de Educação Infantil receberão somente o salário mínimo. Mesmo quando o edital do concurso exige que este profissional fosse professor, tendo em suas atribuições coisas que somente um professor pode realizar. Absurdo! Esse foi um outro ponto do Projeto de Lei nº 30 que foi pedido pelo SEPE para corrigir.

As tabelas inseridas no Projeto de Lei Nº 30 não contemplam a todos os Profissionais de Educação, somente a alguns. Algo que o SEPE também disse que estava errado e não corrigiram.

E aí perguntamos: Que diálogo é esse? O SEPE não pode estar de acordo com essas questões que beneficiam somente a um e não a todos! O SEPE representa e responde por toda a categoria. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

Não é a Comissão do SEPE que aprova e sim a Assembleia constituída por todos os Profissionais de Educação.

Ainda joga o problema do IPREVIRB para o governo anterior. Não estamos aqui para passar a mão na cabeça do governo anterior, que também teve seus erros e ninguém pode negar. E também não queremos entrar nessa discussão, porque nossa luta não é política partidária e sim pelos direitos constituídos em Lei.

Já são quase 3 anos de Mandato e ainda não foi corrigido por quê? Não podemos mais esperar que um ou outro governo trabalhe honestamente para termos nossos direitos garantidos. Basta!

Não devemos ter que trabalhar mais 6 anos e 6 meses para pagar ao IPREVIRB, por causa de toda má administração que passou até hoje.

Os Profissionais de Educação estavam em Estado de greve e a nova GREVE, que se iniciará no dia 08/06, foi aprovada na Assembleia do dia 03/06, pela categoria.

ESTAMOS EM GREVE!

Se antes, não lutamos por nossos direitos, como hoje estamos fazendo, foi um erro nosso e que já nos arrependemos e agora não o cometeremos novamente. ESTAMOS EM  GREVE!

Antes e até o momento que iniciamos as paralizações e greves, tentamos resolver somente no diálogo, tanto neste quanto no governo anterior. O que a Prefeita quer? Que continuemos calados e abaixando a cabeça? Não mesmo! ESTAMOS EM GREVE!”

 

 Pelo SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de Rio Bonito.

 

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SEPE fala sobre as acusações da Prefeita

“Os profissionais de Educação, que estão acompanhando as assembleias e até os que estão acompanhando pelas mídias ou pela troca de ideias e informações, sabem que o diálogo que se iniciou com o Executivo somente ocorreu pelo fato de todos estarem mobilizados e unidos.

Temos um lema:  “JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!”

E é isso que está fazendo com que algumas ações do Executivo estejam sendo “pensadas”. Digo “pensadas”, porque ainda não se concretizaram. Salvo, o do Salário Mínimo para todos os servidores públicos do Município de Rio Bonito, digo TODOS, e o término da Complementação, que foi uma VITÓRIA NOSSA. E o Legislativo aprovou!

Dizer que o SEPE não tem e não quer diálogo com o Executivo é um equívoco do Poder Executivo. O SEPE tem provas suficientes das vezes que solicitou reunião com a Secretaria de Educação ou com o Executivo e Legislativo. Temos todas as ações registradas em atas e assinadas.

Os encontros de diálogo, em sua maioria, que aconteceram, foram a pedido do SEPE. Quando um diálogo está instalado, ele ocorre em agrado dos dois lados, sem forçar a barra para que ocorra.

Quanto ao que o Executivo diz sobre participar da Assembleia promovida pelo SEPE, isso não é permitido, porque a Assembleia é um espaço para decisões da Categoria.

Agora, o Executivo poderia ter marcado uma Audiência Pública com o Legislativo, com o SEPE  e juntamente com todos os profissionais de Educação para esclarecimentos. Assim como o SEPE fez em agosto de 2014, ficando algo claro e transparente, e não uma convocação, onde cada um da Equipe Pedagógica teria que tomar ciência no ofício enviado para as unidades de Ensino.

Qualquer dúvida procure o SEPE e compareça nas Assembleias. Próxima Assembleia dia 10/06 – 10:00 horas – Local a definir.”

 

Pelo SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de Rio Bonito.

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CARTA AOS EXPLORADORES

Rio Bonito, 19 de setembro de 2010.

Dedicado à Tathiana  e a Sophia, que continuaram por amor, disciplina, fé e caridade.

 

Bússola.

Bússola.

No limiar de uma nova era aos olhos materiais e humanos, vejo-me o quanto fui inaproveitável até o presente momento, enquanto mais nada sou além dum reflexo persistente da vida em querer saciar seus desejos na essência individual.

Muitos dirão que estou vivo e que não há qualquer pertinência na dedicação aos trabalhos e às coisas do espírito.

Muitos afirmarão, sem o menor dó ou tentativa de compreensão, quanto às ideias que se farão manifestas neste documento: – Loucura… Isso tudo é loucura e fruto de sua imaginação.

Mas, a vida é um rio duradouro e contínuo que se propaga pelo infinito, semeando em si e em todos ao seu redor a ideia da pré-existência, da hierarquia das coisas, dos valores e a moral divina. Assim, a consciência coletiva de uma era, de uma dada sociedade, grupo social ou de uma pequenina família, se manifestarão em proporções exatas ao espelho de seu tempo presente. Todavia, não sabem os seres inteligentes e encarnados que sua visão presente mais nada é do que uma reflexidade de um processo passado e contínuo no espírito. Os valores defendidos ou corrompidos durante a eterna viagem pela vida já existiam antes da própria criação, enquanto que se reforçaram na complexa e íntima relação existente entre o criador, a criatura e toda a criação.

Assim, numa relação simbiótica e inseparável do ser material vivo e de sua essência imortal e espiritual, se confundem e determinam as ideias, os conceitos e os atos de uma geração inteira, perpetuando-se por outras e outras, retornando o processo dialético do contínuo.

Como uma fatalidade à cronologia humana, a medição se prende às questões irrelevantes de espaço e tempo. Afinal, de que adianta a medida, se sua aplicação é uma mera medição das coisas, quando o homem se esquece do seu próprio ponto de equilíbrio? – Tudo isso acontece em função do sono inconsciente da matéria e da sobrevivência estabelecida pela própria existência encarnada. Muito mais do que isso, como um dínamo, cada indivíduo propagará e se agrupará aos seus semelhantes, formando uma corrente invisível aos olhos humanos. E o esquecimento vai gerando o suporte contínuo ao próprio esquecimento. A dúvida vai gerando o suporte contínuo à própria dúvida, enquanto que o sono e a negação à terceira revelação do espírito também se propagarão na mesma força de outros tempos.

Durante a minha existência material, lembro-me de pesadelos com pessoas dementes e possuídas por uma vibração densa e ruim. Lembro-me das perseguições e das línguas estranhas que eram expressas em minha mente. Lembro-me dos conflitos armados que aconteciam nas necrópoles e do contraste dos armamentos utilizados, que variavam desde os paus e as pedras até as máquinas mais complexas aos olhos humanos.

Sei que não eram sonhos. Sei que suas lembranças são palpáveis em meus pensamentos e geram um princípio de mal-estar na alma, para não dizer o enjoo no estômago.

Aos trinta e quatro anos de idade, muito bem casado e com uma filha linda, observo minha existência e consciência, concluindo que vivi adormecido até que o sono foi despertado.

Como a natureza da matéria e das ideias são consequências e ocorrências da própria Lei da Causa e Efeito, concluo-me que meu berço foi induzido numa imersão de religiosidade e diversidade inestimáveis, que me permitiram um patrimônio inalienável, o conhecimento e a prática de ritos e de princípios que, até tampouco tempo, eram imisturáveis e até contraditórios, tais como o Catolicismo, o Judaísmo, o Protestantismo e o Espiritismo Racionalista. Essa diversidade me permitiu ver e compreender o mundo de forma macro e micro, permitindo a comparação e a associação dos valores bons de todas as instituições, bem como a exclusão da parte indesejada. E assim compreendi o princípio divino e ativo de que Deus está em tudo e em todos, e que sua moral, ética e disciplina não possuem limites dogmáticos ou institucionais, pois isso nada mais é do que a tentativa dos vivos em encontrar seus semelhantes e desenvolverem suas capacidades em comunhão com o pensamento, materializando-o no ato.

Como o pesquisador que estuda sua própria existência, também compreendi que toda religião é boa e necessária para conter as ansiedades oriundas do processo da sobrevivência material. Logo, de maneira muito rude, afirmo, na minha pessoalidade, que as religiões funcionam como biscoitos da sorte, cuja interpretação dos ensinamentos e valores dependerá, exclusivamente, da capacidade de compreensão e aceitação de cada um dos praticantes, perpetuando-se, inclusive, o mesmo princípio na formatação do ateísmo e do ceticismo, que nada mais são do que o culto à racionalidade assertória humana, baseada na dúvida e na ausência de respostas oportunas.

Os gregos se questionavam quanto à existência do movimento e possibilidade de medi-lo na antiguidade clássica. Assim, Heráclito entrou no rio e afirmou que “ água que o cortava no instante “A” não era a mesma que o cortava no instante “B”.” o movimento se fez justificado pela primeira vez na história da filosofia grega. Todavia, se Deus está em mim e em tudo, no momento histórico supramencionado, eu era o filósofo, a água, o leito do rio, o movimento e todo o restante do experimento que fora omitido. Nós todos estávamos e ainda estamos lá, pois a alegoria se repete a cada segundo na vida dos encarnados e desencarnados, uma vez que alguns se vêem como o homem, outros como a água, e poucos como a parte e a continuidade de um todo.

Quanto às fases da existência fluídica do espírito e de sua memória, tenho a certeza de que o pecado existe, mas seus dias estão contados por sua natureza caótica e autodestrutiva. Não há pecado para aquele que crê na salvação, no arrependimento e no perdão. Não há pecado para aquele que aceita e que busca a possibilidade de um novo recomeço. Não há pecado naquele que se sacrifica por vontade própria em nome da causa nobre do amor, da caridade e da responsabilidade.

Assim, compreendo o voto do sacerdote, do médico, do magistrado, do professor e do chefe de família. Compreendo também a necessidade no estabelecimento da disciplina e da hierarquia dos valores. A única questão é: – Isso será aplicado em função do indivíduo ou da responsabilidade com a coletividade? – Esse é o grande questionamento que se fará pertinente nas estruturas humanas encarnadas de agora em diante. Pelo menos, para àqueles que despertaram e que aceitaram o desafio de continuarem acordados, prestando o auxílio necessário aos nossos irmãos na condição única do espírito, sem desejar nada em troca, senão, não haverá o pré-requisito da caridade, gerando a coesão do ato e da ideia, sem as considerações fundamentais do merecimento. Entretanto, de todos os males, esse já é o menos importante, tendo em vista que é melhor a caridade coercitiva e sonolenta, do que a ausência de qualquer coerção benigna ou de qualquer forma de amor e caridade.

Por fim, termino esta epístola afirmando que: – Amo meu inimigo, que só o é assim porque se permite ser. Amo meus perseguidores e lhes tenho compaixão. Minhas mãos e capacidades estarão disponíveis para ajudá-los desde que a causa seja nobre. Amo e perdôo aqueles que me abandonaram nas missões, porque é preciso acreditar e ter sinceridade para se fazer qualquer coisa. O mundo dá voltas em sua mecânica quântica e divina, enquanto que surgirão outras oportunidades comigo ou com outros no transcorrer do rio da vida.

Peço carinho, saúde, paz, amor, caridade e compreensão aos encarnados e desencarnados.

Que todos possam sentir e radiar a mesma satisfação que experimentei.

Que todos saibam que sempre será possível um novo recomeço quando não se tem bagagem alguma.

Que esta carta se propague aos quatro cantos do planeta e do plano espiritual.

Que todos saibam que existem encarnados acordados e que estarão disponíveis para auxiliar aos espíritos em suas missões e jornadas.

Que todos saibam que a vida é o sono da acomodação e que a morte é o sonho constituído por nós mesmos.

Que esta psicografia reversa chegue aos Ministérios da Comunicação e Consulados, e que sirvam de boas novas aos nossos irmãos, porque somos a unidade dividida em partículas e exploradores pela natureza divina do espírito e da matéria.

E que as lágrimas sejam de alegria e satisfação para os dois mundos, pois a existência deste documento nada mais é do que a materialidade da fé.

Saudosamente,

 

 

 

Nadelson Costa Nogueira Junior e Família.

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Quando o assunto é previdência oficial, a exceção vira regra

O princípio da previdência é que a mesma seja solidária, que, resumidamente, significa que todos contribuem para que os aposentados e àqueles que estão no uso dos benefícios legais possam usufruir dos direitos. Assim, os mais jovens e ativos na profissão, que contribuem obrigatoriamente com a previdência oficial,  manterão as gerações inativas (aposentadas), baseado no princípio da SOLIDARIEDADE, desde que as regras constitucionais sejam obedecidas, considerando o tempo no serviço público, o tempo mínimo de contribuição, a idade mínima para aposentadoria e, em alguns casos, o tempo mínimo investido no cargo. Outros fatores podem influenciar a aposentadoria de um servidor público, tais como o princípio da continuidade, que significa que, se houve continuidade e previsão legal, as regras serão uma. Se não houve continuidade no serviço público, as regras serão outra na contagem do tempo para aposentadoria.

No caso dos professores municipais que trabalham no Município de Rio Bonito, a regra é bem simples: – Aposentadoria com 25 (vinte e cinco) anos de docência. Todavia, embora a regência esteja em discussão entre os Poderes Executivo e Legislativo, incluindo o sindicato da categoria, pessoalmente, eu considero que a pessoa que fez o concurso público para lecionar, sendo retirada da sala de aula para atuar na área administrativa é literalmente o caso do DESVIO DE FUNÇÃO, o que não tira o direito legítimo do profissional da educação, na qualidade do professor, em se aposentar no período supramencionado. Logo, para o PROFESSOR, há muita coisa ainda para ser repensada, discutida e consertada, no intuito de se fazer justiça previdenciária, administrativa e social.

Todavia, já que tocamos no quesito justiça administrativa e social, acho que seria ético e moralmente correto o governo cortar a própria carne, acabando com a incorporação dos 10% (dez por cento) das comissões, referentes às funções públicas exercidas no período mínimo de 01 (um) ano. Talvez, a maioria dos cidadãos não saiba, mas, se um servidor público exercer uma função comissionada, por um ano, ele incorporará 10% na sua remuneração, podendo chegar a 100%, se conseguir ficar ao longo de uma década em exercício. Esse é um dos motivos clássicos que ferem o princípio da isonomia dentro da esfera pública municipal, tendo em vista que é comum encontrarmos servidores públicos com o mesmo tempo de serviço, exercendo o mesmo cargo, com salários distintos, independentemente das comissões, gratificações atuais e as horas extras.

Em suma, quando o assunto é gestão pública, a coisa fica complicada. O tema fica mais intenso, quando entra na esfera municipal, aumentando, ainda mais, sua complexidade de exceções e erros, quando começamos a ver que o sistema valoriza o servidor de forma subjetiva e sem qualquer transparência nas regras. Logo, conforme as interpretações previdenciárias do governo, os professores só poderão gozar da nova tabela, visando a continuidade na aposentadoria, se os mesmos trabalharem mais 80 meses, quando os servidores, que incorporaram as funções comissionadas, se aposentarão, sem qualquer oposição legal por parte dos Poderes Legislativo e Executivo.

Se o país está em crise, a primeira regra seria acabar com os gastos desnecessários na máquina pública, principalmente, aqueles que se converterão em passivos permanentes, com a folha de pagamento dos aposentados.

Rio Bonito precisa sair da regra dos três pesos para três medidas, visando a construção de uma administração pública transparente, contínua e equânime para os servidores públicos, independentemente, das suas escolhas políticas.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior