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A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA NAS ORGANIZAÇÕES

Muito se debate, hoje em dia sobre a questão de segurança nas organizações, que se baseia na higiene no trabalho, engloba todos os itens em referência na prevenção aos riscos de acidentes nas atividades a serem  realizadas, alertando aos cuidados à defesa do trabalhador. O que eleva os olhares para esse tema seria o fato de muitos motivos para não se importarem com a segurança no ambiente.

 

As pessoas passam o maior tempo do seu dia nas instituições, porém, a desvalorização do cuidado com empregado e com a organização é grande. Por fim, a mesma é causada pela falta da prevenção no entorno das atividades realizadas, cujo cuidado é necessário. Pode-se observar, por exemplo: auxiliar de limpeza (limpador de vidro), é preciso que, o limitado responsável por essa atividade, utilize os equipamentos de segurança, não somente para si e sim para todos que estão em volta. E entre outros diferentes problemas como: alcoolismo, estresse no trabalho, exposição a condições ambientais e a produtos e entre outros que afetam as organizações.

 

“Art 158 – Cabe aos empregados:  

I – observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruções de que trata o item II do artigo anterior;

Il – colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste Capítulo.”

 

Portanto,  para um gestor é muito relevante avaliar o entorno em que se opera, e a importância da segurança para o bom funcionamento, focalizando a excelência na trajetória organizacional, com as conquistas necessárias, através do cumprimento da norma de segurança no trabalho.

 

Sabe-se que o administrador precisa se preocupar não somente com a coordenação, mas com toda a equipe, considerando, sempre, a segurança e a qualidade de vida dos funcionários.  A Segurança mais ativa é importante, tendo em vista seus resultados na diminuição dos acidentes de trabalho, no avanço das doenças ligadas à profissão , bem como no cuidado com a integridade e a capacidade de trabalho do profissional.

 

Artigo 157: Cabe às empresas:

 I – cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;

II – instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;

III – adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente;

IV – facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente.

 

Desta forma essas doenças profissionais e os acidentes de trabalho podem ser evitados por intermédio do programa preventivo. E é preciso alertar, sobre a interrogação da realidade, dos momentos de desconfortos, por falta de cuidados necessários e até mesmo por ausência de prudência dos cidadãos.

 

Por Roberta Rangel

 

 

Referência Bibliográfica

BRASIL. Consolidação das leis do trabalho. Decreto – lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943. aprova a consolidação das leis do trabalho. Seção V Das Medidas Preventivas de Medicina do Trabalho.

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A prefeita Solange não respeita os professores e a categoria entrará em GREVE.

“A Prefeita disse o seguinte na reunião em que convocou a Equipe Pedagógica do Município de Rio Bonito “Se não quiser mais ter diálogo, a gente para e não temos mais diálogo, eu preciso saber disso das pessoas, eu quero diálogo, eu quero cumprir aquela tabela que eu coloquei lá, eu quero melhorar o professor docente como eu combinei nas reuniões com o SEPE, tá!”

Daí pergunto:

  • Quando deu início o diálogo?

  • A partir de quando a Prefeita elaborou a tabela que ela diz querer cumprir?

  • Quantas propostas de tabela a Prefeita fez?

  • Ela está contemplando a todos os profissionais de educação nesta tabela?

  • De que pessoas ela quer saber a resposta de que quer continuar o diálogo?

  • Ela realmente está tendo diálogo com a categoria?

Teríamos muitas perguntas ainda para fazer, mas faça você esse exercício. Faça seus próprios questionamentos diante desta situação.

Tenho algumas respostas a estas perguntas.

O diálogo somente iniciou mediante a pressão que os Profissionais de Educação exerceram sobre o Executivo e o Legislativo do Município de Rio Bonito. Vários pedidos de reuniões foram feitos antes de iniciarmos nossas manifestações em agosto de 2014. Somente passamos a ser ouvidos no momento em que pedimos uma Audiência Pública na Câmara dos Vereadores (agosto de 2014) e que nos foi prometido, quer dizer, foi feito um compromisso com a categoria de que, em janeiro de 2015, tudo estaria acertado com relação ao salário e, em março, o Plano de Carreira do Magistério seria aprovado.

Foi dado esse voto de confiança para o Executivo que não cumpriu com o compromisso firmado em Audiência.  Após ter passado o prazo, o SEPE solicitou, através de Ofícios, vários encontros para diálogo com a prefeita, que foram desmarcados por várias vezes ou não foram respondidos. Mediante a isso os Profissionais de Educação decidiram, em Assembleia, realizar a primeira paralização e a partir desse momento a Prefeita se interessou em conversar com a Comissão do SEPE, aí sim, se iniciou o diálogo forçado.

Durante esses encontros com o SEPE, o discurso era que a Prefeitura não tinha como pagar e que ela não poderia ser irresponsável com os cofres públicos. Em outro momento, após nova paralização, trouxe a proposta de uma tabela somente para os Professores, abaixo do valor do Piso Nacional, o qual foi levado para os professores, em Assembleia, que não concordaram e ainda cobraram que os demais Profissionais de Educação deixassem de receber Complementação para receber pelo menos um salário mínimo.

Nova paralização foi realizada e a proposta da tabela modificou, mais ainda não havia chegado ao Valor do Piso Nacional e ainda a Prefeita não havia aceitado pagar o Salário Mínimo aos demais funcionários. Com isso foi decidida, em Assembleia, a greve e, a partir daí, a Prefeita chegou ao valor do Piso Nacional e ao Salário Mínimo para os demais Profissionais de Educação, porém, ainda, somente no papel e encaminhado para o Legislativo com muitos erros, inclusive na tabela que não estava contemplando a todos.

Solicitamos correções. A comissão do SEPE fez uma análise e encaminhou ao Legislativo, que concordou em 80%, dito pela própria Vereadora Rita. Durante esses momentos de paralizações e greve, os Profissionais de Educação passaram a frequentar todas as Sessões na Câmara.

Quando o Projeto de Lei Nº 30 retornou à Câmara não nos foi permitido estudo antecipado para nova análise, somente foi feito uma análise rápida de 30 minutos antes de ir para a votação, enquanto quee um erro grave e inconstitucional foi localizado no Art. 11º que trata sobre a aposentadoria, onde os profissionais teriam que contribuir mais 80 meses a partir da publicação da Lei.

Este artigo acabou sendo suprimido pelo Legislativo que foi, no todo, coerente.

Durante esses fatos, buscando novas reuniões com a Prefeita, foi solicitado pelo SEPE, através de ofícios, mas não foram marcadas pela Prefeita. Então cadê o diálogo?

Reiniciada novas buscas por direitos, agora temos a notícia de que o Projeto foi retirado e aguardamos notícias concretas sobre os motivos. Na ausência das respostas ou das ações, a nova GREVE terá início no dia 08 de junho.

Não dá pra entender que diálogo é este! Você entende?

Acredito que um diálogo para a Prefeita seria os Profissionais de Educação baixarem as cabeças, dando-se por satisfeitos com todos esses absurdos e dizendo “Sim Senhora.”

Basta! Foi feito ameaça de corte de ponto com o intuito de amedrontar a categoria. Estamos preparados para o corte de nossos salários, mas, depois, esperamos que a Prefeita arque com as consequências em não cumprir com os dias letivos dos alunos.”

 

Pelos Profissionais da Educação

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Precisamos conversar sobre a morte

caridadeQuando nascemos, a única certeza é a morte. A dúvida é justamente sabermos quando e como a mesmo ocorrerá. E assim, nós, seres humanos, vamos consumindo literalmente o tempo e nossas vidas a cada segundo e suspiro.

A sensação que tenho é que as  pessoas apertaram o botão do automático e, simplesmente, passaram a ignorar o fato de que morreremos um dia, e que isso poderá acontecer no próximo segundo. E assim, o óbvio e o lógico se transformam numa comédia coletiva e silenciosa, quando os mortais se comportam como divindades e imortais, valorizando o dinheiro, o status, e cultivando o sentimento mais mesquinho do mundo, que é justamente alimentar a vaidade, transmitindo uma falsa ideia de que alguém é melhor ou superior a outrem.

Na receita óbvia da existência, que é nascer, crescer, envelhecer e morrer, não obedecendo tal ordem obrigatoriamente, a sociedade contemporânea, seguindo um processo de séculos, programou o Homem para consumir coisas e ignorar os efeitos do tempo, quando deveria ser, justamente, o contrário: – O Homem deveria ser educado para adquirir experiências, no intuito de transformá-las em valores, que, na maioria das vezes, são convertidos em moedas e bens, quando deveriam ser potencializados nos exemplos da moralidade, da ética e do prazer em fazer algo maior do que sua própria existência.

Conversando com meu pai hoje, que está lutando heroicamente contra o câncer nos últimos três anos, eu pensava em todo o contexto filosófico supramencionado. Cada vez que eu segurava suas mãos, estava tentando transmitir e transferir todo meu afeto, toda minha luz e todo meu carinho. Eu queria poder compartilhar parte do meu fluxo de vida, de forma a retribuir minha própria existência, porque sou seu filho e a continuidade do seu rio sanguíneo. E assim, no processo de passagem de nascimentos e mortes, continuaremos imortais, através das ideias e valores que são transferidos de uma geração para outra.

Durante nossa conversa, eu compreendi que já nascemos com uma validade definida no Livro da Vida, para aqueles que acreditam e praticam a fé judaica. A morte é necessária e é a passagem para um novo plano, uma nova estrutura. O importante é que, também, aprendi que o grande significado ou sentido da vida não está na forma de se viver, mas na arte de compartilhar.

Por fim, o mundo tem cura e ela está na família, que precisa de exemplos para serem repetidos e lembrados. Começamos a conversa sobre a necessidade de falarmos sobre a morte, mas, o foco sempre foi a vida, porque a morte é uma ilusão para o materialista, até que a ciência ou a caridade lhe provem o contrário.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Precisamos conversar sobre a Guerra Fria na Comunicação Social

Comportamento-LocalizacaoA imprensa tem a nobre função de informar, comunicar e fazer opinião pública, criando uma escala de valores coletivos quanto às pessoas, os fatos e as especulações, gerando uma onda de neutralidade, aprovação ou reprovação na sociedade. Essa onda é chamada de AUDIÊNCIA pelos especialistas na área da comunicação social e do jornalismo. Quando a notícia é importante para o leitor e a sociedade, a onda aumenta. Quando a notícia é de pouca ou nenhuma relevância, a onda diminui ou não acontece qualquer alteração no fluxo da medição, ficando, no visor do software, uma linha reta, fina e estática.

Há outro ponto da imprensa que a maioria dos cidadãos não consegue enxergar ou compreender. Para sermos mais sinceros, a maioria, sequer, nota que o fenômeno da construção de uma resenha, objetiva a audiência e vender outros produtos ou ideias no pacote. Tudo dependerá dos patrocinadores e dos seus objetivos, que podem estar expostos ou obscuros, até que, no momento certo do mercado, são construídos no corpo do texto, com coerência, início, meio e fim, com a conclusão encomendada. E assim, o veículo de comunicação pega a crista da onda, para vender seu produto, sua marca ou ideia.

Há uma marca interessante na nova forma de se fazer imprensa no século XXI, tendo em vista que, nos modelos dos jornais convencionais, a manutenção da gráfica, dos jornalistas, dos editores, fotógrafos, viagens e logística, todo o processo tornava a arte de informar cara, mas, também, eficaz e com pouca ou nenhuma concorrência. Entretanto, o advento da internet, das redes sociais, dos portáteis e celulares, tornou o processo mais simples, objetivo e barato, permitindo que o pequeno jornalista ou aventureiro na arte da escrita pudesse começar sua máquina da comunicação, como a ilustração mágica da cultura americana, onde as grandes empresas nasciam nas garagens das casas dos pais dos fundadores, com pouco ou quase nenhum investimento. E assim, uma nova tendência nasceu no final da década de 1990 e início do século XXI: – As pessoas passavam a escrever aquilo que pensavam, somando força, emoção e interatividade à comunicação, visando pequenos nichos no mercado digital. Só havia um problema nisso tudo: – Se tornar concorrente e competitivo exigiria do pequeno iniciante a arte do SENSACIONALISMO, para fazer audiência e construir uma marca, vinculada aos valores que são apresentados à notícia. E assim, houve o aumento dos mercenários da comunicação, que vendiam qualquer notícia, desde que o patrocinador pagasse o valor pedido. Essa modalidade é conhecida, na atualidade, como a “Imprensa Marrom”.

A queda do Muro de Berlim, em 1989.

A queda do Muro de Berlim, em 1989.

A sociedade precisa compreender que o profissional da imprensa tem que comer e alimentar seus filhos, salvo os custos da empresa, se for praticante autônomo. O profissional da imprensa precisa, também, compreender que existem limites entre a realidade e construção da resenha, que não podem ser quebrados. Uma vez cometida tal falha e reconhecida pela opinião pública, mesmo sendo o único canal ou veículo da comunicação local, o fator CREDIBILIDADE ficará questionável, tornando o trabalho de toda vida profissional exposto ao erro de um momento, na busca incansável da onda ou da audiência perfeita.

Existem limites éticos e morais que precisam ser considerados e repensados, quando o surfista da audiência pega sua plancha para surfar, pois existem ondas que podem sair do controle, enquanto que a queda poderá ser fatal à imagem do veículo e do próprio escritor.

Por fim, eu aconselho sensatez e paciência aos patrocinadores, porque ter a audiência não é a garantia de que o objetivo traçado será concretizado, uma vez que a mesma regra do mercado permite que outros veículos da comunicação façam seus trabalhos com maestria, focalizados na simples arte de informar, gerando uma energia contrária ao sensacionalismo proposto, construindo uma espécie de Guerra Fria da comunicação social, existente entre os grandes e os pequenos; aqueles que possuem jornais e os que não possuem; aqueles que seguem as ordens dos seus patrocinadores, e aqueles que não precisam de patrocínio.

Esse artigo foi elaborado para inaugurar o espaço sobre política e economia internacional no Café Poético e Filosófico. Todavia, as regras do sistema global se repetem nos subsistemas, podendo ser repensadas e repetidas, inclusive, dentro do universo brasileiro e riobonitense.

Nadelson Costa Nogueira Junior

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URGENTE: – A educação municipal riobonitense está em greve.

7416783d5e67a11b55af760d3b9ea183_XL“O capítulo de hoje da novela “EDUCAÇÃO está repleta de novidades e um pouco de reprise!

Quem já viu ou ouviu a Prefeita dizer que neste mandato iria valorizar os Educadores e Funcionalismo Público?

Quem já viu ou ouviu a Prefeita dizer que iria neste mandato aprovar o Plano de Carreiras do Magistério?

Quem já viu ou ouviu a Prefeita dizer que os Educadores seriam neste mandato valorizados?

Quem já viu e ouviu a Prefeita dizer em agosto de 2014 que pagaria o Piso Nacional aos Professores?

Quem já viu e ouviu a Prefeita dizer que iria acertar suas promessas a partir da publicação do Projeto de Lei Nº 30 que foi elaborado e enviado pela própria à Câmara dos Vereadores?

Pois é! Em sua fala, no dia 04/06/15, em uma Convocação feita aos Diretores, OP, OE e Professores (Equipe Pedagógica) diz que quer dar a correção aos Profissionais. Daí pergunto: Se ela quer dar por quê ainda não foi publicada a LEI?

Se ela quer tanto pagar o que é de direto do Professor por que foi preciso toda essa mobilização? Sabemos que se não tivéssemos essa mobilização nada disso estaria acontecendo.

Ora, quem quer fazer, faz! Não espera acontecer!

Nesta CONVOCAÇÃO, ela repetiu a mesma fala, que a Prefeitura não tem como pagar. O que já havia dito para a Comissão do SEPE e o que ela já havia dito na Praça Fonseca Portela para vários Profissionais de Educação que a cercaram em um dia de Paralização.

E então? Cai por terra tudo que já vimos e ouvimos ela dizer! Já são quase 3 anos de mandato e nada ainda foi concretizado neste governo.

O que estamos vendo é que os Profissionais de Educação estão unidos e fortes e a cada dia nos fortalecemos mais. Não acreditamos mais em Papai Noel, Fadinha e Saci Pererê! Estamos com os pés no chão e assim permaneceremos!

Hoje foi tentado desmoralizar mais uma vez o SEPE, dizendo que não tem legitimidade na mobilização, que o SEPE não tem diálogo com a Prefeita, etc. Será que ela tem como provar?

O SEPE tem como provar quantas vezes enviou ofício solicitando encontro com a Prefeita, o SEPE tem os Advogados de Plantão para o que precisar e já até trouxe uma das advogadas para esclarecer dúvidas dos profissionais. O SEPE tem transparência em tudo que fez e faz. Será que a Prefeitura tem transparência com seus gastos na Educação?

E aí? Com quem está a mentira?

Diante de tantas promessas do Executivo e nenhuma cumprida o que mais nos resta?

É GREVE!!!!

Também foi ameaçado por ela cortar o ponto se houver nova greve! Então corta e dê essa notícia aos pais e ao MEC que os Profissionais de Educação não irão repor as aulas e os 200 dias letivos não serão cumpridos.

Nós Profissionais de Educação não negaremos os dias que teremos que repor caso o nosso salário não seja cortado. Somos responsáveis com nossos alunos, mas entendemos que não podemos mais nos calar diante de tantas mentiras e promessas.

Não temos como aceitar tantos descasos com os Profissionais de Educação. Então, juntem-se a nós, todos os Profissionais de Educação, Famílias e Sociedade. Venham nos apoiar ainda mais!

A greve se iniciará nesta segunda dia 08/06/2015. Na terç-feira, teremos um dia de manifesto na prefeitura, começando às 07:30 horas, encerrando com a Audiência na Câmara dos Vereadores. Você não pode perder!”

 

Por Profissionais de Educação

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Em tempos de crise, demitir não é a solução.

direitos-ao-pedir-demissao2Em tempos de crise, é normal as empresas de pequeno, médio e grande porte recorrerem às consultorias, visando detectar problemas e encontrar soluções. O que fazer quando consultoria detecta que o custo com a folha de pagamento está elevado, na proporção em 30% do faturamento? Dependendo do ramo da empresa e o seu fluxo de caixa, isso já seria a falência em questão de tempo, tudo dependeria do mercado e do estoque paralisado no almoxarifado. Para uma loja de materiais de construção, seria o fim em 30 (trinta) dias no máximo.

Tratando-se do encontro das variáveis  folha de pagamento versus faturamento, a responsabilidade pelo gerenciamento do processo, prioritariamente, ficaria por conta do gestor financeiro, que, sabiamente, teria que trabalhar em conjunto com o diretor em RH, para não cometer mais erros e provocar acidentes contábeis na busca pelo equilíbrio financeiro da instituição, podendo comprometer o faturamento em si. Devemos lembrar que as organizações são movimentadas por pessoas. Logo, elas não trabalham sozinhas.

No primeiro momento, o Gestor Financeiro vai querer reduzir a folha de pagamento para 10% a 15% do faturamento, para tentar fazer o fundo de reserva com a diferença, no intuito de garantir as despesas fixas, principalmente com o pessoal. Todavia, o Diretor de RH pode não concordar com a decisão e propor a compensação das horas extras num banco de horas, para serem compensados em tempo para descanso. Em contrapartida, o Gestor Financeiro poderia fazer contato com o setor de compras, visando aumentar o prazo para pagamento junto aos fornecedores, sem qualquer acréscimo de juros ou despesas extras. Na ausência da possibilidade da negociação, o setor poderá prospectar novos fornecedores no mercado, visando condições melhores de negociação, visando uma relação de colaboração mútua no mercado por longo tempo.

1302_demitir_1Outra estratégia compensatória seria incentivar a economia na organização em relação ao uso da energia elétrica e dos recursos hídricos, bem como colocar a equipe de venda na praça para diminuir o estoque, garantindo liquidez à empresa. Nesse caso, seria interessante fazer uma promoção para ganhar visibilidade e conquistar território, além de trabalhar a motivação da equipe.

Uma coisa é certa: – A demissão não é uma solução econômica e inteligente no primeiro momento. Na maioria das vezes, o gestor financeiro indica a demissão como solução, quando o mesmo não trabalha em sincronia com o departamento de RH e demais departamentos da empresa. Esse tipo de ação gera despesas com indenizações e ações trabalhistas, além de exigir a reposição da mão-de-obra no futuro, objetivando o aumento da produção e dos lucros. Logo, a organização gastará duas vezes, tendo em vista que terá que capacitar um novo grupo de colaboradores (funcionários), para se manter competitiva e tentar sobreviver aos desafios da diversidade socioeconômica. Há também a questão da imagem da empresa, que corre o risco de ser vista de forma negativa pelo mercado de trabalho e o mercado consumidor. O que seria a morte da organização de forma lenta e silenciosa, independentemente dos lucros e do fluxo de caixa.

Por fim, os gestores das organizações precisam aprender a compartilhar os problemas e apresentá-los à mesa perante aos funcionários, para que os mesmos participem e apresentem as possíveis soluções compensatórias, através dos acordos. Afinal, a organização não é um feudo ou uma ilha, enquanto que a mesma está inserida numa sociedade de consumo, baseada nas regras contingenciais do mercado, onde todas as variáveis devem ser consideradas, num profundo oceano de incertezas.

Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Dudu - Canção Nova.

“#CharlieCharlie”? No século XXI não!

DSC_4312-685x1024“O mundo virtual foi abalado na última semana com o “Desafio Charlie, Charlie”. O fato consiste em colocar dois lápis ou duas canetas, um sobre o outro no formato de uma cruz, em um papel dividido em quatro partes- duas delas com a palavra ‘sim’ e duas delas com a palavra ‘não’. Em seguida, os adolescentes ou jovens fazem uma pergunta invocando um suposto espírito que se chamaria Charlie (daí o nome da prática). Se o lápis ou a caneta se mexerem, começa o suposto diálogo ou a fuga de alguém correndo e gritando. Milhares de internautas colocaram no Youtube e nas redes sociais suas ‘experiências’. O fenômeno também invadiu avassaladoramente as escolas. Uma escola, por exemplo, em Manaus, precisou encerrar as aulas, após alunos terem passado mal se utilizando da prática.
O “Charlie” pode ter até “ressuscitado” (porque muitos conhecemos esta antiga prática com o copo ou o compasso. Lembram?) pelos EUA como jogada de marketing muito criativa de um filme que em breve estará nos cinemas. Na trama, o jovem também tem o nome de Charlie (Mexicano nenhum tem este nome!). O interessante é que a própria sinopse do filme ‘A Força’ fala de ‘atividade paranormal e fenômenos sobrenaturais’. Explicações à parte…
O que a mim, como cristão e educador, interessa é que mais uma vez, por detrás de um desafio que ‘viralizou’ a internet pode estar a presença sutil do mal. O Papa Francisco tem exortado constantemente os cristãos, dizendo: “Por favor, não façamos negócios com o diabo. Levemos a sério os perigos de sua presença no mundo. Não podemos ser ingênuos” (Homilia de 11 de Outubro de 2013).
A mesma Sagrada Escritura adverte a respeito de adivinhações e invocações aos espíritos dos mortos. Isto desagrada a Deus (Cf. Levítico 19, 26. 31).
Interessante foi a intervenção de um famoso exorcista espanhol da atualidade. Trata-se do Padre Fortea. Falando sobre a suposta ‘brincadeira’ de invocação deste espírito, como nova mania nas redes sociais, o sacerdote afirmou que “alguns espíritos que estão na origem desta prática vão perturbar participantes deste jogo. As pessoas realmente podem sofrer as piores consequências por causa desses demônios”.
Percebam, o que está em jogo é que, na verdade, os jovens são iniciados em uma espécie de ritual de invocação de um espírito. Isto não é salutar! Não é recomendável! Para nós, não é cristão!
Não é hora de introduzir adolescentes e jovens num mundo que mistura humor e horror. Na atual situação do Brasil e do mundo, brincando de Charlie, afastamos ainda mais os futuros protagonistas da história do compromisso com o real, com o bem e a verdade. É hora de ensinar aos jovens usarem o lápis e a caneta para o progresso desta nação. É justamente agora que devemos dizer que eles precisam se comunicar com os vivos, com os pais, os irmãos, os amigos, os professores; mais com a voz do que o whatsapp e a internet. É o oportuno momento para apresentá-los o Espírito Santo, o Único Espírito do Bem e do Amor. Nosso Verdadeiro Companheiro e Amigo! Lápis, canetas e espíritos não podem mover a vida de ninguém. Deus sim! Ele move corações, almas, histórias, vidas!”

Pe. Dudu

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O Fracasso como resistência da fé e da ética.

“Fracassei em tudo o que tentei na vida.Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.”
Darcy Ribeiro

1000900_641594192517761_2108292669_nAo longo da minha jornada no curso magistério, antigo NORNAL, e no curso de Ciências Sociais  na UFF,  tive a honra de me deparar com parte da obra do Darcy Ribeiro, que era uma referência na antropologia e na pedagogia brasileira. Quando eu olho para os fragmentos supramencionados, é inevitável fechar meus olhos, e rever cada passo dado até o momento presente, sem considerar as tentativas e acertos.

Na verdade, aos olhos dos míopes, acumulei um conjunto de fracassos, que serão lembrados nos momentos oportunos. Todavia, o Darcy Ribeiro nos convida à reflexão de que o fracasso tem o seu lado positivo, quando aprendemos com os erros, mas, mantemos a fé em algo maior, humano, coletivo e necessário para nós mesmos e o restante da sociedade: – A solidariedade e a organização.

Numa realidade onde as pessoas são tratadas como objetos descartáveis, enquanto que as coisas são personificadas, eu detestaria estar no lugar do vencedor dentro do sistema, porque isso me tornaria uma “coisa” ou uma pessoa que personifica “coisas”, o que me transformaria numa espécie de idólatra dos tempos modernos, escravo das minhas vaidades e egoísta por natureza.

Por fim, na pior das hipóteses, prefiro ser visto como o fracassado, que tentou fazer algo diferente, do que o vencedor, que seguiu as regras do sistema, destruindo os sonhos alheios para acumular mais dinheiro

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Os professores cuidam de todos. Mas, quem cuidará da sociedade quando não existirem mais professores?

Arj-yCIbKqMB_MtaYzFTsGbBstK4HzTUBpITaT6mTHMo“Vejo que professores ainda seguram uma barra. São os que ainda entram nas favelas, onde nem a polícia vai. Dão conselhos a adolescentes aos quais país já desistiram. Arriscam suas vidas, denunciando abusos sexuais. Tentam retirar crianças das drogas e arriscam suas vidas.
Todos os dias estes profissionais são vítimas não só das mazelas sociais, mas do descaso da sociedade também. Ganham mal. Trabalham horas por dia e fazem horas extra em casa com planejamento não remunerado. Estudam mais, mesmo sem o apoio governamental. Riem deles quando dizem que são professores. Todos dizem que reconhecem sua importância, mas não há qualquer movimento social para profissão ser mais valorizada. Apanham quando fazem greve e ainda são hostilizados por pais, sendo chamados de vagabundos.
Caminhamos para uma sociedade sem professores. Porque nossa herança vergonhosa é achar que professores são seres vocacionados para uma missao sacerdotal. Não somos mais jesuítas. Somos professores, profissionais que tem formação qualificada e específica.”

 

Letícia Alfradique Ayres

Pedagoga

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Precisamos conversar sobre as perseguições aos professores e a utilização do FUNDEB.

AkVwf28v-7jAQHdogMC1xegcU9hL7j_GgplUu6FOSRJ4Estou vendo as pessoas fazendo as mesmas coisas, cometendo os mesmos erros ao longo das últimas décadas. O que me assusta é que, mesmo assim, elas acreditam que os resultados poderão ser diferentes, sem o exercício da mudança do comportamento, da consciência e da forma de trabalhar em equipe. Logo, precisamos repensar Rio Bonito. Precisamos repensar a administração pública, os cargos políticos e sua verdadeira utilidade para a sociedade.

Os políticos esperam o mesmo resultado, porque não viram o diferente. Está na hora da educação mostrar a DIFERENÇA, mesmo com as perseguições àqueles que estão se posicionando nas escolas e na sociedade, aderindo ao movimento de greve, questionando os mandos e desmandos do governo. A perseguição, incialmente, se materializa com a perda do extra e as famosas transferências. A verdade é que o professor ganha salário mínimo, pagando o custo do transporte do seu próprio bolso, quando deveria estar ganhando o piso nacional, há anos, que, em 2015, está no valor de R$1917,78. Estamos falando da diferença R$929,78 por cada professor.

Porém, o piso nacional se refere a 40 horas de trabalho. O mesmo não se aplica aqueles que trabalham 20 horas. Precisamos ponderar o FUNDEB, e pensá – lo corretamente, para conscientizar, provocar e não gerar falsas expectativas a categoria. A sociedade precisa compreender a dinâmica do mesmo mecanismo.

Rio Bonito é uma cidade educadora, cujo governo exige a transparência da sociedade, mas se recusa demonstrar os valores e seus respectivos destinos aos seus cidadãos. Era para o FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) investir 60% de sua composição na valorização dos professores e demais profissionais de educação, enquanto que os 40% restantes deveriam ser investidos nas escolas, sendo administrados pelos diretores, que deveriam ser eleitos pela comunidade, incluindo os alunos e seus respectivos pais.

A verdade é que o dinheiro vem de Brasília todos os meses, mas os professores continuam desvalorizados, as escolas sucateadas e a merenda escolar deixando a desejar. Não valorizaram o professor, mas construíram um máquina, baseada no PROCESSO SELETIVO, para preencherem a demanda com contratos, que possuem poucas ou quase nenhuma garantia trabalhista aos olhos do governante. Por exemplo, no final do ano de 2014, os contratados não tiveram seu abono natalino ou 13º salário, sob a alegação de que o Município estava sem dinheiro. Mas como assim, se, pela Constituição, os entes federativos devem investir no mínimo 25% do que arrecadam em educação, enquanto que o FUNDEB é o dinheiro complementar para atender aos objetivos supramencionados?

Precisamos repensar a educação e a sociedade que queremos para nós mesmos e nossos filhos no futuro. Maltratando os professores, estamos nos maltratando, além das futuras gerações.

Não é justo obrigar aos professores, que tem direito a aposentadoria especial, trabalharem mais 80 (oitenta) meses, quando deveriam se aposentar com 25 anos no exercício da docência. O nome disso é incompetência e pode ser interpretada como terrorismo psicológico e econômico, principalmente, porque os profissionais concursados tiveram a previdência descontada todos os meses, ao longo da carreira.

A sociedade precisa saber o que está acontecendo de um lado, e tomar uma posicção do outro. Em suma, apoiar o governo municipal será o mesmo que deixarmos destruir o pouco que resta na educação pública, além de condenar o futuro das nossas crianças, tendo em vista que, se a qualidade já não estava boa, tenderá a piorar cada vez mais. Todavia, apoiar o movimento dos professores será o mesmo que dar uma nova oportunidade à sociedade para investir nas futuras gerações, objetivando uma educação mais humana e produtiva para todos.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior