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Precisamos conversar sobre os royalties, a dívida do IPREVIRB, o CAUC e seus efeitos sobre Rio Bonito

QScan07112013_144918Falar sobre o interesse do Município de Rio Bonito em enviar mensagem à Câmara Municipal, objetivando garantir o pagamento do empréstimo pelos próximos dez anos, é necessário, tendo em vista que a natureza dos royalties é justamente para que a Petrobrás e demais empresas atuantes na área, que são obrigadas a dar a participação aos municípios através de parte da extração e dos processos de trabalho no setor de sua organização, como contrapartida, tendo em vista a possibilidade de danos à sociedade e ao meio ambiente. Logo, na melhor das hipóteses, esse dinheiro já tem uma finalidade estabelecida por lei, que é justamente cuidar da responsabilidade social.  Entretanto, nas últimas décadas, tem sido algo normal por partes dos Estados Federativos e dos Municípios em adquirirem dívidas sem sentido, colocando os royalties como forma compensatória. No final, o dinheiro que deveria ser investido na sociedade, através dos serviços essenciais e, principalmente, a EDUCAÇÃO, acabam descendo ralo abaixo, por falta de visão gestora.

Tratando-se de Rio Bonito, independentemente da finalidade do empréstimo, há um agravante enorme e que entra na esfera da ética: – O lógico seria fazer o empréstimo, com o limite final dentro do atual mandato, que terminará no dia 31/12/2016, às 23:59 horas. Não faz sentido algum a Prefeita, Solange Pereira de Almeida, materializar um empréstimo, que, na melhor possibilidade, só será pago em 2025. Digo na melhor possibilidade, porque o IPREVIRB (Instituto da Previdência dos Servidores Públicos do Município de Rio Bonito) foi criado e instalado no primeiro mandato da prefeita Solange, em 2000. Entretanto, quinze anos depois, numa sucessão desastrosa entre prefeitos e gestores, que não assumiram a responsabilidade dos atos dos governos anteriores, quando deveriam seguir o princípio da CONTINUIDADE, deixaram de pagar ou fizeram uma sequência de renegociações, gerando uma dívida superior a Vinte milhões de Reais (R$20.000.000,00). Por causa dessa dívida principal do Município, Rio Bonito ficou negativo no CAUC (Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias), ficando limitado aos recursos próprios, tendo acesso a menos de 5% do universo das verbas, investimentos e financiamentos por parte do Governo Federal.

A Câmara dos Vereadores precisa compreender que, comprometendo, ainda mais, os royalties, ela estará assinando a falência do Município de Rio Bonito para a próxima década. A prioridade não é fazer novos empréstimos, mas pagar a dívida do IPREVIRB de forma parcelada em 12 meses, cortando as secretarias e os cargos comissionados para menos da metade daqueles existentes na atualidade.

Por fim, o problema do governo municipal riobonitense não é financeiro. E explicarei agora, ao meu caro leitor: – Quando a atual gestão assumiu em 01/01/2013, a folha de Pagamento total estava em R$5.600.000,00 (cinco milhões, e seiscentos mil reais) por mês. Entretanto, a folha de pagamento saltou para R$8.000.000,00 (oito milhões de reais). O aumento da despesa com o pessoal, incluindo os contratos e os comissionados, gerou um aumento de R$2.400.000,00 (dois milhões, e quatrocentos mil reais) por mês. Em suma, se a Prefeita estivesse preocupada em melhorar o município e as contas públicas, ela só teria que manter a folha de pagamento na configuração original. A economia com os cargos comissionados e os contratos, por si só, pagariam a dívida do IPREVIRB em 09 (nove) meses. Assim, o Município de Rio Bonito deixaria de ter acesso ao mínimo de 5% das verbas de Brasília, podendo ter acesso aos 100%. Entretanto, isso exigiria a formação de um quadro técnico e gestor eficiente, além de gerar muito trabalho.

Em suma, a Prefeita está colhendo o resultado de sua má gestão desde o primeiro dia do governo.  Ela construiu o quadro de 2000 a 2004, fazendo questão de deixar a dívida aumentar de 2013 até a presente data. Quem perde com o apadrinhamento, os contratos e os excessos por parte do Poder Executivo e Legislativo da nossa cidade é a própria sociedade. Logo, eu apelo aos Excelentíssimos Senhores Vereadores para que não aprovem o comprometimento dos royalties, tendo em vista que a Excelentíssima Prefeita não escutou um único conselho meu, quanto à gestão pública nos últimos 03 (três) anos, se prendendo ao plano de poder, quando deveria executar um plano de governo.

A máquina pública chegou ao limite que poderia tolerar.

 

https://www.youtube.com/watch?t=57&v=Jvr8z3MuPqE

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Royalties do Petróleo, não venda meu futuro

12032078_1687875301425618_1871573328236467135_n“Essa semana eu tomei conhecimento de uma notícia que me deixou estupefato! Além de dividir o fato com vocês, eu não poderia deixar de demonstrar o meu descontentamento com o que eu considero um absurdo!

A Prefeitura de Rio Bonito enviou mensagem para a Câmara de Vereadores pedindo autorização para fazer empréstimo bancário que será pago com um percentual dos royalties do petróleo dos próximos 10 anos. Você já viu um absurdo e um descaramento maior que esse? A Câmara ainda não aprovou essa sandice, mas precisamos ficar de olho, porque a Prefeitura está sendo gerenciada como se fosse um negócio particular e um balcão de negócios.

Amigos, a cidade não é deles! Alô OAB! Alô Conselhos Municipais! Alô sociedade riobonitense! Nós iremos tolerar mais essa imoralidade? Vamos ficar de olho! Vem chumbo grosso aí!”

Anderson Caldeira

Padre Eduardo Braga.

UM FUTURO PARA NOSSOS JOVENS

“Não são poucas as vezes que, infelizmente, vemos pais e mães se consumindo em lágrimas e dores diante da triste realidade em que seus filhos se encontram. Bebidas, vícios, más companhias, sexo livre, muitas “aventuras” e pouco compromisso com o próprio futuro.

Festas, bailes, “sociais”, ou seja lá o nome mais popular do momento que estejam dando a estes verdadeiros covis em que está sendo devorada a nossa juventude. Avançam noite adentro, e só terminam quando o dia desponta, porque, afinal, as trevas não suportam a luz. E de lá saem centenas de jovens moribundos, destroçados pelo álcool e pelas drogas, com o olhar perdido e o coração absolutamente vazio. E o absoluto vazio que descobrem dentro de si talvez seja o que mais lhes assusta, e, por isso, vão se afundando cada vez mais nesta vida mundana querendo preencher um espaço que jamais será preenchido com estes contra valores.

O Papa Francisco dizia esta semana que a família é a resposta para o mundo de amanhã. Se há, e eu creio firmemente que há, uma chance da juventude ser salva, a chave está na família. Que as famílias sejam sinais e canais de amor para os seus filhos! Mas de um amor exigente, que imponha limites a eles enquanto ainda há tempo! Não é normal um filho desrespeitar um pai ou uma mãe, não é normal um filho dormir fora sem você saber onde ele está, não é normal um filho chegar “meio bêbado” em casa, como se isso fosse possível! Muitas das batalhas que pais e filhos enfrentam hoje são fruto de uma educação permissiva demais, que não conseguia enxergar que alguns dos pequenos erros e transgressões da infância e adolescência se transformariam em uma montanha de problemas no futuro. Mesmo que você possa, não os cubram de presentes, mas faça com que eles saibam o valor que as coisas têm, e o quanto se precisa trabalhar para conquistar algo. Não os deixe acreditar que o ter é mais importante que o ser. Este é o amor exigente que pode decidir entre a vida ou a morte do seu filho, entre a sua salvação ou perdição. Este é o verdadeiro amor que faz o bem, não importando se naquele momento parece um mal. Este é o verdadeiro amor que faz os pais sacrificarem seus “minutos de sossego” para perder tempo e energias dando disciplina e limites aos filhos.

Há esperança para a juventude! Na contrapartida desta realidade triste de uma juventude doente, existe uma juventude sarada, que está buscando a felicidade bem longe dos vícios, que está abraçando um estilo de vida saudável, alegre, simples e cheio de boas perspectivas, um futuro com Deus. Nos últimos meses, centenas de jovens católicos experimentaram esta Nova Primavera que o Espírito de Deus quer derramar sobre toda a juventude. Quantos adolescentes e jovens nossos viveram momentos intensos de encontro com Deus em retiros, acampamentos cristãos, em noites de Vigília de Oração e Louvor! Uma magnífica demonstração de fé e docilidade a Deus para dar lição em muitos adultos experientes!

E a boa nova é que há lugar para todos! Do lado onde há vida e esperança, um futuro promissor e feliz, há espaço para todos! Não estamos julgando e condenando os jovens que hoje vivem nos desertos de um mundo sem Deus, que ainda não descobriram que é possível ser feliz vivendo o cristianismo. Todos podem ser alcançados pelo amor libertador d’Aquele a quem chamamos de Pai, fazendo-os passar da morte para a vida! Deus ama a todos, e espera um pequeno passo de retorno, de desejo de conversão, para poder Se adiantar e correr ao encontro de cada filho. Era um jovem aquele filho que, depois de esbanjar tudo o que tinha, resolveu voltar para casa, porque sabia que lá teria o que jamais encontraria em lugar algum: o amor verdadeiro, o respeito, a sua dignidade.

Desejo e clamo por um verdadeiro avivamento da juventude! Que se acenda no coração de cada jovem o desejo de retornar para a Casa do Pai, encontrando nos seus lares este amor que acolhe, restaura e restitui a vida. E que assim os jovens de hoje gerem famílias santas cheias de esperança e de amor para construção de um novo amanhã!”

Padre Dudu

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A Cidadania como problema II

“O ensaio parte de algumas premissas ainda em construção, mas que por serem tão atuais, provocam a abordagem.
A cidadania como problema; o Brasil como possibilidade; a organização social como instrumento de realização e entrega do bem comum.
Para tratar do tema vamos estabelecer um diálogo breve, mas muito respeitoso, com a filosofia em São Tomás de Aquino.
Justifica-se tal invocação pelo seu conceito de bem comum que atravessa os tempos e permanece vivo.
Eis um trecho do seu legado:
“Se, portanto, natureza do homem como animal social e político quer que ele viva em companhia de um grande número dos seus semelhantes, é necessário que haja entre os homens um princípio pelo qual fosse possível governar multidão (. ..) com efeito, esta dispersar-se-ia em diversas direcções se não se encontrasse alguém que cuidasse de tudo que diz respeito ao seu bem, assim como corpo do homem, ou de qualquer animal, se desagregaria se não houvesse nesse corpo uma certa força directora comum, que visasse bem comum de todos os seus membros.»
 
A violência política não tem filosofia alguma, me parece que é o que nos ensina o texto acima.
A proposta de uma organização que se baseia num consenso básico, constituído por pontos onde todos concordamos, relembra os nossos conceitos e instintos mais básicos, dentre eles o da conservação da espécie, sua perpetuação e também a proteção dos princípios que, experimentados, são escolhidos como os nossos reitores.
Redundaríamos na observação que já fazemos de forma reiterada, no sentido de que a solução dos nossos problemas e a satisfação dos anseios coletivos foram devolvidos a comunidade, ao cidadão, com o advento da democracia; com o restabelecimentos dos mandamentos republicanos e com a promulgação da Constituição da República de 1988. Ou seja, a realização do “bem comum” não demanda a benevolência ou a circunstancia do administrador público, seja em que esfera for.
Qualquer tipo de entendimento contrário seria a declaração nossa de renúncia ao que foi conquistado com o sangue de uns, a honra de outros e o nosso futuro comum.
Serve-se essa reflexão, quero crer, ao estabelecimento de novos paradigmas, mas com base nas instituições já consolidadas e que podem nos encaminhar ao nirvana da revolução engendrada pela busca do bem comum.”

Prof. Msc. César Gomes de Sá

Advogado
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CORRUPÇÃO

Enquanto a maior parte da massa

Faz questão de ficar adormecida,

A minoria quer ser mais realista

Que seu próprio rei.

 

Eles montam esquemas de levagem,

Passam o dinheiro por bancos e empresas.

Por mais que pareça sensacionalista,

O errado é contabilizado na lei.

 

Da noite para o dia,

O pobre fica bilionário.

A maior ironia é que tudo acontece sem o suor do trabalho.

Até aqui, foi o que processei.

 

O sistema vicia o político.

O político quer ficar dependente do sistema.

Eles se amam, num relacionamento crítico,

Porque tudo pode ser descoberto e virar um dilema.

 

Eles não entram na política com boa intenção.

Simplesmente, interpretam um personagem,

Para ficarem habilitados no orçamento.

Essa foi a mensagem da república desde sua proclamação.

 

Começaram com os militares e suas espadas.

Depois, passaram pelo coronelismo do café com leite.

O Estado novo veio para colocar juízo na gurizada.

Brasília foi construída muito além do papel e do estilete.

Os militares não gostaram e tomaram o governo no tapa.

 

Com a abertura democrática,

Ficou latente que a nação brasileira é uma criança,

Que abriu mão do patriotismo, em nome da ganância.

E, no meio de tanto drama e ignorância,

O sistema abraçou a todos com o pecado da omissão.

 

A corrupção é arma do sistema.

Ou seria o sistema a máquina da corrupção?

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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A quebra da Kodak é o exemplo de que a visão do futuro é necessária nos negócios

Kodak_Kodakchrom_64_KBO estudo do caso da quebra da KODAK, que foi a maior referência global na qualidade do material fotográfico, é um exemplo de grandes atitudes e, também, de grandes erros.

Toda organização que acredita que sua posição está inatingível e que se estará sempre na liderança, porque possui os melhores executivos do seu tempo, investindo no desenvolvimento da sua equipe e dos seus talentos, mas, deixando de sincronizar seu planejamento estratégico com o plano do negócio, vislumbrando o mercado consumidor, com suas necessidades e tendências, salvo a ausência da concorrência, estará fadada ao fracasso e à falência, por maior que tenha sido seu legado global e a valorização da sua marca.

Mas, onde foi que a KODAK errou, tendo em vista que possuia um dos maiores centros industriais do setor fotográfico no mundo, produzindo tecnologia de ponta e investindo nos seus talentos? A culpa é da crise econômica americana de 2009? – A resposta poderia ser simplificada e colocada na conta da cries econômica de 2009 e seus efeitos no mercado financeiro global. Entretanto, não há qualquer relação de um fato com o outro. A KODAK errou, porque ela não sincronizou seu planejamento estratégico com o negócio, ignorando as tendências tecnológicas do mercado. Assim, seguindo uma linha padrão, a KODAK continuou investindo no marketing, como a COCA-COLA. Todavia, manter sua marca em evidência não é a garantia de que seus produtos continuarão sendo consumidos pelo mercado, quando se tem um concorrente inteligente, inovador e visionário. A situação piora, quando esse concorrente pertence a outro mercado, enquanto que sua inovação causará total desequilíbrio em outras setores, por conta do conceito da inovação dos seus produtos. Logo, poderíamos afirmar que a FUJI e outras marcas famosas no setor fotográfico foram os causadores do fracasso da KODAK. Mas, tal afirmação, embora tenha sentido dentro do mercado da fotografia, seria um erro, tendo em vista que o mercado consumidor mudou seu comportamento, enquanto que o lançamento dos smartphones, com a resolução digital e os aplicativos de edição, provocaram uma mudança no comportamento do mercado consumidor, que deseja simplicidade, mobilidade e carregar o mínimo de peso possível. Assim, a onda negativa da KODAK se iniciou com o lançamento do IPHONE e seus efeitos no setor da telefonia e da tecnologia. A SAMSUNG e os Tigres Asiáticos não ficaram para trás e começaram a desenvolver tecnologias menores e mais eficientes na área da fotografia, migrando tais tendências aos portáteis.

kodak-bankruptcyA KODAK, na sua falta de visão estratégica para construir e simular cenários no futuro, acabou se perdendo na sua história de glória e conquistas. Mas, há um outro ponto muito interessante nisso tudo, tendo em vista que a empresa não ficou de braços cruzados e deixando a era digital passar diante dos seus olhos. Ela reagiu e entrou no mercado, produzindo câmeras e impressoras digitais específicas para o ramo da fotografia. Entretanto, havia um outro problema, uma vez que a KODAK tinha o recurso tecnológico digital muito caro, em comparação à concorrência, agravando a situação com as limitações do acesso aos produtos, que não migravam com outros dispositivos e produtos que não fossem da marca KODAK. Logo, a empresa cometeu o segundo erro no cenário tecnológico e mercadológico, acreditando que as pessoas continuariam consumindo seus produtos por causa da marca, mantendo a fidelidade forçada.

No final, restaram três opções a KODAK: 01 – Não reagir e quebrar; 02 – Expandir a área do mercado, fazendo parcerias ou fusões com empresas no setor tecnológico e da comunicação; e 03 – Diminuir a estrutura da organização, objetivando atender o fotógrafo profissional e o fotógrafo que trabalha com a fotografia como arte, dento do modelo original, com lentes especiais e caras, exigindo o modelo do laboratório fotográfico e a revelação no papel. Em suma, a KODAK aplicou a terceira opção, demonstrando que terá o mesmo fim das fábricas das fitas cassetes ou das máquinas de datilografia. Se os concorrentes do setor não migrarem seus negócios com outros setores e tendências no mercado consumidor, sofrerão do mesmo efeito dominó, porque o mercado quer praticidade, enquanto que o mesmo ainda não acordou para o fato que se tornará escravo do sistema das nuvens e do controle da informação. Mas, isso é uma conversa para uma outra hora.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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O Facebook é uma ferramenta de controle para os governos

Analisando as redes sociais e os números da audiência, incluindo os indicadores de fluxo e as várias dos horários, observo que o facebook está perdendo força no Brasil, além da baixa qualidade na produção dos conteúdos. Nem a imprensa nacional consegue fugir deste padrão.

O Whatsapp incentivou o êxodo do usuário mais informado, provocando, ironicamente, o efeito da orkutilização do facebook. O nome do efeito já demonstra que, no caso do mercado brasileiro, a rede social está sofrendo um declínio, que poderá chegar ao apogeu do Orkut. Todavia, enquanto o óbvio ainda não acontece, o Facebook, que deveria ser um meio de comunicação, acabaou assumindo uma posição fim, delimitando as publicações dos conteúdos em diversos países. Em suma, na ilusão, o escritor acredita que está gerando conteúdo e transferindo sua mensagem para centenas, milhares ou milhões de pessoas, desde que isso seja permitido pela sociedade de controle, com seus sistemas de vigilância e monitoramento da opinião pública e da vida privada do cidadão.

Na ilusão da audiência nas redes sociais, o escritor e o desenvolvedor de mídias centralizam seus conteúdos no Facebook, abandonando os antigos formatos de mídias na comunicação, tais com os sites. No final, eles podem perder o controle dos seus próprios conteúdos com um único telefonema das Agências de Controle Governamentais, além dos registros se perderem com muita facilidade, diante da grande demanda diária. Simplesmente, a informação se perde no processo de indexação, porque o banco de dados fica registrado no nome da rede social e não do conteúdo e do seu autor.

Assim, quando a Primavera Árabe foi propagada e registrada pelas redes sociais, tais procedimentos ocorreram, porque havia o interesse nisso. Seis meses após o efeito da “revolução” que não surtiu efeitos reais, os registros digitais foram perdidos, porque a sociedade de controle decidiu. Logo, utilizem as redes sociais com sabedoria. Compreendam que a REVOLUÇÃO jamais começará pelo facebook ou qualquer outro instrumento digital, porque a sociedade de controle existe e está monitorando sua leitura nesse exato momento.

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Somente a educação gerará novos negócios, empregos e empreendedores

Não adianta falarmos da ética e do patriotismo, enquanto a educação não for valorizada e tratada como prioridade estratégica pela sociedade e seu governo. Estamos todos no mesmo barco, correndo os mesmos riscos. 

Num mundo cuja violência é propagada pelas mídias sociais, com a alta no índice do desemprego e a economia parecendo uma criança andando na montanha russa, com os olhos fechados, a sociedade não terá muito que esperar do governo, salvo o incentivo das novas vagas de trabalho, a capacitação desta geração e um plano de contingência educacional para os próximos vinte anos. Em suma, o futuro está no empreendedorismo, na criação de novos negócios, que dependerão da educação industrial e financeira dos nossos tempos, objetivando o êxito nas futuras gerações.

Ao contrário que os políticos praticam, o objetivo real seria dar autonomia e independência ao cidadão para trabalhar, gerando tributos em nome da qualidade de vida. Qualquer proposta, que saia dessa linha de pensamento, será um discurso malicioso, para enganar a sociedade, consumindo o futuro dos nossos filhos e netos.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Virada Cultural em Rio Bonito: Participe e mostre sua arte

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“Programação – VIRADA CULTURAL MUNICIPAL DE RIO BONITO- RJ

 

DIA 02 DE OUTUBRO

 

*Circuito Literário- Tenda com títulos a venda e títulos para empréstimo. Espaço para leitura. Das 08h às 19h na Praça Fonseca Portela.

 

*Oficina de Origami- Na Pinacoteca às 10h.

 

*Apresentação de ballet com o grupo do CRAS– coreografia de Larissa Miguez na Praça Fonseca Portela às 14h e 10 min.

 

*Oficina de Origami– na Pinacoteca às 14h.

 

Oficina de Improvisação- Praça Fonseca Porteladas 14h e 40 min às 15h e 20min.

(Jogos teatrais e fundamentos da improvisação, ministrados por Bruno Comitre).

 

Exposição de Palhaços– Praça Astério Alves das 15h e 20 min até 15h e 50 min.

(palhaços desenvolvem pequenas partituras corpóreas, como: tirar um chiclete da boca, amarrar um tênis, fugir de uma mosca).

 

Katia e banda– Praça Fonseca Portela às 16h.

 

Conto no Ponto– Praça Fonseca Portela das 16h às 19h.

(micro histórias, micro contos, e causos curtos contados por ator aos ocupantes do ponto de ônibus).

 

Sombras na Praça– Praça Fonseca Portela das 16h às 17h.

(atores vestidos com roupa preta imitam as pessoas que circulam pela praça).

 

Workshop de Fotografia– Praça Fonseca Portela das 16h às 17h.

 

*Exposição de Acervo Permanente– Pinacoteca Municipal das 10h às 20h.

 

Flash Mob.- Praça Fonseca Portela às 17h.

(coreografia na rua).

 

Flash Mob.- Praça Astério Alves às 17h e 15 min.

(coreografia na rua).

 

Andarilhos da Poesia– Praça Fonseca Portela e Mercado Municipal das 17h às 18h.

(poemas e pensamentos proferidos por dois andarilhos que circulam pela Virada Cultural).

 

*Apresentação Musical– Tião e Dansol no Coreto da Praça Fonseca Portela às 17h

 

Roda de Capoeira– Praça Fonseca Portela a partir das 18h.

 

*Apresentação de Dança do Ventre com Sophia de Paula– Palco principal às 22h e 30 min. Praça Fonseca Portela.

 

*Festival da Canção– Praça Fonseca Portela das 20h às 23h.

 

*Espetáculo Teatral, classificação 14 anos- “Caminhos de Mulheres”- espaço de artes às 22h. (Aborda o tema; violência contra a mulher).

 

*Sarau literário com Juka Goulart e artistas regionais– Coreto do Mercado Municipal a partir das 23h.

 

*Cine Pracinha– Cinema na Madrugada na Praça Fonseca Portela a partir das 23h e 30 min.

 

DIA 03 DE OUTUBRO

 

 

*Brinquedos infantis na Praça Fonseca Portela– o dia todo.

 

Oficina de Confecção de Instrumentos Musicais– Coreto da Praça Fonseca Portela a partir das 11h.

 

Fast Draw– Praça Fonseca Portela das 16h até 16h e 30 min.

(pequenos rabiscos feitos pelo público são transformados em arte por um desenhista).

 

Caricaturas– Fonseca Portela das 16h e 30 min às 17h.

 

Flash Mob.- Praça Fonseca Portela às 17h.

(coreografia na rua).

 

*Espetáculo Teatral: “Os Fabulosos Pronta- Entrega”– Praça Fonseca Portela às 17h e 30 min.

 

Coral no Coreto– Praça Fonseca Portela a partir das 18h.

 

Solo Ana Raquel Couto e Ricardinho– Coreto na praça: Fonseca Portela, Voz e violão às 18h e 30 min.

 

*Festival da Canção– Praça Fonseca Portela das 20h às 23h.

 

*Apresentação de Dança do Ventre com Sophia de Paula– Palco principal às 19h e 30 min. Praça Fonseca Portela.

 

*Folia de Reis– Da Praça Astério Alves até a Praça Fonseca Portela das 23h às 0h.

 

*Hip Hop– Escadaria do Hospital Darcy Vargas- das 18h às 20h.

 

*Roda Cultural– Praça da Bandeira a partir das 22h.

(atrações como banda de rap, banda de reggae, batalha de mc’s e microfone aberto ao público durante toda a madrugada).

 

Conto no Ponto– No ponto de ônibus do Mercado Municipal das 10h às 13h.

(micro histórias, micro contos, e causos curtos contados por atores aos ocupantes do ponto de ônibus).

 

*Karaokê- Praça Fonseca Portela das 17h às 20.

 

DIA 04 DE OUTUBRO

 

*Festival de Bandas Escolares Municipais- Praça Fonseca Portela às09h.

 

Exposição de Telas Constr. Arte- Praça Fonseca Portela das 09h às 12h.

 

Música ao vivo com Kátia e banda– Pinacoteca às 11h.

 

*Contação de História– “Conto das Matas” no Coreto da Praça Fonseca Portela às 10h com Virgínia.

 

Work in Progress de Pintura– Praça Fonseca Portela das 09h às 12h.

 

*Pollock pelo Povo (grande tela pintada pelos visitantes. Técnica de gotejamento)- Praça Fonseca Portela das 09h às 12h.

 

*- Sinaliza que esta atividade é convidada e não pertence ao Projeto: Construindo Arte.”

 

Secretaria Municipal de Cultura de Rio Bonito.

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MANIFESTO CULTURAL CONTRA A PREGUIÇA ARTÍSTICA

Rio Bonito, 31 de outubro de 2005.

 

De todas as pastas e ministérios dum governo, nenhuma é tão simples e fácil de se resolver do que a cultura; pois, essa independe de planejamento, financiamento ou público, desde que as partes interajam por si mesma diante do princípio único de cultivar algo que se manifestou ou que ainda está se manifestando em nossas consciências individuais e na consciência coletiva como um todo.  Isso acontecerá, porque a consciência coletiva é maior do que a soma de todas as consciências que compõem a sociedade.  Ela ser-se-á autônoma e ditará as normas e formas de comportamento dum grupo ou estilo.   De fato, esse é um processo dialético que ora a cultura determina a consciência, bem como, ora a consciência determina a cultura.  A moda é um exemplo clássico de tal tendência humana.

A ideia seria somente deixar acontecer ou precipitar a ação cultural, através da indução da manifestação artístico-literária na sua forma bruta.  Assim, os poetas se sentiriam importantes com sua escrita; os pintores se inspirariam mais no mundo e mostrariam sua arte nua e crua; enquanto que os tradicionalistas folclóricos continuariam repetindo aquilo que aprenderam com seus pais, no intuito de manterem vivas a memória e a ação duma geração, sem autores ou réplicas.  Assim, haver-se-ia a constituição das coisas vivas e não vivas, animadas e inanimadas…  Assim haver-se-á a construção da cultura e da identidade duma sociedade que ainda não conhece a si mesma; pois, no final, Rio Bonito é exatamente isso:- Uma cidade que desconhece seus heróis e sua essência.

Entretanto, por maior que seja o incentivo financeiro, intelectual ou material por parte do Estado e da iniciativa privada, ainda não estaríamos seguindo o processo cultural na sua gênesis e integridade; senão, uma mera imagem ou reflexo duma elite que deseja ter aquilo que outras grandes cidades possuem, como teatros, cinemas, salas de leitura, saraus, simpósios, palestras, e entre tantas formas de transmissão ou entretenimento das pessoas…  E quem poderia concluir que o trapezista do império egípcio se transformaria no teatrólogo do presente, escrevendo textos, produzindo peças e construindo parte da consciência coletiva e cultural de sua época?  E quem poderia dizer que Vila Lobos seria exaltado, na atualidade, quando que, em sua época, foi ignorado pela própria nação brasileira?  Suas obras só tiveram êxito e aceitação somente após a aclamação pública dos franceses.  Essa é a triste história de nossa arte brasileira, que tem que passar pela aprovação estrangeira para se consagrar como nacional.  Isso é irônico, para não se dizer trágico.  Aliás, essa é uma característica brasileira: – Transformar o trágico em comédia, convivendo muito bem com isso.

É chegada a hora de retornarmos com as rodas de samba, o chorinho, o cinema artesanal, a gastronomia regional e sertaneja, as roupas com o toque nosso, a poesia com estilo, a prosa com paixão e afinco, e a escrita sem o objetivo do lucro; pois, quando se fala em cultura, na atualidade, só se vêm os cifrões dos projetos e das apresentações…  E assim, as pessoas vão produzindo a arte e a cultura, finalizando o dinheiro.   Logo, onde estão os mecenas de outros tempos ou os pensadores de outrora?  Onde estão a ironia e a oratória filosófica?   Onde está o namoro em casa, o passeio de mãos dadas na praça, o ato do primeiro doce beijo ou a magnitude do matrimônio, como uma instituição que nunca dever-se-ia acabar?  Onde estão o sonho e o sonhador, a escrita e o escritor?  Onde estão as dançarinas de ballet ou da dança moderna?  Onde?  E quem poderá explicar o caos que nos fora causado no processo de colonização, e que se acentuou, cada vez mais, com o processo de globalização?  Quem?  De fato, só sei que os ingleses ainda bebem o chá das cinco, e que os indianos cultuam centenas de deuses.  Por que eles resistiram, enquanto que nós não?  Deveríamos nos perguntar o que podemos fazer para melhorar o mundo e expressar realmente nossas ideias…  Devemos lutar, no intuito de chamar a atenção do mundo; mas, senão, para provarmos que, com todas as dificuldades, ainda produzimos aquilo que é somente nosso: – Nossas conquistas e nossos sonhos. Pois, a realidade é o sonho de alguém do passado.  Por que esperar o município, o Estado ou a União se posicionarem para fazer algo que, historicamente, é patrimônio e obrigação do público e do cidadão?  Por que, ao invés de acusarmos o Estado de incompetência, não analisamos a realidade como a é, com o objetivo único de assumirmos a responsabilidade e de expormos nossos dons nas ruas ou salas de artes?  Entretanto, Cyrano era mosqueteiro durante o dia, e fazia trova e ciência à noite.  Sua alma emanava arte por inteiro.  Por que não vejo o Cyrano no aqui e agora?  Por que só escuto lamentos de perda, quando, de fato, não perdemos nada ainda? Realmente, nem começamos a equação solidária da arte.  Talvez, seja necessário um desastre social ou a ausência total da esperança para que alcancemos a glória da arte e sua personificação cultural!  Talvez, eu devesse usar mais gírias e palavrões?  Talvez, eu devesse escrever menos e gargarejar mais?  Talvez, a cidade não tenha espaço cultural, porque, de fato, ela não quer cultura, mas uma forma de manifestação?  O fato é que sou poeta e que gosto de expor minha escrita e minha poética.   Conheço poucos poetas na cidade, mas os conheço.  Também, não posso ignorar os anônimos, que jamais serão conhecidos, embora, por acidente, sua escrita venha surgir como o referencial duma geração.  Conheço pintores, escultores, músicos e atores.  Ora…  Eu não escrevo por dinheiro, mas por amor.  Por que a cultura tem que surgir como um fim, quando, de fato, ela é um meio de sobrevivência social?  Diante de tamanha expressão literária, digo que precisamos reunir nossos artistas para produzirem arte.  Devemos reunir nossos pensadores para produzirem pensamento, e dar a oportunidade à massa para aprender a apreciar tudo isso.  Só basta alguns se posicionarem no tablado popular (parquet), enquanto que outros admirarão sua luz e sua glória.  Logo, façam algo além de criticar…  Peguem suas armas, que são suas consciências, e partam para o teatro do mundo, sem querer qualquer coisa em troca…  Simplesmente se doem à arte, pois, se realmente são artistas, não haverá dor ou rancor, mas atuação e reconhecimento…  Talvez, esse seja o segredo universal da arte e da cultura, tendo em vista que as mesmas funcionam como religiões que produzem o abstrato da fé, que consegue fundamentar o real e alterar as bases do material.  Logo, meus caros intelectuais riobonitenses, sejam espírito para alcançar a graça divina da matéria…   E podem contar comigo para as rodas de samba, os saraus, as rodas de leitura nos bares ou na própria chooperia Sete de Maio…  Deus não precisa de templos de ouro, logo, porque que os riobonitenses precisarão de teatros ou cinemas para apresentar sua forma de arte e vida.  Digo isso, porque sou um ator que interpreta a peça da vida, cuja medida das coisas é sua própria deficiência.  Talvez, fosse interessante juntarmos as forças no intuito de aumentarmos a aplicabilidade da proposta e de criarmos algo novo, ou de retornarmos ao antigo magistral.  Termino o presente texto, atentando para o fato de que a maior diferença entre o homem e a pedra é que o primeiro realiza, enquanto que a segunda só transcorre no tempo.  Nós somos Homens ou pedras?

 Nadelson Costa Nogueira Junior