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Os Santos passaram, passam e passarão entre nós

A Santidade nunca sai, nem sairá de moda! Deus, que é Santo, também nos quer santos como Ele! O Espírito de Deus tem concedido à Igreja um entendimento muito claro a respeito da teologia da santidade: Viver a vontade de Deus com amor! Eis a santidade!

Na Oração Eucarística V, há uma frase que sempre me chama atenção: “(…) os que na vida souberam amar Cristo e seus irmãos”. No meu limitado entendimento, aqui está o conceito do santo: Quem na vida amou Cristo e seus irmãos! A Santidade, portanto, é possível! Os santos passaram, passam (estão!) e passarão entre nós!

O mundo precisa de santos! O Brasil precisa de santos! Sua família, universidade, seu bairro, sua paróquia! Nossa existência precisa ser santificada! Viveremos a santidade não como escravos, mas na verdadeira liberdade de seres humanos, com responsabilidade, compromisso e propósito diante de Deus e do mundo. E porque na liberdade escolheremos o bem, viveremos o amor a Deus e também aos irmãos. Na liberdade, seremos conduzidos pelo Espírito Santo aos caminhos de santidade por onde trilham os santos!

Os santos passaram por aqui! Nossa Igreja Particular de Niterói pode se alegrar por alguns destes grandes homens e mulheres que passaram por aqui: São José de Anchieta que tanto tempo esteve em Niterói. O que falar da possível beata Zélia Pedreira (nascida no Ingá) que, vivendo numa sociedade escravocrata, tratava seus empregados como pessoas livres e durante a viuvez distribuiu todos os seus bens? Todos nós sabemos que a Madre Teresa de Calcutá pisou também em nossas terras? E o futuro santo seminarista e surfista que estudou com os nossos seminaristas e tantas vezes cruzou a ponte para pregar aos nossos jovens?

Pensemos na Solenidade de todos os santos! Vivamos este mês reacendendo em nós o desejo pela santidade! Ser santo não pode mais ser a exceção da regra do Cristianismo, precisa ser a sua norma. Precisamos de homens e mulheres fortes que assumam a vocação à santidade como propósito diário de vida. Buscar a santidade como se busca o oxigênio e a água!

Os santos não se perdem pelas encruzilhadas e atalhos da vida; eles vão a Deus pelo caminho mais seguro: o Amor. Não se pode amar uma ideia ou uma abstração. Ama-se alguém com quem é possível entrar em diálogo, ter comunhão, receber amor. Os santos descobrem Deus como Pessoa Viva, são apaixonados por Ele, jamais O trocam por nada ou ninguém. Sentem-se habitados pelo Seu Espírito. O santo age, ora, luta, chora, sofre, profetiza e tem esperança no futuro.

Se passarmos por esta vida sem ao menos nos aproximarmos da santidade, sairemos dela insatisfeitos. O homem nunca será feliz se não for santo. Só a comunhão com o Senhor nos deixará completamente realizados, felizes, completos. Queira o Senhor Jesus, pela força do Seu Espírito, mandar sobre nossa Igreja Particular, sementes de santidade que brotem a seu tempo no caminho daqueles que por nossas terras passam e passarão.

Pe. Dudu

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Saudade com gosto de mexerica

Hoje, eu não quero saber dos textos grandes, com conteúdo e que sejam escritos por pessoas que se consideram geniais de berço.

Também, não estou com o corpo preparado para usar terno e gravata, pois, tais vestimentas escravizam seus portadores, transmitindo a ambígua ideia de que o mesmo é portador do poder por si ou o cumpre pela vontade de terceiros.

Não quero calçar tênis ou sapatos, porque meus pés precisam de liberdade para respirar.

E assim, ando descalço na pureza do meu lar, porque hoje é sábado.

No mais, eu queria matar essa saudade, que arde no meu peito, ficando sentado debaixo do pé de mexerica , vendo a fumaça branca sair do alambique lá embaixo.

Na hora da galinhada, desceria o morro com minha irmã, escorregando na folha da bananeira, rolando no barro vermelho.

Eu não queria crescer. Mas não houve outro jeito.  Então, quero ficar sozinho no catinho da sala, porque hoje é o dia do descanso. Porque hoje é sábado.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Sobre os efeitos dos atos jurídicos, contábeis e administrativos em nossas vidas

Eu aprendi, nos cursos que estudei pela vida, que, no cotidiano da sociedade humana, todos passarão constantemente por atos e fatos jurídicos, contábeis e administrativos. Por mais inconsciente que seja o padrão da ocorrência de tais ações, bem como suas materializações na realidade, nos limitamos, quando indagados ou obrigados pela situação a analisarmos os resultados, exclusivamente, seguindo a tendência natural e humana. Logo, não foi por acaso que os americanos se especializaram na DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), pois, através desta ferramenta contábil e gestora, podemos ver, de forma genérica, a saúde da organização, tendo como ponto de partido o FLUXO DE CAIXA.

No meu cotidiano, eu utilizo as planilhas eletrônicas, com o balancete mensal e o balanço patrimonial, registrando o ATIVO e o PASSIVO, projetando o fluxo de caixa no futuro, idealizando o prazo de 12 meses. Nos últimos 10 anos, o procedimento tem funcionado e bem, no controle do orçamento doméstico.

Atualmente, a intensificação da cultura e da consciência sustentável, tanto na parte financeira quanto na ambiental, objetivando a evolução e o desenvolvimento da consciência e do comportamento doméstico financeiro, no intuito de também convergi-lo ao nicho do setor dos investimentos, tem contribuído e muito na compreensão do ato e do fato contábil, dentro da visão contingencial de uma sociedade, em constante movimento e transformação. Isso é tangível na situação do brasileiro, que está enfrentando a inflação, cujo método de controle escolhido pelo governo foi justamente o índice exagerado na taxa dos juros, elevando a alíquota dos impostos e tributos muito acima do limite tolerável dos 32%, causando diminuição na arrecadação interna, mas, intencionalmente, tentando chamar a atenção do investidor estrangeiro e o nacional para investir nos papéis do tesouro. Consequentemente, as empresas vendem menos, diminuindo a produção e demitindo seus empregados, que deixarão de consumir no mercado, causando um efeito dominó no país inteiro.

A escrituração é importantíssima, bem como o restante do universo contabilístico e auditor, tendo em vista que as pessoas jurídicas tenderão a fazer empréstimos, objetivando o crescimento na produção e a conquista do mercado. O mesmo comportamento tende se repetir na vida doméstica da pessoa física. Logo, fazer o controle financeiro e econômico é uma necessidade imperativa nos tempos da globalização e da guerra cambial entre as grandes corporações e suas respectivas nações.

Por fim, independentemente da nossa capacitação e conhecimento, o brasileiro precisa compreender que utiliza muito mais os conselhos e os efeitos dos atos e fatos jurídicos, contábeis e administrativos, do que visitam o médico ao longo de suas vidas. Entretanto, a base do discurso, quando provocado, se limitará ao valor e ao uso limitado do salário mínimo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A humanidade se confunde nas palavras e nas percepções

Gosto de ler os textos que fazem referência ao fim dos comportamentos humanos no momento da morte, tipo: “Aqui você leva a arrogância, as posses e tudo mais.” Independentemente da premissa ser verdadeira por parte do autor, há algo que tem que ficar muito bem definido para todos: – Quando se morre, a prepotência e a arrogância do defunto se dissolverão ali, no último suspiro. Simplesmente, o corpo se desliga da criação, despencando no chão, quando se está em pé, ou continuando na mesma posição, quando deitado ou sentado. A sepultura só receberá o depósito do corpo, composto de carne e ossos, que, literalmente, passou pelas mãos de muitos conhecidos e estranhos, desde a autópsia até o velório.

Se a ideia do autor do tipo da frase supramencionada é colocar o defunto no mesmo padrão de humanidade e educação esperado e exercido pela maioria, que passou pelo processo de civilização, a imagem da sepultura está errada, porque os homens só são iguais nas suas necessidades fisiológicas.

Considerando toda a hipocrisia humana, pode ter certeza que o corpo do milionário, mesmo depois de morto, terá um tratamento social e fúnebre mais humanizado do que o cotidiano de muitos pobres e membros da classe média que ainda estão vivos. Isso acontecerá, porque existe algo chamado ganância e instrumentos jurídicos, conhecidos como INVENTÁRIOS, ARROLAMENTOS e TESTAMENTOS.

Por fim, depois de escrever o presente texto, não poderia deixar de concluir que o autor do tipo da frase supramencionada passou por traumas, que não foram superados, ou manifestou sua inveja como a última impressão de alguém.

Não sei se é uma regra geral, mas as pessoas arrogantes e prepotentes, que não precisam ser ricas materialmente, terminam suas vidas, dependendo da caridade alheia. Assim sendo, acho que seria politicamente correto afirmar que tais propriedades da personalidade falecem, antes mesmo da morte física. O problema é que a caridade alheia é anônima e silenciosa. Logo, as testemunhas não falam, porque a situação não faz qualquer diferença para a missão de suas vidas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Licitar o estacionamento rotativo é um erro grave, quando se tem a Guarda Municipal e o Departamento de Trânsito em Rio Bonito

O Município de Rio Bonito criou e instalou sua Guarda Municipal em 2000, no final do do primeiro mandato da Prefeita Solange Pereira de Almeida. Assim, nos últimos 15 anos, os guardas municipais estão sendo subutilizados pelos governos, quando poderiam atuar ativamente na sociedade, indo muito além da segurança patrimonial, focalizando, justamente, a prevenção e a organização do trânsito, trazendo para os cofres públicos valores superiores aos R$86.670,00 mensais, indicados pela licitação do estacionamento rotativo. Para isso, só bastaria realizar o concurso público, objetivando aumentar o efetivo, tanto na guarda municipal quanto no departamento de trânsito, que foi criado no primeiro ano do atual governo, em 2013, objetivando regularizar e aplicar as multas no trânsito riobonitense. Em suma, não faz sentido algum falar em licitação, quando já existe uma estrutura madura dentro da máquina pública, que foi e ainda está sendo ignorada pelos governos desde sua criação.

Organizar o trânsito é uma necessidade e um desafio, cuja Guarda Municipal e o Departamento de Trânsito podem realizar, gerando, sem qualquer sombra de dúvida, a receita muito além dos R$15.000.000,00 da licitação do estacionamento rotativo, no prazo de 15 anos ou 180 meses. Por exemplo, se a demarcação inicial do estacionamento rotativo começar pelo entorno da Praça Fonseca Portela, das 10 principais ruas adjacentes, com a tarifa de R$2,00 a hora, com a média de 40 vagas, hipoteticamente, para cada rua, nós teríamos a arrecadação de R$80,00 por hora, o que resultaria no subtotal de R$800,00, por hora, e R$8000,00 por dia, considerando o horário comercial. Se pegarmos os hipotéticos R$8.000,00 e multiplicarmos por 26 dias, teremos o resultado surpreendente de R$208.000,00. A conclusão é que a empresa vencedora da licitação teria o lucro direto de R$121.330,00. É claro que quanto mais ruas forem incorporadas ao projeto do estacionamento rotativo, os números só tenderão a crescer. Minha única pergunta é, meu caro leitor: – Por que dar essa máquina de fazer dinheiro para o setor privado, quando o governo municipal já tem todas as ferramentas para realizar o ato? Quem ganharia com tal iniciativa? – Eu tenho certeza, através da matemática, que o melhor caminho para o Município aumentar sua receita é trabalhando, gerindo o Estacionamento Rotativo com a máquina pública, criando uma autarquia pública, se for o caso.

Por fim, há um ponto que está me intrigando e muito, pois, se um cidadão leigo, como eu, conseguiu fazer a estimativa, não é possível que ninguém a tenha realizado dentro da cúpula do Poder Executivo e da Câmara dos Vereadores de Rio Bonito. Tenho certeza, que os analistas financeiros, os contadores e os controladores concordarão com o raciocínio matemático supramencionado e chegarão a mesma conclusão: – A LICITAÇÃO DO ESTACIONAMENTO ROTATIVO só será boa para a empresa vencedora. A cidade de Rio Bonito perederá o controle sobre seu trânsito, bem como uma RECEITA PRÓPRIA, que gerará milhões de reais por ano, se for gerida corretamente.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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URGENTE: A armadilha do estacionamento rotativo em Rio Bonito se tornará uma realidade?

No último dia 08 de outubro de 2015, o TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) autorizou o edital para o estacionamento rotativo no Município de Rio Bonito, tendo em vista que as alterações indicadas pelo órgão foram aplicadas.

A concessão, estimada no valor de R$15.624.576, pelo período de 15 anos, gerando a receita aproximada de R$86.670,00 por mês, com a fixação da tarifa básica no valor de R$2,00 por hora, ao Município de Rio Bonito visa à implantação de um sistema de estacionamento público rotativo e pago para veículos nas vias públicas da nossa cidade. A concessão incluirá os direitos à empresa vencedora da licitação de exploração, operação, manutenção, administração, apoio técnico, processamento dos dados operacionais, financeiros e gerenciais, meio de pagamento, equipamentos, materiais e mão de obra. O sistema será operado por meio de tíquetes impressos.

Embora o projeto tenha sido enviado ao TCE-RJ para análise em abril, a metodologia e a justificativa do Município de Rio Bonito demonstraram incertezas quanto à necessidade do valor fixo da tarifa básica em R$2,00 (dois reais) por hora, cujo valor seria utilizado na expansão e adequação do sistema à sociedade. Seguindo a mesma linha, o órgão também exigiu informações sobre o estudo econômico e o fluxo de caixa previsto com a concessão, objetivando encontrar o valor adequado para garantir o equilíbrio entre o Município e a futura empresa que vencerá a licitação, para que a mesma tenha seu lucro garantido.

Agora, os empresários e a sociedade riobonitense precisarão se unir e pensar o atual mecanismo do trânsito local e as propostas que pretendem instalar no nosso município, tendo em vista que o processo envolverá fatores que irão muito além do controle local, tais como a cobrança do estacionamento, as Multas, o reboque, o depósito, entre outros. Sem contar a autonomia para aumentar a tarifa e/ou estender o estacionamento as outras ruas.

É fato que o riobonitense é apaixonado por carros, enquanto que o trânsito atrapalha e muito a logística do consumo no comércio local. Pessoalmente, eu acho que o modelo do estacionamento deve ser estabelecido na nossa cidade, mas no momento certo e com a participação da sociedade. Há um ponto nisso tudo que a atual gestão não está considerando: – R$86.670,00 por mês é um valor muito baixo, diante da mina de outro que ficará disponível à empresa que vencer a licitação e venha assumir a responsabilidade pela logística. A redução dos cargos comissionados e a extinção de 03 (três) secretarias sem sentido, já resolveriam o problema da compensação dos valores, além de ampliar a economia com os encargos previdenciários e com a Receita Federal. Em suma, os riobonitenses ganhariam muito mais que o valor supramencionado por mês, sem estrangular mais os trabalhadores e os empresários. Para agravar a situação, os tributos e impostos aumentaram nos serviços da telefonia, da energia elétrica, na distribuição da água e nos combustíveis. O cidadão riobonitense não suportará pagar mais impostos, taxas e tarifas, ganhando salário mínimo.

Considerando o cenário econômico mundial e local, aplicar o estacionamento rotativo em Rio Bonito, antes das Eleições Municipais de 2016, seria o mesmo que destruir a máquina pública para que a próxima gestão não tivesse condições econômicas, jurídicas e financeira de pagar suas obrigações e realizar novos projetos, dando continuidade àqueles que já estão em andamento e que são necessários. Principalmente, quando a Prefeita, Solange Pereira de Almeida, está esgotando seus recursos e tempo de permanência no cargo e na vida política pelos próximos 06 (seis) anos, quando a sentença for executada, tendo em vista a perda do prazo, ratificada nos últimos dois recursos no TRF – 2ª Região e no STJ. Se a Câmara Municipal compactuar com essa ideia, só ficará latente uma única opção nos Poderes Executivo e Legislativo da nossa cidade: – RENOVAÇÃO na cadeira do Prefeito e nas cadeiras dos vereadores.

Por fim, eu não tenho dúvida de que esse é o momento para que a CDL, ASCIRB, a OAB, os sindicatos, e as instituições religiosas, com suas respectivas comunidades, se reunissem para pensar e lutar contra tais erros de gestão, bem como para corrigir falhas futuras, que estão muito mais ligadas ao processo da reeleição no Poder Legislativo, porque a permanência dos legisladores (vereadores, deputados e senadores) não possui prazo de validade, limitando-se ao controle interno de suas próprias casas e jurisdições. Os vereadores precisam compreender que tanto o empréstimo com os royalties futuros e o estacionamento rotativo são armadilhas que escravizarão a sociedade riobonitense de um lado, além de acabar com a capacidade financeira e econômica do Município do outro.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A gastronomia da cultura

Rio Bonito, 25 de outubro de 2015.

Degusta Gastronomia era seu nome.

Lugar com o designer moderno,

Para muitos, considerado até avançado.

Muito além dos conceitos de um restaurante.

 

Sua carta era calculada em sabor e sabedoria,

Acompanhando o nutricionismo da Chef Gourmet.

Tinha-se de tudo na diversidade da sua cozinha,

Desde as massas e os assados, terminando nos omeletes.

 

Por anos, sua marca foi servir com qualidade,

Confundindo a amizade com o cliente

 

Era uma cumplicidade de consumo,

Que se expressava em cordialidade.

 

Os admiradores da boa cerveja eram assíduos.

Faziam os pedidos em baldes,

E dividiam com os amigos.

A cada copo, era um gole e um sorriso.

 

As conversas eram culturais e complexas.

Começavam no jurídico e terminavam na vida alienígena.

Por muitas vezes, conversamos sobre a economia,

Vislumbrando seus efeitos na arte da guerra.

 

Por fim, eu não darei adeus ao Degusta.

Porque algum visionário continuará com essa energia.

 

Mesmo assim, sentirei saudades da arte descrita,

Bem como da empatia nos eventos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Os riobonitenses precisam se unir e abrirem mão do hífen

Realmente, eu não sei se os riobonitenses se isolaram da realidade porque escreviam rio-bonitense separado, ou se foi a grafia que provocou a separação e a dormência no povo. Somente os estrangeiros, que se tornaram riobonitenses por opção, compreenderão a complexidade que um hífen pode provocar em uma sociedade inteira.

Precisamos tirar o hífen da grafia para que o riobonitense pare de se ver num feudo, enquanto que haja coerência entre a palavra, o pensamento e a ação.

A questão agora é bem simples: Retire o hífen da grafia. Seja riobonitense e libere o curso das nossas águas à região metropolitana. Que eles bebam da nossa riqueza e sintam inveja do peso e tamanho do nosso paralelepípedo.

O hífen foi colocado na grafia, porque fomos grandes no passado e chegamos a conquistar os cariocas e os papas-goiabas no anonimato. Entretanto, é chegada a hora de restabelecermos a freguesia dos nossos avós.

Por fim, o asfalto nunca foi o símbolo do progresso, enquanto que o paralelepípedo identifica nossas raízes. Assim, eu resisto ao processo civilizatório escravagista moderno, abolindo o hífen da natureza que justifica o riobonitense, porque nasci carioca por acidente.

Enquanto os letrados brigarão pelas questões gramaticais de um lado ou pela morfografia do outro, eu atravessarei a Rua XV de Novembro, no corredor da história, para tomar uma pinga no Bar do Honesto, ficar em pé diante da prefeitura, vislumbrando o transcorrer do tempo, lentamente. Talvez, eu pare no Bar Nacional para degustar um café, antes que o passeio acabe no presente.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Dois anos sem o Elevado da Perimetral, com muitos lamentos

rio234732_586x422No próximo dia 02 de novembro de 2015, a implosão da primeira parte da perimetral completará dois anos.

O Elevado da Perimetral foi construído entre 1950 a 1960, com o objetivo de integrar os principais entroncamentos rodoviários da cidade do Rio de Janeiro, tais como a ponte Rio-Niterói, o Aterro do Flamengo, a Linha Vermelha e a Avenida Rodrigues Alves, conectando o sistema rodoviário aos Aeroportos Santos Dumont e o Galeão.

A obra arquitetônica era criticada pelos cariocas que trabalhavam ou residiam nos prédios próximos à estrutura, alegando que o elevado não lhes permitia a visão da Baía de Guanabara de um lado, enquanto que os turistas, que vinham pelos navios, criticavam o comprometimento da visão da cidade do outro.

Sem dúvida alguma, o carioca tinha incorporado o Elevado da Perimetral no seu cotidiano, quando o assunto era justamente a mobilidade, a logística, o deslocamento e o tempo. Todavia, o Prefeito, Eduardo Paes, decidiu alterar a paisagem da cidade, revitalizando a zona portuária, que estava abandonada, em considerável parte, ora pela logística portuária, ora pela perda do valor estratégico da mobilidade por parte da própria sociedade carioca. Entretanto, havia um obstáculo entre o projeto pessoal do prefeito da cidade do Rio de Janeiro e sua materialização: – O Elevado da Perimetral, que deveria ser demolido em nome do progresso, do crescimento imobiliário, da revitalização de uma área abandonada, e a principal de todas as causas, as Olimpíadas de 2016.

04_02_13_1-grandeNo dia 02 de novembro de 2013, o staff do PMDB, partido dominante naquela época tanto no Governo do Municipal quanto do Estado do Rio de Janeiro, apertava o botão da implosão do primeiro trecho do Elevado da Perimetral, como que o ato, por si só, fosse o gerador dos inúmeros processos, que trariam a ordem e a tranquilidade na vida do carioca. Entretanto, daquele momento em diante, mesmo a com a VIA BINÁRIO, substituta terrestre do elevado da Perimetral, construída paralelamente ao mar e ao trecho do elevado demolido, com o objetivo de valorizar a área abandonada por décadas, bem como para manter o fluxo no trânsito, o carioca passou a sofrer com maior intensidade no grau de maldade. A lógica é simples: Enquanto a perimetral e o elevado ofereciam 05 faixas de ida e mais 05 de volta, a Via Binário passou a oferecer 03, num circuito composto por muitas curvas, túneis, semáforos e radares.

A sociedade carioca se manifestou na ALERJ, na Câmara Municipal e nos canais da comunicação disponíveis na época, solicitando que o Prefeito, Eduardo Paes, não demolisse o Elevado da Perimetral. Mas, mesmo assim, sob a alegação das obras e as estruturas olímpicas, a soberania do político foi maior que a vontade do seu povo, desaparecendo com o Elevado da Perimetral, transformando o cotidiano do carioca num verdadeiro inferno, por causa do trânsito e das obras.

Salvo a reabertura da Praça Mauá, no centro da cidade do Rio de Janeiro, não consigo ver a possibilidade da Cidade do Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas, cujo calendário está marcado para junho de 2016. E mesmo que as obras, criadas como elefantes brancos, sejam finalizadas dentro do cronograma, os cariocas e fluminenses não saberão o que fazer com os empreendimentos, que são contraditórios num sistema que não consegue garantir os serviços essenciais ao cidadão, tais como a segurança pública, a saúde, o trabalho e, principalmente, a educação com qualidade.

O Brasil e a cidade do Rio de Janeiro fizeram um ensaio com a Copa do Mundo em 2014. Embora o resultado tenha sido positivo para o setor do turismo, em contrapartida, nem os governos e a sociedade sabem o que fazer com os Estádios construídos.

Por fim, deixando a política de lado, gostaria de declarar publicamente que sinto saudades do Elevado da Perimetral.  Uma vez ou outra, eu sonho com meu falecido pai dirigindo o FIAT PANORAMA, enquanto que  seguíamos pelo elevado da perimetral, em direção à Copacabana. É estranho, mas tenho a sensação que, quando implodiram o Elevado da Perimetral, destruíram uma parte importante do meu passado.  Também acho que esse sentimento é comum há muitos outros cidadãos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior