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O pão com ovo que se acha Big Mac

De vez em quando, durante minhas leituras diárias nas redes sociais, eu me deparo com o fenômeno do “pão com ovo que se acha Big Mac.” É um fenômeno simples de ser detectado, tendo em vista que a pessoa diz uma coisa nas redes sociais, mas vive uma realidade completamente diferente  no mundo real.

Ostentação é quando a pessoa tem e se exibe ou esnoba. Entretanto, como chamar a ostentação, quando a situação  não é verídica?  – Terei que dar algum exemplo, tendo em vista que o tema exige: Hipoteticamente, o empresário falido e sem solução para seu caso, se senta no mesmo restaurante todos os finais de semana. Ele bebe uma garrafa de Whisky da marca mais cara da casa, bem como anda no modelo do carro esportivo mais caro do mercado. Entretanto, tudo é uma grande ilusão, objetivando enganar a plateia.

O fenômeno “pão com ovo que se acha Big Mac” não é algo que acho importante ou interessante, porque ele está mais ligado aos valores pessoais do seu praticante do que aos valores propagados e praticados pela sociedade. Entretanto, se esse tipo de fenômeno ocorre com frequência, é porque o consumismo está se infiltrando na consciência, enquanto que seu praticante vê o mundo com cifrões, seguindo, justamente, a medição a partir de si, dos seus valores e ideias.

Por fim, como o personagem sobreviverá, quando o óbvio acontecer, que será a busca e a apreensão do carro, dos bens e o bloqueio da sua conta e dos créditos no mercado financeiro? – Talvez, ele acorde e coloque seu currículo no mercado de trabalho, na tentativa de recomeçar, da maneira certa.  No mais, não vejo problema algum em ser pão com ovo, principalmente, quando a gema está mole, e escorre pelo prato.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Brasil. Codinome: SABOTAGEM

Se considerarmos os discursos dos estadistas e dos políticos brasileiros com suas respectivas ações, concluiremos que a política brasileira é o conjunto das mentiras desde Marechal Deodoro até os dias atuais. Entretanto, essa tradição não se criou na República. Ela nasceu no Império Brasileiro, sendo marcada pelo momento em que Dom Pedro II sabotou o Visconde de Mauá, com sua visão empreendedora de tornar o Brasil produtivo e industrial.

Tudo que está acontecendo no Brasil não é e nunca foi obra do acaso. Desde o início, nossos líderes e governantes trabalharam duro para construir e manter as desigualdades sociais. Na cabeça deles, as coisas estão no seu devido lugar.

Não tenho dúvida de que a nação brasileira está retificando os pecados das gerações anteriores, tanto com as tribos indígenas assassinadas, quanto os escravos que foram explorados e negociados ao longo dos séculos, incluindo a Guerra do Paraguai. Entretanto, esse tipo de carma de nação só poderá ser compensado de duas formas, que são extremas: – O exercício da justiça social ou a guerra. Não precisa ser especialista para concluir que as tentativas do bem-estar social estão se perdendo por entre as reuniões, com seus cafezinhos, e a corrupção sistêmica. Logo, acho que o Brasil passará por uma guerra civil declarada, quando lhe cairá a ficha. Mas, será tarde para toda geração.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Lula acredita na política. E você?

lula-OlhoApós a análise das mídias sociais e das ruas, eu sou obrigado a concluir que o brasileiro gosta de ter opinião, mas, não tem o hábito da leitura e de pesquisar as origens das informações que lhes são propagadas. Em suma, a imprensa nacional transforma o bandido em herói, enquanto que o herói tem sua imagem marginalizada de forma homeopática. Assim, Ela dá mais relevância à notícia que não tem qualquer sentido, enquanto que àquelas que deveriam ser informadas, considerando o elevado grau de importância, são ignoradas e trancafiadas nas gavetas do esquecimento.

A pobreza e a miséria se acumularam ao longo de um século no nosso Brasil. Devido ao sucateamento da educação pública, a pobreza e a miséria física transmutaram-se à dimensão da consciência individual e coletiva, gerando uma fome intensificada pela ganância, que só se acabará, quando alcançarmos a qualidade de vida da Suiça, Holanda, Bélgica e Israel, tendo em vista que os impostos já ultrapassaram os índices de tais países.  Em suma, considerando o quadro histórico e atual da sociedade brasileira, nos tornaremos canibais da ética e da moralidade, enquanto que àqueles, que resistirem à tendência supramencionada, serão estigmatizados e devorados na cadeia alimentar da economia e da corrupção.

Se o Brasil retornar à virtude, a maioria das empresas e construtoras fecharão suas portas, enquanto que seus executivos prestarão consultoria nos presídios, até que lhes sejam concedidas a “prisão domiciliar”, uma vez que a superlotação do sistema carcerário  já é um problema social e financeiro.

Assisti a última entrevista do Lula, ex-presidente da república, no canal Globo News na semana passada. Ele mencionou uma frase que está me causando reflexões profundas: “A Solução do Brasil está na política, porque no Brasil não se faz nada sem a política.” Essa frase me fez olhar os executivos das empresas como vítimas de um sistema que exige pedágio para que a organização possa trabalhar. Enquanto suas organizações geram empregos e introduzem tecnologias no nosso país, os políticos não agregam valor e ainda provocam o caos cíclico e dialético da miséria, da pobreza, da fome e da ignorância humana.

Por fim, o que mais me assusta é o fato de que Rio Bonito, localizado no Estado do Rio de Janeiro, que participou muito pouco do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro), ainda não caiu a ficha de sua sociedade de que o desemprego veio, enquanto que a solução estará na pequena e média empresa, que sempre estiveram aqui e investiram na localidade. O desemprego está batendo a sua porta, porque existem políticos que pedem pedágio e que obrigam as construtoras a lavarem o dinheiro das estatais, para que as mesmas continuem trabalhando.

Terminarei o presente artigo com uma pergunta, considerando que existem milhares de empregos, vidas e famílias em jogo, na decisão e na resposta, incluindo a sobrevivência do seu patrimônio e da sua empresa: – O que você faria, no lugar do Presidente ou do CEO de uma Construtora ou qualquer Empresa, que prestasse serviço ao Governo, diante do sistema dos pedágios e da licitação predatória? – Não estou fazendo apologia à corrupção, mas atentando para o fato de que deveríamos julgar e prender os verdadeiros agentes e culpados pela máquina, que são os políticos, que possuem a imunidade parlamentar e a blindagem do sistema. O próprio Lula deixou bem claro, em sua oratória, que “a solução do Brasil está na política.” Será?


Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Campanha da água para cidades atingidas pelo rompimento da barragem

“A Arquidiocese de Niterói iniciou uma campanha de arrecadação de água para as cidades abastecidas pelo Rio Doce. Dom José Francisco, Arcebispo Metropolitano de Niterói, fez seu pedido de ajuda: “Devido ao lamentável fato do rompimento da barragem no município de Mariana e conscientes das dificuldades de tantos irmãos necessitados de água, nossa Arquidiocese também está realizando uma campanha.”, disse o Arcebispo em carta.

As doações poderão ser feitas de duas formas:

– doação de garrafas de água (de um litro e meio ou galões), que poderão ser entregues nas Paróquias.

– doação em dinheiro na conta do banco Bradesco – Agência 2510, Conta Corrente 9378-5.

A própria Arquidiocese irá monitorar essa conta que será utilizada para compra de água. Mais informações pelo telefone (21) 3602-1700 com Rosa.”

Fonte: http://arqnit.org.br/arqnitfinal/campanha-da-agua-para-cidades-pelo-rompimento-da-barragem-em-mg/

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O rádio

Finjo que tudo está bem.

É só um momento de introspecção.

Talvez seja a meia-idade do homem,

Que se aproxima dos quarenta.

 

Meu coração bate triste,

Porque sinto sua falta ao entardecer.

Por mais que eu ligue a televisão

E fique trocando os canais.

 

Não era para ser assim.

Era inevitável sua partida,

Enquanto que fizemos de tudo para retarda-la.

No final, a doença venceu a carne,

Enquanto que sua viagem não necessitou da bagagem.

 

Os meses transcorrem numa velocidade louca.

Durante o dia, o trabalho é tanto que esqueço.

Mas, vem a noite com sua música.

A saudade inflama do fundo do peito.

Choro feito criança,

Porque você não vem me visitar.

 

Por favor, me tire do fundo do poço,

Uma vez que não sou a fortaleza que aparento.

Sou feliz e não posso ser ingrato.

Mas preciso aprender a conviver com a tristeza,

E tolerar a falsidade alheia.

 

Ligarei meu rádio.

Contemplando o aquecimento das suas válvulas.

Na estática da modulação,

Aguardarei uma mensagem alienígena,

na esperança de que consiga completar a comunicação,

decodificando a linguagem.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Rio Bonito precisa combater o fantasma do desemprego

O fantasma do desemprego assombra a cidade de Rio Bonito há décadas. Entretanto, em 2015, parece que a assombração ficou maior e mais forte. Poderia apresentar os indicadores do desenvolvimento humano para comprovar a tese, entretanto, isso se tornaria cansativo para o leitor. Logo, serei mais prático e objetivo.

Como gestor e ser humano, existe uma tendência no mercado de trabalho que está me preocupando e muito, que é o estabelecimento da idade limite dos 50 anos de idade para o contrato na maioria das organizações que prestam serviços. Em suma, a economia está instável, enquanto que temos uma juventude desempregada e com baixa capacitação de um lado, e o mercado está, literalmente, fechando as portas para os mais velhos do outro. Assim, me questiono, diariamente, qual será o destino dessa geração e das próximas?  A preocupação fica ainda maior, quando vejo a nova regra da aposentadoria, que contará com a soma do tempo de recolhimento junto ao INSS à idade, estabelecendo o resultado mínimo de 90 para mulheres e 95 para homens. Logo, a lógica da exclusão dos trabalhadores com idade igual ou maior que 50 provocará um desequilíbrio socioeconômico, porque será difícil para tal geração alcançar a aposentadoria pelo emprego formal.

Voltando para Rio Bonito, sou obrigado a fazer duas perguntas:  – Quais políticas públicas foram desenvolvidas para combater o desemprego? De quem é a culpa? A primeira pergunta é simples de responder, tendo em vista que a Secretaria Municipal do Trabalho foi criada em 2013, sem qualquer relevância ou atuação expressiva na sociedade. Quanto à culpa, não terei problemas em depositá-la nos Prefeitos e Vereadores nos últimos 23 anos, tendo em vista que se preocuparam com o  aumento da arrecadação, deixando de lado a criação das novas vagas de emprego, deixando o cidadão escravizado, através dos contratos junto ao Município. Embora a nova reformulação do Polo Industrial coloque como condição a empregabilidade e a criação dos novos postos de trabalho, na prática, seus efeitos continuaram focalizando o uso dos terrenos, exclusivamente.

Eu seria leviano se deixasse de atribuir parte da responsabilidade aos especuladores do mercado imobiliário riobonitense, tendo em vista que estão esmagando o trabalhador assalariado, com os aluguéis muito além da capacidade financeira da localidade.

Por fim, se o fantasma do desemprego não for combatido e repensado agora, Rio Bonito terá grande possibilidade de se tornar uma cidade fantasma no futuro, que será lembrada pela travessia entre a capital até à Região dos Lagos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A NETFLIX acertou na construção da série JESSICA JONES

images (4)No último dia 20 de novembro de 2015, foi a estreia da nova série da NETFLIX: JESSICA JONES. Baseado na revista em quadrinhos da Marvel, em 2001, a saga apresenta uma investigadora particular bonita, neurótica, forte, inteligente e decadente, que trabalha nas ruas da cidade de Nova York, fotografando traições, localizando pessoas desaparecidas e se consumindo no alcoolismo. Embora, nos seus primeiros minutos, a série pareça o mesmo padrão dos pacotes dos filmes americanos, o telespectador ficará surpreendido com o linguajar da protagonista, bem como com as características dos demais personagens, que são apresentados maduros e completos.

A Jessica Jones é uma mutante, que ganhou superpoderes após o acidente automobilístico, cujo resultado foi o falecimento de toda sua família na adolescência. Embora, a Jessica Jones tenha passado pela fase da heroína fantasiada na revistinha em quadrinhos, a série pulou essa parte, apresentando o personagem cru. A Jessica Jones não usa máscara e não possui uma identidade secreta. Ela simplesmente quer sobreviver como uma pessoa normal. Entretanto, para que isso seja possível, ela terá que encontrar e destruir o homem que causou as dores e os traumas da sua vida, conhecido como Killgrave, que mata pessoas desde a hora que acorda até a hora que vai dormir, utilizando o poder do domínio sobre a vontade das pessoas.

Tenho que concordar com a NETFLIX que a JESSICA JONES tem tudo para ser a melhor série produzida pela empresa, principalmente, tratando-se do universo MARVEL e dos roteiros adaptados por parte da Disney ao cinema, que, na minha opinião, descaracterizam os arquétipos significativos dos personagens.

Em suma, eu indico, atentando que comecei a assistir o primeiro capítulo e não consegui parar a sequência até o último, desta temporada.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A criatividade brasileira em tempos de crise

Em tempos de crise, com o dólar próxima dos R$4,00, a fila do desemprego aumentando a cada dia, bem como o mercado das festas de aniversário com orçamentos médios entre R$3.000,00 a R$4.500,00, colocando os aluguéis das casas de festa, o buffet  infantil e o restante do pacote, o único caminho é inovar e ser criativo.

Hoje, eu fui ao aniversário mais inteligente que já vi, tendo em vista que a família da amiga da minha filha optou em realizar o evento no Parque do Green Valley. Em suma, enquanto as crianças se divertiam nos brinquedos, os adultos ficaram debaixo da sombra de uma árvore, conversando desde política até os casos mais relevantes da sociedade riobonitense. O bolo foi organizado no gramado, junto com os doces e guloseimas, lembrando o típico piquenique dos filmes americanos.

Mas, a inovação do evento não ficou limitada somente a isso. Se analisarmos o contexto ambiental do parque, o evento foi agradabilíssimo, enquanto que não houve problema algum para estacionar o carro. Todos aproveitaram o fim da tarde e o nascer da lua.

Por fim, gostaria de agradecer a Lorena e sua família pelo convite carinhoso e pela oportunidade de poder compartilhar desta experiência saborosa e inovadora. Pessoalmente, eu gostaria muito que essa onda pegasse, desde que o parque continuasse limpo depois do evento, como fizeram hoje: – Cada grupo tinha seu saquinho de lixo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O QUIPU é um aplicativo gratuito que veio para ajudar o microempreendedor individual e o iniciante no mundo dos negócios

images (2)Há um mês, fui apresentado ao aplicativo QUIPU, cuja finalidade é dar acesso ao microempreendedor individual (MEI) às informações básicas e necessárias para manter a parte burocrática do negócio em dia. O startup, em parceria com o SEBRAE, oferece a geração dos relatórios de resultados, gráficos dos indicadores, declaração anual e, o mais importante para o MEI e para o governo: – O controle e o aviso do pagamento do DAS (Documento de Arrecadação Simplificada), bem como a declaração anual.

Literalmente, o aplicativo gratuito cumpre tudo que promete, tornando a vida do microempreendedor individual mais fácil e menos burocrática, estando disponível no Google Play e no App Store, para as plataformas ANDROID e IOS (APPLE).

Inclusive, a última versão da atualização do aplicativo permite seu uso,  sem o o CNPJ (Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas). A ideia é incentivar o uso da tecnologia da informação e da portabilidade dos celulares, objetivando ampliar o auxílio aos empreendedores iniciantes, que, sequer, conhecem o sistema do microempreendedor individual.

Pessoalmente, eu acho muito interessante para o empreendedor poder controlar seu negócio diretamente do celular ou tablete, sem ter que pagar por isso. A QUIPU também oferece os serviços de consultoria e geração de conteúdos sobre negócios e gestão.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Precisamos conversar sobre a REFORMA POLÍTICA e ELEITORAL brasileira

get_imgPara os especialistas nas ciências políticas e no direito tributário, a reforma política deveria priorizar o exercício máximo da democracia, através da participação consciente do cidadão nas questões referentes à administração pública, fiscalização dos contratos e licitações, bem como a compreensão, tanto na teoria quanto na prática, da autonomia e a interdependência dos três poderes, EXECUTIVO, LEGISLATIVO e o JUDICIÁRIO.

Conforme as pesquisas realizadas pela própria transparência do Governo Federal e pelos institutos de pesquisa nacionais e estrangeiros, enquanto a maioria dos atos da União está disponível para consulta por parte do cidadão, através da internet, quando o assunto chega à esfera dos Estados Federativos, é construída uma cortina de fumaça, que deixa a sociedade isolada dos valores das verbas, dos cargos comissionados, dos contratos e da transparência da maioria dos atos. A situação fica cada vez mais nebulosa e imperceptível, quando pesquisamos a jurisdição dos Municípios.

O primeiro ato lógico para a reforma eleitoral, seria a reforma constitucional, extinguindo a existência dos Estados Federativos, que, em sua maioria, contribuem muito pouco com suas respectivas regiões e sociedades. A extinção supramencionada geraria a economia de bilhões de reais por ano, que são gastos com a manutenção das regalias e salários dos Governadores e das Assembleias Legislativas.  Considerando que, na prática, as Assembleias Legislativas produzem muito pouco material íntegro de sua autoria, enquanto que as Leis Estaduais não podem ferir a Constituição da República Federativa do Brasil, excluir o intermediário entre a UNIÃO e os municípios brasileiros facilitaria e muito a gestão pública. Entretanto, considerando que a aristocracia, quando construiu a nossa atual constituição, focalizou o fortalecimento regional, blindou os Estados Federativos com o conceito da cláusula pétrea, que, na linguagem popular, significa que nenhum grupo ou toda a sociedade terão poderes de desfazer tal organização, salvo os casos do Estado de Sítio e da intervenção militar, que foram os modelos aplicados no Brasil nos períodos de 1930-1945 e 1964-1985, conhecidos como DITADURAS ou Governos Autoritários.

Se a unidade federativa fosse excluída da organização política e administrativa dos serviços públicos brasileiros, automaticamente, os Tribunais Estaduais seriam incorporados como a 1ª Instância da Justiça Federal. O mesmo ocorreria com o Ministério Público, as polícias e o sistema prisional. Os demais serviços seriam municipalizados.

O voto deveria ser distrital, ou seja, os candidatos ao poder legislativo (Vereadores, Deputados e Senadores) seriam eleitos pelos distritos. Tal mecanismo, dentro dos padrões éticos e morais da nossa época, gerariam problemas de atuação nos redutos políticos. Todavia, em contrapartida, a sociedade consciente poderia exigir e cobrar diretamente aos vereadores e deputados dos distritos. Dessa forma, com todos as contradições, a democracia seria exercida ao extremo, fazendo a conexão direta entre os Poderes Executivo e Legislativo, na esfera municipal e federal.

O pior de todos os males da democracia brasileira é a reeleição, sem o afastamento do político do cargo durante o processo eleitoral. O Congresso Nacional já ponderou sua limitação. Entretanto, o político poderá se perpetuar, sem limitações, pelo Poder Legislativo. Em suma, o assunto deveria ser tratado também sob a esfera Legislativa, colocando uma limitação dos mandatos, permitindo que haja a mudança do fluxo democrático.  A limitação do número de mandatos também geraria economia ao Estado, tendo em vista que a iniciativa reveria a aposentadoria dos políticos.

Quando as  reformas radicais deveriam ser aplicadas à Organização Administrativa da Gestão Pública brasileira, bem como ao sistema eleitoral, o Congresso Nacional , junto com a Presidência da República, se limitaram à redução do custo das campanhas, à simplificação da administração dos partidos políticos,  e ao incentivo à participação feminina, decretando e sancionando a Lei Nº13.165 de 29/09/2015. Entretanto, o Brasil continua tendo um número elevado dos partidos, com ideologias redundantes e repetidas, tipo partido democrático daquilo ou partido democrático disso.

A Lei supramencionada aborda pontos que são necessários e essenciais. Entretanto, a mesma Lei limita a atuação da Justiça Eleitoral, tendo em vista que, conforme o Art. 2º da Lei Nº13.165/15, A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação.” Em suma, a campanha eleitoral sofreu a redução do tempo, no mínimo em 01 (um) mês, tendo em vista que começava em JULHO, o que causará impacto no  expediente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), diante do binômio PRAZO x DEMANDA. Entretanto, para os candidatos brasileiros, cujos perfis se prendem a desobediência às regras quanto à propaganda antecipada, fora dos moldes estabelecidos pela mesma Lei, o TRE terá um mês extra, em comparação às eleições anteriores, para impugnar as candidaturas, desde que a sociedade faça sua parte, denunciando junto ao site, através do domínio http://www.tre-rj.jus.br/site/fale_conosco/ouvidoria/ouvidoria.jsp. Logo, DENUNCIEM desde já, tendo em vista que o candidato que não obedece as Leis antes das eleições, certamente, manterá o mesmo perfil, se for eleito.

Por fim, embora o TRE realize as funções da fiscalização eleitoral durante o período das eleições, por força da Lei, que é criada e sancionada pelo Poder Legislativo, não existe qualquer impedimento legal quanto à  fiscalização por parte do cidadão, de forma contínua. Logo, a sociedade precisa ser mais ativa e participativa, porque isso também é o exercício da cidadania.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior