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Com otimismo, o Brasil só sairá da depressão econômica em 2019

Como o brasileiro pode fazer meta para 2016, recebendo salário mínimo e pagando impostos diretos e indiretos na proporcionalidade superior aos 33% do seu ganho mensal? – Só com milagre, crediário nas Casas Bahia e muita sorte, para que nada aconteça de extraordinário entre uma compra e outra. Embora pareça estranho o raciocínio, foi justamente nessa lógica de consumo que o Brasil se manteve nos últimos 20 anos, tratando-se da economia interna e do Bolsa Família.

O Brasil não pode abrir mão do bolsa família, mesmo com as pedaladas fiscais, tendo em vista que a indústria registrou o índice de regressão em 8%, enquanto que o governo assumiu a inflação, nos últimos 12 meses, em 10,72%, com a estimativa do aumento progressivo em 6,5% para 2016, se as metas forem atingidas de um lado, e os Estados e Municípios economizarem do outro. Todavia, os especialistas já calculam uma prévia de 33 meses de crise, considerando a intervenção do Banco Central a cada trimestre. Logo, os 6,5% de inflação, possivelmente, fecharão em 12% até dezembro de 2016, salvo o fato de acontecer um milagre na balança comercial, batendo SUPERÁVIT a cada trimestre, o que exigiria a injeção de mais dólares americanos por parte do governo, que ocasionaria uma nova sequência das pedaladas fiscais, objetivando conter um buraco de um lado, criando outro na dívida pública interna.

Em suma, a tendência do mercado é piorar, enquanto que ainda há muita água para chegar ao fundo do poço. A situação econômica se intensifica, quando o governo, depois de elevar a alíquota dos impostos, concede o aumento do salário mínimo nacional, aumentando a carga tributária e trabalhista das indústrias, que já estão pagando a conta por parte dos combustíveis, dos fretes e da energia. Enquanto que o governo assume a inflação de 10,72% em 2015, que serão 17,22% com a sequência em 2016, o mercado interno está encolhendo sua fatia do lucro na produção e na competitividade nacional e internacional, sofrendo com a inflação real superior aos 22% nos últimos 12 meses. Logo, a única alternativa da indústria e do comércio é demitir, para compensar o fluxo de caixa, focalizando a sobrevivência tributária.

Para agravar a situação, considerando a carga trabalhista e os impostos diretos e indiretos, a indústria e o comércio estão levando a facada média de 38%, se igualando aos índices tributários dos países com a melhor qualidade de vida do mundo, tais como a Suécia, a Noruega e a Suíça. Em suma, seguindo a linha da desigualdade tributária, onde a classe média e empresarial bancam o sistema para que os milionários e os assalariados paguem nada ou muito pouco, o governo deixará de arrecadar mais, por causa da alíquota aplicada na economia. Se a política interna focalizasse o emprego e a participação proporcional em todos os níveis de rendimento, o Estado poderia reduzir a média da alíquota dos impostos no teto máximo dos 22%, proporcionando maior incentivo na geração das novas frentes do trabalho formal, deixando a economia interna compensar e investir em si mesma, através do fluxo do capital. Entretanto, a ortodoxia política e governamental jamais praticaria tal mecanismo, porque a tradição brasileira se baseia na elevação das alíquotas para aumentar a receita, sem cortes nos Ministérios, Secretarias e departamentos públicos. No Brasil, a meta da eficiência tem lógica contrário ao restante do mundo, pois o departamento que é eficiente, fazendo o máximo com o mínimo, sofrerá cortes no orçamento no ano seguinte.

Por fim, em 2016, a fila do desemprego aumentará por culpa do governo e da sua estratégia econômica e financeira, que liquida o país para o investidor estrangeiro ficar mais rico e com pouco risco no mercado. O problema é que não basta injetar dólares americanos do tesouro no mercado para atrair a caça, quando o mercado é o resultado dos indicadores de liquidez, eficiência, remuneração, lucro bruto e líquido das empresas.  A lógica do governo funcionou por 12 anos, com a PETROBRÁS em alta, a Vale liderando o mercado da mineração, além das obras superfaturadas das Olimpíadas e da Copa do Mundo de 2014. O problema é que o mercado nacional não possui empresas de peso para apresentarem os indicadores atrativos para investimento, com exceção da AMBEV, FRIBOI, ITAÚ e BRADESCO.

A solução do governo será compensar a fila do desemprego, ampliando o suporte do Bolsa Família, aumentando o exército dos dependentes, seguindo a mesma lógica com os refugiados. Com otimismo, a economia só se estabilizará em 2019, com a indústria e o comércio se arrastando para sobervevirem às falhas na gestão por parte dos nossos governantes. Ironicamente, só ganhará dinheiro, quem tem muito capital para investir, principalmente no ramo do agronegócio e na indústria bélica e da defesa, cujos setores estão em desenvolvimento no Brasil, materializando acordos com a China, Estados Unidos, Suécia, Israel e Panamá.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Enquanto a UNIÃO não obrigar a transparência por força da lei, os Estados e Municípios sempre ficarão no vermelho

O planejamento das cidades e a transparência com o auxílio da tecnologia.

O planejamento das cidades e a transparência com o auxílio da tecnologia.

Enquanto a transparência para os Estados e Municípios for algo optativo, o dinheiro das verbas continuará fluindo para os destinos estranhos e sem qualquer vínculo com suas fontes de origem.

O primeiro passo para moralidade política é intensificar os sistemas de informação e a tecnologia nas Prefeituras e órgãos públicos, pois, somente assim, a União terá os instrumentos para fiscalizar as contas e os serviços, em tempo real. As informações geradas serviriam como indicadores de eficiência de um lado, além de facilitarem a fiscalização por parte do Ministério Público e do Ministério do Planejamento.

Logo, a transparência sendo aprovada por algumas Câmaras dos Vereadores e vetada pelo prefeito, é algo muito estranho, porque demonstra de forma clara que o Poder Legislativo não possui força, quando o objetivo é fazer a coisa certa, ou que não há interesse em consertar o sistema, deixando a ideia de que todo o processo da articulação política e estratégica, junto à sociedade e as autoridades envolvidas, foi um teatro para ganhar tempo, objetivando o esquecimento da opinião pública.

Se o Congresso Nacional e a Presidência da República não formalizarem a obrigação da transparência e dos sistemas de informação, os desvios continuarão acontecendo dentro da administração pública municipal e estadual, prejudicando a saúde pública, a educação e a previdência social.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O ovo do povo

Por entre os brinquedos das crianças,

Os políticos se realizam,

Subornando, com a gratidão,

A dependência financeira e a ignorância.

 

Por entre os cargos comissionados,

Os políticos negociam,

Transformando o público em privado,

Fazendo cortesia com o chapéu alheio.

 

Por entre as palavras do discurso da crise da saúde,

Os políticos lamentam a falta de dinheiro e amiúde,

Mas não fazem qualquer economia,

Chantageando a opinião pública para pressionar Brasília.

 

Por entre erros e mais erros,

Os políticos transformaram a república em várias monarquias.

Gastam todo o dinheiro do tesouro,

Contando com o ovo do povo.

 

Na próxima eleição,

O político apertará sua mão.

Ele levará seu voto e trabalho.

Cometerá o crime perfeito, com o abraço.

 

Ele colocará a culpa na crise mundial.

Dirá que falta dinheiro para o investimento público.

Mas, patrocinará festas e andará em carro oficial,

Pois, para eles, o eleitor é somente um número.

 

O cidadão, na qualidade do otário,

Pensa que é tudo em função das regalias e do salário.

Entretanto, o político precisa do seu voto e consentimento,

Para fazer acordos e dividendos com o orçamento.

 

Quando você pensa que já viu de tudo,

O político passa a investir em pedra brita,

Porque ela é a matéria-prima do concreto

E do trono futurista do Poder Executivo.

 

Se o dinheiro acabar,

Eles criarão um novo imposto.

O Estado precisa arrecadar,

Contando com o ovo do povo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Mágico

Entre os risos e conversas,

As pessoas se deleitam na fartura,

Se perdendo na bebida e na comida,

Saciando o pecado da gula.

 

A maioria conversa ao acaso.

Outros flertam a caça, em busca do sexo.

Os intelectuais se trancam no seu universo.

Os alienados são figurantes no enredo.

 

No final dos eventos e das festas,

O resumo da ópera é trágico,

Tendo em vista que a caça já tinha dono,

Enquanto que o mágico estava no acaso.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Desejo a todos a alegria do Shabat, no natal e no ano novo todo

Nos festejos natalinos, eu vou na aba dos amigos. Visito o máximo das ceias possíveis, em busca das rabanadas e dos panetones. Com sorte, ainda consigo participar de uma boa conversa.

Não pratico o natal. Mas, admiro a intensidade da sua força na cultura ocidental, unindo famílias e confraternizando as comunidades. Não importa se o fundamento do natal é religioso ou meramente consumista, porque as pessoas ficam felizes. Elas se desarmam duas vezes por ano, para viver algo que é pessoal e,  ao mesmo tempo, coletivo.

Essa radiação começa nos preparos para as ceias e termina na virada do ano. No final, concluo que o convívio familiar e social seriam mais salutares, se o ano todo fosse natal ou fim de ano.

Sinto essa força e energia todo por do sol, quando acendo as velas do Shabat, às sextas-feiras. Na quinta-feira, minha amada esposa bate a massa em família. Colocamos o alimento do sábado no forno, para nos encantarmos com seu perfume. A ceia do Cabalat  Shabat nos conforta, enquanto que insistimos na busca pelo conhecimento.

No por do sol do sábado, realizamos a Havdalá (separação), fazendo as benções para a nova semana que se inicia e a contagem dos dias para o próximo Shabat.

A maior retribuição de toda experiência é poder ver os olhos brilhantes da minha família, com seus rostos serenos. Entretanto, o sabor da realização torna-se maior, quando a fumaça passa por debaixo da porta, apontando que estamos no caminho certo. Não consigo expressar intimidade maior com o Eterno, mesmo que seja no exílio.

Por fim, desejo a todos um feliz natal e um próspero ano novo, cheio de carinho, descobertas e intimidade com o criador.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Trauma da Infância

Nunca é tarde para perdoar e continuar o caminho.

A família não é opção, mas destino.

 

Nunca gostei de fazer pose para os retratos,

Porque a imagem transmite muito pouco dos fatos.

 

A verdade é que precisamos de mais humildade,

Uma vez que o nunca limita a possibilidade.

 

No final, na tentativa de evitar os erros dos nossos pais,

Pecamos na ignorância dos atos e das palavras banais.

 

Criamos mais traumas da infância,

Quando deveríamos trazer a cura da sociedade.

 

Logo, em nome da minha geração,

Peço desculpas por ter gerado expectativa e frustração.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Pela volta da CPMF, Pezão criou uma crise imaginária com os servidores e a saúde

P_20151224_171704_1_p_1Após a pesquisa da Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado do Rio de Janeiro de 2010 até 2016, poderemos fazer várias análises: – A diferença no orçamento de 2015 para 2016 é de –R$3.802.555.676,00. Todavia, o total do orçamento ainda é maior que o de 2014, que foi de R$77.088.941.150,00. Logo, se compararmos o orçamento de 2016 com o de 2014, que foi ano eleitoral, chegaremos ao superávit de R$1.912.522.942,00.

Conforme o discurso de Pezão, Governador do Estado do Rio de Janeiro, a receita do Estado diminui drasticamente em função dos efeitos dos royalties do petróleo, cujos valores estão diretamente ligados ao preço do barril do petróleo, que está registrando seu pior preço desde a crise do Irã, em 1974. Todavia, se analisarmos os números, chegaremos à retração financeira e econômica de –R$3.802.555.676,00. Foi nesse momento  que me fiz as seguintes perguntas: – Por que a saúde do Estado do Rio de Janeiro está ruim, quando a LDO de 2016 registrou o superávit de  R$1.912.522.942,00 em comparação a 2014? Por que pagar o 13º salário dos servidores, em 05 (cinco) parcelas? Por que  atrasar o pagamento dos servidores? – A resposta para todas as perguntas é simples: – Para investir o dinheiro e ganhar juros. Logo, quanto mais tempo ficar o dinheiro do salário dos servidores disponível nas opções dos investimentos,  maiores serão os valores dos recursos de outras fontes. Faz sentido o aparato financeiro. Entretanto, o ano de 2015 ainda não terminou, enquanto que as contas do Estado não fecharam, mesmo com os R$82.804.019.768,00.

Analisando o panorama político, Pezão, governador do Estado do Rio de Janeiro, filiado ao PMDB, está liderando o grupo dos governadores que apoiam a permanência da presidente Dilma Rousseff no poder, maximizando o conflito interno no seu próprio partido de um lado, além de estar desgastando sua imagem política e gestora do outro, tendo em vista que o Governo Federal já decidiu que a CPMF (Contribuição Provisória sob Movimentações Financeiras) retornará como a solução compensatória das perdas com os royalties do petróleo e parte das pedaladas fiscais. O problema é que o Congresso Nacional deve votar e aprovar o retorno da contribuição, enquanto que a maioria das lideranças dos partidos não concorda com o retorno ainda. Entretanto, se, coincidentemente, os Estados, que estão apoiando o atual governo, indicarem que a saúde está doente e que não há dinheiro nos cofres para bancar a despesa e o funcionalismo, a Câmara dos Deputados e o Senado teriam que repensar o mecanismo da CPMF, vislumbrando a sobrevivência política e a solução dos problemas supramencionados. Logo, tudo indica que o Estado do Rio de Janeiro está dando o primeiro passo de um plano, muito bem construído, para que a opinião pública induza a imprensa nacional, ou vice-versa, objetivando o retorno da CPMF. Todavia, os R$82.804.019.768,00 demonstram que, se o problema existe realmente, poderia ser solucionado com cortes nas secretarias estaduais, nas regalias e nas despesas desnecessárias. Mas, muito pelo contrário, parece o que tudo indica que a ponta da pirâmide do Poder Executivo e o Poder Legislativo não estão passando pela crise econômica e financeira evidenciada nos discursos, porque a crise está na seara dos valores e da ética para compensar os erros cometidos no Palácio do Planalto e no ano eleitoral de 2014.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Precisamos repensar a política riobonitense

Existem fatores que estão me incomodando como cidadão, tal como o STJ certificar quanto à inclusão do advogado no processo, enquanto que o TRF da 2ª Região e o STJ reconheceram o fato da perda do prazo recursal, mas, infelizmente, não foi certificado nos autos a competente CERTIDÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO. Em suma, a inclusão ou não do advogado da defesa é mais importante do que a certidão que findaria o processo e provocaria a execução da sentença, que resultaria no afastamento imediato da Solange do cargo de prefeito do Município de Rio Bonito.

E assim, cada vez que a solução definitiva do processo se arrasta, a cidade está sendo fatiada aos poucos. A verdade é que os males realizados nos últimos 14 meses poderiam ser impedidos judicialmente pelo vice-prefeito, que cruzou os braços e nada fez.

Por fim, eu não tenho a dúvida de que o resultado final desta demanda será a manutenção da condenação, tendo em vista a perda do prazo recursal. Todavia, enquanto a defesa da Solange ganha tempo, objetivando terminar o mandato, os royalties do petróleo estão em jogo, incluindo a armadilha do estacionamento rotativo. Enquanto isso, vejo os grupos políticos no silêncio, porque, no final, as lideranças não estão preocupadas com a sociedade, mas com as participações no poder.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

silêncio

Silêncio

3301_1186Acabei com os sonhos de uma nação

Que clama por justiça, saúde e educação.

Esta geração teve seus sonhos furtados

Sob a legitimidade do Estado.

 

Nos hospitais, as pessoas estão abandonadas.

As escolas, sucateadas e sem merenda.

Os professores lutam pela causa de todos.

Entretanto, a sociedade lhes chamam de tolos.

 

Esse é o Brasil do dilema,

Que diz uma coisa e faz outra,

Que mente para o mundo e para si mesmo.

Esse é o país do poema e do problema.

 

Farei a delação sem prêmio,

Porque faço parte de tudo isso.

Tudo que ocorreu por causa do meu silêncio,

causando enorme prejuízo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Não me leve agora

Não me leve agora,

Porque tenho futilidades a fazer.

 

Quero dar alpiste aos pássaros

E trazer vários pombos à praça.

 

Quero encher a cara de cachaça,

Ficar com o pé inchado.

 

Não me leve agora,

Porque tenho inutilidades a fazer.

 

Quero fumar até o último trago

E poluir meus brônquios pulmonares.

 

Quero impregnar meu corpo com o tabaco

Para que as pessoas façam cara feia ao me verem.

 

Não me leve agora,

Porque  tenho muito a dizer.

 

Quero difamar a vida alheia,

Fazendo fofocas e dilemas.

 

Quero gastar o vocabulário dos palavrões,

Até a voz desaparecer.

 

Não me leve agora,

Porque posso me superar.

 

Posso deixar de ser o inútil que sou,

E me converter.

 

Posso começar a trabalhar

Para minha família alimentar.

 

Não me leve agora,

Porque eu quero crescer.

 

Quero cultivar uma planta,

Sem a responsabilidade de trata-la.

 

Quero viver cada segundo,

Desde que nada faça qualquer sentido.

 

Não me leve agora,

Porque não estou sozinho nesse caminho.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior