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A conta de luz se tornou a galinha dos ovos de ouro no Brasil e na Argentina

Embora, Macri tenha materializado o rompimento ideológico com a esquerda dentro da Argentina, as fórmulas utilizadas no país vizinho estão sendo aplicadas no formato semelhante ao Plano Real em 1994, mesmo mantendo o marketing da política cambial singular e distinta no continente. E assim, com o discurso contrário à prática, o governo argentino depende do Brasil, tanto na garantia da sua carteira dos contatos e contratos no exterior, bem como, no setor energético, tendo em vista que a malha elétrica argentina não consegue atender a demanda, principalmente, no quesito geração de energia. Em suma, sem energia, não há força para movimentar a indústria, a sociedade e a economia. Logo, o Brasil passou a enviar seu excedente energético ao país vizinho, uma vez que o setor industrial teve a retração no consumo interno em 6%, podendo chegar aos 9% com o fechamento das usinas siderúrgicas e a alteração logística no setor automobilístico.

Macri cortou os subsídios que mantinham considerável parte das empresas distribuidoras de energia elétrica dentro do território argentino, provocando o aumento, aproximadamente, em 600% na conta de luz, cujo custeio será bancado pelo contribuinte. E dessa forma, os argentinos já mudarão o discurso sob a nova ótica governamental em seu país. Mas, a decisão não prevê somente a economia com o dinheiro público, tendo em vista que a Argentina está mais conectada com o governo Brasileiro do que a própria mídia está divulgando, enquanto que o modelo da cobrança e da fiscalização no serviço de energia do nosso país é totalmente ajustável à necessidade da Presidência da República, não necessitando do Congresso para autorização no aumento das taxas e tarifas, salvo a Agência fiscalizadora de energia elétrica, o que constitui uma espécie de plano dois para a tapagem dos buracos nas contas públicas e na própria balança comercial, cuja dinâmica é silenciosa e imperceptível ao consumidor.

O modelo é simples e está dividido nas cores verde, amarelo, rosa e vermelho. Quanto maior é o consumo, maior será a tarifa, enquanto que o governo arrecadará mais dinheiro, alegando o estado de emergência energética, cujo conceito é relativo e depende da opinião do próprio governo para tal. Logo, se pegarmos 56.595.007 dos domicílios com energia elétrica, conforme o SENSO 2010 – IBGE, sob a bandeira tarifária vermelha, obteremos o quanto médio de R$ 509.355.063,00 ao mês, sem as alíquotas que podem chegar a 29% e demais taxas, dependendo do padrão no consumo. Isso quer dizer que o Brasil arrecadará R$6,0 bilhões só com o sistema de bandeiras, já com a redução para o acréscimo dos R$4,50 para cada 100Kwh.

A lógica indica que Macri copiará o modelo tarifário brasileiro, transferindo a despesa para o contribuinte, além do governo obter a arrecadação direta sob o serviço.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Transporte Universitário Riobonitense precisa da sua ajuda

Há 20 anos que estou vendo o transporte universitário riobonitense ser manipulado, objetivando provocar o controle da juventude às vésperas das eleições. Por isso, não seria diferente em 2016.

A prefeita, Solange Pereira de Almeida, prometeu trazer o SENAI e a Escola Técnica (IFF)  para Rio Bonito, investindo na juventude e na capacitação dos cidadãos. Todavia, seus planos foram redirecionados à Faculdade Cenecista, cuja obra ainda está no esqueleto, no polo industrial do Município. Em contrapartida, a saúde e a educação estão abonadas desde o governo de José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), enquanto que o atual governo intensificou o problema, com sua postura apática e sem planejamento, tendo em vista que só há espaço para o asfalto, a pedra brita e o concreto. Entretanto, as obras realizadas de lá para cá não agregam valor estratégico ao Município, deixando de gerar emprego e capital de giro para fazer a manutenção da cidade. E assim, alegam a falta dos recursos, mesmo com o salto da folha de pagamento dos R$5,6 milhões, em 2013, para os R$8,0 milhões por mês em 2014.

O transporte universitário tem sido a única solução lógica para a cidade abandonada, quando o tema é, justamente, a capacitação e o futuro da nossa juventude. Independentemente da quebra de braço entre o governo e os universitários, está na hora da sociedade tomar uma posição legítima quanto ao assunto, mobilizando os pais dos alunos, as associações dos moradores, a Agenda 21, a Comunidade Católica e Protestante, os Sindicatos dos Professores, a CDL, a ASCIRB, a Câmara Municipal e a maçonaria, objetivando apoiar a causa desses jovens, transformando o transporte universitário em políticas públicas, por força da Lei, garantindo a continuidade do serviço às futuras gerações.

A verdade é que a prefeita tomou uma posição ditatorial, querendo desqualificar a legitimidade das manifestações, transformando-as em eventos políticos e partidários. Mas, os universitários são adolescentes e jovens, que ainda não possuem a maturidade necessária para o embate. É o dever da sociedade organizada e de todos os pais participarem do movimento, constituindo uma comissão mista, para auxiliá-los na luta pela manutenção do transporte universitário hoje e amanhã, para as futuras gerações.

Nesse momento em diante, estou trazendo o problema à sociedade. Agora, caberá a sociedade decidir se os nossos jovens são merecedores, ou não, do apoio, da instrução e da participação das instituições, associações e dos cidadãos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Copacabana

copa4Quando piso em suas areias,

Não sinto vontade de voltar.

Fico encantado pelo canto de suas sereias

E pelo néctar da espuma do mar.

 

Por tal motivo,

Limito-me ao passeio no calçadão,

Admirando seus artesãos criativos,

Reprimindo meu corpo da tentação!

 

Suporto a distância da sua cosmologia,

Como a ignorância dos seus visitantes.

Eles não conseguem sentir sua poesia,

Além da gastronomia e das bundas redundantes.

 

Por outro lado,

Mesmo diante de sua decadência,

Eu guardei o melhor de ti comigo,

Iludindo-me com sua miragem em Rio Bonito.

 

Escrevo, choro e suspiro…

Porque, quando toco suas águas,

Lembro que te amo,

Enquanto que vem, na garanta, aquele desconforto.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Eduardo Braga.

AS ÚLTIMAS MORTES EM RIO BONITO

“Na última semana, nossa “pacata cidade” viveu (ou deveria ter vivido!) dias de luto. Foram muitas perdas humanas. Mortes naturais, assassinato e acidentes tocaram o coração daqueles que ainda possuem sensibilidade. E aqui está a questão mais sútil!
Segundo a expressão do Papa Francisco, a globalização da indiferença, nos tirou a capacidade de chorar. A cultura do bem estar (próprio e egoísta!) nos anestesiou e nos leva a pensar apenas em nós mesmos, torna-nos insensíveis com os outros.
Quem chorou a morte de Douglas e Vitor? Quem ainda pensa que um adolescente como Douglas ainda não estava na hora de partir? Sua morte ficará impune? Pecadores? Quem não for, atire a primeira pedra! Quem os chorou? Quem ainda lembra, sente compaixão e ora por aquela criança encontrada na beira do valão ano passado? Rios bonitenses também adoeceram pela insensibilidade do coração!
O acidente dos operários? Oramos por suas famílias? A dor deles foi também um pouco da nossa? Perdemos alguns minutos de sono naquela sexta para sábado? Nossas Igrejas também foram abatidas pela tibieza? Onde está o poder do fogo, da intercessão, do avivamento nestas horas? Sustentamos varões e “varoas” nossa Cidade com nossos joelhos ou ainda (como os pagãos) estamos pedindo carros, casas e prosperidade ao Senhor dos Exércitos?
Geralmente somos tocados apenas quando a dor e a angústia nos toca. Que pobreza! Precisamos disse o Papa aos jovens na África, ser compreensivos com os demais. Se vocês não receberam amor, amem os demais. Se sentiram a dor da solidão, concluía Francisco, aproximem-se daqueles que experimentam solidão.
Sobra-nos tempo para o julgamento, falta-nos tempo para perdoar e amar. Por isso somos uma sociedade que adoece. Temos remédio: Precisamos amar. Precisamos retornar de coração a Deus, sem interesses. Corações abertos à fé e a esperança sempre estarão abertos aos irmãos a certeza do futuro! Temos futuro se tivermos Deus! Teremos futuro se vivermos o amor! A dor, a tragédia e a morte não terão a última palavra sobre a história humana. Há um rebento novo de vida eterna e ressurreição desde o dia em que Jesus venceu a morte com Sua morte. Douglas e Vitor recebam a vida eterna! Operários do acidente sejam convivas na mesa celeste! Descansem em paz! Amém!
Deus perdoe nossa insensibilidade, nossa ausência de lágrimas e a dureza de nossos corações e convertei-nos antes que o Beto anuncie nosso velório na funerária Santo Antônio! Amém!
Parentes de nossos irmãos recebam do Espírito Consolador o que em nossa fraqueza não vos demos! Amém!”

Pe. Dudu

Cueca Branca

No Brasil, partido político é que nem cueca branca

Há um problema no Brasil, quando o assunto é a atribuição da responsabilidade pelos erros e consequências da má decisão ou escolha, tanto na economia quanto no jogo do poder dentro da política. Simplesmente, a sociedade e a imprensa condenam o Poder Executivo, quando é o legislativo que constrói as dinastias dentro da política.

As dinastias, quando são contrariadas ou não conseguem estabelecer a herança e a continuidade do poder, decidem criar uma nova legenda, sigla ou partido político. É justamente nesse momento que as opiniões se perdem, principalmente, por parte da imprensa, tendo em vista que os erros são cometidos pelas pessoas, mas, no final, os partidos assumem a culpa pelo todo, deixando os agentes livres para migrarem em novas legendas, cometendo os erros de antes.

No final, o partido político tem a mesma função da cueca branca com a marca do freio de bicicleta: – Tira-se uma e coloca outra no lugar, até que outro acidente aconteça.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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URGENTE: O transporte universitário está em crise no Município de Rio Bonito

O transporte universitário sempre foi objeto de negociação por parte dos prefeitos, que almejavam a reeleição no Município de Rio Bonito. Eles sempre alegavam a superlotação e a ausência do dinheiro para fazer a manutenção do serviço, sob o prisma de que não havia previsão no orçamento na pasta da educação, quanto muito menos sua obrigação legal em mantê-lo. E assim, duas décadas se passaram, enquanto que os estudantes universitários se tornaram reféns dos governantes e dos seus respectivos grupos políticos.

Nas eleições em 2012, a Prefeita, Solange Pereira de Almeida, prometeu que manteria o transporte universitário, enquanto que contrataria, inicialmente, 06 (seis) ônibus climatizados para atender a demanda. Com a vitória em suas mãos, considerando, também, a forte participação dos universitários, que compreendiam o universo dos 1000 usuários do serviço, projetando nas urnas, aproximadamente, 4000 votos, a atual prefeita  assumiu o governo, com dificuldades na gestão e a ausência do planejamento para materializar as promessas realizadas na campanha eleitoral, incluindo o transporte universitário, cuja logística foi aplicada, somente, no início do segundo semestre, sob muita pressão da sociedade e dos universitários, materializando um contrato milionário.

O atual governo não conseguiu cumprir 15% das promessas realizadas durante a campanha em 2012, com exceção do transporte universitário e do asfalto. Em suma, desde o início, o governo manteve-se desorganizado e sem foco nas políticas públicas, enquanto que as coisas poderiam piorar, tendo em vista que o contrato milionário encerrou-se, sem o encaminhamento do processo para a licitação.  Simplesmente, a prefeita decidiu fazer cortes e compensações para tentar manter-se no poder. O problema é que o governo preferiu retornar o transporte universitário ao padrão de 2013, com os ônibus com problemas mecânicos, a superlotação e a exposição da juventude aos riscos e perigos na estrada.

Transversalmente, a prefeita prometeu trazer a escola técnica ou o SENAI para Rio Bonito. Todavia, no lugar da escola técnica ou do SENAI,  o governo decidiu disponibilizar o terreno para a instalação da Faculdade Cenecista, que cobra mensalidade e que terá um grande concorrente contra si, que será o transporte universitário. O fato é que a maioria dos nossos jovens só poderá estudar, se o transporte continuar. Sem o transporte, não há a possibilidade da manutenção da capacitação, uma vez que a passagem diária está muito cara.

Por fim, o atual governo demonstra não se importar com o futuro da cidade, tendo em vista que a folha de pagamento saltou de R$5,6 milhões, em 2012, para R$8,0 milhões. Estão querendo instalar o Estacionamento Rotativo milionário, que será gerido por uma empresa privada, quando o Município deveria ter o controle da receita. Logo, mais uma vez, terei que convidar a sociedade para repensar Rio Bonito e o compromisso do atual governo. Talvez, essa seja a hora da sociedade ir às ruas e exigir o impeachment da prefeita dentro do plenário da Câmara Municipal.

Em tempo, o governante e os universitários poderiam copiar o modelo do transporte universitário do Município de Araruama, cuja manutenção é realizada por verba específica, ligada à Pasta da Promoção Social. O problema tem solução. O que está faltando é o interesse para solucioná-lo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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França anuncia estado de emergência econômica

François Hollande, presidente da França, declarou que o país está no estado de emergência econômica, colocando os franceses e o mercado comum europeu contra a parede em relação ao modelo e ao posicionamento econômico da nação diante dos atuais desafios.

Ao contrário do governo brasileiro, Hollande apresentou o combate ao desemprego, sem onerar a sociedade com mais impostos. Para tanto, o governo francês disponibilizará dois bilhões de euros, oriundos dos cortes no orçamento, fazendo a compensação nas contas públicas, objetivando o crescimento da economia, através da capacitação, do empreendedorismo e do incentivo na geração das novas vagas de trabalho junto as empresas, sem alterar a jornada de trabalho de 35 horas semanais.

Atualmente, a França possui 3,5 milhões de desempregados, conforme os dados fornecidos pelo governo.

A França é a primeira nação do Mercado Comum Europeu a assumir o estado de emergência econômica, fazendo ajustes internos para evitar empréstimos junto ao Banco da Comunidade Europeia. Logo, Hollande está demonstrando que está capacitado para enfrentar a crise, além de posicionar que a nação francesa evitará cometer os erros do passado.

Por fim, seria muito importante que o Governo Brasileiro se aproximasse do Governo Francês, praticando a transversalidade política e econômica, partindo do modelo baseado na geração das novas vagas de emprego, sem aumentar os impostos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Papa Francisco discursa à sinagoga de Roma e para o mundo

“Cidade do Vaticano (RV) – Francisco tornou-se, na tarde deste domingo (17/01), o terceiro Pontífice a visitar a Sinagoga de Roma. Durante a visita ao Templo Maior, o Papa recordou a expressão cunhada por São João Paulo II que, em 1986, disse que os judeus são os “irmãos mais velhos” dos cristãos. Francisco incentivou todos os empenhados na construção do diálogo judaico-cristão a seguirem perseverantes e recordou os judeus romanos perseguidos deportados durante a invasão nazista.

Assista à íntegra do discurso do Papa
Abaixo, publicamos a íntegra do discurso de Francisco
“Caros irmãos e irmãs,
Sinto-me feliz por estar aqui, entre vocês, nesta Sinagoga. Agradeço pelas palavras cordiais do Dr. Di Segni, a senhora Durighello e o Dr. Gattegna. Agradeço a todos vocês pela calorosa recepção. Tada rabbá! Obrigado!
Na minha primeira visita a esta Sinagoga, como Bispo de Roma, desejo expressa-lhes, como também a todas as Comunidades judaicas, a saudação fraterna de paz desta e de toda a Igreja católica.
As nossas relações me interessam muito. Em Buenos Aires, eu já estava acostumado a ir às sinagogas para encontrar as comunidades lá reunidas; seguir de perto as festividades e comemorações judaicas; dar graças ao Senhor, que nos dá a vida e nos acompanha no caminho da história.
Ao longo do tempo, criou-se uma união espiritual que favoreceu o nascimento de autênticas relações de amizade, que inspirou um empenho comum. No diálogo inter-religioso é fundamental encontrar-nos, como irmãos e irmãs, diante do nosso Criador e a Ele prestar louvor; respeitar-nos e apreciar-nos mutuamente e colaborar.
No diálogo judeu-cristão há uma ligação única e peculiar em virtude das raízes judaicas do cristianismo: judeus e cristãos devem, portanto, sentir-se irmãos, unidos pelo próprio Deus e por um rico patrimônio espiritual comum (cf. Declaração Nostra aetate, 4) no qual basear-nos e continuar a construir o futuro.
Ao visitar esta Sinagoga, prossigo nas pegadas dos meus Predecessores. O Papa João Paulo II esteve aqui há trinta anos, em 13 de abril de 198; Papa Bento XVI esteve entre vocês há seis anos, agora estou aqui.
Naquela ocasião, João Paulo II cunhou a bela expressão “irmãos mais velhos”! De fato, vocês são os nossos irmãos e as nossas irmãs mais velhos na fé. Todos nós pertencemos a uma única família, a família de Deus; juntos, Ele nos acompanha e nos protege como seu Povo; juntos, como judeus e como católicos, somos chamados a assumir as nossas responsabilidades por esta cidade, dando a nossa contribuição, também espiritual, e favorecendo a resolução dos diversos problemas atuais.
Espero que aumentem, sempre mais, a proximidade espiritual e o conhecimento e estima recíprocos entre as nossas duas comunidades de fé. Por isso, é significativa a minha vinda entre vocês, precisamente hoje, 17 de janeiro, quando a Conferência Episcopal italiana celebra o “Dia do diálogo entre Católicos e Judeus”.
Comemoramos, há pouco, o 50° aniversário da Declaração Nostra aetate do Concílio Vaticano II, que tornou possível o diálogo sistemático entre a Igreja católica e o Judaísmo.
No passado dia 28 de outubro, na Praça São Pedro, pude saudar também um grande número de representantes judaicos, aos quais me expressei assim: “A verdadeira e própria transformação da relação entre Cristãos e Judeus, durante estes 50 anos, merece uma gratidão especial a Deus. A indiferença e a oposição se converteram em colaboração e em benevolência. De inimigos e estranhos, tornamo-nos amigos e irmãos”.
O Concílio, com a Declaração Nostra aetate, traçou o caminho: “sim” à descoberta das raízes judaicas do cristianismo; “não” a toda forma de antissemitismo e condenação de toda injúria, discriminação e perseguição, que disso derivam”.
Nostra aetate definiu, teologicamente, pela primeira vez e de maneira explícita, as relações da Igreja católica com o Judaísmo. Ela, naturalmente, não resolveu todas as questões teológicas que nos dizem respeito, mas fez uma referência, de modo encorajador, fornecendo um estímulo importantíssimo para ulteriores e necessárias reflexões.
A propósito, em 10 de dezembro de 2015, a Comissão para as Relações religiosas com o Judaísmo publicou um novo documento que aborda as questões teológicas, emergidas nos últimos decênios, após a Declaração Nostra aetate (n. 4).
Com efeito, a dimensão teológica do diálogo judaico-católico merece ser sempre mais aprofundada. Por isso, encorajo todos aqueles que estão comprometidos com este diálogo a continuar neste caminho, com discernimento e perseverança.
Precisamente de um ponto de vista teológico, aparece claramente a indivisível ligação que une Cristãos e Judeus. Para compreender-se, os cristãos não podem não fazer referência às raízes judaicas; a Igreja, mesmo professando a salvação, mediante a fé em Cristo, reconhece a irrevocabilidade da Antiga Aliança e o amor constante e fiel de Deus por Israel.
Por mais importante que sejam as questões teológicas, não devemos perder de vista as situações difíceis, com as quais o mundo de hoje se defronta. Os conflitos, as guerras, as violências e as injustiças causam ferimentos profundos na humanidade e nos impelem a comprometer-nos pela paz e a justiça. A violência do homem contra o homem está em absoluta contradição com qualquer religião, digna deste nome e, em particular, com as três grandes Religiões monoteístas.
A vida é sagrada, como dom de Deus. O quinto mandamento do Decálogo, diz: “Não matar” (Ex 20,13). Deus, que é Deus da vida, quer sempre promovê-la e salvaguardá-la. E nós, criados à sua imagem e semelhança, devemos fazer o mesmo. Todo ser humano, como criatura de Deus, é irmão, independentemente da sua origem ou da sua pertença religiosa.
Toda pessoa deve ser vista com benevolência, como faz Deus, que estende a sua mão misericordiosa a todos, independentemente da sua fé e da sua proveniência; Ele dispensa atenção particular aos que mais precisam dele: os pobres, os enfermos, os marginalizados, os indefesos.
Lá, aonde a vida corre perigo, somos chamados, ainda mais, a promovê-la e salvaguardá-la. Quanto mais nos sentirmos ameaçados, tanto mais deveríamos confiar em Deus, que é a nossa defesa e o nosso refúgio (cf. Sal 3,4; 32,7), procurando fazer resplandecer em nós o seu rosto de paz e de esperança, sem jamais ceder ao ódio e à vingança. A violência e a morte jamais terão a última palavra diante de Deus, que é Deus do amor e da vida!
Devemos invocá-Lo com insistência, para que nos ajude a praticar – na Europa, na Terra Santa, no Oriente Médio, na África e em qualquer outra parte do mundo, – não a lógica da guerra, da violência, da morte, mas a da paz, da reconciliação, do perdão, da vida.
O povo judaico, na sua história, teve que padecer violências e perseguições, até ao extermínio dos judeus europeus, durante a Shoah. Seis milhões de pessoas, apenas por pertencerem ao povo judaico, foram vítimas da barbárie mais desumana perpetrada em nome de uma ideologia, que queria substituir Deus com o homem. Em 16 de outubro de 1943, mais de 1 mil homens, mulheres e crianças da comunidade judaica de Roma, foram deportados para Auschwitz.
Hoje, quero recordá-los de modo particular: seus sofrimentos, suas angústias, suas lágrimas nunca devem ser esquecidas. O passado deve servir de lição par o presente e o futuro. A Shoah ensina-nos que é preciso sempre máxima vigilância, para poder intervir, tempestivamente, em defesa da dignidade humana e da paz. Queria expressar a minha solidariedade a cada testemunha da Shoah que ainda vive; saúdo, de modo particular, aqueles que hoje estão presentes aqui.
Queridos irmãos mais velhos, devemos realmente ser gratos por tudo o que foi possível realizar nos últimos cinquenta anos, porque aumentaram e aprofundaram a compreensão recíproca e a mútua confiança e amizade.
Peçamos juntos ao Senhor, a fim de que conduza o nosso caminho rumo a um futuro bom e melhor. Deus tem para nós projetos de salvação, como diz o profeta Jeremias: “Conheço meus projetos sobre vocês – oráculo do Senhor -: são projetos de felicidade e não de sofrimento, para dar-lhes um futuro e uma esperança” (Jer 29,11).
Que o Senhor nos abençoe e nos guarde. Faça resplandecer sobre nós a sua face e nos dê a sua graça. Que o Senhor volva o seu rosto para nós e nos dê a paz (Num 6,24-26).
Shalom alechem!”

 

Papa Francisco

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Enquanto a Imprensa fala sobre a CPMF, a PETROBRÁS está sendo liquidada

Foi sancionado pela presidente, Dilma Rousseff, o orçamento com a receita no quantum de R$10.500.000.000,00 (dez bilhões e quinhentos milhões de reais) oriunda da CPMF, que ainda não foi aprovada pelo Congresso, logo, não existe. Em suma, o Palácio do Planalto já decidiu. Só falta o Congresso materializar o retorno do CPMF, para que o terrorismo estatal, com os servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro e a saúde pública, acabe.

O Palácio do Planalto e a equipe econômica pretendem obter a receita de R$2,95 Trilhões, ainda, em 2016, contando que os Municípios e os Estados façam a economia de R$6,5 bilhões. Não ficará difícil obter a meta dos R$2,95 Trilhões, considerando o fato de que a Trade Chinesa está com R$8 Trilhões para investir na América Latina, tendo o Brasil como principal parceiro. Todavia, isso exigiria a liquidação, pelos próximos 25 anos, das jazidas minerais e petrolíferas, bem como considerável parte do ativo da PETROBRÁS.

Quanto aos Estados e Municípios, é otimismo em excesso esperar qualquer economia, principalmente, em ano eleitoral.

Por fim, há uma linha tênue na prática do governo, quanto à concessão e a privatização, uma vez que a predominância de um único parceiro em áreas estratégicas do Brasil, não compromete somente a economia interna, mas, principalmente, a superestrutura da economia internacional, tendo em vista que está muito evidente o fato de que burlaram as regras do jogo para que tudo chegasse ao ponto em que nos encontramos.

Não digo que a parceria entre a China e o Brasil é ruim. Entretanto, o nosso governo está deixando toda a nação, literalmente, na mão do palhaço. Só falta abrirem o capital da PETROBRÁS para materializar o modelo da privatização à chinesa.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Em 2015, com a Petrobrás fraca, o latifúndio ganhou força nos negócios

Com a crise global no setor petrolífero e da mineração, que deixou a PETROBRÁS e a VALE expostas no mercado, sofrendo forte retração, o Brasil retornou ao cenário econômico da década de 1950, com o agronegócio tendo a participação histórica de 46,2% de tudo que é vendido no exterior, correspondendo ao quantum de US$21,28 bilhões, aproximadamente R$85,12 bilhões, oriundos da soja, milho, café, celulose, frango in natura, cacau, frutas, álcool e carne suína, conforme os dados da transparência, oriundos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A China foi a maior compradora do agronegócio, com 75% na participação no mercado em 2015, enquanto que os Estados Unidos, Vietnã, Bangladesh, Irã e Coreia do Sul participaram dos 25% restantes.

Em suma, o Brasil se tornou o celeiro da China. A questão é sabermos se essa relação se manterá no futuro, com as prospecções no continente africano. Não existem fronteiras para o dinheiro, principalmente, quando os governos são ditaduras ou da esquerda.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior