Businessman with hands on eyes

Meu voto é do Aécio Moura, com ou sem desistência

Deixarei a cerimônia e a conveniência de lado, tendo em vista que a situação de Rio Bonito é séria.

Pessoalmente, eu acho que a desistência do Aécio Moura foi prematura, enquanto que sua saída manterá o caos como está. Independentemente de vencer ou perder, defendo a ideia de que não existem candidatos preparados para os tempos que virão, enquanto que o estudo econômico, desenvolvido pelo Aécio, demonstrou exatamente que Rio Bonito está doente, e  que a cura está na visão contingencial do gestor, que deverá buscar novas receitas e serviços, objetivando a sustentabilidade do poder público municipal, que é algo inexistente até o momento presente.

Nesse exato momento, Rio Bonito precisa da sua sociedade e do empresariado unidos, enquanto que deveríamos lutar pela ética e transparência no governo. Testemunhei várias vezes os cidadãos de bem criticando a escolha do vice por parte do Aécio Moura, bem como sua metodologia de campanha com custo zero. No final, ficou a mensagem de que o povo quer mudança, mas faz questão de não mudar seu comportamento e o sistema no qual está inserido.

Fiz vários cálculos e projeções, que indicam que o Município de Rio Bonito poderia voltar a executar as funções básicas com eficiência a partir de junho de 2018, desde que todos fizessem sua parte e compartilhassem a responsabilidade com o Prefeito, através de um pacto pela transparência e o desenvolvimento do Município.

Acho que o Aécio Moura se assustou, mas não foi com os números, mas com a outra face da realidade política que afeta nossa sociedade, que é hipócrita e não analisa aquilo que diz e faz, salvo a conveniência. Essa mesma sociedade quer que o candidato siga as regras do sistema, apertando a mão de todo mundo, dando abraços, sorrisos falsos, oferecendo a alma como sacrifício em busca da conquista do voto, que, inevitavelmente, acabará na encruzilhada entre o certo e o errado no exercício das promessas.

Por fim, estou vendo que as pessoas de bem estão desesperadas, porque não haverá opção no momento do voto, enquanto que muitos já tinham comprado a ideia da campanha limpa e com ética. Assim, se eu fosse o empresário ou o cidadão de bem, procuraria o Aécio Moura agora, não para falar que ele terá ou teria o meu voto, mas para demonstrar preocupação com o município, apresentando soluções, ideias e projetos. No mais, mesmo com sua desistência, eu votaria no AÉCIO MOURA, porque acredito na ética e na necessidade no choque de gestão.

Apertar a mão, fazer promessas e sair sorrindo para todo mundo é fácil. Difícil é assumir uma posição e nadar contra a correnteza, principalmente, quando se está sozinho. Até o momento, eu vi o Aécio Moura sozinho na luta, quando o combate é de todos, sendo pobres ou ricos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

O jornalista Flávio Azevedo, com Aécio Neves no evento do PSDB.

Flávio Azevedo ganha apoio popular, com a desistência de Aécio Moura

Com a desistência do empresário, Aécio Moura, considerável parte da sociedade riobonitense se vê sem opção para prefeito na próxima eleição municipal, enquanto que os partidos retornaram às articulações para materializarem as pré-candidaturas.

O interessante nisso tudo é que o jornalista, Flávio Azevedo, tem realizado o trabalho da imprensa participativa e popular de forma muito eficiente e brilhante, apontando os problemas nos bairros e buscando soluções. Assim, a saída do Aécio Moura da competição eleitoral abriu vantagem popular ao jornalista, que está lutando dentro do PSDB para materializar sua liderança e candidatura.

Em contrapartida, o possível candidato natural do PSDB e atual vice-prefeito, Anderson Tinoco Luz, está se apagando perante a opinião pública, perdendo território e popularidade para o jornalista.

Em suma, será que o jornalista, Flávio Azevedo, conseguirá vencer os tabus do diretório do PSDB local, materializando sua candidatura, bem como, conquistar o eleitorado idealista do Aécio Moura? – Só saberemos quando as convenções ocorrerem.

Todavia, com todos os problemas apontados pelo empresário, há o clamor popular pela manutenção do Aécio Moura nas próximas eleições. E que comecem os jogos e as conspirações.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

O empresário, Aécio Moura.

O Município de Rio Bonito está órfão, incapaz e abandonado

O Empresário, AÉCIO MOURA, desistiu de concorrer ao cargo de prefeito na próxima eleição municipal de 2016, deixando a porta aberta para que os grupos políticos dominantes continuem no poder. Todavia, sua decisão não foi baseada na covardia ou na acomodação, muito pelo contrário, tendo em vista que o gestor fez os estudos econômicos detalhados do município de Rio Bonito, através da análise e da simulação do fluxo de caixa e outra situações, enquanto que o resultado foi catastrófico, tendo em vista que a prefeitura, cuja arrecadação anual corresponde a aproximadamente R$220.000.000,00, provavelmente sofrerá a queda brusca, num cenário otimista para R$180.000.000,00, o que provocará a escoamento direto no valor aproximado R$40.000.000,00. Assim, somando a diferença na arrecadação com os pagamentos atrasados e as dívidas diversas herdadas, o Município de Rio Bonito, provavelmente começará 2017 com o déficit na casa dos -R$60.000.000,00, que corresponde a um terço da arrecadação anual.

Atualmente, os salários dos servidores municipais estão no quantum de R$4.500.000,00 aproximadamente, enquanto que a folha de pagamento total, incluindo os contratados e comissionados, está próxima à R$8.000.000,00. Levando-se em conta que nem todos os contratados e comissionados poderiam ser dispensados, por causa do déficit funcional, economizaríamos muito pouco em relação ao montante. Somando a outras medidas que poderiam ser tomadas no âmbito de uma melhor gestão, ainda assim, não faria frente ao tamanho desgaste financeiro em que nos encontramos. Tendo em vista que, com arrecadações maiores no passado, o município não conseguiu fazer, no mínimo, o básico nas áreas mais necessárias à população, enquanto que restaria apenas repetir os erros anteriores,  desviando  verbas de uma área para cobrir rombos de outras, o que materializaria a improbidade administrativa e a exposição jurídica e social do futuro gestor da cidade, uma vez que a arrecadação própria do Município corresponde a 19% do orçamento anual, ficando os outros 81% com repasses intergovernamentais, que inevitavelmente serão reduzidos. A arrecadação própria acima citada não dá, sequer, para arcar com a folha de pagamento dos servidores ativos.

Em suma, por causa das más gestões anteriores do Município de Rio Bonito, a cidade não evoluiu economicamente, enquanto que os governantes só gastaram o dinheiro público, sem planejamento e logística. Logo, independentemente de quem vença as Eleições Municipais de 2016, o mandato de 2017-2021 está todo comprometido, porque, no passado, elegemos políticos que se comportaram como reis, mantendo as regalias da sua nobreza.

Por fim, se um grupo de empresários e gestores, comprometidos e interessados única e exclusivamente no bem estar de nossa cidade, que não possuem vínculo à gestão pública municipal, conseguiu fazer toda essa simulação, diga-se de passagem, sem os devidos dados oficiais pela total falta de transparência por parte do ente público, fica latente o fato de que ou a Câmara dos Vereadores não sabe matemática, ou, simplesmente, fez questão de ignorar a contabilidade em nome do comportamento “corretamente político”, que sacrificará o futuro dos servidores públicos municipais e toda sociedade riobonitense.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Ingênuo

Apostei no jogo da vida.

Dei minha fé e esperança como garantia,

Porque não havia outra forma para mudar.

Mas, desistiram do jogo, antes do começo.

Assim, Acendi um charuto e o traguei.

O alcatrão e a nicotina agarram na garanta,

Uma vez que o nó não poderia ser mais desfeito,

Enquanto que me satisfazia com o maldito pigarro.

Não foi desencanto de amor,

Nem a tristeza da solidão.

Na verdade, eu esperava o salvador,

Quando, diante da multidão,

Vinha-me a certeza de que o sacrifício era meu…

E de mais ninguém.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Entre os dedos (Poemas Proibidos)

Não há como amar o egoísta,

Sem se perder no próprio amor,

Porque a cegueira da imagem construída

Não pode segurar o amargo da dor.

 

O fel se corroerá com as palavras.

O personagem ganhará mais emoção

O céu é composto pela luz das estrelas,

Enquanto que a alma se alimenta da ilusão.

 

Durante as noites, a donzela chora e delira,

Jorrando suas lágrimas entre os dedos,

Contorcendo seu corpo na fantasia.

 

E assim, se realiza o artista,

Interpretando a imaginação e o zelo,

Porque, no final, todo amor é egoísta.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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FHC e Lula dançam juntos no fogo amigo do poder

Não me assusto de ver a mídia brasileira com seus fotógrafos e colunistas políticos mirando o Lula, tendo em vista que o PT (Partido dos Trabalhadores) faz questão de deixar bem claro que não largará o osso do poder, enquanto que lutará até o último soldado. Todavia, mesmo com o Aluízio Mercadante em stand by, a única estrela do partido é o ex-presidente LULA, cujas bases do seu colégio eleitoral estão fincadas nos sindicatos, nas federações e no público alvo do Programa Bolsa Família.

Também, não me assusto com o fato de ver a mesma mídia brasileira bombardeando o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso (FHC), tendo em vista que, até a presente data, é o único nome com força política nacional e internacional dentro do PSDB para confrontar o LULA. E assim, mesmo com o excesso da energia depositada no Aécio Neves, no José Serra e no Geraldo Alckmim, o PSDB está passando pela crise da identidade política da meia idade, com poucas lideranças reais ou quase nenhuma para concorrer ao pleito presidencial em 2018.

Enquanto Lula atravessa o bombardeio dos possíveis escândalos, compartilhando o desgaste com a estrela do seu partido, Dilma Rousseff se arrasta para melhorar a opinião pública, através do marketing, associando sua imagem aos Jogos Olímpicos do Rio 2016, enfrentando seu vice-presidente, que é do PMDB, na construção das coalizões e acordos com os partidos políticos dentro do Congresso Nacional.

A verdade é que o maior inimigo dos políticos, cuja liderança é inquestionável, é a vaidade, que serve de trampolim para que os jornais sejam financiados, produzindo resenhas encomendadas, objetivando derrubar o oponente e o próprio amigo.

No final, Lula só tem o FHC, enquanto que o FHC só tem o Lula como amigo, demonstrando que o Brasil está sem opção para o futuro, salvo os escândalos com seus respectivos cartéis.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Prefeita Solange Pereira de Almeida.

O impeachment de Solange Pereira de Almeida é a única opção para Rio Bonito

Considerando que as contas públicas não batem desde o início do governo; que o transporte universitário voltou a sofrer com a superlotação, colocando nossos jovens em risco na estrada; que a saúde e a educação estão precárias; que Rio Bonito está literalmente abandonada pelo poder público, incluindo o centro da cidade; bem como a condição judicial da prefeita, concluo que devemos pensar no método mais rápido, barato e mais eficiente para colocar o Município nos eixos. Podemos aguardar o cumprimento da Justiça, ou podemos adiantar o fardo com o pedido de IMPEACHMENT de Solange Pereira de Almeida. Isso caberia à Câmara dos Vereadores, aos grupos políticos e as Associações. Tenho certeza que o ato teria o apoio popular.

Com o impeachment de Solange, surgiriam, da Câmara dos Vereadores, dois candidatos ao cargo de prefeito para as Eleições 2016: – Marquinhos Luanda e Reis. Todavia, o governo seria automaticamente conduzido ao vice-prefeito, Anderson Tinoco, que convocaria a Câmara dos Vereadores para a análise governamental e das contas públicas, bem como para constituir seu gabinete de urgência, até que a situação se ajustasse ao termino do mandato.

Uma coisa é certa: – Não haverá acordo algum entre os servidores públicos municipais quanto ao plano de cargos e salários, bem como o piso salarial nacional para os professores, enquanto Solange for a Prefeita. Enquanto isso, o comércio, a indústria e os serviços perdem dinheiro, porque a maior contratante do Município não dá condições da economia local respirar.

Se os vereadores analisarem a condição ambiental, concluirão que a melhor alternativa é o impeachment, pois, assim, todos sairão ganhando. Todavia, insistir com a ideia de que tudo está ótimo, quando não está, será o mesmo que cometer suicídio político em 2016. Aliás, qual vereador desejará ficar ao lado da Prefeita, diante do quadro e do caos que a cidade se encontra, mesmo com o asfalto?

Acredito que com a saída da Solange, o nosso Hospital Regional Darcy Vargas, a saúde e a educação terão uma melhor chance de recuperação, pois, sobrará um ano de orçamento para serem investidos na cidade, na forma correta e com transparência. Aliás, o Anderson Tinoco foi expurgado do governo, por desejar o melhor para Rio Bonito, o que confrontava diretamente os interesses do grupo político dominante.

Está na hora da Câmara dos Vereadores tomar uma posição popular e justa para os riobonitenses. Caso contrário, os riobonitenses serão mais rigorosos com os critérios na hora de depositarem o voto nas próximas eleições. Principalmente, após as sessões extraordinárias na tentativa da aprovação rápida e silenciosa da mensagem 02/2016, que altera a diretoria do IPREVIRB, criando cargos e aumentando salários, como o exemplo o cargo do procurador, com o mandato de 06 anos, quando o Município e o IPREVIRB alegam problemas financeiros, propondo descontar os encargos dos aposentados e pensionistas.

Por fim, se a sociedade riobonitense não se mobilizar para afastar a prefeita do poder, a Câmara dos Vereadores possivelmente aprovará a venda dos terrenos e imóveis do nosso Município e em doses parceladas, além do empreendimento milionário do Estacionamento Privativo, que é a menina dos olhos da atual presidência da Câmara. Em suma, só sobrarão empréstimos e dívidas para serem pagos ou ignorados, cujos resultados comprometerão as aposentadorias dos servidores públicos municipais e os serviços públicos na nossa cidade, porque dinheiro não dá em pé, exigindo trabalho, planejamento, gestão e logística para ser ampliado e aplicado na forma correta.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A Receita Federal poderá quebrar o sigilo bancário, sem a autorização prévia do Poder Judiciário

Com a votação favorável da maioria dos Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a Receita Federal está autorizada a fazer o levantamento dos dados bancários de qualquer cidadão, dentro do território nacional, sem a autorização prévia do Poder Judiciário.

A iniciativa dará maior celeridade à Receita Federal para realizar as pesquisas e as auditorias das pessoas físicas e jurídicas, contribuindo com o aumento da arrecadação, além de diminuir os processos nas filas da urgência dentro do Judiciário. Em suma, a Receita Federal passa a ter superpoderes, que, se não forem utilizados com transparência e sabedoria, também poderão se reverter contra o cidadão, a sociedade e os membros do governo, uma vez que poderá surgir um mercado da informação bancária, com a finalidade de expor os agentes governamentais e as empresas, desde que tenha alguém disposto a pagar o preço pela informação privilegiada. Logo, a lógica indica que a Presidência da República e os Ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Justiça, deverão constituir um protocolo ou uma agência fiscalizadora para acompanhar os atos da Receita Federal.

Atualmente, a Receita Federal já recebe através do Banco Central do Brasil as informações referentes às transações bancárias, sendo no quantum mínimo de R$2.000,00 para pessoa física e R$6.000,00 para pessoa jurídica. E mesmo assim, acontece tanta corrupção no Brasil.

Em tempo, o julgamento da ação em questão ainda não foi concluído, enquanto que até seu término, os Ministros do STF poderão mudar sua tendência do voto. Entretanto, acho muito difícil que isso aconteça, uma vez que a frase que sintetizou o raciocínio jurídico foi a seguinte: “Se o gerente do banco pode ter acesso as informações bancárias, nada impede que o agente da Receita Federal também o tenha.”

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Aniversário Guarda Municipal

A Guarda Municipal de Araruama está habilitada para usar arma de fogo

A guarda civil municipal de Araruama está composta por 220 agentes, que atuam em todos os distritos da cidade, com 55 guardas de plantão, aplicando sua estratégia de segurança pública com o patrulhamento de bicicleta na orla, a atuação no trânsito e no patrimônio público, o agrupamento de cães, grupamento tático operacional e posto de vigilância 24 horas. Entretanto, aquilo que parecia ser bom, promete ficar melhor, tendo em vista que a Guarda Municipal de Araruama está autorizada a usar arma de fogo, enquanto que seus agentes serão treinados pela ACADEPOL (Academia de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), seguindo a seguinte logística: – Só serão treinados 50 agentes e somente aqueles que possuem, no mínimo, 15 anos de guarda.

Enquanto isso, a Guarda Municipal de Rio Bonito é subaproveitada pelo Governo, que está concentrando sua energia no Departamento de Trânsito, com as multas, e na concessão do Estacionamento Rotativo, que gerará milhões de Reais após a fase do desenvolvimento, mas a atual gestão e a presidência da Câmara Municipal alegam que o ente público não terá como administrar o empreendimento, insistindo na aprovação, no plenário, da concessão ao setor privado.

Em suma, não faltam bons exemplos de gestão  na administração pública dos municípios vizinhos. O problema é que os políticos riobonitenses ainda acreditam que estão no Brasil monárquico, enquanto que Rio Bonito é um feudo, com muros, castelos, pontes elevadas e o fosso cheio de crocodilos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Reunião sobre transporte universitário com o presidente da câmara de tangua, Luciano Lúcio, em 19/02/2016.

Luciano Lúcio, Ricardo Abrahão e a reunião em busca das soluções ao transporte universitário riobonitense

A ausência do Governo e da Câmara Municipal, nos últimos anos, levou a município de Rio Bonito à decadência, enquanto que os municípios vizinhos, tais como Tanguá e Silva Jardim conquistaram parte dessa energia no crescimento econômico e social, através das políticas públicas.

Desde o momento que Luciano Lúcio (PSDB) assumiu a presidência da Câmara Municipal de Tanguá, a cidade passou a gozar do exercício da transparência e da participação popular, através da comunicação formal e das redes sociais, aproximando a sociedade do governo e das políticas públicas.

O sucesso do trabalho desenvolvido no município vizinho foi tão elevado, que a nova geração dos líderes comunitários e pré-candidatos  está fazendo questão de quebrar os muros ideológicos, políticos e partidários, em nome da aprendizagem e do bem comum. E assim, seguindo o mesmo propósito, Ricardo Abrahão (PSOL) marcou sua presença na Câmara Municipal de Tanguá, no dia 19/02/2016 (Quinta-Feira), às 09:00 horas, motivado pelo problema no transporte universitário, que está afetando Rio Bonito e Tanguá.

Em conversa informal com o Ricardo Abrahão, o jovem me demonstrou entusiasmo com a reunião, enquanto que ficava evidente a grande diferença entre a postura dos governos dos dois municípios sobre o transporte universitário:  – Tanguá demonstra boa vontade no diálogo e na solução dos problemas, materializando as ações através das reuniões com os universitários, o  presidente da Câmara Municipal e o Prefeito, Valber. Em Rio Bonito, por outro lado, não há diálogo e boa vontade por parte do governo, que sempre utiliza o tom da ameaça, que atrapalha a comunicação entre a prefeita e os universitários.

Luciano Lúcio indicou um bom exemplo de liderança, participação social e cidadania, quando uma aluna, representando todos os universitários, redigiu um documento detalhando todos os problemas. A partir disso, o Prefeito e a Câmara dos Vereadores trabalham nas soluções, demonstrando o comprometimento de todas as partes, mesmo diante das dificuldades.

Para Ricardo Abrahão, o transporte universitário pode ser igual ou melhor que o modelo de Tanguá, desde que os estudantes se organizem continuamente, constituindo a unidade em nome da causa, para garantir a continuidade e a qualidade do serviço às futuras gerações, através das políticas públicas, baseadas na comunicação transparente entre a sociedade e as instituições políticas.

Não poderia terminar este artigo, deixando de expressar o fato de que a cidade de Rio Bonito necessita de uma Câmara Municipal mais ativa e participativa, com novas ideias e dinâmicas nas políticas públicas, que lute pela cidade e enfrente o Poder Executivo, quando este não estiver trabalhando corretamente. Todavia, ouso discordar do Ricardo, quanto à unidade dos universitários, tendo em vista que a maioria deles quer garantir o uso do transporte para atender suas necessidades momentâneas, enquanto que acreditam que, com a redação de um documento, poderão transformar o transporte universitário riobonitense em política pública continuada. Todavia, a Câmara Municipal está sem boa fé e vontade para resolver o problema, enquanto que somente o Poder Executivo pode apresentar Leis que geram custos ao erário público. Logo, clamo para que a luz da sabedoria paire sobre as mentes da nossa juventude, e que a mesma se permita conhecer as soluções dos nossos vizinhos, além de assumirem o fato de que não haverá conquista ou glória, sem o pagamento da luta e da organização.

Ironicamente, a criança, chamada Tanguá, está ensinando a velha, Rio Bonito, como renovar.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior