267270_474853475893226_648488716_n  Mandiocão

A Lógica ilógica das campanhas políticas

Os madioquetes acham que eu estou com Marquinho Luanda. Os solangistas já acham que estou com o Mandiocão. Todavia, se abandonarmos as paixões pessoais, analisando os últimos 20 anos na política riobonitense, considerando que não são os candidatos a prefeito que determinam os grupos políticos, mas que é justamente o contrário, a lógica da renovação tenderá seu pêndulo no nome do Marcos Abrahão. Mas, quem foi que disse que o eleitor é lógico?
O problema é que os dois principais grupos políticos, que já provaram do poder absoluto no executivo, estão lutando pelo território, comparando suas realizações, enquanto que o suposto azarão está focalizando nos votos indecisos, cuja estimativa está na casa dos 67% no momento, restando ainda os 32% das abstenções em relação aos votos válidos.
Enquanto isso, vou escrevendo sobre o mundo, degustando gengibre e tomando o suco de beterraba com maçã e limão, porque é preciso ter integridade, quando o mundo lhe exige rótulos e opiniões repetidas.

Por fim, considerando o discurso da RENOVAÇÃO dentro da sociedade, acredito que esse é o momento para o cidadão, o eleitor, o empresário e o religioso se permitirem vislumbrar o cenário político e econômico por outro prisma, numa realidade sem os dissidentes da Solange Pereira de Almeida ou do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão). Já provamos o dissabor de ambos nos últimos 24 anos. Não importa o que aconteça com a cidade, porque eles responderão como um padrão matemático. Logo, precisamos de uma nova perspectiva.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Legado que Solange Pereira de Almeida deixou para as Eleições Municipais de 2016

Em 2012, a prefeita eleita, Solange Pereira de Almeida, apresentou uma campanha impecável, fazendo filmagens com propostas reais e necessárias, realizando as pequenas reuniões com o máximo de 30 pessoas, visitando as lideranças religiosas e a maçonaria, além de publicar e divulgar a revista com seu plano de governo. Todavia, com as redes sociais em alta nos dispositivos móveis e o aumento da participação popular no processo eleitoral naquele momento, a candidata teve que se reinventar, falando em geração de emprego, na capacitação da juventude e no isolamento dos vários nomes que faziam parte do seu grupo direto, vislumbrando conquistar a confiança do eleitorado. Entretanto, isso não foi o bastante, enquanto que a candidata teve que rever seu plano de marketing eleitoral, construindo uma nova equipe de idealistas e pensadores políticos, cuja diferença estava, justamente, em serem jovens e de não possuírem o histórico de qualquer atividade dentro do grupo político. Em suma, a campanha decolou. Mas, a candidata precisava apresentar mais diferenciais à sociedade riobonitense, trazendo, consigo, vários deputados federais do PMDB e o Sérgio Cabral, que era o governador do Estado do Rio de Janeiro naquela época.

Assim, a Solange decolou nas pesquisas eleitorais, vencendo o pleito. Mas, assim que ela assumiu o governo, a máquina pública ficou paralisada em função dos R$21.000.000,00 das dívidas herdadas pelo seu antecessor, cujas contas se estabilizariam em Abril de 2013. Mesmo assim, a máquina pública continuou estagnada, enquanto que os nomes indesejados pela opinião pública foram assumindo posições secundárias e estratégicas, mesmo com o compromisso registrado no palanque e nas reuniões pela prefeita em não incluí-los na gestão. Em julho de 2013, o circo já estava formado, as promessas e os compromissos sociais com as políticas públicas foram ignorados, a opinião pública foi esquecida e os solangistas continuaram com o legado das gestões anteriores, mantendo o exército eleitoral no cabide de emprego com o dinheiro público, e dando continuidade ao ciclo do desemprego e da exploração da pobreza social e econômica.

Em suma, não adianta trazer a juventude, fazer o registro cinematográfico das reuniões e dos compromissos ou apresentar o plano de governo, porque os grupos políticos não possuem o interesse na igualdade social e econômica, mas que o sistema continue como está, mantendo o doutor no lugar do doutor e o pobre no lugar do pobre.

No final, a Solange Pereira de Almeida se apagará como um sol, enquanto que seus seguidores tentarão fazer o sucessor ou migrarão  nos outros grupos, vislumbrando a sobrevivência, que é um comportamento natural, principalmente na política.  A questão é: – Haverá espaço após o pleito? Eles terão as regalias de antes? – Acho que não. Porque os grupos já estão cristalizados, enquanto que existe a lógica do poder econômico e da antiguidade, cujos conselheiros se reúnem e decidem o destino da maioria, porque o prefeito é somente um AVATAR dentro da ordem local estabelecida. Lembrem-se: – Na democracia, não existe o governante que governe sozinho. Logo, não vejo RENOVAÇÃO nem no Marquinho Luanda e no José Luiz Mandiocão, pois, para isso acontecer, teríamos que mudar os grupos políticos, que é algo que o sistema não quer que aconteça em Rio Bonito, ainda.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Rita de Cássia e José Luiz Alves Antunes (Mandiocão).

Rita de Cássia será a vice-prefeita de Mandiocão em 2016

Rita de Cássia e José Luiz Alves Antunes (Mandiocão).

Rita de Cássia e José Luiz Alves Antunes (Mandiocão).

A Convenção do Partido Progressista foi realizada na manhã desta sábado, 30/07/2016, no Motorista Futebol Clube, lançando a pré-candidatura do ex-prefeito, José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) ao cargo de prefeito, que traz, consigo, a atual vereadora e ex-secretária de educação, Rita de Cássia Antunes B. Martins Gomes, para vice-prefeito, fechando uma parceria singular como opção para o eleitor riobonitense nas Eleições Municipais de 2016.

Dando sequência à construção do perfil político riobonitense em 2016, pude acompanhar os bastidores da política, mesmo que fosse à distância, enquanto que até a Convenção, a vereadora, Rita de Cássia, competiu, silenciosamente, com o atual vice-prefeito, Anderson Tinoco, do PSDB, e o empresário Bruno Soares, do PSB. Todavia, no final, o Mandiocão e seu grupo político optaram pela experiência legislativa e executiva para vice-prefeito, atentando para o fato de que o perfil comportamental do nosso universo eleitoral tende a inclinar pelo candidato do sexo feminino, tendo em vista a predominância quantitativa e qualitativa do gênero, que também é um catalisador social e espontâneo dentro da opinião pública. Aliás, foi em cima desta variável interveniente que a atual prefeita, Solange Pereira de Almeida, construiu seu universo eleitoral, valorizando as reuniões com pequenos grupos, aplicando os métodos clássicos da neurolinguística e da inteligência emocional.

A expectativa da opinião pública é que a Rita de Cássia traga a organização e a comunicação com os diversos setores da sociedade riobonitense, incluindo a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), a ASCIRB (Associação Comercial e Industrial de Rio Bonito) e a Comunidade Cristã.

Por fim, considerando a reprovação das contas do ex-prefeito por parte do TCE (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) e da Câmara Municipal de Rio Bonito, os pré-candidatos à majoritária terão que enfrentar os desafios jurídicos dentro do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

Discurso de Mandiocão e Rita de Cássia na Conveção do PP.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Abril  de 2016 -  cerimônia de acendimento da tocha olímpica.   Foto: Roberto Castro/ME

Afinal, qual foi o custo real da maquiagem da cidade para a passagem da Tocha Olímpica?

Hoje, quando construi a resenha sobre a maquiagem da cidade para a passagem da Tocha Olímpica em Rio Bonito, montei, literalmente, um sistema lógico e matemático baseado na afirmativa apresentada pelos membros do governo de que não houve custo algum ao erário público, tendo em vista que os secretários trabalharam no enfeite da praça com as bandeirinhas. Logo, vou convidar o público para me acompanhar com os cálculos: Considerando que Rio Bonito possui 22 secretarias, enquanto que o salário do secretário está aproximadamente R$6.000,00, se minha memória não estiver falhando, 22 x R$6.000,00 é igual a R$132.000,00, só com a mão de obra, sem somar os comissionados, contratados, o motorista do caminhão, o combustível, o material aplicado nas bandeirinhas, a pintura dos meios-fios, das antigas faixas dos pedestres e as novas, as placas de trânsito, entre outros. Nota-se que o discurso inicial e o da defesa pública se sustentaram na tese de que os secretários trabalharam, cuja aplicação generalizada deixa entender que foram todos. Todavia, ainda me perguntarão da onde saíram os R$180.000,00 investidos na maquiagem da cidade? – Isso também é uma resposta simples, tendo em vista que me baseei nos números apresentados pela opinião pública nas redes sociais e na rua. Parece que a sociedade riobonitense achou o número 180.000 bonito para agrega-lo ao evento planetário, que é a passagem da tocha olímpica. Entretanto, se pararmos para analisar o discurso, a fórmula criada e os custos com o pessoal e estruturas, há grande possibilidade do valor agregado ultrapassar os R$180.000,00, porque tudo tem um custo, principalmente, quando se pega o Executivo da Empresa para fazer o trabalho do assalariado. O custo da hora trabalhada e da execução do projeto são majorados, automaticamente. Não calcular o impacto do pessoal na execução do projeto é o mesmo que começar falido. A sorte da situação em si é que estamos falando do ente público, que arrecada, independentemente da produção.

Mas, o que mais me deixou admirado com o efeito da resenha é o fato de que ninguém se preocupou com a leitura dela, bem como, com a gestão, a otimização dos materiais e das pessoas, ou mesmo com o tamanho do erro que foi aplicado na generalização de que “os secretários” trabalharam na preparação da Praça Fonseca Portela. Simplesmente, construíram o evento e o venderam para a opinião pública, sem considerar que sua essência era contraditória aos princípios da gestão e da eficiência, cuja situação ficou mais latente diante da ausência dos números e da publicidade das contas públicas, fazendo-me bater na tecla de que a gestão pública deve ser transparente, para que não haja falha na interpretação contábil, do controle e dos números.

Por fim, se eu aprovo ou não a passagem da tocha olímpica em Rio Bonito é algo totalmente irrelevante, enquanto que o evento é planetário e merece seu registro histórico para as futuras gerações, já que está acontecendo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com a vinda do SuperMarket, a PMRB criou a área de riscos no trânsito e abandou o cidadão

A Prefeitura Municipal de Rio Bonito pegou um trecho que já tinha o trânsito complexo, por causa da Escola Criar e do Ambulatório Municipal, e intensificou o problema, quando autorizou a instalação do Super Market. Todavia, não satisfeita pela falta do Estudo do Impacto no tráfego urbano e na segurança pública no local, o Município de Rio Bonito tirou o único guarda municipal que atuava no trânsito daquela área, pelo menos, no horário do pico, que era na saída dos alunos, maximizando o problema ao caos total.

Enquanto não acontecer um acidente fatal, envolvendo os pedestres (os alunos com seus pais e os clientes do Super Market), os veículos e o posto de gasolina no trecho compreendido entre o Viaduto da Praça Cruzeiro e o Ambulatório Municipal Manoel Loyola Silva Junior, a Prefeitura não assumirá suas obrigações e responsabilidades com a sociedade? – Pois bem, se o Município continuar inerte, incluindo sua guarda municipal, já está anotado e registrado junto à opinião pública o óbvio, cujo descaso se faz latente no ano eleitoral, quando a situação tenta eleger o vereador Marquinho Luanda, do PMDB, à sucessão para prefeito, colocando-lhe no olho do furacão das falhas logísticas, atribuindo a negatividade a sua imagem, transformando o contexto numa verdadeira sabotagem, fundamentada na preguiça e na incapacidade gestora na pasta responsável pela demanda, cujo leitor perceberá a conexão direta junto ao gabinete da prefeita, Solange Pereira de Almeida.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Abril  de 2016 -  cerimônia de acendimento da tocha olímpica.   Foto: Roberto Castro/ME

A Passagem da tocha olímpica em Rio Bonito e o alto custo da incompetência gestora do Município

Se alguém tinha qualquer dúvida quanto ao contraste da realidade e da vontade do brasileiro em residir as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, ela deixou de existir após as várias tentativas públicas em apagar a tocha olímpica, cujo percurso fica cada vez mais tumultuado, quando se aproxima da capital fluminense.

A maquiagem estética das ruas, com suas faixas dos pedestres e os meios-fios pintados, bem como a troca da malha asfáltica e das placas da sinalização mostrarão, ao Brasil e ao Exterior, uma Rio Bonito que só existe no campo das ideias e no pensamento dos seus cidadãos de bem, porque a cidade está abandonada nos últimos 03 anos, para não dizer 20 anos. No entanto, por conta da passagem da tocha olímpica, foram gerados gastos indiretos ao erário público no valor de R$180.000,00, que poderiam ser nulos, caso o Município de Rio Bonito estivesse gerindo suas secretarias com eficiência, realizando o máximo com o mínimo possível.

Esse é um momento para refletirmos sobre o fato de que a tocha olímpica poderia ter passado pela nossa cidade com o custo zero para o ente público. Todavia, a maquiagem emergencial saiu cara e deixa latente o fato de que tem muita gente batendo a cabeça dentro das entranhas do Município, através dos contratos e dos cargos comissionados sem sentido ao contribuinte, que paga compulsoriamente pelo almoço, que nunca será gratuito.

Por fim, fica aquela ideia de que seria melhor que a tocha olímpica ficasse em Rio Bonito, com as coberturas jornalísticas e seus respectivos patrocinadores, porque, talvez assim, as secretarias municipais de obras e a do desenvolvimento urbano sairiam do ostracismo para trabalharem na cidade, justificando cada centavo tributado pelo cidadão riobonitense.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Reunião entre o ex-prefeito, José Luiz Alves Antunes, Bruno Soares, ex-presidente do CCS, e Alberto Gallo, diretor da Autopista Fluminense, em 2012.

A velha política riobonitense tenta inibir a construção das novas lideranças

O empresário Bruno Soares e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, na convenção do DEM.

O empresário Bruno Soares e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, na convenção do DEM.

Conforme o serviço de inteligência extraoficial, apesar da expectativa criada pela renovação na política riobonitense por parte da classe empresarial e da comunidade cristã em relação ao empresário, Bruno Soares, do PSB, para vice-prefeito da candidatura do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), ao que tudo indica, há a possibilidade de surgir uma nova vítima no cenário da politicagem local, que poderá resultar na sua desistência do pleito, devido à publicação, no último sábado, dia 23/07/2016, do DECRETO MUNICIPAL  Nº. 434/2016, que dispõe sobre a adjudicação do quantum de 49 (quarenta e nove) lotes pertencentes ao Loteamento RESIDENCIAL GAND VILLE em favor do Município de Rio Bonito.

Em contato com o empresário, Bruno Soares, ele confirma as informações, afirmando que tomará as medidas jurídicas necessárias e que continuará alinhado ao grupo do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), mas que está repensando a possibilidade de ingressar na carreira política.

Infelizmente, ao que tudo indica, a velha política pode afastar mais uma pessoa de bem, que tenta dar sua contribuição no cenário político riobonitense.

Em tempo, o empresário, Bruno Soares, que foi proprietário da Brunauto Veículos, presidente do CCS (Conselho Comunitário de Segurança) em 2012, casado, pai de 03 (três) filhos e construtor, está  desenvolvendo, nos últimos 04 (quatro) anos, o projeto do Loteamento Residencial Grand Ville, tornando-se um empreendimento singular e uma referência na região, uma vez que é  um dos poucos loteamentos no Município que disponibiliza a pavimentação e a rede elétrica na sua infraestrutura inicial.

 

Residencial Grand Ville – Facebook

Loteamento Residencial Grand Ville - Rio Bonito / RJ.

Loteamento Residencial Grand Ville – Rio Bonito / RJ.

Loteamento Grand Ville - Rio Bonito / RJ.

Loteamento Grand Ville – Rio Bonito / RJ.

 

 

 

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A Dialética do Caracol

Pela manhã,

Quando olho-me no espelho,

Vejo os horrores que podem acontecer comigo,

Que vão desde os atentados à bomba até o simples suspiro.

Constato o quanto sou frágil e medíocre,

Porque os noticiários nos conectam ao medo,

E nos transformam em miquinhos de circo.

 

Pela tarde,

Entro nas neuroses estéticas

De uma sociedade que valoriza a aparência,

Mas, que ignorou as regras da conduta e da ética,

Medindo as taxas da glicose e a pressão arterial.

Meu corpo já não suporta mais o seu peso.

Mesmo assim, como um caracol,

Carrego o pêndulo do mundo, no otimismo.

 

Ao anoitecer,

No zap zap do controle remoto,

Realizo saltos quânticos pela Televisão.

Numa programação involuntária,

Me pego no noticiário e  paraliso minha mão,

Porque é mais fácil se encher de medo,

Do que buscar a liberdade através dos livros.

No final, constato que sou o culpado,

Uma vez que me fiz refém da minha preguiça,

Mantendo o papel ordinário da hipocrisia.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Anderson Tinoco e Flávio Azevedo .

O Flávio Azevedo é uma arma, que o PSDB não sabe como utilizar nessa eleição

Dando continuidade ao projeto da construção do perfil político rio-bonitense para as eleições municipais em 2016, focalizarei o pré-candidato ao Legislativo, o jornalista, Flávio Azevedo, do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), formado no curso técnico em enfermagem e bacharelando no curso de jornalismo, o empresário no ramo da comunicação social e, também, proprietário do jornal “O Tempo”, com 41 anos de idade, casado pela segunda vez, pai de uma filha, oriunda do primeiro casamento, sua trajetória profissional foi marcada pela cobertura dos principais fatos e eventos jornalísticos na região compreendida entre os municípios de Rio Bonito, Tanguá e Silva Jardim, cujo trabalho tornou-se o registro histórico da nossa época, bem como uma ferramenta de luta pelas políticas públicas através da comunicação, principalmente, em Rio Bonito.

Nos últimos dois anos, o PSDB está passando pelo processo de reengenharia, recrutando pensadores, fazedores de opinião e articuladores mais sincronizados com a direita e os problemas que afligem a sociedade brasileira. Assim sendo, o Flávio Azevedo comprou a ideia do partido e do articulador regional e atual presidente da Câmara Municipal de Tanguá, Luciano Lúcio, assumindo a presidência do diretório municipal, vislumbrando a candidatura ao cargo de Prefeito, cujos planos foram desviados pela insistência por parte do Anderson Tinoco, atual vice-prefeito de Rio Bonito, que já se anunciou como pré-candidato ao cargo de prefeito, estando totalmente desconectado do universo eleitoral.

Acredito que o Flávio Azevedo atuaria muito bem no Poder Legislativo. Todavia, o perfil do jornalista está totalmente focalizado ao Poder Executivo, lutando pela aplicabilidade das políticas públicas. Logo, na minha análise pessoal, a lógica indica que o PSDB deveria lançar o Flávio Azevedo à eleição majoritária ao cargo de prefeito, colocando o Anderson Tinoco como vice-prefeito, tendo em vista o desequilíbrio latente que existe na comparação entre os dois perfis dentro do mesmo universo eleitoral.

Por fim, se cada ponto da audiência do Flávio Azevedo fosse convertido em votos no dia da eleição, o jornalista poderia materializar, em média, 4.700 votos.  O único problema nessa fórmula é que não existe qualquer relação entre a audiência dos conteúdos produzidos  com a possibilidade da mesma ser computada em votos numa eleição, porque a política é uma caixa de surpresas, enquanto que o eleitor precisa encontrar seu norte na busca pelo representante perfeito, que, culturalmente no Brasil, está mais ligado à afinidade do que com o compromisso com as causas sociais.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

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A Turquia e o fantasma cultural da pena de morte nos tempos dos Golpes de Estado

No dia 15/07/2016, a Turquia passou pela tentativa malsucedida do Golpe de Estado por parte do seu Exército, cuja uma das suas várias finalidades é garantir a “democracia” e o “equilíbrio” às ramificações políticas e religiosas dentro do circuito do poder. O presidente REEP TAYYIP ERDOGAN conseguiu mobilizar as massas populares através dos veículos da comunicação disponíveis, revertendo o golpe, que deixou o lastro de 265 mortos, entre civis e militares.

Coincidência ou não, o golpe acontece justamente no período em que a Turquia estava próxima da sua integração definitiva na União Europeia, que não tinha acontecido ainda em função das práticas da pena de morte, que foi abolida em 2004, da tortura e do tráfico de seres humanos. Todavia, a janela da coincidência fica mais latente quanto ao fato de que a Turquia materializou o primeiro acordo governamental com o Estado de Israel, em 50 anos, baseado na intensificação do sistema de vigilância no mediterrâneo, norte da África e na região da Eurásia, encaixando a peça do quebra-cabeça estratégico e armamentista que faltava para a projeção da OTAN, comprometendo os planos do presidente, Vladimir Putin, na manutenção daquela região nos modelos da bipolarização da Guerra Fria.

A História da Turquia está mergulhada na violência, nos assassinatos em massa e na brutalidade, desde o sultanato nos tempos da antiga Constantinopla. Nas últimas duas guerras mundiais, a Turquia sempre teve peso estratégico por sua localização geográfica e pela fama brutal, que foi associada ao seu exército. Todavia, o século XXI foi marcado pela tentativa dos turcos em se afastarem da imagem construída ao longo dos séculos anteriores, chegando ao ponto de abrirem mão da pena de morte.

A União Europeia possui o protocolo de manutenção dos seus membros, cujos princípios se baseiam nos direitos humanos. Logo, com o anúncio realizado nesta quinta-feira, 21/07/2016, quanto à suspensão da convenção europeia dos direitos humanos durante o período declarado como Estado de Emergência, a lógica histórica indica que o governo turco tem a pretensão de torturar, expor e matar os rebeldes, incluindo seus associados e simpatizantes, seguindo o modelo dos sultões, que se converterá imediatamente no isolamento da Turquia em relação à Comunidade Europeia. Entretanto, por maiores que sejam os princípios e os conceitos europeus, é impossível a manutenção econômica e financeira do continente europeu sem o acesso das passagens marítimas, aéreas e terrestres turcas. Logo, restará saber se a União Europeia se manterá firme sob seus princípios, ou se ignorará os fatos, que estão previstos a acontecer, tendo em vista que o determinante é o econômico, enquanto que a Turquia tem muito mais a oferecer do que a ganhar.

Por fim, é importante que os analistas da inteligência e os jornalistas internacionais focalizem a reação da mãe Rússia, do Irã e da Índia, porque onde há conflito, sempre haverá oportunidade.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior