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No Japão, as pessoas morrem de exaustão no trabalho: Karoshi

karoshi-imagem-reproducao-800-630x413Estamos acostumados a idolatrar o modelo japonês na inovação, na produção e no trabalho. Simplesmente, colocamos o Japão no topo das teorias e dos modelos da produtividade e da qualidade total, copiando, literalmente, suas práticas organizacionais, através do modismo das certificações na qualidade total.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o país do sol nascente investe sua energia na educação, objetivando formar as gerações subsequentes de cientistas e trabalhadores dedicados, colocando o oriente entre as nações mais competitivas, inovadores e produtivas do planeta. Todavia, diante da velocidade da informação e da guerra silenciosa entre as grandes corporações pelo mundo, torna-se imperativo que cada trabalhador se dedique ainda mais à empresa, com seus conceitos de eficiência, eficácia e produtividade, focalizando sempre o cliente, compreendendo suas opiniões, aspirações e tendências no mercado consumidor.

A verdade é que na busca pela otimização, o sonho japonês se tornou um pesadelo, enquanto que a taxa de suicídio dos trabalhadores, alegando a exaustão devido ao excesso das horas extras, está se transformando em objeto de estudo da sociologia, da antropologia industrial e psicologia organizacional, enquanto que o fenômeno já é popularmente conhecido pelos japoneses como “karoshi”.

Pelas leis trabalhistas japonesas, há o limite de setenta horas extras por mês, enquanto que muitos trabalhadores ultrapassam o limite, deixando de computar o excedente, para não prejudicar a empresa, principalmente, num período assombrado pela crise global nos recursos naturais e energéticos.

Não poderia deixar de associar a realidade japonesa à brasileira, uma vez que o governo federal está articulando no Congresso Nacional para dar maior liberdade nas relações contratuais trabalhistas entre o patrão e o empregado, além de elevar a jornada de trabalho de 8 para 12 horas diárias, o que deixaria o Brasil com a jornada semanal de 60 a 72 horas semanais, sem o cômputo das horas extras.

No Japão, temos os karoshis cometendo suicídio por exaustão no trabalho, com a maior incidência no universo dos trabalhadores com menos de 32 anos de idade, numa sociedade tecnológica, cuja tradição focaliza a perfeição. Por outro lado, no Brasil, temos o conflito entre as gerações X, Y e Z, com leis trabalhistas e modelos produtivos ultrapassados, sociedade anônimas frágeis diante da legislação empresarial e as peculiaridades culturais da política e da economia brasileiras.  De um lado, uma cidade de 50.000 habitantes é reconstruída em meses após os abalos sísmicos de um terremoto. Do outro, uma obra que duraria um trimestre é entregue com dois, podendo chegar a cinco anos de atraso, produzindo altos custos para manter o mercado de trabalho formal em andamento, porque o atual modelo não se sustenta.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Precisamos buscar o verdadeiro espírito do Natal continuamente

É no momento da crise, que o ser humano consegue alcançar os extremos da sua essência, que pode decair à sobrevivência selvagem ou se elevar à nobreza da existência singular por si mesma. Logo, diante da crise econômica e financeira que testemunhamos, que foram provocadas pela crise ética e moral, que assolam a sociedade brasileira há décadas, várias famílias não poderão comprar os presentes, em conformidade à tradição consumista, ora por causa do déficit na renda familiar, dos problemas nos negócios ou por causa do fantasma do desemprego. Mas, a questão é: – Quem foi que disse que o Natal é a festa do consumismo e da troca dos presentes entre as pessoas? – Quem foi que reduziu uma data tão nobre no seu significado para uma relação de troca, banhada por bebidas e comidas, que se estende até o primeiro dia do ano, conforme o calendário gregoriano? – Precisamos fazer tais perguntas para compreendermos o presente e como chegamos até aqui, nesta encruzilhada ideológica que coloca o material acima do espiritual e da própria essência fraterna da família.

O Natal é uma festa cristã, baseada nos princípios universais da fé, da família, do amor e da caridade, cujo cenário do nascedouro do menino Jesus é representado pelos presépios ou pela liturgia teológica nas igrejas, que expressam o período de perseguição aos recém-nascidos judeus, levando José e Maria a se exilarem, declinando a trama do nascimento do messias cristão dentro de um celeiro, sem luxo ou ostentação. Os reis magos, que seguiram a grande estrela, lhe trazem presentes espirituais, tais como a fé, o amor e a caridade, elevando o celeiro com a conexão estabelecida entre àqueles que davam com aqueles que recebiam e retribuíam.

O espírito do Natal está diretamente ligado ao sentimento e à expressão humana do afeto e do carinho, cujo presente somos nós mesmos, quando seguramos uns aos outros no momento da alegria e da tristeza. Logo, não perca seu tempo enfrentando filas ou se endividando pelos próximos doze meses para comprar presentes materiais, quando o maior presente é você, dando aquele abraço apertado no seu próximo, expressando o amor através das atitudes.

Embora pareça pouco diante do consumismo, o afeto, o carinho, o amor e a caridade podem transformar um único momento num episódio mágico, que ficará registrado pela eternidade. Tais virtudes não separam, mas agregam a diversidade, o respeito e a tolerância entre os povos e as pessoas. Logo, não tenho dúvida de que o seu abraço de hoje poderá pacificar o conflito do amanhã, porque você se colocou no lugar do próximo, agora.

Assim, como estamos no ano 5777, no Shabat do dia 24 do mês de Kislev, cuja data natalina coincide com o Chanuká (A Festa das Luzes), eu termino desejando um feliz natal fraterno aos meus amigos cristãos e Chag Chanukah Sameach à comunidade judaica e aos exilados, porque estamos conectados ao Eterno e uns aos outros, compondo a harmonia com a criação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Economia rio-bonitense está frágil e precisa se reinventar diante da crise

economia-criativaQuando o comércio rio-bonitense se apresenta de forma frágil no período natalino, fica latente que a bolha econômica construída em 2009, em função do COMPERJ, explodiu, enquanto que o sistema do salário mínimo não consegue mais sustentar os custos da alimentação, do aluguel supervalorizado e das necessidades básicas da família. A fragilidade econômica ficou mais latente, quando o Estado do Rio de Janeiro e o Município de Rio Bonito começaram a atrasar os salários ao longo do ano de 2016, deixando uma incógnita quanto ao pagamento do 13º salário até o último dia do ano.

Quando o comércio local assume sua fragilidade econômica no período do ano, que a maioria dos negócios aguardam o superávit, é porque torna-se necessário repensar a folha de pagamento e o plano de carreira dos colaboradores do setor privado, que são maiores em número dentro do mercado consumidor, mas que estão sobrevivendo entre as sucessões das dívidas, as contas sobrecarregadas tributariamente, os aluguéis acima da capacidade de renda da cidade, cumulada com a falta das novas oportunidades nos negócios e no mercado de trabalho.

Chegou a hora do comerciante, do empresário e do autônomo assumirem a responsabilidade parcial no caos econômico gerado em Rio Bonito. Os governantes dos últimos 24 anos possuem 50% da culpa e da responsabilidade, mas a sociedade e os setores econômicos também tiveram grande participação no processo, quando elevaram os aluguéis, o preço das mercadorias e dos serviços, mantendo padrão inverso em relação aos funcionários e suas respectivas famílias. Ao invés do leitor ver isso como um julgamento sumário, tecnicamente falando, a reflexão nos leva ao caminho inevitável da prática da RESPONSABILIDADE SOCIAL, que vai muito além da caridade travestida no marketing, através das ações nos orfanatos, hospitais e instituições beneficentes, uma vez que o conceito é cíclico e deve ser incorporado na mentalidade dos empresários, diretores, gerentes e chefes dos departamentos, objetivando cuidar dos colaboradores e de suas respectivas famílias, começando pela dignidade no salário e nos benefícios.

download-4Esse, também, é o momento para que o futuro governo já inicie seus trabalhos e projetos, focalizando maior proximidade da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), da ASCIRB (Associação Comercial e Industrial de Rio Bonito) e da sociedade civil, na busca por soluções aos problemas econômicos de Rio Bonito, que só serão resolvidos através da parceria com a iniciativa privada, vislumbrando a profissionalização, a capacitação, o treinamento e o desenvolvimento dos trabalhadores formais e informais, na reconstrução do mercado de trabalho local e regional.

Por fim, há um ditado judaico que afirma o seguinte: “Onde há crise, sempre haverá oportunidade.” A crise é latente, clara e evidente. Logo, precisamos tirar vantagem desse momento, que é uma crise generalizada, para potencializarmos nossas forças, diminuirmos nossas fraquezas, planejando o futuro para as próximas gerações, inovando e criando novas oportunidades e vagas de emprego.

 

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

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Câmara Municipal rio-bonitense aprova a transformação do transporte universitário em lei

No dia 15/12/2016, a Câmara Municipal de Rio Bonito foi o cenário da votação épica e necessária para os rio-bonitenses, cuja autoria do projeto é do vereador Marquinho Luanda (PMDB), que fez toda a articulação dentro do Poder Legislativo Municipal para aprová-la e encerrar seu mandato com a chave de ouro, demonstrando que o político se vê como uma liderança política, além de apontar novos horizontes em suas aspirações. Assim, a mensagem mais esperada dos últimos vinte anos foi enviada pela prefeita, Solange Pereira de Almeida, transformando o transporte universitário em lei, para atender os universitários e os profissionais que estudam e estudarão fora dos domínios da nossa cidade, legitimando a política pública para juventude e a sociedade rio-bonitense.

Os universitários estão lutando há anos para materializar o sonho da conversão do transporte universitário numa política pública, por força da Lei, cuja sua eficácia só seria possível, se o prefeito desse o primeiro passo, uma vez que a Câmara Municipal não pode criar Leis ou mecanismo jurídicos que gerem despesas ao erário público. Logo, foi uma surpresa para todos o envio da mensagem e aprovação do projeto, tendo em vista que a prefeita, Solange Pereira de Almeida, tinha anunciado o fim do transporte universitário no dia 09/12/2016. Todavia, é importante analisarmos os bastidores da política e da economia municipal para compreendermos a situação como um todo.

Embora as contas públicas do exercício de 2015 tenham sido aprovadas pela Câmara Municipal de Rio Bonito, o governo gastou mais do que recebeu, ficando com o déficit de –R$23 milhões. Logo, considerando o fato de que 2016 foi ano eleitoral, enquanto que o governo não fez cortes na folha de pagamento, que está na casa dos R$7,3 milhões mensalmente, a lógica indica que, no mínimo, a atual gestão transferirá o déficit para a próxima, enquanto que os analistas já esperam a redução de aproximadamente R$40 milhões no orçamento estimado de 2017 por parte do Estado e da União, o que deixará o próximo governante com um terço do orçamento comprometido.  Logo, por mais nobre que seja a transformação do transporte universitário numa política pública legitimada por lei, o fato é que a prefeita poderia ter materializado o ato no início do seu mandato, mas deixou para os últimos dias do seu governo, vislumbrando sabotar a futura gestão perante à opinião pública. Assim, o egoísmo do governante acabou ajudando o estudante rio-bonitense, que poderá entrar em conflito com as decisões mais prioritárias à coletividade em 2017, tais como a educação, a saúde e o custeio da folha de pagamento dos servidores públicos municipais.

Por fim, na condição do pai, do cidadão e do contribuinte, estou muito feliz pela transformação do transporte universitário numa política pública legitimada. Todavia, por outro lado, também estou muito preocupado com a educação, a saúde e o fluxo de caixa do nosso município, que terá que cortar na carne, afetando diretamente a qualidade dos serviços públicos prestados e na valorização dos servidores públicos, cujos salários estão defasados. Logo, quando a demanda é maior que a oferta, a alegria de um é a desgraça do outro, literalmente, quando o assunto é a gestão pública, sem a transição necessária e transparência das informações.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Retrospectiva 2016 por Padre Dudu

“Quando me pediram este artigo para o nosso portal, recordei-me, imediatamente da Palavra de Paulo aos Romanos: “E porque nós sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28). É bem verdade que muitos de nós, como todo cidadão informado e consciente, poderia começar a recordar tantas situações que aconteceram ao longo deste ano de 2016: Da grande crise econômica aos escândalos de corrupção, do processo de impeachment ao novo presidente, dos atos terroristas à guerra no Oriente Médio, da perseguição aos cristãos à migração forçada de tantos irmãos, de tragédias naturais à episódios de violência que nunca imaginaríamos pensar…

Quem somos no meio de tudo isso? O que vemos e como vemos? O que esperamos?

Como cristãos somos homens e mulheres que carregamos uma Esperança que não decepciona (cf. Rm 5,5). E, ao mesmo tempo, somos carregados por Ela! Somos homens e mulheres como todos os outros; mas nos diferenciamos pela fé que nos faz ver além. Temos visão sobrenatural, vamos além das análises de conjuntura. Estamos além do psíquico e do sociológico, apesar de precisarmos deles.

Homens e mulheres que vivem no Espírito não são determinados pelos fatos! Há um número belíssimo no Documento de Aparecida que diz: “Os sinais da vitória de Cristo Ressuscitado nos estimulam enquanto suplicamos a graça da conversão e mantemos viva a esperança que não defrauda. O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas todo o amor recebido do Pai, graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo” (DA 14).

Quantas vezes ouvimos São João Paulo II afirmar categoricamente: “O mal e a morte não possuem a última palavra sobre a vida do homem”.

Somos homens e mulheres da Esperança porque somos homens e mulheres que nasceram pela Ressurreição Daquele que parecia ter perdido. Humanamente, na Cruz, Jesus também parecia um fracassado, um derrotado. Pense em tudo o que estava envolvido no exato instante em que Jesus morreu na Cruz! Em nenhum outro momento da História de Salvação haviam mais interesses eternos envolvidos! Existe, porém, na vida de todo homem um instante crucial, um Gólgota a subir, um Calvário a ser enfrentado, diariamente um madeiro a ser carregado. Este momento não pode ser evitado. Não podemos desistir! Quando alcançarmos o lado ressurreto da cruz, veremos bênçãos de vitória indescritíveis! Recordo-me de uma homilia do nosso Papa Emérito, Bento XVI, em que ele dizia que quem salvou o mundo foi um Crucificado, o que salvou o mundo foi a paciência de Deus. Portanto, irmãos, ainda que os acontecimentos de 2016 tenham ofuscado a tua visão ou até mesmo abalado teus sonhos e tua fé, lembre-se que o próprio Espírito Santo deu ao mundo, justamente neste ano da história, um Ano Santo: O Ano da Misericórdia!

Veja e entenda 2016 na ótica da Misericórdia! Faça memória grata do teu ano. Abra-se com confiança filial ao futuro kairós de Deus Pai em tua vida. Permita ser movido pelo Espírito, verdadeiro Protagonista da História humana. Como os santos, glorie-se nas tribulações! Sinta-se forte em suas fraquezas para que a Força de Cristo (que é o Espírito!) habite em você! A moldagem do nosso homem novo (do verdadeiro carismático) acontece pela submissão à Obra do Espírito que continua sendo entregue pela Cruz! Não renuncie ao Batismo da Cruz. Nele está o verdadeiro Batismo do Espírito Santo, o genuíno Avivamento! Nos tempos áridos, repensemos o que é realmente importante e essencial para nossa vida de fé e nossa salvação. Bendito 2016! Louvor e Glória a Ti, Senhor!

Que venha 2017, Ano Mariano no Brasil, Ano Jubilar para a Grande Família Carismática! Jubileu de Ouro! Existe Ouro que não passe pelo Fogo? Obrigado, Espírito de Deus! Te Amamos na Alegria e na Tribulação! Aleluia! Amém!”

Por Padre Dudu

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TRE-RJ diploma Mandiocão como o prefeito de Rio Bonito para o mandato 2017/2020

15380467_636312369882618_188583184847904_nCom sua candidatura indeferida durante as eleições municipais em 2016, José Luiz Alves Antunes se diplomou neste dia 16/12/2016, cuja cerimônia oficial do Tribunal Regional Eleitoral foi realizada no Egrégio Tribunal do Júri da Comarca de Rio Bonito, às 14:00 horas, terminando, definitivamente, com a novela da dúvida alimentada pelos grupos políticos desde o dia 02/12/2016, quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu o veredito final, mantendo os acórdãos do TRE- RJ e fechando as portas para que os grupos políticos pudessem continuar com os recursos hierárquicos.

Mandiocão quebrou todas as regras da probabilidade matemática, uma vez que ingressou na competição eleitoral sob à imposição da Lei Ficha Limpa, quando teve suas contas reprovadas pela Câmara Municipal em 26/11/2013, transformando o impossível em realidade, quando alegou o cerceamento de defesa e perseguição política, suspendendo a sessão legislativa, tornando-se elegível e ficha limpa, conquistando a primeira posição nas urnas, com 14826 votos, além de deixar a prefeita, Solange Pereira de Almeida exposta, uma vez que ela não conseguiu eleger o sucessor, que obteve 8000 votos, mesmo com a máquina à disposição e o apoio da maioria dos vereadores, tendo a pior expressão eleitoral na história. Logo, não é errado afirmar que a vitória do candidato do Partido Progressista pode ser considerada tripla, analisando seus efeitos perante à concorrência.

Analisando o ambiente político e representativo rio-bonitense, Mandiocão assumirá a cadeira do prefeito no dia 01/01/2017, enquanto que o deputado estadual, Marcos Abrahão, continuará  na ALERJ. Por outro lado, conforme os comentários pelos corredores do poder, Solange Pereira de Almeida tem planos para se candidatar ao cargo de deputado estadual em 2018, mesmo diante do tsunami dos processos administrativos e judiciais, enquanto que a lógica indica que sua vida política ficará paralisada por, pelo menos, 08 anos, em função da sua primeira condenação no STJ, o que a coloca na classificação da ficha suja, antes do trânsito em julgado.

Por fim, simula-se que o atual governo deixará o déficit mínimo de –R$23 milhões, acompanhando o resultado de 2015, enquanto que o orçamento estimado em 2017 indica a redução aproximada de -R$40 milhões por conta dos cortes por parte do Estado e da União, deixando um terço do orçamento anual comprometido para o futuro prefeito, que terá que consertar os estragos provocados pela incompetência desta gestão, que deixou a sensação de que a cidade adormeceu nos últimos quatro anos, encerrando seu legado sem monumentos ou nomes registrados na história.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Estúdio de Dança Sonharte fez vanguarda no seu primeiro espetáculo

12523083_978160892259395_8317975220781603635_nAo assistir a apresentação das coreografias do espetáculo “Entre Laços”, produzido pela Equipe do Estúdio de Dança Sonharte e dirigido pela Caroline Rodrigues, me surpreendi com a qualidade coreográfica das crianças e a aplicação da técnica, tendo em vista que o projeto ainda não materializou seu primeiro ano, demonstrando a maturidade precoce das professoras e de toda equipe técnica, desde o repertório musical até a iluminação.

Sou vizinho de muro do Estúdio Sonharte, enquanto que acompanhei  os ensaios pelos temas musicais de dentro do meu quarto ao longo dos meses, imaginando como seria cada coreografia.

Adorei o espetáculo, me emocionei com a coreografia das crianças dançando com suas respectivas mães. A proposta da coreográfica da grávida foi linda, poética e contemplativa. A dança do ventre demonstrou o potencial das alunas e da Sonharte. Todavia, minha alma tremeu com a sincronia coreográfica da equipe do Hip Hop, cuja apresentação era merecedora da estreia no Canal Disney. Simplesmente, os meninos possuem a dança no DNA e quebraram todos os conceitos, superando as expectativas do público rio-bonitense.

Literalmente, o espetáculo “Entre Laços” começou no ritmo da turma baby class, progredindo para a mistura da dança clássica com a moderna, terminando na rebeldia necessária para todo movimento artístico e de vanguarda.

Por fim, sobre a última coreografia, eu poderia escrever uma tese de doutorado em história e filosofia da arte, uma vez que as dançarinas me provaram que é possível ensinar história e expressar o pensamento político e ideológico através da dança e do movimento, sem perder a postura ou cair no salto. Me sentei na platéia, preparado para ver mais do mesmo. Mas, fui surpreendido como artista e admirador do belo, ficando com o entusiasmo para acompanhar e aplaudir as futuras produções, com seus novos desafios. Assim, me levanto, bato palmas e ofereço flores em agradecimento, porque a maior retribuição da arte se materializa no reconhecimento.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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Sem transição, talvez Mandiocão inicie seu mandato com um terço do orçamento comprometido em 2017

Conforme o relatório do TCE-RJ, as contas do Município de Rio Bonito, referente ao exercício de 2015, foram aprovadas pelo conselho técnico, embora o relatório tenha registrado o déficit de – R$ 23.472.252,84, deixando as contas no vermelho. Assim, a previsão estimada do fluxo de caixa pelo empresário Aécio Moura, em março de 2016, está se materializando, enquanto que o exercício de 2016 só será auditado em 2017, quando os rio-bonitenses terão a oportunidade de tomar ciência do tamanho do buraco que a gestão Solange Pereira de Almeida deixará para a próxima gestão, que já foi apelidado pelos analistas políticos como a “herança maldita”.

Se os cálculos e as simulações estimados pelo empresário Aécio Moura continuarem sincronizados com a realidade, o rombo saltará dos  -R$ 23.472.252,84 para os -R$60.000.000,00 em 2017, considerando as contas, e os cortes das verbas e dos investimentos oriundos de Brasília e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que já decretou o estado de calamidade pública, não conseguindo arcar com a despesa com os servidores no último ano, anunciando, antecipadamente, o déficit de R$17 bilhões para o ano de 2017, jogando a culpa na previdência social.

Nos últimos dois anos, a folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Rio Bonito está no valor de R$7,3 milhões por mês, enquanto que a prefeita Solange Pereira de Almeida não fez redução com o pessoal, lançando as compensações nos serviços essenciais, tais como a saúde, a educação e o desenvolvimento urbano. Por mais que os relatórios indicassem o inevitável, exigindo o controle dos gastos preventivamente, a atual gestão continuou gastando o dinheiro público de um lado, enquanto que os cidadãos rio-bonitenses ficaram abandonados do outro. Logo, não é errado afirmar que a prefeita foi o principal cabo eleitoral do Mandiocão nas eleições municipais de 2016, porque, na disputa entre os dois governantes, “quem compara, vota.”

A lógica compensatória nas contas públicas indica que Mandiocão reduzirá a folha de pagamento para o valor médio do seu último mandato, que estava na casa dos R$4 milhões mensais, em 2010. Assim, só com essa medida, o prefeito economizará R$42,9 milhões ao ano, equilibrando as contas públicas no final do primeiro semestre de 2017, caso o déficit de 2015 se mantenha em 2016. A única dúvida que paira sob a visão do gestor público é se o Governo Federal fará cortes e de quanto será o impacto no fluxo orçamentário. Mesmo assim, na pior possibilidade, caso os R$68 milhões de déficit se materialize, a futura gestão teria que fazer outras compensações internas, o que comprometeria a eficiência do Município até o décimo mês de 2017. Esse prazo poderia ficar reduzido ao 7º mês de 2017, caso a futura gestão faça a diminuição do número das secretarias municipais e dos cargos comissionados em 40%, fazenda a alta performance na economia organizacional para todo o mandato.

Em tempo, é importante atentarmos para o fato de que, caso a Prefeita, Solange Pereira de Almeida, autorizasse a transição, o déficit seria menor, enquanto que a sociedade rio-bonitense não seria surpreendida.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Brasil precisa abandonar o petróleo e abraçar a fusão nuclear

fusaoA Balança Comercial se baseia no confronto entre os produtos importados e exportados, enquanto que sua base se mantém na estrutura da reserva cambial e metalista, colocando o Onça Troy (Ouro) como referência mundial. Logo, para uma nação fechar o período de forma positiva, ou superávit, é necessário que as flutuações financeiras estejam abaixo da reserva cambial, enquanto que o país deverá exportar (vender) mais do que importar (comprar). Todavia, no caso do Brasil, a fórmula está sendo manipulada artificialmente pelo Governo desde 1994, priorizando a taxa de juros acima do mercado internacional para captar os investidores estrangeiros, além da injeção contínua dos dólares na flutuação do mercado, objetivando mantê-lo atrativo. No final, o contribuinte brasileiro paga caro pelo padrão de vida duas vezes, uma vez que a manutenção do aquário financeiro não é barata, enquanto que dinheiro não dá em árvore.

Desde 2003, o governo do ex-presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, manteve a política econômica e cambial iniciada por FHC, utilizando-se, em contraposição, do mecanismo dos empréstimos às nações estrangeiras, bem como a intensificação das obras e grandes construções no exterior, convertendo os valores em dólares, que eram incorporados à balança comercial como investimentos, provocando o superávit artificial da economia. E foi assim que o governo do PT construiu a famosa “economia emergente” até a entrada da ex-presidente Dilma Rousseff, que retornou ao modelo econômico anterior ao período do real, investindo maciçamente no social, ignorando a necessidade primária do Brasil, que é justamente o investimento no setor energético e na produção industrial nacional.

Todavia, deixando a política cambial de lado no momento, é importante analisarmos que o Brasil se prendeu ao petróleo, deixando toda sua economia dependente do setor, que está em decadência e com os próximos trintas anos de contagem regressiva para sua subutilização na produção dos plásticos, tendo em vista o investimento maciço das maiores nações e economias do planeta na pesquisa e na produção das novas fontes de energia, mais limpas, baratas e sustentáveis, contrariando todas as regras do setor petrolífero. Logo, o que está acontecendo com os Estados Federativos produtores de petróleo, que estão imersos numa crise financeira, acontecerá com a União, se não investir nas novas formas de energia, afastando-se progressivamente do hidrocarboneto.

Para tornar o Mal Holandês ainda pior para o brasil, a Alemanha anunciou essa semana que conseguiu tornar operacional e com a segurança de 99,99% o primeiro reator de fusão nuclear, cujo seu mecanismo se baseia no formato de uma rosca de 16 metros, que controla os gases e o plasma através do magnetismo, sem contato direto com o material metálico do projeto. Assim, a Alemanha inaugurou uma nova etapa da evolução científica, elevando a corrida energética ao nível mais estratégico, limpo e infinito, alterando, inclusive, o panorama político do continente europeu, uma vez que a solução energética poderá alimentar a escala de bilhões de pessoas, diminuindo a importância logística da Rússia, que é responsável pela maior parte do fornecimento do gás aos europeus.

Por fim, o Brasil precisa abandonar os projetos hidrelétricos e petrolíferos, vislumbrando a tecnologia da fusão nuclear, que é literalmente a reprodução da manutenção energética do sol. O anuncio o reator alemão elevou o mundo contemporâneo ao panorama científico do filme “Jornada nas Estrelas”, uma vez que tal fonte de energia se encaixa perfeitamente como uma solução aos motores de dobra espacial e à autonomia colonial fora do planeta Terra. Entretanto, o governo brasileiro continuará insistindo no Pré-Sal e no modelo econômico sustentado pelos royalties do petróleo e pelo ICMS, que é descontado no destino, em Brasília, dentro do setor, enquanto que, contraditoriamente com a crise financeiro no Estado do Rio de Janeiro, o mesmo enviou mais de R$108 Bilhões em 2016, sozinho, sustentando a União e os Estados Federativos que não conseguiram evoluir autonomamente no último século.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior