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Mandiocão pede desculpas aos riobonitenses pelos erros da Solange

O vídeo do prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), que foi exibido nas redes sociais nesta segunda-feira, 16/01/2017, deixou a situação do Município de Rio Bonito bem clara para a opinião pública, mesmo sem mencionar o tamanho da dívida herdada da gestão anterior ou estabelecer uma data qualquer para o pagamento dos servidores públicos municipais, incluindo a parcela integral do 13º salário.

Estou acostumado com o Mandiocão que entra na briga para ganhar e que não desiste das lutas. Todavia, não gostei de vê-lo apresentando as prioridades da ex-prefeita em inverter as obrigações, deixando de pagar os servidores públicos para atender alguns fornecedores, com exclusividade, pedindo-lhes desculpas por uma sucessão de erros, que foram cometidos por sua antecessora, que sabotou a administração pública, o comércio e a maior parte das famílias riobonitenses.

Mandiocão foi nobre quando se desculpou, porque ele é o prefeito, enquanto que sua obrigação, mesmo não sendo o responsável direto pela origem do problema, é solucionar a crise e colocar a casa em ordem, pelo menos, na esfera financeira. Mas esse é o momento que o governante, que está no seu quarto mandato, deve se sentar com seu staff para fazer o levantamento das estruturas e o estudo de impacto para revitalizar as escolas, as unidades de saúde e os setores públicos, para que o patrimônio público não vire ruína, ficando na mesma condição da frota veicular sucateada. Não poderia deixar de mencionar a valorização do servidor público municipal, que deve ir além da subjetividade alheia.

Precisamos sair do ciclo vicioso das acusações e da mesquinharia, vislumbrando que o amanhã seja melhor que o hoje para nossos filhos e netos.

Precisamos sair do modelo ultrapassado, que constrói novas unidades e edifícios, abandonado os antigos às ruínas, mesmo sabendo que serão utilizados pelas comunidades, porque não existe outra opção ou outro caminho, principalmente para aqueles que moram no interior.

É no momento da crise que surgem as oportunidades para aprendermos e crescermos como sociedade e seres humanos. Por isso, diante da crise financeira que assola nosso Estado e nosso Município de Rio Bonito, penso que o slogan do governo deveria ser alterado do “Reconstruindo Rio Bonito” para “Reformando Rio Bonito”. A reconstrução afasta a culpa ativa ou passiva do problema. A reforma assume toda a responsabilidade e transforma o contexto, mesmo que o primeiro passo seja só na mentalidade e no comprometimento.

Por fim, o Mandiocão não pode perder sua fé, postura e força diante dos riobonitenses, porque o destino dos 57.000 habitantes, que vivem e investiram suas vidas nesta cidade, está em suas mãos, independentemente de terem votado ou não no prefeito, porque a democracia inclui, enquanto que os grupos políticos separam.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Humberto Belgues cobra respostas de Mandiocão em relação aos medicamentos da PMRB, descartados em Iguaba Grande

15937085_1218025698234337_4819535809165283773_oEnquanto o Prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) investe na exposição da frota sucateada da PMRB, colocando tudo na conta do governo anterior, o destino parece estar se encarregando do efeito reverso, na busca pelo equilíbrio, uma vez que, conforme a reportagem do G1, que foi veiculada no dia 06/01/2017, foram localizadas dezenas de caixas com medicamentos e seringas descartadas irregularmente, com o adesivo da Prefeitura Municipal de Rio Bonito, na RJ-124 (VIA LAGOS), à altura do Km 38, no município de Iguaba Grande.

Tanto a resenha do G1 quanto àquelas oriundas da imprensa local não souberam informar se os medicamentos e as seringas foram descartadas no local antes ou depois do dia 01/01/2017, enquanto que a dúvida ainda paira pelo ar quanto à responsabilidade pelo ato, que cabe ao Município de Rio Bonito em relação ao crime ambiental, quanto ao descarte inapropriado do material médico-hospitalar, mas, seria na pessoa do atual prefeito ou do anterior. Embora, a dúvida não pareça ter relevância ao leitor nesse exato momento, precisamos voltar ao ano de 1991, quando Aires Abdalla entrou para história política do Brasil, como o primeiro prefeito a sofrer impeachment pela Câmara Municipal, fundamentado no fato de que encontraram medicamentos enterrados no lixão de Rio Bonito durante sua gestão.

O vereador, Humberto Alexandre Belgues da Costa Ramos, do PSL, e 1º Secretário da Mesa Diretora no biênio 2017/18, está no seu 3º mandato na Casa Legislativa Municipal, mantendo a qualidade dos seus mandatos anteriores, inaugurando seu retorno com o ofício nº003/2017, de 10/01/17, oriundo da Câmara Municipal de Rio Bonito, direcionado ao Prefeito José Luiz Alves Antunes, solicitando informações em relação ao descarte dos medicamentos supramencionados, bem como se foi instaurado o competente procedimento  administrativo em face do ocorrido e realizado o boletim de ocorrência na delegacia local.

Considerando a história política do município de Rio Bonito, o clima competitivo entre os grupos políticos dominantes, a liminar que o atual prefeito utilizou para anular os efeitos da Sessão da Câmara que reprovou suas contas, garantindo sua participação nas Eleições 2016 e a vitória nas urnas, bem como as diferenças existentes entre o prefeito e o presidente da Câmara, qualquer coisa poderá acontecer em relação aos medicamentos descartados irregularmente, desde em dar em nada ou terminar na abertura no processo de impeachment, se conseguirem associar o descarte à atual gestão.

Uma coisa é certa: – O atual presidente da Câmara Municipal possui a maioria dos votos dentro da Casa Legislativa, enquanto que teremos que aguardar a solução, ou não, dessa diferença entre o Poder Executivo e Legislativo Municipal.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Hemonúcleo de Rio Bonito precisa da sua doação para continuar salvando vidas

15896131_1293535637380639_6962100513388660339_oEm função do período das férias escolares e do verão, o fluxo dos veículos aumenta consideravelmente na BR-101 e na RJ-124 em direção à Região dos Lagos, enquanto as estatísticas dos acidentes seguem a mesma proporção. Dessa forma, o Município de Rio Bonito precisa manter sua equipe da UPA (Unidade de Pronto Atendimento Médico), do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do HRDV (Hospital Regional Darcy Vargas) em prontidão, 24 horas por dia, 07 dias por semana.

O que a maioria não observa no primeiro momento, salvo a necessidade na emergência, que o Hemonúcleo de Rio Bonito precisa manter a mesma logística para atender a demanda dos serviços de emergência, em relação ao fornecimento das bolsas de sangue, enquanto que é justamente nesse período que o banco de sangue trabalha no limite, necessitando do maior número de doadores possíveis para manter o estoque equilibrado.

Assim sendo, a Prefeitura Municipal de Rio Bonito iniciou a campanha para incentivar a doação de sangue, objetivando a manutenção da emergência municipal e regional, através do Hemonúcleo, que funciona das 8h às 11h30, na Rua Martinho de Almeida 222, Mangueirinha, Rio Bonito – RJ.

Saiba as condições para doar:

– Documento oficial com foto;
– Estar bem de saúde;
– Ter entre 16(c/autorização do responsável) 67 anos;
– Pesar mais de 50 kg;
– Não ter ingerido bebida alcoólica nas ultimas 24 h.;
– Ter dormido à noite;
– Não ser usuário de drogas;
– Não estar grávida e nem amamentando;
– Não estar em jejum, porém evitar alimentos gordurosos nas três horas antes da doação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão expõe a frota sucateada da PMRB e a incapacidade gestora da ex-prefeita

b7e651e3-0411-4752-b385-4b4d2ba58586 Como escrevi nas resenhas anteriores, não espero mais nada além do previsível por parte do governo José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), salvo a expressão paralela da vice-prefeita, Rita de Cássia, que está arregaçando as mangas e trabalhando na recuperação estrutural da saúde e da educação riobonitense, articulando junto aos empresários e amigos na busca das doações e do trabalho voluntário. Em contrapartida, o grupo político do Mandiocão está respondendo da mesma forma dos mandatos anteriores, seguindo uma programação ideológica e comportamental, que começou com a exposição da frota dos veículos sucateados da PMRB e da incapacidade gestora do governo Solange Pereira de Almeida, mantendo a rixa entre os grupos políticos, trabalhando a comunicação social para desestabilizar a imagem da ex-prefeita, que poderá vir como candidata a deputado estadual em 2018 ou a prefeita em 2020, utilizando-se das liminares, que serão sustentadas nos princípios da presunção da inocência até o término do feito e do trânsito em julgado para ludibriar a Lei da Ficha Limpa.

d8c4c79a-7201-4981-a73c-271e27562948Simplesmente, os grupos políticos estão em conflito constante pelo poder, enquanto que o Mandiocão representa o bem na luta contra o mal, uma vez que está no poder e possui o aval da elite e da classe média riobonitense. A própria Solange acabou fortalecendo o atual prefeito, com suas falhas e ausências na administração pública, reafirmando o slogan da oposição durante as eleições municipais em 2012 e 2016: – Quem compara, vota.

A dívida da prefeitura ainda não foi anunciada oficialmente para sociedade, mas o desfile da frota era um evento certo para ser realizado, tornando-se folclórico na cultura local e mais importante que a transparência para os riobonitenses, principalmente após o decreto de calamidade financeira do Município.

Por Nadelson Cota Nogueira Junior

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A Difícil arte de existir e de se medir

Se a vida fosse uma novela ou série de TV, nós seríamos os protagonistas na juventude, cheios de razão, certezas e ideias. A juventude tem o poder de tornar seu portador inabalável, enquanto que toda existência, ao seu redor, se manifesta como uma grande plateia.

O tempo passa, enquanto que ganhamos a experiência com a idade. A razão absoluta se torna relativa. As certezas perdem espaço para as incertezas do cotidiano. As ideias próprias se esvaziam, cedendo espaço ao pensamento comum e coletivo. Dessa forma, deixamos de valorizar a singularidade, para nos tornarmos parte de algo maior do que nós mesmos, como a família, a religião e o convívio social. Simplesmente, nos tornamos atores coadjuvantes da vida das outras pessoas, enquanto que abandonamos o estrelado do nosso ego, assumindo um dos assentos no meio da multidão.

Não se preocupe, pois tais percepções são normais e naturais no ser humano, por causa da sua necessidade social de fazer parte de algo maior que sua própria existência. Seu ego ocupou o lugar esperado no seu tempo, enquanto que sua alma amadureceu entre seu nascimento e a velhice.

Agora, você está pronto para continuar a jornada, num mundo com paz, amor, tolerância, cumplicidade e sucesso, porque a pessoa só pode dar aquilo que tem, mesmo que a porção seja pouca.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O governo quer privatizar tudo, mas os servidores públicos são o único obstáculo

O Sistema é forte, coeso, conectado, imperceptível ao olho nu do cidadão e do intelectual brasileiro. Ele é quase que uma divindade, tornando-se onisciente e onipresente, desde que você seja brasileiro, carregando seus vícios e virtudes culturais, seguindo a programação social da corrupção, da manutenção do status quor e do se dar bem a qualquer preço.

Fico assustado com o sincronismo dos fatos na atualidade, que se desencadeiam desde a incapacidade financeira dos Estados da Federação e dos municípios, até alcançarem à crise do sistema penitenciário brasileiro, com sua organização no Estado Paralelo dentro do próprio Estado Formalizado. Simplesmente, o Estado, como o conhecíamos, entrou em falência múltipla, para justificar sua incapacidade de resposta, para apresentar a única resposta que as corporações nacionais e estrangeiras querem ouvir: – Privatização. Assim, eles vão privatizar ou conceder ao setor privado a gestão dos presídios, da educação, da saúde, da segurança pública e todas as pastas que sejam interessantes e lucrativas ao investidor. Todavia, há um problema no meu do caminho, uma vez que o Estado possui os servidores públicos, que possuem a estabilidade garantida pela Lei e que não poderiam ser demitidos sem uma justa causa, que deveria ser concluída pelo processo administrativo disciplinar. Logo, os servidores públicos, principalmente àqueles ligados às pastas da saúde, da educação e da segurança pública, precisam ser removidos do caminho, através de um plano maquiavélico, que levaria ao sucateamento da infraestrutura, à desvalorização do servidor público e ao fim da sua estabilidade funcional, conquistada pelo concurso público, cumulada com o estágio experimental e probatório.

O Governador Pezão quer que os servidores desistam dos seus cargos e carreiras, sem o plano de demissão voluntária, deixando de dar qualquer opção às categorias. Assim, mesmo sob a gestão privada, todos os funcionários contratados se tornariam parte do exército eleitoral, enquanto os apadrinhados reinariam dentro da máquina pública do Estado do Rio de Janeiro e dos demais Estados Federativos, porque eles querem transformar a República numa Monarquia travestida pela democracia.

Por fim, prevalece a necessidade econômica brasileira, que não conseguirá se manter dentro dos protocolos legais depois das sucessivas operações anticorrupção. Logo, os executivos das grandes corporações fizeram a reunião com seus deputados, senadores e governadores, para acelerarem a devastação da crise econômica nacional e estadual, obrigando a privatização das autarquias e empresas públicas, deixando o caminho aberto para as construtoras comprarem tudo, passando por cima das licitações e da burocracia da administração pública. Assim, o setor privado dará o golpe de misericórdia na máquina, salvando a lavoura de toda nação brasileira e fluminense.

O Estado do Rio de Janeiro se tornou a cobaia de um projeto, que se intensificará pelo território brasileiro, como a solução para os problemas gerenciais na administração pública. Mas, a cereja do bolo ainda é a PETROBRAS, com seu controle absoluto no preço dos combustíveis, criando o efeito cascata em toda economia nacional. Aliás, se analisarmos os planos de demissão voluntária da PETROBRÁS, concluiremos que o servidor público de carreira se tornará um fóssil, devido ao processo acelerado da sua extinção.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Estima-se o rombo de R$50 milhões na PMRB, enquanto que o atual governo busca soluções com a sociedade

cofre_magroO Município de Rio Bonito não está com sua receita saudável há quase trinta anos, tendo em vista que somente 18% de sua receita é proveniente dos recursos diretos e próprios, enquanto que o restante dos 82% são oriundos dos investimentos, fundos especiais e convênios da União e do Estado do Rio de Janeiro. Logo, para o cidadão leigo compreender o fluxo caixa da prefeitura, serei bem simples e direto: – Se o Estado e a União parassem de enviar suas porções mensalmente, o Município de Rio Bonito decretaria falência em 60 dias, enquanto que seus servidores ativos ficariam sem o pagamento dos salários, incluindo as horas extras e demais benefícios. Os aposentados sofreriam no primeiro instante, uma vez que o repasse ao IPREVIRB ficaria comprometido no primeiro mês. O caos econômico e financeiro chegaria ao comércio, à indústria e ao mercado imobiliário local, uma vez que o maior empregador temporário da cidade é o governo municipal.

O que os riobonitenses não compreendem ou não desejam compreender, por causa da mentalidade dos grupos políticos, é que o Município de Rio Bonito está sendo gerenciado de forma errônea pelos prefeitos desde a década de noventa, enquanto que não houve qualquer preocupação por parte dos governantes em trabalhar as potencialidades da cidade, que estão no turismo rural, histórico e religioso; na economia verde; na produção orgânica na agropecuária; na logística nos transportes; no comércio e na produção industrial em pequena, micro e média escala. Simplesmente, eles se prenderam à Brasília e ao Palácio Guanabara, tornando-se escravos, por opção, do sistema político, que mantém as coisas no seu devido lugar dentro da ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e do Congresso Nacional.

Para piorar, o quadro financeiro e econômico da nosso Município, que recebeu mais de R$800 milhões de 2013 a 2016, ficando com o capital de giro de R$420 milhões, abatendo-se a folha de pagamento do período, foi entregue com os cofres vazios, sem transição ou transparência, ao prefeito Mandiocão. Oficialmente, a PMRB ainda não apresentou as contas públicas à sociedade, todavia, conforme aos comentários e conversas com os amigos pela rua, estima-se que o déficit ultrapasse os –R$50 milhões, considerando os empréstimos e financiamentos das dívidas diretas, enquanto que, estranhamente, o orçamento estimado do Município para 2017, por parte da União e do Estado, ficaria no teto de R$178 milhões, mas a gestão anterior enviou o planejamento orçamentário no valor de R$240 milhões, contrariando a lógica da economia nacional e estadual. Na verdade, a única beneficiada direta com a majoração orçamentária prevista é a Câmara Municipal de Rio Bonito, que garantirá seu duodécimo elevado, enquanto que o presidente da casa legislativa se manterá no controle do Poder Legislativo por mais 02 (dois) anos, no mínimo, totalizando 06 anos consecutivos.

Nós não chegamos aqui sozinhos e não sairemos do problema social e econômico enquanto nos dividirmos. Logo, estou me colocando à disposição do atual governo municipal, que está aceitando doações e a ajuda voluntária.  Não tenho bandeiras, mas, caso as tivesse, elas estariam abaixo das questões coletivas.

Por fim, no que você pode ajudar como doador ou voluntário nesse exato momento?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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PETROBRÁS retornará a obra do COMPERJ, contando com as empresas estrangeiras

A PETROBRÁS, atualmente presidida por Pedro Parente, anuncia que as obras do COMPERJ reiniciarão, sob uma nova perspectiva, que é micro em comparação projeto original do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro, uma vez que o projeto se limitará na construção da nova UPGN (Unidade de Produção de Gás Natural), para atender parte da demanda gerada nos campos do PRÉ-SAL, na Bacia de Santos.

Conforme o anúncio oficial, a UPGN receberá o investimento total de R$2 Bilhões, enquanto que 30% da obra, correspondente a R$500 milhões, já foi realizada. A previsão dos especialistas é que o restante do projeto seja realizado no prazo de 30 meses, sem os termos aditivos, que levaram a empresa e a maioria das construtoras brasileiras, como rés, na operação Lava Jatos e seus desdobramentos. A questão dos termos aditivos é muito séria, uma vez que a operação do COMPERJ estava com o custo final previsto em R$65 bilhões, ultrapassando os R$104 bilhões, com menos de 2/3 da obra entregue.

Todavia, os críticos e os analistas financeiros, especializados no nicho da energia, estão questionando o fato da Petrobrás estar priorizando a contratação das empresas estrangeiras, já sediadas no Brasil, uma vez que as corporações nacionais capacitadas para a demanda, em sua maioria, estão impedidas de participarem da licitação, como consequência da operação lava jatos.

Deixando as críticas de lado, a instalação da UPGN nada mais é do que a tentativa da Petrobrás justificar o investimento realizado no COMPERJ, enquanto que o sonho acabou em relação ao aproveitamento mão-de-obra local e aos especuladores imobiliários no município de Itaboraí e região, tendo em vista que o projeto tem o prazo de 30 meses para a execução, com grande redução nas vagas de trabalho temporário. Com a finalização da UPGN, a mão-de-obra será reduzida aos quadros da Petrobrás, destruindo a expectativa da geração das 250.000 vagas de trabalho que seriam geradas com a logística e indústria dos plásticos.

Por fim, a notícia é para a alegria do Município de Itaboraí, que terá 30 meses para se reestruturar financeira e economicamente, prospectando novas fontes de receitas e novas tendências econômicas. A questão é somente uma: – O atual governo conseguirá ver suas necessidades e a prioridade na busca por novas soluções? – Esperamos que sim.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão se inspira no PEZÃO e decreta o estado de calamidade financeira em Rio Bonito

A PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito) decretou o “estado de calamidade financeira, por meio do Decreto nº004/2017, que foi publicado na edição nº 505 da Gazeta de Rio Bonito. Dessa forma, o atual governo assume oficialmente sua incapacidade financeira para manter o fluxo de caixa positivo, o que se agrava ainda mais, diante do atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos e no 13º salário, que não possui calendário definido ainda para os ajustes, atentando para o fato de que o Município de Rio Bonito tinha a obrigação de proceder o pagamento integral do 13º no dia 20 de dezembro de 2016.

Desde 2014, a União já tem sinalizado aos prefeitos para racionalizarem os gastos e otimizarem os serviços. Assim, enquanto alguns municípios assumiram a postura indicada, tais como Tanguá e Silva Jardim, a ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, ignorou todos os avisos, mantendo a majoração da folha de pagamento dos R$4 milhões, no mandato anterior de Mandiocão, para os R$7,3 milhões, enquanto que o Município de Rio Bonito arrecadou mais de R$800 milhões ao longo do último mandato 2013/2016, cuja materialidade só poderá ser observada na malha asfáltica de baixa qualidade que foi instalada nas ruas da cidade, que os rioboninteses não conseguiram descobrir o valor real do investimento até a presente data, por falta da transparência nas contas públicas.

A verdade é que o grupo político da ex-prefeita decidiu pagar com a mesma moeda, deixando dívidas e despesas para o atual governo, enquanto que a cidade e a sociedade pagarão a conta, de uma forma ou de outra.

Causa-me estranheza o fato do prefeito Mandiocão decretar o estado de calamidade financeira, quando os números ainda não foram apresentados aos riobonitenses.  Dessa forma, por mais latente que seja o óbvio, os cidadãos não têm ideia das dívidas, do indicador de liquidez ou do fluxo de caixa do Município, o que afasta a possibilidade da mensuração dos prazos para a solução. Assim sendo, se a solução financeira ou o equilíbrio do fluxo de caixa for alcançado até maio, que é o mês do aniversário de emancipação de Rio Bonito, deixará latente de que o decreto de calamidade financeira foi prematuro e com o objetivo puramente político, para justificar a rixa entre os dois principais grupos políticos, colocando o governo como o salvador do caos, quando os ajustes ocorreriam naturalmente, mantendo-se a folha de pagamento dos servidores e dos comissionados no limite dos R$4,3 milhões ao mês.

Espero que o decreto da calamidade financeira tenha a publicidade das receitas e despesas anexadas, vislumbrando a transparência no serviço público. Caso contrário, Mandiocão ficará na mesma situação do governador Pezão, do PMDB, que decretou o estado de calamidade pública e financeira, para garantir a emergência nas licitações, alterar as regras do pagamento dos precatórios, fornecedores e servidores públicos, sem apresentar os números ao TCE-RJ e à ALERJ, atrasando o pagamento dos servidores públicos e dos aposentados, mas, mantendo as regalias do Palácio Guanabara, com seus helicópteros e jantares sofisticados, pagos com dinheiro do contribuinte.

Por fim, não seria pedir muito para que os números fossem apresentados, tendo em vista que existem as secretarias de planejamento e gestão para tais finalidades, enquanto que a controladoria tem a função do controle interno, da fiscalização e do back-up das informações analógicas do Município de Rio Bonito. Logo, é pertinente a pergunta: – Por que não apresentaram as contas, quando decretaram o estado de calamidade financeira?

 

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Fátima Mendonça garantiu a continuidade na Comunicação Social do Município de Rio Bonito

Fátima Mendonça, ex-secretária municipal de comunicação da PMRB.

Fátima Mendonça, ex-secretária municipal de comunicação da PMRB.

Na concorrência existente entre os grupos políticos, em suas entradas e saídas do governo, os arquivos dos computadores são delatados, alguns documentos desaparecem e os protocolos da transmissão do poder são passados de um prefeito para outro, através da solenidade da entrega das chaves, que a ex-prefeita não o fez em 2017, incluindo a transição. Só quem acompanha os bastidores do governo e do serviço público entenderá a complexidade de se começar um governo em Rio Bonito, com ou sem transição, porque é preciso ter muita dedicação e conhecimento de rede para juntar as peças do quebra-cabeça administrativo para reorganizar e colocar as coisas no seu devido lugar, mesmo com a existência das secretarias municipais de planejamento e gestão pública, porque a Prefeitura está na idade da pedra, quando o mundo se encontra globalizado e na era digital.

Fazer a comunicação social de uma organização pública não é uma tarefa fácil, principalmente, tratando-se da PMRB (Prefeitura Municipal de Rio Bonito), com sua diversidade nas secretarias, departamentos e setores logísticos e administrativos, enquanto que suas funções vão muito além da construção das resenhas e da assessoria de imprensa, uma vez que a secretaria de comunicação social é responsável pelas relações públicas, pelo endomarketing e marketing, o trabalho da imagem institucional perante a sociedade civil, pelo cerimonial na recepção das autoridades nos eventos públicos, sendo-lhes abertos ou fechados, e pelas pesquisas da qualidade de satisfação do cliente (cidadão), o que deveria incluir o serviço da ouvidoria.

Mas, num circuito descontrolado, onde o caos parece imperar, vislumbrando tradicionalmente sabotar os governos sucessores, a ex-secretária de comunicação, Fátima Mendonça, teve a postura ética e coerente de transferir o site do Município de Rio Bonito, com seus protocolos de acesso e as redes sociais, priorizando o Facebook, o Twitter e o Youtube. Ela seguiu os princípios da continuidade, da eficiência e da impessoalidade, que são partes dos pilares que definem a gestão pública. Ela não se apropriou da coisa pública, mesmo que fosse virtual, transferindo parte do capital do conhecimento e da informação, incluindo a complexa carteira dos contatos digitais, ao atual governo. Embora a postura da ex-secretária pareça óbvia ao leitor e ao cidadão, ela se torna latente pelo simples fato de que não houve tal reciprocidade em 2013, quando a tradição gestora da transmissão foi realizada, também, sem transição.

Por fim, o conhecimento institucional da PMRB não pode ficar retido nas mãos de um grupo político, porque seu patrimônio é dos riobonitenses e de toda a humanidade. A Fátima Mendonça compreendeu o tamanho da sua responsabilidade e se manteve fiel ao conceito filosófico e arquitetônico da secretaria de comunicação, materializado em seu planejamento estratégico. Assim, espero que o atual governo tenha a mesma postura ética, quando for transferir as chaves e os protocolos do Município, porque alguém tem que dar o primeiro passo e servir de exemplo positivo para as futuras gerações.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior