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Mandiocão gasta o triplo do orçamento da merenda escolar com os cargos comissionados em 2017

Com o orçamento estimado em R$200 milhões para 2017, a cidade de Rio Bonito está no meio de uma guerra entre os três principais grupos políticos pelo poder, que envolve empresários, contratos, licitações, empreendimentos, tráfico de influência, ganância e domínio de território. Ter acesso à prefeitura de Rio Bonito se tornou o suporte político, financeiro e econômico para os grupos políticos da Solange Pereira de Almeida e do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) nos últimos 25 anos, com suas secretarias, cargos comissionados e os contratos temporários, que foram utilizados irresponsavelmente por anos, recrutando os soldados da política local, até que a Justiça Pública exigiu o cumprimento da lei, estabelecendo o processo seletivo simplificado. Mesmo assim, o sistema se adaptou, enquanto que os soldados e os mercenários continuaram sendo recrutados a cada mudança de governo, como peças no tabuleiro de xadrez.

O combate político se intensificou entre os poderes executivo e o legislativo municipal, elevando o conflito à exposição dos comissionados do governo, com nomes, cargos e salários. Todavia, muito além da exposição, faltou a estratégia ao autor intelectual, uma vez que a informação é poder, enquanto que este poder foi compartilhado pelos princípios errados. Logo, pegarei as mesmas informações e as transformarei em indicadores simples para a compreensão do cidadão.

 

 

CUSTO COM COMISSIONADOS – PMRB – 2017
CARGO VAGAS VENCIMENTO CUSTO MENSAL CUSTO ANUAL
Secretário Municipal 16 R$6.880,00 R$110.080,00 R$1.320.960,00
Assessor Especial 4 R$6.880,00 R$27.520,00 R$330.240,00
Assessor DAS-1 22 R$2.932,00 R$64.504,00 R$774.048,00
Assessor DAS-2 59 R$1.559,00 R$91.981,00 R$1.103.772,00
Assessor DAS-3 30 R$1.233,00 R$36.990,00 R$443.880,00
Assessor DAS-4 66 R$935,00 R$61.710,00 R$740.520,00
Diretor de Departamento DAS-4 (R$935,00 para servdior) 6 R$937,00 R$5.622,00 R$67.464,00
Diretor de Divisão DAS-5 (R$560,00 para servidor) 15 R$937,00 R$14.055,00 R$168.660,00
Assistente DAS-5 (R$560,00 para servidor) 49 R$937,00 R$45.913,00 R$550.956,00
Assistente DAS-6 (R$520,00 para servidor) 18 R$937,00 R$16.866,00 R$202.392,00
TOTAL 285 R$24.167,00 R$475.241,00 R$5.702.892,00

Analisando os números, nota-se que o prefeito não utilizou todos os cargos disponíveis, racionalizando a demanda, concentrando a gestão pública nas mãos das pessoas sem vínculo com o serviço público, desvalorizando o servidor público municipal, com raríssimas exceções. Quanto maior é o vencimento, a participação dos servidores públicos de carreira diminui na gestão pública.

Há um outro ponto muito interessante nas informações, tendo em vista que o apadrinhamento político está custando R$475.241,00 por mês, ultrapassando o quantum de R$6 milhões por ano. Está claro e objetivo que o prefeito investe o triplo do orçamento estimado e destinado à merenda escolar nos cargos comissionados, demonstrando que sua prioridade é a manutenção do grupo político.

Por fim, na ausência da transparência na municipalidade, seria muito interessante que o presidente da Câmara Municipal fizesse a exposição nominal, com os cargos e os salários, para que a sociedade pudesse acompanhar e avaliar o impacto. A pergunta é: – Alguém se habilitaria para tal? Será que um dos três vereadores da situação assumiriam a transparência perante à opinião pública?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Paixo

Justiça Estadual decreta a indisponibilidade dos bens do Madiocão

O prefeito José Luiz Alves Antunes, popularmente conhecido como Mandiocão, está com seus bens indisponíveis por determinação judicial do Dr. Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, Juiz Titular da 2ª Vara da Comarca de Rio Bonito, conforme os documentos de fls. 1847/1850 do Processo Eletrônico nº0002888-03.2017.8.19.0046, referente à ação civil pública que busca a condenação dos réus pela prática de atos de improbidade administrativa previstos nos arts. 10, caput e 11, V da Lei nº8429/92, consistente em ilicitudes praticadas na contratação de sociedade especializada em locação de veículos para atendimento às secretarias municipais, na forma detalhada na inicial. Dessa forma, o Ministério Público, liminarmente, requereu a decretação da indisponibilidade de bens dos demandados até o limite do prejuízo causado aos cofres públicos, no valor de R$257.235,69.

É importante atentar para o fato de que o processo ainda não foi sentenciado, enquanto que se encontra na fase inicial.

Por fim, vamos aguardar as novidades no cenário político municipal pelas próximas semanas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com o aumento da gasolina, o governo Temer intensificou o desemprego e a crise econômica

O aumento no preço do litro da gasolina para o valor de R$4,19, provoca um efeito em cascata para todos os setores, tendo em vista que há uma relação diretamente proporcional no frete e em toda logística do transporte nacional, que é focalizado nas rodovias. Dessa forma, o fabricante, os distribuidores e os vendedores incorporam os encargos na venda, transferindo a sobrecarga tributária repetidas vezes, até o produto chegar às mãos do consumidor. Assim, a unidade da latinha do refrigerante, que custa aproximadamente R$1,59 no atacado, salta para o preço final entre R$4,50, podendo chegar aos R$7,00 para o consumidor nas lanchonetes e restaurantes. Todavia, se calcularmos a carga tributária e o seu impacto no aumento dos combustíveis, o consumidor ficará assustado, porque ele descobrirá que o Estado consome direta e indiretamente 42,7% de tudo que é produzido e conquistado com o suor do seu trabalho, sem dar qualquer contrapartida no mundo real, salvo os conchavos, os apadrinhamentos e a cooperação financeira entre os políticos.

Como o agronegócio tem sua logística concentrada no transporte ferroviário, os maiores prejudicados serão os setores da indústria e do comércio, que estão concentrados na região sudeste, que são muito dependentes do transporte rodoviário para a distribuição e a revenda no restante do país. Em suma, o valor do atacado e do varejo aumentarão, enquanto que as empresas terão que fazer cortes para compensar o fluxo de caixa e o lucro, restando a única opção mais viável, que é a demissão, o que aumentará o desemprego e os gastos do governo com a seguridade social, além de ter impacto direto no comportamento do mercado consumidor, que há conta com 68 milhões de inadimplentes em 2017, conforme o CERASA e SPC.

A política econômica brasileira está fechando vagas de emprego, quando deveria abrir mais, focalizando o incentivo do consumo e a tributação por demanda. Mas, o governo focaliza a liquidação da economia nacional, aplicando altas taxas de juros para atrair o investidor estrangeiro, fechando as portas para as portas para as empresas nacionais. Isso é tangível para os cariocas, quando andam pelo centro do Rio de Janeiro e se deparam com as lojas e as salas comerciais fechadas. Entretanto, nada disso faz diferença para as metas do Banco do Central e do Ministério da Fazenda, que precisam fazer a política econômica para manterem a elite na ponta da pirâmide, no meio de uma crise política na Presidência da República, que está custando R$15 bilhões aos contribuintes. No final, as ações na bolsa de valores e os papéis do tesouro nacional valem mais do que sua própria nação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Complexo Contínuo da Eternidade

Os dias estão mais curtos e os anos pequenos.

A velhice é inevitável na ordem da vida.

Ontem, ele me carregava em seus braços.

Hoje, eu aguardo sua visita eternamente.

Tento ensinar minha filha o certo,

Que é acreditar em Deus e praticar a justiça e a caridade.

 

Todavia, tenho medo de perder a crença e os valores,

Porque o mundo está ao contrário e acelerado,

Com as pessoas cheias de si e cultuando a vaidade.

Elas não percebem que estão perdendo o tempo,

Que é a única moeda com o valor da verdade.

 

Quando um único segundo passa,

Ele leva parte de todos consigo,

Sem direito ao reembolso ou a devolução.

Por fim, lembre-se da sua mortalidade…

E que ela sempre perderá para o infinito,

Com seu complexo contínuo da eternidade.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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PMRB está praticando o crime da apropriação indébita previdenciária, quando não repassa o desconto integral ao IPREVIRB

A PMRB vem praticando, há bastante tempo, a apropriação indébita previdenciária, conforme o Art. 168-A do Código Penal Brasileiro, quando o governo municipal procede o desconto obrigatório da previdência social, deixando de repassar mensalmente os valores para a conta do fundo do órgão responsável, que, nesse caso, é o IPREVIRB (Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito).  Talvez o servidor público municipal e o meu caro leitor não saibam, mas os valores dos descontos diretos, tanto dos servidores quanto o patronal, devem ser repassados em sua integralidade, para garantir a manutenção do fundo de investimento e o pagamento dos aposentados, fundamentado no princípio da solidariedade na seguridade social. Uma coisa eu tenho certeza: – O prefeito Mandiocão e seu staff não sabem disso, ora por ignorância jurídica e administrativa ou por descaso.

Conforme o documento juntado às fls. 490 do processo administrativo nº096/2017, oriundo da Secretaria Municipal de Administração, “por determinação do Exmo. Sr. Prefeito, deverá ser deduzido do montante a ser repassado financeiramente ao IPREVIRB no mês de JUNHO/2017 o valor de R$111.821,33(cento e onze mil, oitocentos e vinte um reais, e trinta e três centavos), referente ao pagamento dos servidores em benefícios no período pago pela prefeitura. O referido valor, conforme orientação do setor de contabilidade deverá ser lançado na Receita Orçamentária – Outras Restituições”.  Nota-se, literalmente, que a dedução foi realizada, com a instrução do contador, mas sem qualquer justificativa para o ato, enquanto que o valor integral deveria ser repassado, porque foi descontado na fonte com a finalidade do repasse ao fundo previdenciário. Logo, a dedução supramencionada foi incorreta, enquadrando os agentes envolvidos no Art. 337-A do CP, salvo a existência do erro material nas contas, o que também já se tornou um hábito nesse mandato.

Só em Junho/2017, era para o IPREVIRB ter recebido o repasse aproximado de R$949.000,00, referente à soma dos segurados e do patronal, e R$167.000,00, que são referentes ao parcelamento do débito. Assim, fundamentado no conflito dos grupos políticos pelo poder, o prefeito está prejudicando o IPREVIRB e o pagamento dos pensionistas. Enquanto isso, a diretoria do instituto está investindo sua energia na esfera judicial, tendo em vista a impossibilidade do diálogo com o prefeito Mandiocão para a solução do problema.

Por fim, a situação dos repasses irregulares da PMRB para o IPREVIRB só demonstra o óbvio: – O político não gosta da transparência, porque, quanto maior for a burocracia e o grau de dificuldade do acesso à informação, eles continuarão no poder, exercendo o absolutismo dentro da república.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Sem o monitoramento remoto, a Secretaria de Gestão e Ordem Pública é um cabide de emprego para PMRB

Modelo de Sala de controle de crises - Sistema de Monitoramento Remoto.

Modelo de Sala de controle de crises – Sistema de Monitoramento Remoto.

A PMRB montou uma comissão para avaliar e adequar a Guarda Municipal à Lei Federal nº13.022/14. O detalhe é que a comissão só encontrou um conflito entre os artigos 19 e 21 da Lei supramencionada, em relação à cor da farda e à organização dos postos hierárquicos, que não podem ser iguais àqueles utilizados pela polícia militar. É isso mesmo, meu caro leitor, a comissão se limitou ao conflito do uniforme e dos cargos, quando os pontos mais importantes ainda não foram mencionados no momento:  – A qualificação, o treinamento e o desenvolvimento contínuo dos agentes, que envolvem a utilização da força e dos armamentos letais e não letais.

O trabalho conjunto entre a chefia de gabinete, a procuradoria geral e a secretaria municipal de gestão e ordem pública, apresentou a oferta futura de 150 câmeras de monitoramento pelo município de Rio Bonito, com sala do gabinete de crise e novas instalações. Só há um grande detalhe na comunicação social da PMRB em relação ao monitoramento remoto e à guarda municipal, que os tabloides ainda não mencionaram: – O silêncio do prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), enquanto que estão apresentando à sociedade riobonitense algo que ainda não aconteceu e poderá não acontecer, plagiando o filme MINORITY REPORT  estreado por Tom Cruise em 2002, cuja sinopse é a justiça, que se utiliza da tecnologia mediúnica para prever o crime no futuro, prendendo o meliante antes mesmo de cometê-lo. Em suma, noticiaram algo que não existe na realidade e que se baseia numa reunião conjunta entre membros de três secretarias, sem o comprometimento direto do prefeito com a sociedade.

Se a Câmara Municipal de Rio Bonito, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Maçonaria, os empresários e a sociedade civil não cobrarem o monitoramento remoto e maiores investimentos na segurança pública, tudo se limitará às reuniões, com seus papos furados, regados com café, sucos e guloseimas, que só serviram para justificar a existência da Secretaria Municipal de Ordem Pública, com seu cabide de emprego.

Por fim, a gestão do Mandiocão demonstra que será mais do mesmo, focalizando as obras dos ginásios, das praças e postos de saúde, para garantir o lucro dos empreendedores do grupo dentro do governo, com as licitações, e fora com a venda dos loteamentos superfaturados, sem saneamento básico, pavimentação e energia elétrica, porque os empresários têm pressa e estão cheios de incertezas por conta da validade das liminares. E que cada cidadão contrate sua equipe de segurança privada e instale o sistema de monitoramento remoto em suas residências e estabelecimentos comerciais.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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Dalmo Empório de Bebidas assume posição estratégica no mercado local, valorizando a noite riobonitense

19396618_1090397761060835_8538788766335640367_nDepois do upgrade na estrutura da sua distribuidora de bebidas, o empresário Dalmo Henrique de Souza Lima, proprietário da Dalmo Empório de Bebidas, localizada na Avenida Manuel Duarte, nº787, centro , Rio Bonito, foi agregando valor à marca e ao negócio, aumentando sua linha de produtos, investindo nos empregados e no delivery (entrega em domicilio), combatendo a concorrência tanto no varejo quanto no atacado.

O empresário, através do seu empreendimento, vem realizando pequenos eventos nos últimos finais de semana, que estão movimentando o centro da cidade e satisfazendo a juventude e os consumidores de cerveja, vendendo a bebida gelada com o preço de quente, imigrando o público noturno riobonitense, que também pode contar com o rock na calçada, com uma boa música.

Conforme a leitura nas redes sociais e nas ruas, os comerciantes dos bares e restaurantes noturnos estão reclamando da queda do público e do prejuízo provocado pelo evento do Dalmo Empório de Bebidas, uma vez que eles não conseguem concorrer com o preço da cerveja. O fato é que os insatisfeitos deveriam repensar a forma de fazer negócio, além de agregar novas parcerias e realizar eventos na busca pela diversidade noturna riobonitense, que é quase que inexistente. Mesmo assim, há uma força oculta se mobilizando pelos corredores do governo municipal, objetivando acabar com o evento ou limitá-lo o máximo possível.

Com as insatisfações à parte, eu desejo muito sucesso ao empresário Dalmo Henrique e ao conjunto dos seus empreendimentos na cidade, porque ele não só atende clientes, mas faz amigos, servindo com a educação e singular cortesia. Logo, os concorrentes insatisfeitos compreenderão o ambiente atual e se tornarão clientes e amigos daquele que foi o visionário nos tempos da crise.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Câmara Municipal de Rio Bonito agiu corretamente na rejeição das mensagens das obras e da merenda escolar

LOA - 2017

LOA – 2017

Essa semana foi marcada pela rejeição das mensagens do Poder Executivo Municipal pela maioria doas vereadores da Câmara Municipal de Rio Bonito. Conforme os comentários pelas ruas e redes sociais, o grupo opositor do prefeito Mandiocão, composto por 07 vereadores, rejeitou as mensagens referentes às verbas federais R$205.000,00 para a merenda escolar, R$197.000,00 para o PELC (Programa Esporte e Lazer para Cidade), sendo ambos sem contrapartida, cumuladas com o valor aproximado de R$500.000,00, que seriam investidos na construção das quadras da viçosa e mangueirinha, exigindo a contrapartida dos cofres públicos municipais.

Para o governo, a rejeição é o resultado da retaliação política dos vereadores, que querem cargos comissionados e maior atividade dentro da esfera do Poder Executivo, como nos mandatos anteriores. Dessa forma, há uma carta digitalizada sendo propagada no whatsapp e no facebook, colocando a Câmara Municipal como a vilã da história. Mas, até que ponto isso tudo é verdade? – Precisamos pesquisar os dados, traduzi-los para a opinião pública e colocar as coisas nos seus respectivos lugares, que não estão no clamor público ou na vitimização por parte do staff do prefeito Mandiocão.

whatsapp-image-2017-07-04-at-23-12-54Analisando a Câmara Municipal, destacando o posicionamento dos vereadores Xeroca e Humberto Belgues, infelizmente, a equipe do prefeito Mandiocão fez escolhas erradas e não está passando as informações com a transparência necessária, uma vez que os R$205.000,00 pertencem ao Programa Mais Educação do Governo Federal, cujo montante não foi depositado em sua integridade, indicando erro técnico na matéria. Seria imprudência gestora da Câmara Municipal aprovar algo que está incompleto e que pode não ser depositado em sua totalidade. Em relação aos R$ 197.000,00 para o PELC (Programa Esporte e Lazer para Cidade) e as obras das quadras e benfeitorias nos bairros da Viçosa e da Mangueirinha, a maioria dos vereadores consideram a direção dos possíveis investimentos um erro do governo no momento da crise que assola o Estado do Rio de Janeiro e o país, enquanto que a cidade necessita racionalizar sua estrutura e os investimentos para atender melhor a sociedade. Por mais que me doa ter que dizer isso, não faz sentido construir quadras ou postos de saúde, quando a prefeitura não possui capacidade financeira e recursos humanos para atender à demanda já existente ou fazer a manutenção daquilo que foi construído. Olhem as escolas, os postos de saúde, os prédios da PMRB, os computadores e o mobiliário, que compreenderão imediatamente a lógica invertida das coisas.

whatsapp-image-2017-07-04-at-23-07-17Está latente que os 03 vereadores da situação estão mais preocupados em ficar bem com o Poder Executivo, do que analisarem suas decisões estrategicamente com a realidade econômica e financeira do nosso Município. Em suma, eles não podem dizer não, por escolhas políticas. Em tempo, analisando os perfis dos vereadores Xeroca, Odilon e Humberto Belgues, a Câmara Municipal poderá votar as matérias mais para frente, desde que as falhas técnicas sejam corrigidas, no caso da merenda escolar.

Voltando ao PELC (Programa Esporte e Lazer para Cidade), não há fundamento que justifique a rejeição, salvo a vaidade alheia. Entretanto, o secretário Anderson Tinoco poderia investir na participação público privada, fazendo, inclusive, a conexão entre o governo e o gabinete do Deputado Marcos Abrahão em busca da parceria com o Bonitão para realizar torneios e eventos maiores. Todavia, isso não acontecerá, porque a situação jamais se sentará com o deputado, porque a vaidade dos grupos políticos está acima das necessidades reais e imediatas da população.

Por fim, se o Mandiocão não quer negociar cargos ou regalias com os vereadores, que é o correto na minha opinião. Todavia, ele também deve saber trabalhar com a rejeição, exigindo um padrão mínimo de qualidade no trabalho executado por sua equipe, para evitar situações, que deixarão o governo exposto à opinião pública e ao conflito político. Não há coerência em fazer obra com o discurso da crise, pelo menos para o eleitor e o cidadão. Todavia, sem dúvida, alguém lucrará com as quadras e benfeitorias na Viçosa e na Mangueirinha, principalmente, àqueles que atuam no ramo da construção, terraplanagem, topografia e dos loteamentos.

 

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Trânsito de Rio Bonito é uma zona e a culpa é da política da boa vizinhança

Na última década, nenhum tema foi tão pertinente na pequena cidade de Rio Bonito, localizada na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, do que a organização da sua logística e do trânsito. Literalmente, o trânsito é uma zona, com as motocicletas e os  carros conduzidos por adolescentes, enquanto que os motoristas ignoram o código nacional de trânsito, com seus sinais e faixas. A seta é um acessório em desuso. O trânsito para às 11:30, 13:00 e 17:00 horas, por causa da entrada e da saída das principais escolas, com os pais ignorando a faixa dos pedestres, as faixas amarelas duplas e a preferência nos retornos. Simplesmente, muitos se acham donos das ruas e da cidade, enquanto que os carros se tornam parte da projeção do status quor do motorista, cujas barbeiragens são diretamente proporcionais ao patrimônio e ao sobrenome do condutor, que se torna infrator, por ultrapassar a margem da Lei.

Na terça-feira passada (27/06/2017), o guarda municipal de trânsito colocou dois cones com uma fita entre eles, impedindo que os motoristas atravessassem a Avenida Martinho Almeida  pelo Posto Sambê para a Rua do Colégio Criar. Alguns pais e péssimos exemplos de motoristas e cidadãos ainda insistiam com o guarda municipal, que apitava e apontava para o sentido da pista, que inclinaria no retorno à frente, num percurso inferior aos 200 metros. O detalhe é que a faixa amarela dupla é visível na rua, mas os motoristas cometem os mesmos erros diariamente, porque não há repressão em Rio Bonito por parte das autoridades.

Notei que a operação tinha sido um sucesso, tendo em vista que o trânsito estava fluindo dos dois lados, mesmo com o tráfego dos caminhões de carga no Super Market. Todavia, para minha estranheza no dia seguinte, o guarda municipal estava lá no horário previsto, cumprindo sua praxe cotidiana no trabalho, sem os cones e a fita impedindo a travessia. Simplesmente, mais uma vez, a Guarda Municipal foi impedida de realizar seu trabalho com sucesso, porque algumas pessoas, que se consideram donas da cidade, assim exigiram, porque elas não querem ir até o retorno.

Há um outro ponto sobre a guarda municipal que me incomoda e muito, tendo em vista que a multa está chovendo no horário das missas e dos cultos, mas os carros das agências dos automóveis não são multados, mesmo contrariando a lei, ficando em cima das calçadas. E é nesse ponto que a sociedade rio-bonitense e o governo municipal precisam parar com o elitismo e compreenderem que a Lei é para todos, sem exceção.

Por fim, Mandiocão deve reavaliar seu julgamento diante da atividade da Guarda Municipal, tendo em vista a evidência da política dos dois pesos e duas medidas: – Ou multa todo mundo ou não multa ninguém.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão precisa armar a Guarda Municipal para proteger Rio Bonito contra a marginalidade

Treinamento local da GMRB.

Treinamento local da GMRB.

A Lei nº 13.022 de 08/08/2014, que dispõe sobre o Estatuto das Guardas Municipais, estabelece que guarda municipal (GM) deixa de ter a função exclusiva de guardar o patrimônio público, ampliando seus princípios para a proteção dos direitos humanos fundamentais, a preservação da vida e o uso progressivo da força, conforme a essência do seu artigo 3º. Muito além dos debates da atualidade, a GM tem funções pedagógicas, vislumbrando a conscientização e a prevenção ambiental, tanto na zona urbana quanto na rural, ratificando cumulativamente suas responsabilidades administrativas e fiscais no trânsito.

Atualmente, a sociedade rio-bonitense vem discutindo nas ruas e nas redes sociais sobre um tema muito polêmico, que é justamente o porte e o uso de armamento bélico (letais) e das tecnologias não letais por parte dos guardas municipais, uma vez que a GM, que foi criada em 2000 no Governo da Solange Pereira de Almeida, tem sido subutilizada até a presente data, encontrando problemas políticos e técnicos dentro da sua organização, o que a atrapalha no cumprimento das funções básicas, que é a segurança patrimonial pública e o controle do trânsito local, numa cidade de 57.000 habitantes, que, ironicamente, só possui um único semáforo, que passa mais tempo desligado do que em funcionamento.

O caos governamental nos últimos 03 anos deixou bem claro para a opinião pública, que os municípios do interior do Estado do Rio de Janeiro terão que atuar de forma mais ativa e direta nas questões da segurança pública no combate à violência, obrigando a elevação da GM ao status da “polícia municipal”, com a utilização do monitoramento remoto, drones, radares de velocidade, cavalaria, viaturas e armamento, que evoluirão às tropas de choques, diante do crescimento descontrolado da população e do desemprego, o que exigirá o choque de ordem nos conflitos sociais. Assim, por exemplo, o Município de Araruama armou e equipou sua GM no carnaval de 2016, se tornando uma referência positiva para as regiões metropolitana e dos Lagos.

Há algo que o governo Mandiocão não está conseguindo realizar, que é justamente comunicar e informar. Isso se aplica no uso da comunicação interna e externa em todas as pastas e na construção da imagem do próprio governo. Dessa forma, a população não está compreendendo a necessidade imposta pelas circunstâncias socioeconômicas e pela própria crise generalizada na segurança pública, acreditando que o governo colocará as armas e as tecnologias nas mãos dos guardas municipais, sem qualquer preparo, quando todos os guardas concursados deverão passar pela reciclagem e pelo treinamento nas academias de polícia, no mesmo modelo aplicado em Araruama e nas cidades que anteciparam à obrigatoriedade do Estatuto das Guardas Municipais.

Por fim, o prefeito só tem dois caminhos para solucionar e prevenir a imigração da criminalidade da capital para os domínios de Rio Bonito: 01 – Fazer reuniões com o secretário de segurança público do Estado do Rio de Janeiro para tirar fotografias e nada mais; ou 02 – ampliar as forças de combate e prevenção, transformando a GM numa máquina de combate e em mais uma ferramenta para somar força operacional as polícias civil, militar e federal. Assim, espero que Mandiocão não seja político e tenha a coragem necessária para armar e reestruturar a nossa Guarda Municipal, objetivando garantir a ordem pública e a tranquilidade local.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior