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Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, faria o choque de gestão desde o primeiro minuto do mandato

Na noite do dia 18/02/2018, eu tive um sonho muito esquisito, pois sonhei que era o prefeito de Rio Bonito, enquanto que as pessoas me imploravam para manter as coisas como estavam, em nome da família riobonitense. Eu sentei na cadeira, esfreguei as mãos e disse não, porque Rio Bonito precisava crescer para todos.

Se eu fosse o prefeito, o Joselder seria o meu vice. Faríamos o choque de gestão desde o primeiro minuto. De cara, cancelaríamos todos os contratos temporários e colocaríamos os efetivos para trabalhar com ponto eletrônico.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, investiria melhor os R$18 milhões de arrecadação mensal da cidade, cujo problema não está no dinheiro, mas no planejamento e na prioridade do grupo político.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito não deixaria de tapar um buraco para salvar uma vida, mas investiria mais nas pessoas, no Hospital Regional Darcy Vargas e na máquina da saúde, para que os cidadãos tivessem qualidade de vida. Faria a gestão participativa, com a auditoria continua no HRDV.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, investiria tudo na capacitação da juventude e traria o SENAI para cá. É preciso fazer mais que promessas e acordos entre compadres e comadres.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, cobraria o IPTU e demais impostos atrasados de todos, sem exceção, e aplicaria a responsabilidade indenizatória nos procuradores e servidores para cada processo judicial aberto erroneamente, quando o contribuinte provasse que procedeu o pagamento e foi ignorado por falha do sistema, que insiste em trabalhar no analógico ou no banco de dados de terceiros, para manter os acordos com a capital e com Brasília. Isso é inaceitável no século XXI, com R$18 milhões de arrecadação mensal.

Se eu fosse o prefeito de Rio Bonito, investiria mais nos servidores e na Dívida Ativa Municipal, porque é lá que está a verdadeira mina do dinheiro público, que precisa ser minerada e investida nos serviços públicos, começando pela melhoria tecnológica da Secretaria Municipal de Fazenda, da Procuradoria Geral do Município e da Controladoria.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, cada carro destruído, desmontado integral ou parcialmente seria periciado, com a responsabilidade solidária aplicada diretamente ao motorista e ao secretário da pasta. Se o veículo destruído fosse deles, eles não fariam isso e não deixariam acontecer. Sai governante e entra governante, o sucateamento continua e ninguém fala ou faz qualquer coisa.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, os diretores de escola seriam escolhidos pelo voto dos alunos, pais de alunos e professores em suas respectivas comunidades. Cada escola ficaria responsável pelas contas, manutenção e merenda. Caso contrário, não seria direção, mas cabide de emprego para o apadrinhamento político.

Seu eu fosse o prefeito de Rio Bonito, todos os salários ficariam disponíveis para a consulta pública no site. O mesmo seria feito em relação aos contratos e licitações.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, não ia ter essa de secretário sair da pasta sem prestar conta do trabalho. Abriria a auditoria imediatamente para detectar se houve abuso, improbidade administrativa ou crime de responsabilidade. A bagunça nacional impera, porque há muita impunidade, enquanto que o fiscal abandonou seu posto e sua obrigação.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, instalaria as câmeras de monitoramento na principais ruas e pontos da cidade do Basílio até o Rio do Ouro, estendendo para Boa Esperança. É o mínimo que a prefeitura tem que fazer na segurança pública.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, as contas ficariam disponíveis no site da prefeitura para consulta contínua para que os cidadãos soubessem para onde cada centavo está sendo investido na nossa cidade, porque precisamos ter transparência nos atos públicos.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, estenderia os serviços da secretaria de comunicação à Câmara Municipal de Rio Bonito, objetivando fazer a cobertura de todas as sessões on-line e ao vivo, para que todos os cidadãos pudessem acompanhar a política local dentro do calor e do conforto dos seus lares. Dessa forma, traria mais transparência ao serviço público e ao exercício da governabilidade, porque o governante e o fiscal da lei devem andar juntos em nome da justiça social e do bem-estar dos cidadãos.

Se eu fosse prefeito, não iria ser o pau mandado do grupo. Não faria o apadrinhamento político e não colocaria parente como secretário no governo. Isso seria só o começo da gestão. Os empresários iriam à loucura comigo, a imprensa oficial seria eletrônica e a licitação on-line, com direito a vídeo e tudo mais. Faria questão de transformar a prefeitura num BBB com câmeras ao vivo para que o povo acompanhasse tudo com transparência. Manteria a auditoria continua e apresentaria à parte podre e doente ao Ministério Público e à Justiça. É isso que eu espero do governante hoje, só para começar.

Se eu fosse candidato ao cargo de prefeito, não conquistaria muitos votos, porque eu não prometeria cargos e contratos às pessoas. Simplesmente, seria eu e a minha consciência, com a sociedade fazendo fila no escritório dos oponentes. Minha campanha seria com custo zero para não ter a obrigação de atender o pedido dos patrocinadores. Todavia, se o azarão ganhasse a corrida, minha alma e mente estariam livres para fazer o certo e colocar as coisas nos seus respectivos lugares. É disso que estou falando para o futuro e para o nosso próximo candidato: – Tenha coragem e luz própria. Levante e se ofereça para lutar pela sociedade.

Acho que estou começando a acreditar que poderei ser prefeito de Rio Bonito um dia, sem comprar voto, mentir para a sociedade e vender a alma para os empresários das licitações e dos eventos. Quem viria comigo ou com qualquer outro candidato digno, sem pedir qualquer coisa em troca, salvo fazer o certo, o legal e o necessário para o município? Quem se atreveria a fazer o certo e o necessário pela cidade, seus cidadãos e sua juventude?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior:.

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Vice-prefeita Rita da Educação vira Rita da Saúde, mantendo os padrões dos governos anteriores na PMRB

whatsapp-image-2018-02-03-at-08-53-21Na última sexta-feira, dia 02 de fevereiro de 2018, a vice-prefeita de Rio Bonito, Rita de Cássia Antunes Borges Martins Gomes, popularmente conhecida como Rita da Educação, foi nomeada para o cargo de secretária municipal de saúde, símbolo SM, a contar de 02/02/2018, alcançando o ápice da sua carreira executiva e controlando, literalmente, um terço do orçamento municipal para 2018, no valor estimado em R$238 milhões, sendo R$79,3 milhões só para a pasta da saúde, que teve um péssimo desempenho no ano de 2017, salvo as propagandas do reforço de imagem do governo, com filas e agendamentos de longa espera no Loyola e nos postos de saúde, a UPA sem refrigeração e com problemas logísticos no estoque e almoxarifado, tendo em vista que o Município de Rio Bonito vem custeando a parte do Estado do Rio de Janeiro desde o anúncio da sua crise financeira, além dos empenhos superfaturados no transporte dos doentes, cujos carros foram maus utilizados pelo ente público, deixando a sociedade e os usuários dos serviços chupando dedo. Existem relatos do uso dos carros para a entrega de cachorro quente em festa de igreja no segundo distrito de Boa Esperança, por exemplo, enquanto que os doentes foram ignorados e deixados de lado.

No decorrer das eleições 2016, era visível e latente para a imprensa e a opinião pública que o grupo do prefeito Mandiocão estava fragmentado em 03 subgrupos políticos, sendo o primeiro original do prefeito, o segundo com o ex-secretário de saúde, Matheus Neto, como avatar, e o terceiro com a ex-vereadora e a atual vice-prefeita no comando, lutando por cada centímetro cúbico de influência e a atuação nos bastidores e nas apresentações no jogo do poder político. Dessa forma, também era latente e perceptível o conflito velado entre o grupo político do Matheus Neto e da Rita da Educação pela pasta da saúde e pela indicação do prefeito para a futura sucessão, lembrando a tradicional ritualística romana, quando o César levantava a mão do general e sucessor perante a sociedade nos festejos dos Deuses, com o escravo sussurrando no ouvido do indicado, dizendo-lhe que a morte era certa para todos.

A vice-prefeita estava com o controle da pasta da educação em 2017, que teve o orçamento real de R$58 milhões, recebendo o suporte extra de R$12 milhões do Governo Temer, totalizando R$70 milhões, enquanto que a educação municipal foi marcada pelos mandos e desmandos tradicionais nas direções escolares, com a merenda escolar comprometida na maioria das unidades, ficando mais latente a carência no interior, com a herança gerada no mandato do Mandiocão de 2005/2012, cujo caos foi mantido pela ex-prefeita Solange Pereira de Almeida, com as escolas sucateadas, professores desvalorizados e com péssimos salários, o FUNDEB utilizado de forma subjetiva, além da manutenção contínua dos contratos dos profissionais da saúde através do processo seletivo, quando a demanda deixa clara a necessidade do concurso público e do fim do cabide de emprego na educação, o que acabaria com o capital político do governante nas eleições seguintes.

Pelo julgamento histórico em 2017 e início de 2018, a vice-prefeita fez mais iniciativas plásticas com as pinturas e os trabalhos de imagem do que as intervenções e transformações essenciais e necessárias de fato na educação municipal, mantendo a tradição do mais do mesmo, vendendo a imagem de uma realidade editada no computador, cuja cereja do bolo foi o fechamento de uma escola no Quindão (Escola Municipal Casimiro de Abreu), no 2º Distrito de Boa Esperança em 2017, e de duas escolas, sendo a de Rio Mole e da Colina da Primavera, sem qualquer diálogo com a sociedade, o conselho municipal de educação e a Câmara Municipal, com a expectativa de fechar a escola de Cachoeiras dos Bagres ainda em 2018.

Por fim, a transição da vice-prefeita para a pasta da saúde poderá ser a volta por cima de tudo e a reinvenção de uma possível sucessão no poder para o Madiocão. Todavia, considerando o ambiente político local, acredito que já deixaram bombas instaladas propositalmente na pasta da saúde, que explodirão nas mãos da Rita de Cássia e que comprometerão seus planos para o futuro em relação ao cargo de prefeito, materializando o famoso fogo amigo ou a sabotagem no jogo do poder pelo poder. O primeiro desafio da vice-prefeita será a manutenção da UPA e das licitações deixadas pelo ex-secretário de saúde, num período em que o governo só possui 0,5% (meio por cento) de flexibilidade. É importante lembrar que estamos em ano eleitoral, enquanto que o Partido Progressista exigirá o apoio e a logística política na região para os seus candidatos ao Congresso Nacional, ALERJ, governo do Estado e Presidência da República. Dessa forma, a vice-prefeita e o prefeito não terão muita opção, diante do desgaste político e jurídico provocado na campanha eleitoral em 2016, que mantém o Mandiocão sentado na cadeira de prefeito, sustentado numa liminar, que arrancou a eleição, no tapetão, do Marcos Abrahão e a soberania da Câmara Municipal de Rio Bonito.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior:.

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Ponto de vista do poder Legislativo sobre a polêmica relacionada ao Orçamento Municipal

“A Lei Orçamentária Anual é enviada à Câmara Municipal todo ano até o dia 15 de setembro. Essa tramitação obedece a ditames da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Chegando a Casa Legislativa, cópias da matéria são distribuídas a cada vereador e a matéria é encaminhada a Comissão de Finanças e Orçamento.

Nesta ocasião é comum o Secretário Municipal de Planejamento entrar em contato com os vereadores para explicar a Lei Orçamentária, sanar dúvidas, oferecer explicações e conciliar as Emendas parlamentares, que representam os anseios das comunidades. Nos últimos 25 anos foi assim. Em 2017, porém, isso não aconteceu.

Os vereadores apresentaram as suas emendas e obedecendo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) o artigo que autorizava o chefe do Poder Executivo remanejar o Orçamento em 30%, fato maior que previa a Lei, foi alterado para 0,5%.

O prefeito tentou negociar, mas o Orçamento já tinha sido aprovado com as Emendas parlamentares. A peça orçamentária foi enviada ao poder Executivo no dia 15/12/2017 e a Prefeitura tinha 15 dias úteis para sancionar ou vetar, o que não aconteceu. Os vetos foram encaminhados ao poder Legislativo fora do prazo, em 12/01/2017. Diante do exposto, a Câmara Municipal tinha 48 horas para promulgar o Orçamento e assim a Casa procedeu.

Não satisfeito o chefe do poder Executivo publicou o Orçamento, sem sanção e sem as Emendas parlamentares. Posteriormente ele publicou com as Emendas, sendo que o Orçamento já havia sido publicado pela Câmara, o que representa dano ao erário em duas publicações indevidas, ato que deve ser apurado e quem causou este prejuízo deverá ser responsabilizado e devolver esses recursos aos cofres púbicos.

Para piorar o quadro, o chefe do poder Executivo envia, à Câmara Municipal, uma mensagem onde pede suplementação da ordem de R$ 16,4 milhões. A justificativa é de que esse recurso seria destinado a despesas com a pasta da Educação, o que não é verdade, porque para a Educação foram destinados R$ 3,4 milhões. Além disso, a mensagem retira R$ 5,7 milhões da rubrica destinada ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito, o que significa tirar esse recurso dos aposentados e pensionistas, iniciativa que esse poder entendeu como absurda e lesiva.

Diante dos fatos, a Câmara Municipal de Rio Bonito pediu informações ao poder Executivo, para que essas distorções sejam esclarecidas e automaticamente suspendeu a sessão extraordinária que seria realizada até que o poder Executivo preste as devidas informações.

A realidade é que o poder Executivo deseja encobrir a sua incompetência e tenta transferir a responsabilidade de sua ingerência administrativa ao poder Legislativo, estratégia que não vai funcionar, porque o povo está atento. A máscara dos mentirosos e oportunistas está caindo. Tudo isso poderia ser facilmente resolvido através do diálogo, do respeito e da cordialidade, o que não é desejo do chefe do Executivo desde que ele assumiu a gestão do município.”