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A diretoria abandonou o HRDV e a sociedade à sorte. Precisamos conversar sobre isso.

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1008001442573295&id=491700760870035&notif_t=notify_me_page

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Nessa manhã do dia 27/06/2015, como de costume, degusto o café da manhã, lendo os artigos principais da imprensa internacional e a brasileira, no intuito de ver o quanto nossos canais de comunicação estão sincronizados com o mundo e como estão transmitindo a informação. Em suma, enquanto constato o óbvio diário, que é a ausência da transparência na imprensa nacional quanto a propagação e a informação dos fatos relevantes, tanto na economia quanto na vida coletiva, me deparo com a nota do HRDV (Hospital Regional Darcy Vargas), assumindo publicamente que a demissão coletiva ocorreu por parte da atual diretoria e do seu conselho fiscal e deliberativo, enquanto que os mesmos estavam retornando para os preparativos de uma suposta nova eleição.

Diante dos comentários nas rádios fofocas dos corredores da repartições públicas, nos bancos, nas ruas e nas igrejas, fundamentado num arquivo de áudio propagado pelo whtasapp, onde, supostamente, o membro do primeiro escalão da atual diretoria apresentava, a outrem, parte do mecanismo do pedágio nos serviços licitados, a explosão da notícia se fez, quando anunciaram nas redes sociais que a diretoria e parte do seu conselho tinham se demitido coletivamente, deixando a unidade hospitalar sem direção por algumas horas. Assim, juntando as peças do quebra-cabeça da crise na instituição, bem como sua quebra de braço com os governos municipais ao longo dos últimos anos, sendo demonstrado sua recusa em cooperar com seu maior cliente, que é justamente o SUS (Sistema Único de Saúde), cuja participação é de aproximadamente 90% dos serviços prestados, enquanto que seu representante legal, na esfera municipal, é o próprio Município de Rio Bonito, que, no último mandato, tem demonstrado interesse na gestão compartilhada e participativa desde o período eleitoral em 2012.

Como cidadão e pagador compulsório dos impostos diretos e  indiretos, mesmo utilizando os serviços da Agência Nacional de Saúde Suplementar, através do plano de de saúde, eu necessito me manifestar pela solução rápida, mais barata e eficiente para o Hospital e a região que é atendida pelo mesmo. Independentemente de que parte dos fatos supramencionados sejam reais ou não quanto à suposta gravação, a Diretoria e o Conselho do Hospital não tinham o direito de abandonar o Hospital Regional Darcy Vargas por um minuto, sequer, salvo o cumprimento da Lei, o que exigiria a assembleia para a finalidade da proposta, bem como para realizar uma nova eleição. O comportamento coletivo da atual administração, mesmo que tenha ocorrido por horas, demonstrou imaturidade e materializou total irresponsabilidade com a saúde dos riobonitenses, dando poder de voz, com base na razão, ao atual governo municipal, que se encontra sob a gestão da prefeita, Solange Pereira de Almeida.

São necessários dois tubos para transfusão do sangue. O problema é que só tinham um.

São necessários dois tubos para transfusão do sangue. O problema é que só tinham um.

No dia 25/06/2015, meu pai estava internado no Hospital Regional Darcy Vargas, enquanto que era evidente que a casa estava funcionando, mobilizada pelo amor e dedicação dos colaboradores médicos, enfermeiros e administrativos. A verdade é que meu pai precisava fazer a transfusão de sangue, sendo amparado pelo seu plano de saúde para tal ato. Ele foi internado no quarto 211 às 14:00 horas e só saiu no dia seguinte, porque só tinha um tubo para o recolhimento do material sanguíneo, enquanto que era necessário um segundo tubo para o banco de sangue. Eu vi o Dr. Anselmo Ximenes, médico, funcionário da casa e atual secretário de sáude municipal, mobilizar o máximo de esforços para manter a instituição funcionando, enquanto que o a diretoria se mantinha desligada das suas obrigações e responsabilidades. Inclusive, a data em questão foi marcada pela presença da prefeita e de parte dos vereadores no Hospital à noite, enquanto estava aguardando a chegada dos tubos e do sangue para a materialização da transfusão de sangue.

A verdade é que os riobonitenses precisam conversar sobre o HRDV, porque sua diretoria foi negligente e irresponsável, enquanto que o meu pai poderia ter falecido por causa da ausência de um tubo de coleta de sangue.

Não vou fazer sensacionalismo com a situação. O momento não é para isso, mas para solucionarmos o problema. Espero que o áudio que está rodando pela cidade seja falso, e que a ética e a justiça sejam aplicadas na dose certa, principalmente, quanto ao abandono de horas, que a diretoria aplicou de forma inapropriada e irresponsável.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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