15356594_1373939395984735_3688294367007494181_n

Brasil é uma monarquia travestida de república e que precisa do Imperador legítimo

O brasileiro carrega consigo o complexo de inferioridade, que foi induzido durante a construção da sua própria história, sem heróis, mártires e heroínas. As vezes tenho a sensação de que contrataram uma empresa de marketing desde 1500, no intuito de criar personagens, para agregar algum valor notório à cultura e ao conhecimento nacional. O problema é que o falso fica feio e com o enredo cheio de buracos para serem preenchidos. Assim, deram ao Duque de Caxias, Tiradentes, Marechal Deodoro da Fonseca e tantos outros, uma roupagem que não batia com a realidade da época e que não consegue se sincronizar com a atualidade do Brasil.

Sempre me incomodou o egoísmo do fascínio dos meus irmãos patrícios pelo estrangeiro, porque sempre foi mais cômodo ir para os lugares mais desenvolvidos do que assumir a responsabilidade de desenvolver sua pátria materna. Nesse tema, fica latente o fato de que a elite e a classe média não querem mudar nada, mas manter as pessoas e as coisas nos seus respectivos lugares, de preferência, abaixo da linha da pobreza e da miséria material, intelectual e espiritual, pois, assim, eles estarão sempre no controle, mesmo sendo a minoria.

O caos brasileiro não começou na época em que o Brasil era colônia de Portugal ou quando se transformou num Império, porque há uma data exata para mensurarmos o início de tudo isso, que foi no dia 15/11/1889, quando os militares proclamaram a República, derrubando a Monarquia Constitucional. Foi a partir desse momento que o brasileiro se sentiu perdido no tempo e no espaço, porque a República migrou pela história, travestida como uma democracia, que na verdade sempre foi a continuação da Monarquia, sustentando a nobreza, que também estava e ainda está travestida de burguesia. Simplesmente, os títulos se tornaram cargos políticos. Os palácios se posicionaram nas coberturas dos bairros de luxo ou nas fazendas e nas casas de praia, com o povo sustentando a luxúria através da criação do Estado.

No final, vejo a necessidade de repensarmos o nosso passado e no presente, vislumbrando um futuro melhor para nossos filhos e netos. Na ausência dos heróis de verdade, precisamos inspirar a nós mesmos e nossas famílias através do trabalho e da solidariedade comunitária, porque o Brasil precisa dos exemplos tangíveis para alcançar a maturidade necessária e decidir aquilo que os nossos antepassados não decidiram ainda: – Se seremos uma República ou se termos um verdadeiro Rei.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Comentários