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Câmara Municipal de Rio Bonito agiu corretamente na rejeição das mensagens das obras e da merenda escolar

LOA - 2017

LOA – 2017

Essa semana foi marcada pela rejeição das mensagens do Poder Executivo Municipal pela maioria doas vereadores da Câmara Municipal de Rio Bonito. Conforme os comentários pelas ruas e redes sociais, o grupo opositor do prefeito Mandiocão, composto por 07 vereadores, rejeitou as mensagens referentes às verbas federais R$205.000,00 para a merenda escolar, R$197.000,00 para o PELC (Programa Esporte e Lazer para Cidade), sendo ambos sem contrapartida, cumuladas com o valor aproximado de R$500.000,00, que seriam investidos na construção das quadras da viçosa e mangueirinha, exigindo a contrapartida dos cofres públicos municipais.

Para o governo, a rejeição é o resultado da retaliação política dos vereadores, que querem cargos comissionados e maior atividade dentro da esfera do Poder Executivo, como nos mandatos anteriores. Dessa forma, há uma carta digitalizada sendo propagada no whatsapp e no facebook, colocando a Câmara Municipal como a vilã da história. Mas, até que ponto isso tudo é verdade? – Precisamos pesquisar os dados, traduzi-los para a opinião pública e colocar as coisas nos seus respectivos lugares, que não estão no clamor público ou na vitimização por parte do staff do prefeito Mandiocão.

whatsapp-image-2017-07-04-at-23-12-54Analisando a Câmara Municipal, destacando o posicionamento dos vereadores Xeroca e Humberto Belgues, infelizmente, a equipe do prefeito Mandiocão fez escolhas erradas e não está passando as informações com a transparência necessária, uma vez que os R$205.000,00 pertencem ao Programa Mais Educação do Governo Federal, cujo montante não foi depositado em sua integridade, indicando erro técnico na matéria. Seria imprudência gestora da Câmara Municipal aprovar algo que está incompleto e que pode não ser depositado em sua totalidade. Em relação aos R$ 197.000,00 para o PELC (Programa Esporte e Lazer para Cidade) e as obras das quadras e benfeitorias nos bairros da Viçosa e da Mangueirinha, a maioria dos vereadores consideram a direção dos possíveis investimentos um erro do governo no momento da crise que assola o Estado do Rio de Janeiro e o país, enquanto que a cidade necessita racionalizar sua estrutura e os investimentos para atender melhor a sociedade. Por mais que me doa ter que dizer isso, não faz sentido construir quadras ou postos de saúde, quando a prefeitura não possui capacidade financeira e recursos humanos para atender à demanda já existente ou fazer a manutenção daquilo que foi construído. Olhem as escolas, os postos de saúde, os prédios da PMRB, os computadores e o mobiliário, que compreenderão imediatamente a lógica invertida das coisas.

whatsapp-image-2017-07-04-at-23-07-17Está latente que os 03 vereadores da situação estão mais preocupados em ficar bem com o Poder Executivo, do que analisarem suas decisões estrategicamente com a realidade econômica e financeira do nosso Município. Em suma, eles não podem dizer não, por escolhas políticas. Em tempo, analisando os perfis dos vereadores Xeroca, Odilon e Humberto Belgues, a Câmara Municipal poderá votar as matérias mais para frente, desde que as falhas técnicas sejam corrigidas, no caso da merenda escolar.

Voltando ao PELC (Programa Esporte e Lazer para Cidade), não há fundamento que justifique a rejeição, salvo a vaidade alheia. Entretanto, o secretário Anderson Tinoco poderia investir na participação público privada, fazendo, inclusive, a conexão entre o governo e o gabinete do Deputado Marcos Abrahão em busca da parceria com o Bonitão para realizar torneios e eventos maiores. Todavia, isso não acontecerá, porque a situação jamais se sentará com o deputado, porque a vaidade dos grupos políticos está acima das necessidades reais e imediatas da população.

Por fim, se o Mandiocão não quer negociar cargos ou regalias com os vereadores, que é o correto na minha opinião. Todavia, ele também deve saber trabalhar com a rejeição, exigindo um padrão mínimo de qualidade no trabalho executado por sua equipe, para evitar situações, que deixarão o governo exposto à opinião pública e ao conflito político. Não há coerência em fazer obra com o discurso da crise, pelo menos para o eleitor e o cidadão. Todavia, sem dúvida, alguém lucrará com as quadras e benfeitorias na Viçosa e na Mangueirinha, principalmente, àqueles que atuam no ramo da construção, terraplanagem, topografia e dos loteamentos.

 

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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