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Baleia-Azul…Permaneça no mar. Texto de Padre Dudu

“Baleia-Azul Volte para o Mar!
​Nem o nome do jogo, nem o país de seu nascimento são uma coincidência! Biólogos afirmam que a Baleia-azul, um dos maiores mamíferos do mundo, possui um comportamento suicida. Ao se perceberem doentes, nadam até a areia das praias para encalharem e perderem a vida. No trajeto, geralmente podem levar outras baleias sadias consigo. Já a Rússia está desde o ano de 2013 em primeiro lugar na lista de maior índice de suicídio dentre os países da Europa. Não se pode esquecer que a Rússia é o maior país do planeta!
​Tudo leva a crer que este jogo mortal chamado de “Baleia Azul (Blue Whale) foi planejado minuciosamente. Interessante foi a análise feita em primeira mão por uma psicóloga russa:
​ ”Dá a impressão de que as tarefas foram colocadas por psicólogos experientes. Tudo foi feito muito profissionalmente”, disse à Gazeta Russa a pesquisadora do Instituto de Psicoterapia e Psicologia Clínica, Anastassía Deliáguina.

​”Falando em termos gerais, as crianças são atraídas por qualquer mistério, especialmente se for relacionado à morte. Além disso, se um adolescente sofre de problemas psicológicos sérios ou trauma, não é surpresa que ele vá adiante com esse jogo até o fim”, disse ela.

​O jogo foi revelado em Maio de 2016 graças às investigações do jornal russo Nôvaia Gazeta. Estudando dados e causas de suicídios entre adolescentes russos, os jornalistas descobriram que mais de 100 dos jovens haviam cometido suicídio entre Novembro de 2015 e Abril de 2016 eram membros de comunidades na internet associadas de alguma maneira ao jogo da Baleia.

​Quando o principal líder do grupo, Philip Budeikein, de 21 anos, foi preso; os seus seguidores já haviam viralizado o jogo infernal pelas redes de todo mundo. Em fevereiro de 2017 o Centro Público Russo para Tecnologias de Internet registraram um novo pico no número de posts com essas hashtags, que começaram a aparecer no Instagram a uma frequência de uma por minuto! Em março de 2017, as autoridades da Rússia estavam investigando aproximadamente 130 casos de suicídio relacionados ao fenômeno. O jogo mortal chegou também a Europa onde fez até agora quase quatrocentas vítimas!

​A revista Veja on line, nestes últimos dias citou o caso de uma adolescente que em depressão entrou por engano neste jogo. Diz a entrevista: “Uma mulher se apresentou como curadora e a chamou para uma conversa privada. A adolescente conta que a curadora fez perguntas sobre ela e pediu que cortasse a perna – fazendo um desenho de uma estrela – e enviasse a foto. Só depois disso, ela seria aceita no grupo real”.

​Supostamente, o “jogo” envolve 50 desafios que precisam ser realizados quase sempre pela madrugada (4.20h) durante 50 dias. Alguns destes desafios envolvem a auto-mutilação, e a última tarefa-missão é o suicídio. Os seus idealizadores e mercadores da morte estudam as pessoas através do Facebook, e depois mandam convites. Todos os dias são criados novos grupos que nem sempre aparecem com o nome original. Alguns se chamam ”casa solitária”, “Estou no jogo”, “Acorde-me às 4.20h”, etc. Os grupos são coordenados pelos chamados “curadores” que convidam, aceitam, passam os desafios e os cobram. São eles que ameaçam os que desejam deixar o jogo, usando quase sempre a mesma frase: “Nós iremos atrás de você e de sua família”.
​Vejamos os cinco primeiros desafios:
1. Com uma navalha, escreva a sigla “F57” na palma da mão e em seguida enviar uma foto para o curador.
2. Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã, mas não pode ser qualquer filme, o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu.
3. Corte seu braço com uma lâmina, “3 cortes grandes” mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível.
4. Desenhe uma baleia azul e enviar a foto para o curador.
5. Se você está pronto para se tornar uma baleia escreva “SIM” em sua perna. Se não, corte-se muitas vezes “Castigue-se”.
Olhem os últimos:
45. O curador indicará a data da sua morte, e você aceitará.
46. Acorde as 4:20 e vá a uma estrada de ferro.
47. Não fale com ninguém o dia todo.
48. Fazer um voto de que você é realmente uma Baleia Azul.
49. Todos os dias, você deve acordar às 4:20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir música que “eles” lhe enviam, fazer 1 corte em seu corpo por dia, falar “com uma baleia”.
50. Tire sua própria vida.
​Pelo que percebi nestes dias pesquisando, estão vindo do Sul do País os primeiros alertas. A secretaria de saúde de Porto Alegre já emitiu nota sobre o fenômeno. O secretário de Segurança do Paraná, Wagner Mesquita, fez um apelo para que os jovens “não cedam a ameaças” do jogo Baleia-Azul, durante entrevista coletiva, em que anunciou a criação de uma força-tarefa para identificar os responsáveis pelos desafios, nesta quarta-feira, 19 de Abril.
​Até o presente momento foi lúcida, proativa e esclarecedora a fala do prefeito de Curitiba Rafael Greca que nomeou o jogo como “uma desgraça que chegou a Curitiba” e disse que os jovens e famílias da capital ”não merecem acreditar que a morte vale a pena, que o suicídio é bom e que a mutilação é necessária”. Falando as famílias, ele alertava: “Você precisa nos ajudar a reagir. Se você tem adolescentes, procure acolhê-los, trazê-los para perto de si. Se observar comportamento estranho de madrugada, reaja, interfira. Não os rejeite, mas traga-os para a conversa”. Greca ainda assinalou que o município acionou uma rede de proteção à vida, através de órgãos de segurança e da Polícia Federal. “Vamos trabalhar no sentido de alertar e prevenir essa praga moderna” acrescentou.

​O prefeito parece ter tocado em dois pontos fundamentais segundo o meu parecer: A família e o diálogo. Tive ainda mais certeza quando assistia um noticiário que trazia um caso de uma ocorrência do Mato Grosso do Sul. Uma professora conseguiu obter mensagens do telefone de um adolescente que tinha como desafio envenenar trinta crianças de três colégios diferentes. Na mensagem ele pedia perdão para todos os pais. Perguntei-me porque ele não teve abertura para falar com os próprios pais…
​Angela Bley, psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. “O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família.”
​Difícil, mas urgente e necessário neste momento é o desafio de resgatarmos vínculos reais (a começar pelos familiares) numa cultura completamente virtual. Para uma geração que quase vive virtualmente, é pedir demais? Quantos adultos olham mais os celulares que os filhos? Podemos trocar o verbo jogar pelo verbo conversar? Quem são os primeiros a colocar os jogos nas mãos dos filhos? Encantei-me ao ver esta semana em uma oficina de arte-terapia o primeiro desenho no tecido de uma menina de sete anos…
​Algumas dicas de especialistas podem nos ajudar a refletir e repensar nosso comportamento com a geração y:
1. Fique atento à mudança de comportamento;
2. Compartilhe projetos de vida;
3. Abra espaço para diálogo;
4. Adolescentes devem buscar aliados e
5. Escolas podem criar iniciativas pela vida

​Ainda neste contexto deste jogo mortal, alguém corajosamente afirmava: ”Os nossos jovens estão se suicidando, e cada vez mais, porque a gente não presta atenção neles. Não é o desafio da Baleia-azul que está matando os nossos adolescentes. É a nossa insensibilidade”. Recordei-me, então de palavras proféticas da Madre Teresa de Calcutá: “A maior doença do Ocidente hoje não é a lepra nem a tuberculose; é ser indesejado, não ser amado e ser abandonado. Nós podemos curar as doenças físicas com a medicina, mas a única cura para a solidão, para o desespero e para a desesperança é o amor. Há muitas pessoas no mundo que estão morrendo por falta de um pedaço de pão, mas há muito mais gente morrendo por falta de um pouco de amor. A pobreza no Ocidente é um tipo diferente de pobreza não é só uma pobreza de solidão, mas também de espiritualidade. Há uma fome de amor e uma fome de Deus”.
​Sim, tudo indica que a cultura da morte atual continua fazendo suas vítimas e se atualizando porque falta Deus, e, portanto, falta amor!
​Esta iniciativa do mal poderia também nos levar a pensar o quanto estamos sendo lentos para o bem. Até quando os filhos das trevas, no dizer de Jesus, serão mais espertos que nós? Um exemplo, porém, de reação positiva foi criada por uma dupla de publicitários paulistanos que resolveu divulgar uma versão positiva do game: O ”Baleia Rosa”! Com otimismo, criaram 50 tarefas que fazem o bem ao outro e ao próprio jogador. Entre as propostas da “baleia do bem” estão tarefas como “Converse com alguém com quem você não fala há muito tempo” e “Grite na rua: eu me amo”. Isto sim nos dá esperança! Isto sim é digno da adolescência e da juventude! O Projeto de São Paulo me faz lembrar o apelo de ”Globalização da solidariedade” do Papa João Paulo II e a ”Cultura do encontro” do Papa Francisco. Também penso na música da jovem curitibana Ana Vilela, trem bala, quando ela fala de uma “chuva de vida que cai sobre nós”. É desta chuva que as novas gerações precisam!

​Sim, vamos rezando, amando, unidos pelo bem, educando as gerações com nossas atitudes para as virtudes que podem trazer novamente esperança para nosso país neste tempo de profunda crise moral, e colaborando para que esta “onda” passe o mais rápido possível e leve novamente a Baleia-Azul para o fundo do mar…”

Por Padre Dudu

20 de Abril de 2017

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A Difícil arte de existir e de se medir

Se a vida fosse uma novela ou série de TV, nós seríamos os protagonistas na juventude, cheios de razão, certezas e ideias. A juventude tem o poder de tornar seu portador inabalável, enquanto que toda existência, ao seu redor, se manifesta como uma grande plateia.

O tempo passa, enquanto que ganhamos a experiência com a idade. A razão absoluta se torna relativa. As certezas perdem espaço para as incertezas do cotidiano. As ideias próprias se esvaziam, cedendo espaço ao pensamento comum e coletivo. Dessa forma, deixamos de valorizar a singularidade, para nos tornarmos parte de algo maior do que nós mesmos, como a família, a religião e o convívio social. Simplesmente, nos tornamos atores coadjuvantes da vida das outras pessoas, enquanto que abandonamos o estrelado do nosso ego, assumindo um dos assentos no meio da multidão.

Não se preocupe, pois tais percepções são normais e naturais no ser humano, por causa da sua necessidade social de fazer parte de algo maior que sua própria existência. Seu ego ocupou o lugar esperado no seu tempo, enquanto que sua alma amadureceu entre seu nascimento e a velhice.

Agora, você está pronto para continuar a jornada, num mundo com paz, amor, tolerância, cumplicidade e sucesso, porque a pessoa só pode dar aquilo que tem, mesmo que a porção seja pouca.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Precisamos buscar o verdadeiro espírito do Natal continuamente

É no momento da crise, que o ser humano consegue alcançar os extremos da sua essência, que pode decair à sobrevivência selvagem ou se elevar à nobreza da existência singular por si mesma. Logo, diante da crise econômica e financeira que testemunhamos, que foram provocadas pela crise ética e moral, que assolam a sociedade brasileira há décadas, várias famílias não poderão comprar os presentes, em conformidade à tradição consumista, ora por causa do déficit na renda familiar, dos problemas nos negócios ou por causa do fantasma do desemprego. Mas, a questão é: – Quem foi que disse que o Natal é a festa do consumismo e da troca dos presentes entre as pessoas? – Quem foi que reduziu uma data tão nobre no seu significado para uma relação de troca, banhada por bebidas e comidas, que se estende até o primeiro dia do ano, conforme o calendário gregoriano? – Precisamos fazer tais perguntas para compreendermos o presente e como chegamos até aqui, nesta encruzilhada ideológica que coloca o material acima do espiritual e da própria essência fraterna da família.

O Natal é uma festa cristã, baseada nos princípios universais da fé, da família, do amor e da caridade, cujo cenário do nascedouro do menino Jesus é representado pelos presépios ou pela liturgia teológica nas igrejas, que expressam o período de perseguição aos recém-nascidos judeus, levando José e Maria a se exilarem, declinando a trama do nascimento do messias cristão dentro de um celeiro, sem luxo ou ostentação. Os reis magos, que seguiram a grande estrela, lhe trazem presentes espirituais, tais como a fé, o amor e a caridade, elevando o celeiro com a conexão estabelecida entre àqueles que davam com aqueles que recebiam e retribuíam.

O espírito do Natal está diretamente ligado ao sentimento e à expressão humana do afeto e do carinho, cujo presente somos nós mesmos, quando seguramos uns aos outros no momento da alegria e da tristeza. Logo, não perca seu tempo enfrentando filas ou se endividando pelos próximos doze meses para comprar presentes materiais, quando o maior presente é você, dando aquele abraço apertado no seu próximo, expressando o amor através das atitudes.

Embora pareça pouco diante do consumismo, o afeto, o carinho, o amor e a caridade podem transformar um único momento num episódio mágico, que ficará registrado pela eternidade. Tais virtudes não separam, mas agregam a diversidade, o respeito e a tolerância entre os povos e as pessoas. Logo, não tenho dúvida de que o seu abraço de hoje poderá pacificar o conflito do amanhã, porque você se colocou no lugar do próximo, agora.

Assim, como estamos no ano 5777, no Shabat do dia 24 do mês de Kislev, cuja data natalina coincide com o Chanuká (A Festa das Luzes), eu termino desejando um feliz natal fraterno aos meus amigos cristãos e Chag Chanukah Sameach à comunidade judaica e aos exilados, porque estamos conectados ao Eterno e uns aos outros, compondo a harmonia com a criação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Momento de reflexão sobre as Eleições Riobonitenses

Ao contrário do que o grupo político do Mandiocão pensa, eu gostaria muito que a situação dele estivesse definida antes da eleição, para que a democracia fosse exercida na plenitude. Sem neuras, medos ou dúvidas. Mas, foi o próprio candidato que quis assim. Ele chegou aqui com suas próprias escolhas e decisões. Aliás, ele decidiu passar por cima de tudo. Havia a presunção na vitória, que levou a maioria a não compreender o contexto, que tornou a Câmara Municipal inútil e a função do vereador, como fiscal da lei, sem sentido. Se isso for adiante, os prefeitos poderão torrar todo o dinheiro público, porque não acontecerá nada. Essa é a mensagem transmitida à sociedade e a opinião pública. A questão final é: – Quem vencerá no interior do eleitor? – A razão ou a emoção? O caso ficou mais latente, quando o STF definiu a soberania da Câmara Municipal em 10/08/2016. Logo, se o eleitor for pelo conhecimento e pela razão, já saberá o que fazer nas urnas. Todavia, se o eleitor for pelo coração, não há o que se discutir. O voto é o voto. É o momento singular e exclusivo entre o eleitor, a urna e todo o resto da sua vida.
Por Nadelson Costa Nogueira Junior
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Minha homenagem ao médico Paulo Cordeiro…

É difícil tecer qualquer comentário em relação aos fragmentos percebidos de uma personalidade, cuja intimidade nunca me foi compartilhada pelos anseios do destino. Mas, a pedido da minha esposa, escreverei, na tentativa de juntar os fragmentos dos relatos e das experiências das pessoas que tiveram a honra de conhecê-lo em vida e que sempre compartilharam dos seus bons fluídos com o mundo.

Como o super-homem estudando e aprendendo o conhecimento do universo no seu Palácio da Solidão, ele se isolou com sua família numa chácara, mas nunca abandonou seu jaleco de médico ou o exercício da caridade, quando solicitado, tanto aos amigos quanto aos estranhos.

Muito além do médico notório, sempre foi evidente a figura humana, paterna e amorosa, que abraçou sua esposa, seus dois filhos e netos, num amor incondicional, que era estendido aos seus amigos, baseado nessa mesma lealdade e confiança. E assim, ele se tornava o conselheiro, o amigo e o pai de todos, auxiliando na renovação cotidiana daqueles mais próximos.

Com a mesma serenidade e dedicação que o Paulo Cordeiro trouxe ao mundo em vida, tenho a certeza que assim o fará após a travessia ao plano espiritual, porque a morte é a passagem da consciência e da própria existência para outro nível da realidade, que está diretamente ligado ao nosso, como a doutrina de dois mundos. Logo, não tenho dúvida de que ele continuará vestindo seu jaleco branco, exercendo a medicina na caridade, auxiliando seus pares e o nosso Hospital Regional Darcy Vargas.

No final dessa jornada, meu caro leitor, mesmo com os olhos secos ou cheios de lágrimas, não teremos como negar de que foi construída uma corrente do bem, que se propagará por gerações entre seus familiares, amigos e pacientes, porque a luz se propaga e mostra novos caminhos àqueles que estão preparados e anseiam por um mundo melhor. Um milagre foi feito nessa vida, enquanto que somos o resultado e as testemunhas, mesmo que tenha sido no anonimato.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O desenvolvimento sustentável e a conexão entre o passado, presente e futuro

“Voltando a história do Brasil, tivemos o ciclo do ouro, da cana de açúcar e do café. E, no pós-guerra com Getúlio Vargas, iniciou-se a revolução industrial, com mais de um século de atraso em relação à Inglaterra, que foi a pioneira. Assim sendo, houve muitos benefícios, mas também consequências maléficas, tais como o êxodo rural e a poluição, enquanto que as industrias se centralizaram em determinados lugares, como por exemplo o ABCD paulista, muitos problemas foram criados devido à falta de infraestrutura. Resumindo, as cidades ou regiões, independentemente de onde se situam geograficamente,  esqueceram de desenvolver uma política pública de auto sustentabilidade, aproveitando suas características próprias para o desenvolvimento de uma economia regional! Na minha opinião, é isto que precisa ser implantado, incucado,… Para que dessa forma não venhamos depender dos estaleiros em Niterói, do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro), etc. Uma das causas do processo da falência latente, na minha opinião, foi exatamente a implantação de um complexo, erro já cometido no passado, já que a descentralização evita vários problemas, tais como o aumento nos aluguéis, falta de moradia, custo de vida alto, consumo de supérfluos, desmatamento, poluição, formação de favelas, etc. Quem não aprende com o passado, continua errando no presente e no futuro. É isso, que penso.”

Por Ruth Léa Flores de Sá

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Uma Sessão de Tortura contínua para a Humanidade

Valorizamos a vida de forma demasiada, quando deveríamos valorizar a nobreza na existência por si só. O problema é que a humanidade só se depara com a realeza de tal contradição, quando a guerra está à sua porta, com uma arma mirando seu peito ou a faca tocando sutilmente seu pescoço.

Sob o vício inevitável da morte, até o pior dos seres consegue encontrar a falsa humildade para ludibriar o inquisidor. Mesmo que tenha que se rastejar e entregar todo seu círculo.

A garganta do delator fica seca, enquanto que seus olhos lacrimejam. Suas mãos tremem, enquanto os lábios suplicam pela vida. Quanto maior for o requinte na crueldade, maiores serão os gritos de agonia e súplicas do perdão, cujo merecimento se fez distante do seu testemunho moribundo.

A maioria pensará que estou falando dos vivos, mas não estou, tendo em vista que a morte nesse plano é um rito de passagem para uma dimensão mais densa, profunda e complexa da existência universal, pois existem pessoas que estão vivas, mas já agem como mortas, enquanto que legiões de mortos buscam a vida, para nutrirem suas almas desgastadas pela mentira, pelo ódio, pela dor e sofrimento alheio.

No discurso alegórico das campinas cheias de verde e flores, há uma realidade que os portadores da luz não dizem, alegando a segurança espiritual e o despreparo da maioria dos seres humanos: – Há uma guerra no mundo espiritual, que está muito além do narcisismo individualista ou da propriedade inalienável da sua alma, cuja trajetória é cinza e está muito acima ou abaixo dos conceitos do bem ou do mal ou do certo e errado.

Simplesmente, megalópoles e cidades foram construídas, tendo como ponto de partida a crosta terrestre e os cemitérios. Nelas, são reproduzidas as sensações, os anseios e os delírios da nossa realidade, como um rádio em sintonia com sua estação predileta. As pessoas continuam seus hábitos e se aprimoram, ora para o crescimento da coletividade ou para a diminuição da fé e da caridade. Todavia, a escravidão é uma prática comum diante da crise da energia. Assim, como acontece com os fundamentalistas no nosso mundo, grupos e exércitos são nutridos continuamente no mundo espiritual, objetivando a manutenção da rede psíquica entre os vivos e os mortos, porque nós somos os produtores da matéria-prima que sustenta o caos, através dos nossos sentimentos e do ectoplasma contaminado.

Há um momento, que temos que exercer a faculdade do juízo e decidir entre dar continuidade aos caos, na esperança de que o agente recupere sua luz e retorne à unicidade, ou aplicar a segunda morte, o que declinará na transmutação da consciência da vítima ao plano, cuja matéria não existe, vislumbrando que o milagre ou o total esquecimento da existência aconteçam. A questão é somente uma: – Qual seria o mínimo de humanidade exigido para continuarmos ou desistirmos de uma fonte de informação, cujo ruído e a dúvida se farão constantes, salvo a manifestação da intervenção divina e do milagre por si só? – Não importa. Porque o trabalho precisa ser mantido e propagado, em nome da segurança da maioria, enquanto que todos são vítimas do seu próprio conhecimento.

Por fim, cumpra seu papel legítimo na criação. Seja justo com todos e faça sua parte na manutenção da luz. Evite os atos e as pessoas que poderão colocá-lo numa sessão de tortura, porque o mal se degenera sozinho, até se consumir por inteiro. Logo, ele só continuará, se tiver sua ajuda.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Honestidade comigo mesmo

A vida não é feita dos sonhos, mas dos projetos. Os sonhos estão no lúdico e no imaginário individual humano. Os projetos estão nas mãos e no cérebro humano para serem executados, com planejamento, prazo e investimento. Logo, precisamos trocar os sonhos pelos projetos.

Considerando minha origem humilde, tive que optar pelos projetos desde cedo, dedicando meu tempo e trabalho na capitalização, objetivando manter e garantir a integridade da minha família. Aliás, não existe investimento mais longo que esse, cujos resultados serão percebidos na presença dos netos.

Eu tenho o projeto de me aposentar e morar fora do Brasil por algum tempo. Assim, me imagino tomando água de coco no golfo do caribe ou escrevendo sob o sol da toscana. Todavia, honestamente, meu projeto se tornará um sonho, tendo em vista que o governo pretende aumentar o tempo de serviço e a idade para a aposentadoria. Em suma, morrerei trabalhando, como um martelo velho, que bate continuamente na cabeça do prego enferrujado no assoalho da casa.

Meu projeto é viver um dia de cada vez, na esperança de ludibriar os indicadores sociais e econômicos, bem como ter prioridade em tudo. Eu quero envelhecer com dignidade e a cabeça erguida. Quero abraçar minhas oliveiras e admirar a complexidade do copo d`água sobre a mesa, com a toalha branca.

Não tenho tempo para ficar lamentando, enquanto que abro mão de tudo para curtir a alegria da minha pequena família, porque, na honestidade da alma, fui compelido a fazer escolhas que paralisaram antigos projetos por causas maiores. Se tudo acontecer dentro do planejado, já haverá grande resultado na próxima geração, mesmo que não esteja por aqui para testemunhar.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Se observarem os brasileiros no trânsito, compreenderão o Brasil

Compreender o comportamento social do brasileiro é complexo, porque o pedestre atravessa a rua no sinal verde para os carros, enquanto que a faixa se tornou um enfeite para os pedestres e motoristas. Por outro lado, os motoristas atravessam o sinal vermelho e criam suas próprias regras no trânsito. Por exemplo, param os carros nas calçadas, enquanto que os pedestres trafegam pelas ruas. No final, o discurso majoritário culpa o governo, porque não investiu na educação pública, mas instalou um complexo sistema de radares, objetivando aumentar a arrecadação através da multa por ultrapassagem do limite da velocidade. E assim, continuamos a tradição da lei para inglês ver.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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O Brasil precisa exercer a anarquia para amadurecer sua democracia

recadox-com-br-a-anarquia-economica-da-sociedade-capitalista-de-hoje-em-12209T2x4pMyJ0O governo subiu os impostos, as taxas e os tributos, ao ponto de tornar inviável o consumo dos produtos eletrônicos, eletrodomésticos e automobilísticos. Simplesmente, as pessoas não estão consumindo tais utensílios, porque não sobra dinheiro no final do mês, enquanto que as contas estão fechando no vermelho, transformando a inadimplência numa bola de neve descontrolada, cujos efeitos afetam a economia nacional e doméstica.

Há outro parâmetro que não vi qualquer jornalista comentar no momento: – O SEDEX e o PAC, que são os serviços de entrega oferecidos pelos correios. Essa semana, deixei de realizar a compra de dois produtos baratos, cuja compra total fecharia em R$36,00, porque o SEDEX ficaria em, aproximadamente, R$46,00. Em suma, eu pagaria mais pelo transporte do que pelo produto em si. Essa dinâmica é aplicada nos correios, nos combustíveis, na energia elétrica, na água, no gás e em tudo que consumimos.

Não me importo em pagar até 40% daquilo que recebo como fruto do meu suor e trabalho, quando é possível ver os valores aplicados na sociedade, através da saúde, educação, segurança e na prestação dos demais serviços públicos, com qualidade. O problema é que o Governo só suga e se recusa em dar a contrapartida daquilo que lhe é obrigado pela Constituição Federal, alegando que Estado deve ter a atuação mínima na economia e nas suas próprias obrigações, aproximando os Poderes Executivo e Legislativo à nobreza do antigo Império Brasileiro, com suas ilustrações, cargos e salários sem sentido para a sociedade.

No final, sou obrigado a expressar algo, que jamais pensei que poderia ser pensado ou escrito: – Acho que precisamos pensar na ausência do Estado na teoria, porque sua ausência já é um fato notório na realidade. Talvez, a solução para a desordem histórica da nossa nação seja a anarquia, lançando a responsabilidade do Poder Legislativo nas mãos dos cidadãos, que falarão por si mesmos, através da internet, tornando desnecessária a existência do poder Legislativo como o conhecemos, com seus deputados e senadores, com seus gabinetes cheios de cargos comissionados, por onde escoam os apadrinhamentos e considerável parte do dinheiro público, que deveria ser investido na saúde, na educação e segurança da nação brasileira.

Historicamente, a imprensa constrói a ideia de que a culpa de todo o caos está na nação brasileira, quando, na realidade, a culpa é única e exclusivamente do Estado, que transforma Presidentes em Reis, Deputados e Senadores em Nobres, colocando o povo na condição de servos e escravos. Logo, os brasileiros não precisam carregar tamanho peso em suas costas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior