despedida

A Hora da Partida

O momento da partida sempre é difícil para quem fica e para quem parte, porque, por mais que a sociedade se sustente no individualismo como a unidade mínima, sempre ficarão os fragmentos das impressões e das experiências de uma pessoa para outra.

Somos viajantes do tempo e das emoções, transferindo a bagagem continuamente com o próximo. Ora temos a sobrecarga do peso, ora não temos peso algum. E assim, vamos compensando uns com outros e vice-versa, numa solidariedade que se prende ao afeto e à afinidade, porque, no final, aquilo que parece ser o sacrífico ou um castigo, pode ser a oportunidade do ajuste e da aproximação.

Ninguém disse que a partida seria fácil, mas temos que ir, sem data, local e hora anunciados pelo além. Logo, é importante praticar a justiça, o respeito, o arrependimento e o perdão, devendo lembrar que a vida precisa ser sincera e plena, porque o corpo possui prazo de validade e, ao contrário do espírito, sua essência é mortal.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 14 de julho de 2018.

 

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Eu amo ser vizinho do Estúdio de Dança Sonharte

Em 2016, eu vi nascer o Estúdio de Dança Sonharte, literalmente ao lado da minha casa e colado no meu muro. Lembro-me que minha filha se interessou no primeiro momento em que viu as crianças, vestidas de bailarinas, se direcionarem à casa do vizinho, que estava se transformando em algo extraordinário, que, talvez, nem a própria idealizadora do projeto e professora de dança, Caroline Rodrigues, não poderia imaginar.

Ao longo do ano de 2016, era comum o fluxo dos carros e das famílias que vinham deixar ou buscar suas filhas no ballet, enquanto que era prazeroso ver o brilho nos olhos, o sorriso e a satisfação nos rostos daquelas meninas e suas respectivas mães e avós, que acompanharam e ainda acompanham a jornada semanal em busca da perfeição na coreografia, através da prática, dedicação, disciplina e, principalmente, do companheirismo e do trabalho em equipe.

Com dois anos de existência e dois espetáculos anuais apresentados no Teatro da CDL, Entre Laços em 2016 e Estações em 2017, fui a testemunha de um processo de transformação de uma geração de crianças e adolescentes que se descobriram nas artes e que estão investindo em planos maiores para o futuro, ora para dançar profissionalmente ou para atender aos anseios da alma. Mas, uma coisa é certa: – O Estúdio de Dança Sonharte não ensina só dança aos seus alunos, porque ele se tornou um espaço de convivência social e cultural, além de uma referência positiva para as crianças e suas respectivas famílias se reunirem, conversarem sobre o cotidiano e o momento destas pessoas pequenas, que possuem muitas ideias e qualidades para melhorar o mundo, através do amor, do sorriso, da sinceridade e da ingenuidade, quebrando as barreiras da indiferença e agregando valores, através da inclusão social. Isso é visível diariamente, quando as mães esperam suas filhas durante as aulas ou são realizados os eventos internos, tais como os chás, festas da fantasia e amigos ocultos.

O Estúdio de Dança Sonharte nunca me incomodou como vizinho, pai, filho, marido e cidadão. Muito pelo contrário, tendo em vista que ele trouxe vida à Rua Santa Clara, localizada no centro de Rio Bonito. Desde o início de 2017, o repertório musical das aulas e das coreografias, que iam de Antonio Vivaldi à música contemporânea, infelizmente, desapareceu em função do isolamento acústico provocado pela instalação do sistema de climatização no estabelecimento. Eu adorava degustar o café da manhã com o som solitário do piano, que me vinha muito baixo, aos  40 decibéis, conforme o aplicativo de medição do meu celular. Todavia, a surpresa no último espetáculo foi maior, porque eu não sabia, sequer, a trilha sonora.

Por fim, o Estúdio de Dança Sonharte, localizado na Rua Santa Clara, nº 99, centro, Rio Bonito – RJ, estará matriculando a partir do dia 01/02/2018, das 14:00 às 18:00 horas, oferecendo aulas de ballet, jazz, contemporânea, dança de salão, dança do ventre, hip hop (danças urbanas), dança materna e ministerial, com as modalidades distribuídas para o público infantil, jovem e adulto, porque a dança é a arte em movimento.

 

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Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Estúdio de Dança Sonharte se superou na apresentação do seu segundo espetáculo em 2017

Nos dias 21 e 22 de dezembro de 2017, o Estúdio de Dança Sonharte realizou seu segundo espetáculo, ESTAÇÕES, no Teatro da CDL Rio Bonito, apresentando 26 coreografias, cuja essência transcorria com as quatro estações do ano solar de uma dança para outra, trazendo uma nova interpretação das “Quatro Estações” de Antonio Vivaldi e o “Sonho de uma noite de Verão” de William Shakespeare, com direito às fadas, elfos da floresta, encantos, magia, violoncelo, mixagem, luzes e a arte em constante movimento.

Lembro-me de que fiquei surpreendido com a qualidade e o sincronismo na dança do ventre e no hip hop em 2016, quando a diretora Caroline Rodrigues inaugurou o projeto, apresentando o espetáculo “Entre Laços”, com a participação da R.I.O Companhia de Dança. Meu coração palpitava com o ritmo, a alta performance dos dançarinos e o nível de dificuldade da coreografia. Em 2017, não foi diferente, porque eu testemunhei a evolução, a revolução e a disciplina de toda uma geração de alunos, que se aperfeiçoaram ao longo de um ano e deram um show diante do público.

Seguindo uma sequência rítmica variável, as coreografias saltavam do clássico ao contemporâneo, sem perder a essência e a coerência, construindo uma sensível paisagem temática, que era perceptível na plateia, como que se o teatro estivesse em outra dimensão. Uma outra característica profunda no espetáculo foi a maturidade e a busca pela perfeição por parte dos alunos, o que elevou o Teatro da CDL ao nível do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, porque não é o lugar que se transforma por si só, salvo a manifestação humana.

A advogada e professora universitária, Ilana Aló, criou um personagem na dança teatral, que eu carinhosamente apelidei de “a filósofa francesa solitária”, por causa da boina, da caricatura e a encenação, cuja interpretação já se tornou uma marca registrada nas apresentações do Estúdio de Dança Sonharte, uma vez que todo o contexto da ópera me levou à reflexão da solidão e da beleza no meio das adversidades no cotidiano e na própria arte, ora numa estação de trem, ora na sala do apartamento cubículo em Paris, vivendo a variação das emoções, do tempo, das estações do ano e do aprimoramento humano.

Mais uma vez, a apresentação do Hip Hop roubou a cena da noite, mas não foi somente pela energia do ritmo e da coreografia, mas, pelo simples fato de que a R.I.O Companhia de Dança ingressou no projeto ao longo do ano de 2017 e apresentou a primeira turma do Estúdio Sonharte, quebrando tabus e afirmando ao público que a arte é acessível a todos, sem exceção.

Por fim, que venha o espetáculo de 2018, com mais ballet, dança do ventre, sapateado, flamenco e a tão esperada dança de salão. Que a Caroline Rodrigues e a equipe do Estúdio de Dança Sonharte nos surpreendam novamente com a evolução e o amadurecimento dos alunos, porque, quando eu me sento na plateia, sou transportado para as coreografias, enquanto que saio de lá melhor e com a certeza de que o a humanidade seria nada sem a arte, a música, a dança e o pensamento.

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Por Nadelson Costa Nogueira Junior

tua-eternidade

O Complexo Contínuo da Eternidade

Os dias estão mais curtos e os anos pequenos.

A velhice é inevitável na ordem da vida.

Ontem, ele me carregava em seus braços.

Hoje, eu aguardo sua visita eternamente.

Tento ensinar minha filha o certo,

Que é acreditar em Deus e praticar a justiça e a caridade.

 

Todavia, tenho medo de perder a crença e os valores,

Porque o mundo está ao contrário e acelerado,

Com as pessoas cheias de si e cultuando a vaidade.

Elas não percebem que estão perdendo o tempo,

Que é a única moeda com o valor da verdade.

 

Quando um único segundo passa,

Ele leva parte de todos consigo,

Sem direito ao reembolso ou a devolução.

Por fim, lembre-se da sua mortalidade…

E que ela sempre perderá para o infinito,

Com seu complexo contínuo da eternidade.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

Padre-Dudu-Braga

Baleia-Azul…Permaneça no mar. Texto de Padre Dudu

“Baleia-Azul Volte para o Mar!
​Nem o nome do jogo, nem o país de seu nascimento são uma coincidência! Biólogos afirmam que a Baleia-azul, um dos maiores mamíferos do mundo, possui um comportamento suicida. Ao se perceberem doentes, nadam até a areia das praias para encalharem e perderem a vida. No trajeto, geralmente podem levar outras baleias sadias consigo. Já a Rússia está desde o ano de 2013 em primeiro lugar na lista de maior índice de suicídio dentre os países da Europa. Não se pode esquecer que a Rússia é o maior país do planeta!
​Tudo leva a crer que este jogo mortal chamado de “Baleia Azul (Blue Whale) foi planejado minuciosamente. Interessante foi a análise feita em primeira mão por uma psicóloga russa:
​ ”Dá a impressão de que as tarefas foram colocadas por psicólogos experientes. Tudo foi feito muito profissionalmente”, disse à Gazeta Russa a pesquisadora do Instituto de Psicoterapia e Psicologia Clínica, Anastassía Deliáguina.

​”Falando em termos gerais, as crianças são atraídas por qualquer mistério, especialmente se for relacionado à morte. Além disso, se um adolescente sofre de problemas psicológicos sérios ou trauma, não é surpresa que ele vá adiante com esse jogo até o fim”, disse ela.

​O jogo foi revelado em Maio de 2016 graças às investigações do jornal russo Nôvaia Gazeta. Estudando dados e causas de suicídios entre adolescentes russos, os jornalistas descobriram que mais de 100 dos jovens haviam cometido suicídio entre Novembro de 2015 e Abril de 2016 eram membros de comunidades na internet associadas de alguma maneira ao jogo da Baleia.

​Quando o principal líder do grupo, Philip Budeikein, de 21 anos, foi preso; os seus seguidores já haviam viralizado o jogo infernal pelas redes de todo mundo. Em fevereiro de 2017 o Centro Público Russo para Tecnologias de Internet registraram um novo pico no número de posts com essas hashtags, que começaram a aparecer no Instagram a uma frequência de uma por minuto! Em março de 2017, as autoridades da Rússia estavam investigando aproximadamente 130 casos de suicídio relacionados ao fenômeno. O jogo mortal chegou também a Europa onde fez até agora quase quatrocentas vítimas!

​A revista Veja on line, nestes últimos dias citou o caso de uma adolescente que em depressão entrou por engano neste jogo. Diz a entrevista: “Uma mulher se apresentou como curadora e a chamou para uma conversa privada. A adolescente conta que a curadora fez perguntas sobre ela e pediu que cortasse a perna – fazendo um desenho de uma estrela – e enviasse a foto. Só depois disso, ela seria aceita no grupo real”.

​Supostamente, o “jogo” envolve 50 desafios que precisam ser realizados quase sempre pela madrugada (4.20h) durante 50 dias. Alguns destes desafios envolvem a auto-mutilação, e a última tarefa-missão é o suicídio. Os seus idealizadores e mercadores da morte estudam as pessoas através do Facebook, e depois mandam convites. Todos os dias são criados novos grupos que nem sempre aparecem com o nome original. Alguns se chamam ”casa solitária”, “Estou no jogo”, “Acorde-me às 4.20h”, etc. Os grupos são coordenados pelos chamados “curadores” que convidam, aceitam, passam os desafios e os cobram. São eles que ameaçam os que desejam deixar o jogo, usando quase sempre a mesma frase: “Nós iremos atrás de você e de sua família”.
​Vejamos os cinco primeiros desafios:
1. Com uma navalha, escreva a sigla “F57” na palma da mão e em seguida enviar uma foto para o curador.
2. Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã, mas não pode ser qualquer filme, o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu.
3. Corte seu braço com uma lâmina, “3 cortes grandes” mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível.
4. Desenhe uma baleia azul e enviar a foto para o curador.
5. Se você está pronto para se tornar uma baleia escreva “SIM” em sua perna. Se não, corte-se muitas vezes “Castigue-se”.
Olhem os últimos:
45. O curador indicará a data da sua morte, e você aceitará.
46. Acorde as 4:20 e vá a uma estrada de ferro.
47. Não fale com ninguém o dia todo.
48. Fazer um voto de que você é realmente uma Baleia Azul.
49. Todos os dias, você deve acordar às 4:20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir música que “eles” lhe enviam, fazer 1 corte em seu corpo por dia, falar “com uma baleia”.
50. Tire sua própria vida.
​Pelo que percebi nestes dias pesquisando, estão vindo do Sul do País os primeiros alertas. A secretaria de saúde de Porto Alegre já emitiu nota sobre o fenômeno. O secretário de Segurança do Paraná, Wagner Mesquita, fez um apelo para que os jovens “não cedam a ameaças” do jogo Baleia-Azul, durante entrevista coletiva, em que anunciou a criação de uma força-tarefa para identificar os responsáveis pelos desafios, nesta quarta-feira, 19 de Abril.
​Até o presente momento foi lúcida, proativa e esclarecedora a fala do prefeito de Curitiba Rafael Greca que nomeou o jogo como “uma desgraça que chegou a Curitiba” e disse que os jovens e famílias da capital ”não merecem acreditar que a morte vale a pena, que o suicídio é bom e que a mutilação é necessária”. Falando as famílias, ele alertava: “Você precisa nos ajudar a reagir. Se você tem adolescentes, procure acolhê-los, trazê-los para perto de si. Se observar comportamento estranho de madrugada, reaja, interfira. Não os rejeite, mas traga-os para a conversa”. Greca ainda assinalou que o município acionou uma rede de proteção à vida, através de órgãos de segurança e da Polícia Federal. “Vamos trabalhar no sentido de alertar e prevenir essa praga moderna” acrescentou.

​O prefeito parece ter tocado em dois pontos fundamentais segundo o meu parecer: A família e o diálogo. Tive ainda mais certeza quando assistia um noticiário que trazia um caso de uma ocorrência do Mato Grosso do Sul. Uma professora conseguiu obter mensagens do telefone de um adolescente que tinha como desafio envenenar trinta crianças de três colégios diferentes. Na mensagem ele pedia perdão para todos os pais. Perguntei-me porque ele não teve abertura para falar com os próprios pais…
​Angela Bley, psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. “O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família.”
​Difícil, mas urgente e necessário neste momento é o desafio de resgatarmos vínculos reais (a começar pelos familiares) numa cultura completamente virtual. Para uma geração que quase vive virtualmente, é pedir demais? Quantos adultos olham mais os celulares que os filhos? Podemos trocar o verbo jogar pelo verbo conversar? Quem são os primeiros a colocar os jogos nas mãos dos filhos? Encantei-me ao ver esta semana em uma oficina de arte-terapia o primeiro desenho no tecido de uma menina de sete anos…
​Algumas dicas de especialistas podem nos ajudar a refletir e repensar nosso comportamento com a geração y:
1. Fique atento à mudança de comportamento;
2. Compartilhe projetos de vida;
3. Abra espaço para diálogo;
4. Adolescentes devem buscar aliados e
5. Escolas podem criar iniciativas pela vida

​Ainda neste contexto deste jogo mortal, alguém corajosamente afirmava: ”Os nossos jovens estão se suicidando, e cada vez mais, porque a gente não presta atenção neles. Não é o desafio da Baleia-azul que está matando os nossos adolescentes. É a nossa insensibilidade”. Recordei-me, então de palavras proféticas da Madre Teresa de Calcutá: “A maior doença do Ocidente hoje não é a lepra nem a tuberculose; é ser indesejado, não ser amado e ser abandonado. Nós podemos curar as doenças físicas com a medicina, mas a única cura para a solidão, para o desespero e para a desesperança é o amor. Há muitas pessoas no mundo que estão morrendo por falta de um pedaço de pão, mas há muito mais gente morrendo por falta de um pouco de amor. A pobreza no Ocidente é um tipo diferente de pobreza não é só uma pobreza de solidão, mas também de espiritualidade. Há uma fome de amor e uma fome de Deus”.
​Sim, tudo indica que a cultura da morte atual continua fazendo suas vítimas e se atualizando porque falta Deus, e, portanto, falta amor!
​Esta iniciativa do mal poderia também nos levar a pensar o quanto estamos sendo lentos para o bem. Até quando os filhos das trevas, no dizer de Jesus, serão mais espertos que nós? Um exemplo, porém, de reação positiva foi criada por uma dupla de publicitários paulistanos que resolveu divulgar uma versão positiva do game: O ”Baleia Rosa”! Com otimismo, criaram 50 tarefas que fazem o bem ao outro e ao próprio jogador. Entre as propostas da “baleia do bem” estão tarefas como “Converse com alguém com quem você não fala há muito tempo” e “Grite na rua: eu me amo”. Isto sim nos dá esperança! Isto sim é digno da adolescência e da juventude! O Projeto de São Paulo me faz lembrar o apelo de ”Globalização da solidariedade” do Papa João Paulo II e a ”Cultura do encontro” do Papa Francisco. Também penso na música da jovem curitibana Ana Vilela, trem bala, quando ela fala de uma “chuva de vida que cai sobre nós”. É desta chuva que as novas gerações precisam!

​Sim, vamos rezando, amando, unidos pelo bem, educando as gerações com nossas atitudes para as virtudes que podem trazer novamente esperança para nosso país neste tempo de profunda crise moral, e colaborando para que esta “onda” passe o mais rápido possível e leve novamente a Baleia-Azul para o fundo do mar…”

Por Padre Dudu

20 de Abril de 2017

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A Difícil arte de existir e de se medir

Se a vida fosse uma novela ou série de TV, nós seríamos os protagonistas na juventude, cheios de razão, certezas e ideias. A juventude tem o poder de tornar seu portador inabalável, enquanto que toda existência, ao seu redor, se manifesta como uma grande plateia.

O tempo passa, enquanto que ganhamos a experiência com a idade. A razão absoluta se torna relativa. As certezas perdem espaço para as incertezas do cotidiano. As ideias próprias se esvaziam, cedendo espaço ao pensamento comum e coletivo. Dessa forma, deixamos de valorizar a singularidade, para nos tornarmos parte de algo maior do que nós mesmos, como a família, a religião e o convívio social. Simplesmente, nos tornamos atores coadjuvantes da vida das outras pessoas, enquanto que abandonamos o estrelado do nosso ego, assumindo um dos assentos no meio da multidão.

Não se preocupe, pois tais percepções são normais e naturais no ser humano, por causa da sua necessidade social de fazer parte de algo maior que sua própria existência. Seu ego ocupou o lugar esperado no seu tempo, enquanto que sua alma amadureceu entre seu nascimento e a velhice.

Agora, você está pronto para continuar a jornada, num mundo com paz, amor, tolerância, cumplicidade e sucesso, porque a pessoa só pode dar aquilo que tem, mesmo que a porção seja pouca.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Precisamos buscar o verdadeiro espírito do Natal continuamente

É no momento da crise, que o ser humano consegue alcançar os extremos da sua essência, que pode decair à sobrevivência selvagem ou se elevar à nobreza da existência singular por si mesma. Logo, diante da crise econômica e financeira que testemunhamos, que foram provocadas pela crise ética e moral, que assolam a sociedade brasileira há décadas, várias famílias não poderão comprar os presentes, em conformidade à tradição consumista, ora por causa do déficit na renda familiar, dos problemas nos negócios ou por causa do fantasma do desemprego. Mas, a questão é: – Quem foi que disse que o Natal é a festa do consumismo e da troca dos presentes entre as pessoas? – Quem foi que reduziu uma data tão nobre no seu significado para uma relação de troca, banhada por bebidas e comidas, que se estende até o primeiro dia do ano, conforme o calendário gregoriano? – Precisamos fazer tais perguntas para compreendermos o presente e como chegamos até aqui, nesta encruzilhada ideológica que coloca o material acima do espiritual e da própria essência fraterna da família.

O Natal é uma festa cristã, baseada nos princípios universais da fé, da família, do amor e da caridade, cujo cenário do nascedouro do menino Jesus é representado pelos presépios ou pela liturgia teológica nas igrejas, que expressam o período de perseguição aos recém-nascidos judeus, levando José e Maria a se exilarem, declinando a trama do nascimento do messias cristão dentro de um celeiro, sem luxo ou ostentação. Os reis magos, que seguiram a grande estrela, lhe trazem presentes espirituais, tais como a fé, o amor e a caridade, elevando o celeiro com a conexão estabelecida entre àqueles que davam com aqueles que recebiam e retribuíam.

O espírito do Natal está diretamente ligado ao sentimento e à expressão humana do afeto e do carinho, cujo presente somos nós mesmos, quando seguramos uns aos outros no momento da alegria e da tristeza. Logo, não perca seu tempo enfrentando filas ou se endividando pelos próximos doze meses para comprar presentes materiais, quando o maior presente é você, dando aquele abraço apertado no seu próximo, expressando o amor através das atitudes.

Embora pareça pouco diante do consumismo, o afeto, o carinho, o amor e a caridade podem transformar um único momento num episódio mágico, que ficará registrado pela eternidade. Tais virtudes não separam, mas agregam a diversidade, o respeito e a tolerância entre os povos e as pessoas. Logo, não tenho dúvida de que o seu abraço de hoje poderá pacificar o conflito do amanhã, porque você se colocou no lugar do próximo, agora.

Assim, como estamos no ano 5777, no Shabat do dia 24 do mês de Kislev, cuja data natalina coincide com o Chanuká (A Festa das Luzes), eu termino desejando um feliz natal fraterno aos meus amigos cristãos e Chag Chanukah Sameach à comunidade judaica e aos exilados, porque estamos conectados ao Eterno e uns aos outros, compondo a harmonia com a criação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Momento de reflexão sobre as Eleições Riobonitenses

Ao contrário do que o grupo político do Mandiocão pensa, eu gostaria muito que a situação dele estivesse definida antes da eleição, para que a democracia fosse exercida na plenitude. Sem neuras, medos ou dúvidas. Mas, foi o próprio candidato que quis assim. Ele chegou aqui com suas próprias escolhas e decisões. Aliás, ele decidiu passar por cima de tudo. Havia a presunção na vitória, que levou a maioria a não compreender o contexto, que tornou a Câmara Municipal inútil e a função do vereador, como fiscal da lei, sem sentido. Se isso for adiante, os prefeitos poderão torrar todo o dinheiro público, porque não acontecerá nada. Essa é a mensagem transmitida à sociedade e a opinião pública. A questão final é: – Quem vencerá no interior do eleitor? – A razão ou a emoção? O caso ficou mais latente, quando o STF definiu a soberania da Câmara Municipal em 10/08/2016. Logo, se o eleitor for pelo conhecimento e pela razão, já saberá o que fazer nas urnas. Todavia, se o eleitor for pelo coração, não há o que se discutir. O voto é o voto. É o momento singular e exclusivo entre o eleitor, a urna e todo o resto da sua vida.
Por Nadelson Costa Nogueira Junior
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Minha homenagem ao médico Paulo Cordeiro…

É difícil tecer qualquer comentário em relação aos fragmentos percebidos de uma personalidade, cuja intimidade nunca me foi compartilhada pelos anseios do destino. Mas, a pedido da minha esposa, escreverei, na tentativa de juntar os fragmentos dos relatos e das experiências das pessoas que tiveram a honra de conhecê-lo em vida e que sempre compartilharam dos seus bons fluídos com o mundo.

Como o super-homem estudando e aprendendo o conhecimento do universo no seu Palácio da Solidão, ele se isolou com sua família numa chácara, mas nunca abandonou seu jaleco de médico ou o exercício da caridade, quando solicitado, tanto aos amigos quanto aos estranhos.

Muito além do médico notório, sempre foi evidente a figura humana, paterna e amorosa, que abraçou sua esposa, seus dois filhos e netos, num amor incondicional, que era estendido aos seus amigos, baseado nessa mesma lealdade e confiança. E assim, ele se tornava o conselheiro, o amigo e o pai de todos, auxiliando na renovação cotidiana daqueles mais próximos.

Com a mesma serenidade e dedicação que o Paulo Cordeiro trouxe ao mundo em vida, tenho a certeza que assim o fará após a travessia ao plano espiritual, porque a morte é a passagem da consciência e da própria existência para outro nível da realidade, que está diretamente ligado ao nosso, como a doutrina de dois mundos. Logo, não tenho dúvida de que ele continuará vestindo seu jaleco branco, exercendo a medicina na caridade, auxiliando seus pares e o nosso Hospital Regional Darcy Vargas.

No final dessa jornada, meu caro leitor, mesmo com os olhos secos ou cheios de lágrimas, não teremos como negar de que foi construída uma corrente do bem, que se propagará por gerações entre seus familiares, amigos e pacientes, porque a luz se propaga e mostra novos caminhos àqueles que estão preparados e anseiam por um mundo melhor. Um milagre foi feito nessa vida, enquanto que somos o resultado e as testemunhas, mesmo que tenha sido no anonimato.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O desenvolvimento sustentável e a conexão entre o passado, presente e futuro

“Voltando a história do Brasil, tivemos o ciclo do ouro, da cana de açúcar e do café. E, no pós-guerra com Getúlio Vargas, iniciou-se a revolução industrial, com mais de um século de atraso em relação à Inglaterra, que foi a pioneira. Assim sendo, houve muitos benefícios, mas também consequências maléficas, tais como o êxodo rural e a poluição, enquanto que as industrias se centralizaram em determinados lugares, como por exemplo o ABCD paulista, muitos problemas foram criados devido à falta de infraestrutura. Resumindo, as cidades ou regiões, independentemente de onde se situam geograficamente,  esqueceram de desenvolver uma política pública de auto sustentabilidade, aproveitando suas características próprias para o desenvolvimento de uma economia regional! Na minha opinião, é isto que precisa ser implantado, incucado,… Para que dessa forma não venhamos depender dos estaleiros em Niterói, do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro), etc. Uma das causas do processo da falência latente, na minha opinião, foi exatamente a implantação de um complexo, erro já cometido no passado, já que a descentralização evita vários problemas, tais como o aumento nos aluguéis, falta de moradia, custo de vida alto, consumo de supérfluos, desmatamento, poluição, formação de favelas, etc. Quem não aprende com o passado, continua errando no presente e no futuro. É isso, que penso.”

Por Ruth Léa Flores de Sá