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A Imperfeição Democrática.

A imperfeição democrática do agora é o reflexo da sociedade brasileira imperfeita. Simplesmente, o brasileiro faz tudo errado e espera que o resultado dê certo, como uma mera obra do acaso ou um milagre.

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Vamos repensar os loteamentos de Rio Bonito.

Todas as vezes que viajava pelo interior do Brasil, eu sempre ficava fascinado com a simplicidade das coisas. Por exemplo, em Minas Gerais e no Mato Grosso, quando os loteamentos são colocados à venda, as ruas já estão pavimentadas, com rede de esgoto e água. Se for no sul do Brasil, por exemplo, dependendo da região, até a energia elétrica já fica com sua logística no subsolo pré-instalada. Em suma, o que estou querendo dizer, para o meu caro leitor, é que a obrigação de tais necessidades é da construtora ou da empreiteira que está executando a obra, e a administração do loteamento. Já, em Rio Bonito, os loteamentos, em sua maioria, são divididos em lotes e vendidos ao consumidor, sem qualquer outro investimento. O detalhe é que os empreendimentos são vendidos a preço de ouro e diamante.
Por exemplo, eu gostei muito de ter visto o novo loteamento na jacuba. Nele, as ruas estão pavimentadas e a logística do futuro morador já ficará bem mais fácil em 90%. Lá, por exemplo, os serviços essenciais chegarão com maior celeridade do que na maioria das localidades do Município, porque a maioria começou errado desde o papel.
A questão é que, se os loteamentos mais antigos tivessem seguido os padrões convencionais, tanto o Estado quanto os Municípios ficariam com a obrigação distributiva das águas e com a manutenção dos serviços essenciais somente.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Quem provoca a inflação?

O governo tem culpa parcial na inflação, tendo em vista que o fantasma econômico é a  causa do aumento abusivo dos bens de consumo e serviços, que é provocado pela própria sociedade, na busca ilimitada do dinheiro. Rio Bonito, por exemplo, saltou do aluguel de R$700,00 para R$1500,00 a R$5.000,00, sem ter sido colocado um tijolo, sequer, na economia local, que justificasse tamanho aumento. Por fim, o COMPERJ perdeu força, mas os aluguéis continuam com o valor elevado.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Sociedade Desconectada.

Se formos fazer um RAIO X da corrupção no Brasil, chegaremos a Portugal em 1500, enquanto que nenhum partido ou político que tenha estado no poder, com raríssimas exceções, deixará de aparecer no processo de forma ativa ou passiva. Infelizmente, é cultural. As eleições legislativas demonstraram que o eleitor não se conecta com a política, enquanto que os políticos estão desconectados da sociedade.

Nadelson Costa Nogueira Junior

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“Tropa de Elite 2” – Quando o espelho do cinema incomoda o crítico do sistema?

Todo o mundo ao nosso redor pode ser transformado em informação, conhecimento e notícia. Não faltam recursos, inspiração e espaço para o desenvolvimento. Todavia, o sensacionalista, por escolha, só vai apresentar a pior parte da humanidade para vendê-la, porque o mercado consome isso e com muita vontade. Aliás, a fofoca se propaga de forma maior e mais rápida, quando uma pessoa morre ou o casamento se acaba. Por exemplo, eu nunca vi qualquer pessoa vir no meu ouvido para falar que existe um projeto que leva alegria às crianças nos hospitais ou que lute pela consciência verde e o desenvolvimento sustentável da economia domésitca! Por fim, a crítica dá força ao autor, enquanto sua publicidade a legitima, independente de ser verdade ou não. É justamente desse mecanismo que surgem as patologias do Sistema, desde a venda dos produtos ou dos problemas. Há um marketing sendo proliferado, onde acusam os Poderes que regem o Estado. Todavia, a Imprensa, que se intitula o quarto poder, tem considerável culpa no contexto.

O Filme “Tropa de Elite 2”, mostra o exemplo do apresentador e comentarista, que era o instrumento materializado de tudo isso e mais um pouco. Quando apontam os exemplos do filme, indicam os políticos, os corruptos na polícia e no sistema, mas fazem questão de ignorarem o pior de todos os agentes em todo o contexto: – O falso moralista, que propaga uma realidade que não existe e que nunca existiu em sua vida, que toma a cerveja e come churrasco com os políticos e o curral eleitoral deles.

A obra supramencionada não convida o telespectador a refletir sobre os temas elencados, mas, principalmente, analisar que todos são suspeitos na ficção e na vida real.

Há um recado sendo dado no filme quanto a imprensa: – O jornalista de campo, que cumpre seu trabalho, sofre constante risco de vida no exercício pleno da profissão, enquanto que o sensacionalista, que come churrasco e bebe cerveja com os políticos, além de ser uma referência pública, acaba provocando e mantendo o risco de seus próprios colegas no exercício da profissão.

Mais uma vez, eu termino o artigo atentando para a visão induzida por parte da imprensa em passar aquilo que é do interesse dela, enquanto que sua própria imagem e função talvez estejam mais em risco no contexto do que os agentes questionados.

E assim, novos pensadores, novos blogueiros e iniciantes no jornalismo vão surgindo, na mesma escola que deveriam combater.

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Conectando o afeto.

Estou vivendo um final de semana maravilhoso. Não fui à praia ou fiz qualquer viagem de pequena ou longa distância. Simplesmente, me sentei na minha sala, assisti um bom filme com minha família. Depois, fomos à casa dos meus pais, como de costume.
Mais do que lugares, eu quero lembrar daqueles que amo e que realmente importam. Família, curta com prazer, porque o tempo é algo que não temos.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Contando com o voto do político morto.

Há algo que a maioria das pessoas precisam compreender: – Os políticos querem os votos que seriam do Eduardo Campos. Logo, aparecerão lágrimas, manifestações e toda forma de teatro para aumentar o universo eleitoral. Na região sul e sudeste, os votos do PSB flutuarão para o Aécio Neves ou continuarão com a Marina Silva, se a mesma decidir continuar na disputa. Todavia, o Nordeste fechará com Dilma, porque a única resistência se foi.
A possibilidade da eleição presidencial ser resolvida no primeiro turno aumentou e se tornou tangível. Entretanto, quem possivelmente ganhará mais com a ausência do Eduardo Campos será o PMDB, tendo em vista que dois ministérios ficarão disponíveis para as negociações do poder. Essa, também, poderá ser uma oportunidade para o PR ampliar sua participação nas pastas ministeriais.
Uma coisa é certa: – Nessa eleição, a possibilidade de ficar em cima do muro só ocorrerá, se o eleitor anular o voto ou votar em branco, porque a terceira opção se tornou uma ilusão para a classe média. Aliás, a terceira opção já era uma ilusão para controlar o ambiente eleitoral até o segundo turno desde o início.

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Dezesseis Luas.

Acabei de assistir o filme Dezesseis Luas. Para aqueles que esperam a mesmice da saga crepúsculo, já podem ir desarmados, tendo em vista que vai demorar bastante tempo para criarem um enredo tão ruim. O filme tem uma proposta muito interessante e chega a ser uma forma de questionamento do padrão de vida sulista americano, mesmo nos dias atuais.
Pessoalmente, eu gostei do filme e de sua proposta mística e existencialista. Tenho certeza de que os filósofos irão se amarrar. Não foi um dos melhores da safra cinematográfica deste ano de 2013, mas também não está entre os piores.
Se o apreciador da sétima arte não estiver atrás da profundidade no contexto, o filme preencherá todos os quesitos de um amor proibido e quase inatingível.

BEAUTIFUL CREATURES (L-r) ALICE ENGLERT as Lena Duchannes, JEREMY IRONS as Macon Ravenwood, ALDEN EHRENREICH as Ethan Wate and EMMY ROSSUM as Ridley Duchannes in Alcon Entertainment's supernatural love story “BEAUTIFUL CREATURES,” a Warner Bros. Pictures release. © 2013 Alcon Entertainment, LLC

BEAUTIFUL CREATURES (L-r) ALICE ENGLERT as Lena Duchannes, JEREMY IRONS as Macon Ravenwood, ALDEN EHRENREICH as Ethan Wate and EMMY ROSSUM as Ridley Duchannes in Alcon Entertainment’s supernatural love story “BEAUTIFUL CREATURES,” a Warner Bros. Pictures release. © 2013 Alcon Entertainment, LLC

BEAUTIFUL CREATURES (L-r) ALICE ENGLERT as Lena Duchannes, JEREMY IRONS as Macon Ravenwood, ALDEN EHRENREICH as Ethan Wate and EMMY ROSSUM as Ridley Duchannes in Alcon Entertainment's supernatural love story “BEAUTIFUL CREATURES,” a Warner Bros. Pictures release. © 2013 Alcon Entertainment, LLC

BEAUTIFUL CREATURES (L-r) ALICE ENGLERT as Lena Duchannes, JEREMY IRONS as Macon Ravenwood, ALDEN EHRENREICH as Ethan Wate and EMMY ROSSUM as Ridley Duchannes in Alcon Entertainment’s supernatural love story “BEAUTIFUL CREATURES,” a Warner Bros. Pictures release. © 2013 Alcon Entertainment, LLC

 

 

 

 

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OZ, mágico e Poderoso.

Acabei de sair do cinema com minha filha, que ficou apaixonada pelo filme do OZ. A obra valeu cada recurso gráfico apresentado. A história dá maior sentido ao Mágico de OZ produzido na década de 30.
Por fim, eu indico o novo projeto da Disney, principalmente, pela atuação brilhante da garota de porcelana. Não tem como ficar indiferente ao filme com o surgimento de um personagem tão forte e frágil.

OZ, mágico e Poderoso.

OZ, mágico e Poderoso.

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Cloud Atlas – A Viagem.

Assisti o filme “A Viagem” no cinema ontem. Muito mais do que mais uma adaptação de uma obra literária ao modelo de consumo numa película, o filme parte do princípio dos antepassados, da memória genética e espacial, da responsabilidade por tudo aquilo que fazemos ou de deixamos de fazer, provocando uma continuidade de eventos que envolvem as futuras gerações e, talvez, toda a humanidade.

Cloud Atas - A Viagem.

Cloud Atas – A Viagem.

O filme tem a duração de quase 03 horas, cuja extensão já é nítida quando a película se inicia e não são apresentados os traillers de praxe. Em sua dinâmica descontínua de espaço-tempo, o diretor conseguiu conectar cinco estórias distintas, em tempos diferentes, com personagens totalmente diversos, terminando a obra com uma conexão perfeita entre uma para outra, dando a idéia de continuidade, que é a proposta existencialista do filme.
Desde o recém-abolicionista até a deusa retratada por uma sociedade no período pós-apocalipse, a máxima da mensagem de um filme que te prende na cadeira por quase 03 horas é simplesmente essa: ” – Somos responsáveis por tudo, tendo em vista que nossos crimes e caridades provocam novos fatos e demonstram aquilo que realmente somos.” Por fim, acreditamos que podemos controlar tudo. Todavia, não conseguimos controlar nosso próprio corpo e as batidas dos nossos corações.
Terminarei a resenha, deixando mais uma pergunta ao meu caro leitor: – O que você prentede deixar evidenciado em sua existência e se prolongando pela continuidade das gerações? Seus crimes ou sua caridade? Essa foi a pergunta que os antepassados deixaram circulando ao redor de minha existência, desde o momento que me retirei do cinema com minha amada e querida esposa ontem.
A Viagem é um filme que indico ao público.