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A Mediunidade e a matéria

astrologia-astrocentro_719Há uma ironia na existência humana, quando se acredita na vida após a morte e no mundo espiritual, uma vez que a matéria é uma fase, enquanto que a morte se converte ao rito de passagem de uma realidade para outra.

Quando nascemos, somos programados geneticamente à sobrevivência, buscando a autopreservação. Literalmente, nos tornamos escravos da matéria, ora por expiação, ora por serviço voluntário, ora por missão. Não importa qual seja a finalidade da sua existência, desde que seu corpo seja preservado até o momento certo do seu desligamento.

O conceito da autopreservação é tão forte na humanidade, que fundimos o espírito e a alma à carne, tornando a matéria maior daquilo que é de verdade. Ironicamente, nos apegamos aos nossos corpos, considerando a mesma imortalidade do espírito e da consciência da sua alma, quando, de fato, há uma validade programada na carne, enquanto que a mesma fusão, que diminui nossa inteligência espiritual, nos torna prisioneiros do nosso próprio corpo.

Tomar consciência da unicidade, da inteligência espiritual e do fato de que somos a parte de um mecanismo complexo, cuja compreensão está muito além da capacidade humana na atualidade, é o primeiro passo para libertação da prisão corpórea, porque, quando nos tornamos conscientes, o corpo deixa de ser uma prisão, cheia de vícios e virtudes, tornando-se a moradia temporária do espírito, que almeja o ofício da manutenção da criação. No final, não importam os tamanhos, as responsabilidades e as conquistas, porque a existência do fluído vital possui uma ordem universal no tempo e no espaço, com profundidade e extensão infinitas, cujas fronteiras estão na continuidade em outras dimensões, com seus respectivos colaboradores.

Por fim, lembre-se que, enquanto seu corpo envelhece, seu espírito se torna maduro e incandescente. Pelo menos, essa deveria ser a finalidade da existência, independentemente daquilo que criamos ou acreditamos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Dudu - Canção Nova.

Como viver bem a Semana Santa?

“Somos um país de raiz profundamente cristã. Nossa cultura e, nestes próximos dias, também o nosso calendário, nos dão prova disso. Não é possível construir uma sociedade verdadeira sem a referência e a vivência dos valores humanos e cristãos. Construir, pensar e legislar prescindindo de Deus é uma tolice que a história nos comprova. Deus é nosso melhor e maior Recurso!
Pois bem, aproximando-se da Semana Santa, partilho algumas intuições que podem nos ajudar a vivê-la como cristãos autênticos, ou, ainda, como homens e mulheres de boa vontade que possuem bases cristãs e respeito a Deus.
1- Ainda que você retire esses dias para o justo descanso viajando, não se esqueça de Deus! Sendo você cristão católico veja com antecedência os horários da programação local. Ao menos a Missa do Sábado de Aleluia deve ser vivida com intenso fervor e devoção. Se você for evangélico-protestante, não deixe de celebrar o Domingo de Páscoa. Medite também o mistério da Cruz do Senhor. Se você é um irmão ou irmã que está afastado ou não pratica nenhuma religião, que tal ler um dos relatos do Evangelho sobre a Paixão e Morte de Jesus ou assistir um Filme?
2- Gostaria de pedir algo aos jovens: Não façam nem participem de festas na Sexta Feira Santa! Seria um ato de desrespeito e ultraje ao Cristo Jesus. Neste dia, somos chamados ao recolhimento e a sobriedade. Ok?
3- Se você é educador ou pai, estes dias são oportunos para falar do Amor de Deus aos seus filhos! Precisamos tanto do Amor nestes tempos! Não permita que o coelho roube o lugar do Salvador! Se você é cristão, recorde-se dos nossos irmãos mais velhos, os judeus. A Páscoa judaica era o momento propício deles recordarem as maravilhas do Senhor, ensinando às novas gerações;
4- Em muitas famílias, ainda há o salutar costume do almoço dominical. Poder-se-ia aproveitar o Domingo de Páscoa para se realizar um grande almoço festivo, onde houvesse um momento de reconciliação coletiva e uma oração de ação de graças pela salvação que Jesus nos trouxe na Páscoa. Um Pai Nosso bem rezado pode alcançar tantos corações!
5- Nosso País, que possivelmente atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história, foi descoberto no tempo da Páscoa. Os cristãos que frequentam a Casa de Deus, os homens e mulheres tementes a Deus que oram e rezam em suas casas, poderiam elevar um grande clamor a Deus pela restauração e avivamento da nossa nação. Há uma palavra bíblica que diz: “Se então o povo sobre o qual for invocado meu nome se humilhar, orar, me procurar e se converter de sua má conduta, eu escutarei do céu, lhe perdoarei o pecado e restituirei a saúde da terra” (II Crônicas 7, 14).
Nenhum brasileiro pode se omitir nesta hora! Jesus Ressuscitado abençoe a nossa Pátria e povo brasileiro livrando-nos das serpentes, cobras, jararacas e escorpiões. Maria pise a cabeça de todos eles e interceda pelo bem de nosso povo para que haja ordem e progresso, Páscoa verdadeira, e não apenas no calendário civil e religioso. Deus, salve o nosso povo! Deus, salve o Brasil! Queremos uma Semana Santa, um Ano Santo, uma Nação Santa! Lave a jato todo mal! Amém!”

Por Padre Dudu

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Epístola do Século do Egoísmo.

Rio Bonito, 01 de janeiro de 2001.

A ERA DA INCERTEZA E DAS VAIDADES

Dedicado aos indivíduos que deixaram de lado suas vaidades e que lutaram pelo objetivo único de tornar o mundo melhor para seus descendentes; superando suas fobias., quando acordavam desesperados ao meio do pesadelo que lhe parecia não ter mais fim… Pois, assim é a realidade para o Filósofo, o Artista e o Poeta… Um trovão, um fio, um arrepio…
O homem foi expulso do paraíso porque havia um destino traçado pelo criador. Era necessário que o mesmo aprendesse com o pecado para poder se encontrar com a criação e com o Deus vivo… Todavia, desde o Livro de Gênesis, o homem só tem procurado o espelho e o reflexo de sua vontade, no intuito de alcançar o status inteligível e não a D-us.

O Século XX foi marcado, desde o início, por grandes descobertas científico-tecnológicas e efêmeros temores da alma humana. O Século XX foi marcado desde o início pela ansiedade e pela incerteza.
Na passagem do Século XIX para o Século XX, Emilie Durkheim, o patrono da Sociologia, narrava, em uma de suas obras, o comportamento patológico ou a anomalia social; onde centenas de protestantes e de judeus se suicidavam perante a incerteza que trazia a ideia de um Século novo (Teoria do Suicídio como fato social)… principalmente, quando os crentes daquela época acreditavam que aquela virada de século correspondia ao início do Final dos Tempos – pensamento fortemente defendido pelos apocalípticos até mesmo nos dias atuais que transcorrem o tempo presente desse escritor.
Talvez, os apocalípticos não estivessem errados; pois foi no Século XX que aconteceram as maiores loucuras até então feitas pela humanidade, assim como, o neocolonialismo; a Primeira Guerra Mundial; a Revolução Russa; a Queda da Bolsa de New York, em 1929; a Revolução Espanhola; o Nazismo; o Fascismo Italiano; o Comunismo; o anti semitismo; a Xenofobia; a Segunda Guerra Mundial; a Quebra do Tratado de Versalhes; o Assassinato de mais de 30 milhões de seres humanos… A quebra dos Direitos Humanos; A era nuclear; a Guerra Fria e suas consequências desastrosas, como a origem de outras guerras e guerrilhas… A Revolução Cubana; o bloqueio comercial de Cuba por parte dos americanos, assim como, a própria fome e a desigualdade social que sempre estiveram na face da terra. No Século XX, políticos falavam e profetizavam em nome de Deus; enquanto que outros defendiam a inexistência do mesmo. Nesse Século, novas religiões surgiram; renegando suas origens e atacando suas mães; Todavia, com a mesma oratória e maior concorrência de mercado e declínio na ética.
Foi no Século XX que os negros saíram de suas casas e foram lutar nas ruas no intuito de conquistar, não a liberdade, mas a igualdade social perante os brancos. Pois, foi no mesmo século, que os homens, vestidos de branco e encapuzados, invadiam as humildes casas da comunidade negra e enforcavam àqueles que pregavam a palavra de Deus e a justiça social. Isso aconteceu nos EUA durante dois terços do Século XX.
Certamente, o Século XX foi um centenário antagônico e extremamente rico no campo científico; pois foi nele que descobrimos a Radioatividade; estabelecemos e definimos o conceito abstrato de energia… Embora, tenha sido o filósofo e guerreiro árabe, Cícero, no Século VII D.C., o doutrinador da ideia da produção infinita de energia a partir da separação do átomo; foi no Século XX que Albert Einstein descobriu a equação da Relatividade E=MC2 (Energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado) e, a partir da mesma, ele reestruturou o panorama da Física; colocando a realidade humana na realidade teórica cosmopolar e nuclear. Muito além disso, Einstein alterou todos os conceitos básicos da física, determinando novas fronteiras para a ciência em geral… Nasciam, nessa mesma época áurea, os Anarquistas Epistemológicos… os homens que são contra o método.
Foi no Século XX que o homem observou suas células da forma mais completa possível, a partir do microscópio eletrônico. Foi no mesmo Século que a Engenharia Genética se desenvolveu; estabelecendo conceitos básicos como DNA (ácido Desoxirribonucléico) e RNA (ácido Ribonucléico)… Foi na década de 90 que o homem clonou uma ovelha… Em 2000, a Genética conseguiu cumprir a missão do Século: Mapear o código genético humano através do PROJETO GENOMA; no intuito de preservar a qualidade da espécie no futuro. Todavia, o mesmo projeto quebrava todos os princípios da ética e da moral no que diz respeito à vida, impreterivelmente, quando falávamos no assunto Clonagem de seres Humanos X Sobrevivência.
No Século XX, foram catalogadas mais de quatro luas ao redor de Saturno, quando, antes, eram catorze… Agora, são dezoito… E acreditam na possibilidade de existirem, talvez, até 24 luas ao redor do mesmo.
Foi no Século XX, durante a década de 60, que o homem pisou pela primeira vez a lua; dando início à conquista do espaço.
O Século o qual deixei para trás destruiu e criou mitos e fobias; reproduzindo o Método Científico, onde um Modelo melhor sobrepõe um outro… E aquilo que antes era a verdade se transforma numa grande mentira – Afinal, a ciência mais nada é do que FÉ decodificada em puro raciocínio lógico e matemático na qual tem um único objetivo: explicar bem aquilo que antes não tinha explicação.
No início do Século XX, a gripe levou um terço da população mundial. Depois, veio a Tuberculose, a Meningite, o Cólera, a Malária, e, entre tantas doenças transmitidas por vírus ou bactérias, vejo o HIV (AID’S) que não tem cura ainda; mas mantém uma forte solidariedade e muita esperança pelo Século que estamos começando a construir… Essas doenças são fatais se não forem tratadas; mas, pior é saber que o número de pessoas que morrem em acidentes de trânsito ou que falecem por fome é, centenas de vezes, maior. – Por isso afirmo o antagonismo de nossos tempos; pois temos muita tecnologia, mas pouco esclarecimento. Esquecemos de nos embebedar nos ideais iluministas do Século XVIII.
No Século XX, os homens construíram Armas Químicas e Biológicas no intuito de facilitar as coisas na área de combate; todavia, havia um problema em questão; pois um vírus, ou um composto químico, não saberiam distinguir a diferença existente entre um Soldado e um Civil… Entre um Adulto e uma Criança… Entre um Democrata e um Republicano… Entre um Assassino e um Inocente.
Foi nesse Século que a humanidade tentou reparar o mal que fora cometido contra os Judeus durante quase dois milênios e, impreterivelmente, durante o holocausto; permitindo que, em 1948, surgisse o Estado de Israel. Infelizmente, a comunidade Armênia não teve a mesma sorte; tendo seus remanescentes vagando pelo mundo como peregrinos sem causa ou tradição… Esses foram os frutos da Segunda Guerra Mundial e da Competição Capitalista existente entre os países do primeiro mundo no intuito de conseguir mais petróleo, mercado consumidor e poder.
Nesse Século, nunca o Estado confiscou tanto dinheiro e fez tão pouco pelo seu povo… E aquilo que fez, foi para a erosão eólica levar antes do nascimento de meus filhos. Mas no Século XX, muitas civilizações se destacaram na questão social, como os Estados Unidos da América, a Austrália, os países europeus, o Japão, entre outros; pois, no final desse Século, descobriram que o mais importante para um país é a qualidade de vida do cidadão… o resto vem com o passar do tempo, através de muito trabalho e dedicação da nação.
O Século XX foi um período marcado pelo encanto da democracia, do parlamento e da república. Todavia, o desencanto das ditaduras, forjado pelos oligopólios, marcou insensatamente essa época de grandes oratórias e poucas atitudes, de política e de politicagem.
Sobre o amor, aquele também conhecido como Filos, Eros ou Ágape, nunca um Século teve tanto amor em prática como esse; pois a humanidade do Século XX era essencialmente Epicurista por natureza… Muito além da argumentação, a década de 70 falaria por si só no movimento do “faça amor, não faça guerra”. Mas, também existiram os poetas contaminados pelo Mal do Século e a boêmia, como Vinícius de Moraes ou Graça Aranha… Poderia também falar de poetas bem menores como Nogueira Júnior.
Esse Século foi marcado pelas grandes conquistas e pelas flores, mas ambas saíram de moda… O mesmo aconteceu com a saia longa e a aliança… Aliás, no final do Século XX, o casamento ficou fora de moda, para não dizer… uma instituição em extinção.
Nesse Século, o Romantismo foi substituído pelo Realismo… O Realismo pelo Simbolismo… O Simbolismo pelo Surrealismo, pelo Dadaísmo entre outros “ismos”. Foi  no Século XX que o Modernismo e o Pós-Modernismo edificaram novas regras e quebraram as fronteiras dos estilos e épocas… Foi no mesmo Século que a Sétima Arte, o Cinema, ganhou luz, cor e forma… Ravel compôs e exaltou seu estupendo “Bolero”… A Pintura nunca mais foi mesma, como mais nada nesse mundo; pois o Século XX foi o centenário das revoluções… E assim foi de Salvador Dali ao Superhomem, dos Beatles ao U2, de Ravel ao Violeiro do Caos, de Charles Chaplin aos eloquentes e visionários da Arte por si mesma.
No Século XX, foi construído o primeiro computador… No mesmo Século, o homem foi se adaptando à máquina e a máquina ao homem. A informação era instantânea; pois tínhamos a telefonia convencional e celular, como a W.W.W. onde as crianças já nasciam com arroba (@) marcadas na testa. Nós estávamos na era digital…
Durante a Guerra da Bósnia era possível ver, em tempo real, um pai de família levar um tiro de fuzil no tórax, enquanto que sua filha de oito anos tentava tampar a cratera feita no peito dele… Esse era o sadismo do Século XX, assistir, na segurança do lar, o horror do mundo; montando uma escola familiar de violência.
Nunca, até então, um Século defendeu tanto a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade ao meio de tanto antagonismo e de tanta ebulição.
Nunca, até então, um Século se fez tão marcado pelos erros como o Século XX; pois as drogas foram exaltadas como deuses da antiguidade na constante fuga da realidade. A Cannabis Sativa, vulgar “Maconha”, por exemplo, envenenou a juventude americana desde a década de 20, se estendendo até a atualidade. A cocaína, embora proibida, deixou de ser o símbolo da marginalização popular, se tornando o bem de consumo da elite.
Durante o Século XX, inventaram aviões, carros, navios, foguetes, estações espaciais… Brincaram de Deus com a própria criação: Estabeleceram as regras da sobrevivência, da criação e, principalmente, da destruição em massa de nossa própria espécie. Nesse Século, inventaram de tudo um pouco… Exceto, uma fórmula que conseguisse conter nossas VAIDADES e INSEGURANÇAS… e, ironicamente, aumentaram nossas INCERTEZAS quando o intuito era de bani-las do nosso contexto.
No Século XX, mantiveram as coisas em pé… Mas até quando? A que custo? – Talvez o preço tenha sido o próprio Egoísmo que ocasionou a solidão que ainda se encontra dentro de nossos corações…

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Me reconectei a Deus e me sincronizei com os negócios

A luz é afrodisíaca e entorpece aquele que se fez distante por algum tempo. A oração faz isso com qualquer praticante da fé. Poderíamos falar das taxas da endorfina que são lançadas na corrente sanguínea do ser humano no momento da realização, seja ela qual for. Mas, não diminuirei o tema aos números e as tentativas do homem em querer quantificar tudo, porque nós não somos máquinas. Prefiro mantê-lo no campo da existência, da consciência e da metafísica.

Após o falecimento do meu pai, em julho de 2015, ingressei numa espécie de crise existencial. Acendia as velas do Shabat e cumpria a ritualística, como de costume. Todavia, as ações pareciam mecânicas. Havia algo dentro de mim que estava atrapalhando minha conexão com o criador e a criação. Talvez, tenha sido o tamanho da dor e da perda, que sofri no silêncio. Talvez, seja o desligamento obrigatório e involuntário do patriarca da família.

Esse desconforto me afetou nos negócios, uma vez que meu sócio, mestre, conselheiro e amigo não estava mais comigo no plano material. Tive que parar os serviços nos últimos meses, tendo em vista que era imperativo dar um tempo, para diluir e reconstruir tudo, com ordem no tempo e no espaço.

Essa semana,  estou muito feliz, porque montei dois servidores e atendi alguns clientes na área da formatação e consultoria em TI ( Tecnologia da Informação). Arrumei o laboratório e coloquei as coisas no lugar. Estou pronto para continuar os projetos e o legado que construí junto com meu pai. Por isso, mãos na massa, porque tempo é dinheiro, enquanto que pretendo passar parte do meu conhecimento e aprendizado a minha filha.

Continuarei com a forma humanística de trabalho do patriarca, que seguia com a máxima:  “Não faça clientes, mas amigos.”

Mas, minha maior alegria foi ter me preparado para as orações, sem a correria e a interferência do trabalho. Exatamente no por do sol, acendi as velas do Shabat e senti a paz e a ternura, que havia esquecido, porque não estava mais sozinho, pois o criador estava comigo e com toda criação.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Somos parte de uma locomotiva

Meu pai, minha mãe, meus avós e toda genealogia está em mim. Toda essa onipresença foi transferida à minha filha, enquanto que o rio sanguíneo continuará até quando Deus permitir. Embora, digam que cada um dará conta do seu próprio pecado, há uma programação dos erros e acertos, cujas gerações vão se ajustando para compensar a demanda. E assim, a existência em família se transforma numa locomotiva de emoções, lembranças, traumas e sentimentos.

É necessário o anonimato para se praticar a justiça, a ética, o certo e o bem. No final, não compreendemos que o mundo está nos ajustando, quando deveríamos ajustá-lo em reciprocidade. E, da mesma forma que jogamos o lixo na rua ou poluímos os rios e os mares, vamos recebendo uma explosão diária de negativismo, dor, raiva, ódio e violência. Depois, reproduzimos cada palavra e imagem, como se fossem verdades absolutas. Mas, elas não são.

Por mais que me bombardeiem com meias verdades, evidenciando o lado ruim da humanidade, optei por acreditar no ser bom que está dentro de cada um, capaz de se comover, de se sacrificar no silêncio da caridade, porque a bondade não faz propaganda. Ela simplesmente trabalha.

Não estou dizendo para que tu ignores a recessão ou a depressão econômica, ou que te desligues da realidade. Muito pelo contrário. Peço-te, do fundo da minha alma, que assistas e leias tudo ao redor. Depois, questiones cada palavra e cada imagem apresentadas nos veículos de comunicação ou repetidas pelas bocas das pessoas. Posiciones diante de tudo isso e racionalizes. No fim do dia, constatarás que o mundo não é tão feio quanto pintam. Enquanto que há bondade e amor dentro de todos, independentemente do saldo da conta bancária, ou daquilo que acreditas.

Se mesmo assim, a dúvida pairar no ar, admires teu filho, com a simplicidade do sorriso e o brilho da esperança nos olhos, porque somos parte de uma locomotiva, cuja estação poderá ser construída, contrariando o acaso ou o destino.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A experiência e o óbvio

Durante muito tempo, eu tenho nadado contra a corrente majoritária do pensamento e do comportamento humano. Enquanto as pessoas acumulam coisas, eu aprendi a viver experiências. Viajar é bom, mas não estou falando do turismo. Estou me referindo ao ato de admirar e aprender com o óbvio, como amar, comer, beber, conversar, ler, educar e, principalmente, compartilhar.

Sinto prazer em ficar na minha casa, degustar uma xícara de chá ou de café, comer um doce, escrever por escrever, bem como admirar o desenvolvimento da minha filha e da minha família.

Aprendi , ainda na infância, que o tudo jamais será o bastante para o consumista. Por isso, fui me desapegando das coisas, porque há sempre algo além no sorriso, na gargalhada ou na lágrima. Gosto de me surpreender pelo desconhecido, desde que haja a conexão, através de uma boa conversa, descobrindo um amigo, mesmo que nunca o veja depois da casualidade no ponto do ônibus ou na poltrona de um avião.

Admiro a dedicação de alguns pelo status, construindo carreiras e fazendo fortunas. O problema é que, na maioria das vezes, esse tipo de gente não possui profundidade, porque eles qualificam o mundo pelo poder do consumo.

No final, é no calor da família e da nossa casa que a posse acaba, porque no lugar do eu, existe o nós. Somente o pai, a mãe e os filhos poderão compreender a simplicidade dos pronomes, tendo em vista que o melhor fundo de investimento é a experiência de participar do desenvolvimento de alguém que será melhor do que sou. Caso contrário, a existência seria a total perda do tempo, se limitando à arte da vida na construção do abstrato.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Dudu - Canção Nova.

Dez passos para começar o ano em Deus

“Diariamente, somos desafiados a “dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”. É um bom combate, uma luta constante na batalha da vida! Não é só a ação ou a experiência que enriquecem nosso ser. Tudo depende da qualidade dos nossos atos e experiências. Uma abundância de ações mal vividas também pode esgotar nosso ser, esvaziar nossos sonhos, roubar o sentido da vida. Não podemos viver apenas para “fazer alguma coisa”.

Como viver no início deste Novo Ano?

Começar em comunhão com Deus, Sob o olhar carinhoso da Mãe: Guardar o primado de Deus! Nos primeiros instantes de 2016, pela fé, entregamos tudo a Ele! O cristão deveria, onde estivesse, com quem estivesse, parar e rezar. No primeiro dia do ano civil, a Igreja nos faz celebrar a “Mãe de Deus”. Dia Santo de preceito. Começar com a benção da Mãe nos deve confortar! Consagrar o novo ano a Ela: Eis um bom e santo segredo!

Vivendo reconciliados: Começar o ano com ressentimentos e mágoas não é inteligente nem poderá fazer bem. Aproveite o dia internacional da paz para estar em paz com todos! Libere perdão! Comece um novo ano interiormente livre, literalmente novo.

Em Família: Em meio ao contexto da crise, não se pode esquecer que a Família é o melhor recurso do ser humano. Basta pouco para programar algo em família. Na verdade, basta querer. Não são grandes viagens; mas momentos intensos vividos juntos nestes dias onde possivelmente todos gozam de férias.

Cuidar da saúde: Bom também seria tirar uns poucos dias para os exames de rotina. Cuidar do corpo que precisará ter forças suficientes para enfrentar os desafios do novo ano;

Viver com propósitos: Um pequeno plano de vida não faz mal a ninguém. Nada de esquemas rígidos e fechados; mas alguns objetivos, virtudes e propósitos a serem alcançados devem nos motivar quando as dificuldades chegarem;

O justo descanso: Descansar é sempre necessário e salutar. Repousar ao menos dois ou três dias é uma necessidade neste tempo presente. Fazer memória de como Deus, em sua fidelidade e providência, tem me ajudado; permitir a alma descansar em Deus, entregando a Ele as preocupações;

Boas leituras, sobretudo a Escritura: O tempo das férias pode ser propício para as leituras que enriquecem e fortalecem nosso espírito. Recordo de um pedido do Papa Bento: Leiam integralmente os pequenos livros da Bíblia durante as férias!

Visite parentes e amigos: Aproveitar o tempo livre para viver a “cultura do encontro” visitando pessoas que você não vê há algum tempo é um ato salutar;

Praticar obras de misericórdia: Como bons católicos, em comunhão com o Ano Santo da Misericórdia, o exercício das obras espirituais e corporais de Misericórdia pode ser um ato concreto para nossa vivência de férias verdadeiramente cristãs;

Participe da Santa Missa em Igrejas que você ainda não conhece: Ao fazer tua programação semanal ou mensal de férias, priorize a Santa Missa dominical, e, se puder, vá a uma Comunidade Católica diferente para perceber a riqueza e a diversidade da nossa Igreja. Se estiver em um grande centro onde tenha a Catedral, visite a Porta Santa neste Ano da Misericórdia!

Que a Fé no Deus Vivo e Verdadeiro nos diga que Ele nos acompanhará todos os dias deste ano que começamos. Sustentados pela Esperança, caminhemos na certeza de que é Fiel Quem fez a Promessa! Oh não! Ele Não dorme, nem cochila! O Seu Espírito virá em socorro à nossa fraqueza! Caminhemos, ao longo deste ano, Ano da Misericórdia, certos de que a alegria de Deus é nos perdoar e fazer em nós, como em Maria, maravilhas!”

Padre Dudu

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Quando a poeira toma seu corpo e sua alma

Nós estamos tão ocupados com nossos compromissos profissionais e pessoais, enquanto acordados, que automatizamos as falas e os diálogos com o próximo. Simplesmente, seguimos uma programação, baseada em metas de eficiência e rotinas, que, na maioria das vezes, não fazemos qualquer ideia que as praticamos. É quase que inconsciente. Dessa forma, a humanidade está abdicando da dança do acasalamento, das preliminares e da sedução, partindo para o sexo pelo sexo.

Quando a faxina não é realizada com dedicação por parte da doméstica, ou quando a dona de casa deixa de fazer o trabalho de analisar os mínimos detalhes, a poeira vai se acumulando por debaixo do tapete, por cima da mobília, até impregnar a roupa. Depois, vem o mofo, caso haja muita umidade no lugar. Somente os alérgicos prestarão a atenção devida e necessária para tais detalhes, porque sua sobrevivência dependerá disso, incluindo as noites do sono consumado com tranquilidade, sem remédios, nebulização e o inchaço provocado pelos corticoides.

Precisamos aprender a tirar a poeira acumulada pela rotina com os alérgicos. Precisamos conversar mais, escutar mais e participar ativamente da nossa própria vida, ora como coadjuvantes da vida daqueles que compartilham sua existência conosco, ora como protagonistas nas inversões dos valores.

Uma coisa é certa: – Tem muita poeira nesse mundo. Ela se acumula nas coisas em movimento. Ela esconde àquelas que estão paralisadas no mesmo lugar já há bastante tempo. Logo, vamos fazer uma faxina na rotina, prestando a atenção nos detalhes e nas pessoas, antes que a poeira te possua, como a mobília da sua casa, impregnando sua alma como um corpo sólido.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A NETFLIX acertou na construção da série JESSICA JONES

images (4)No último dia 20 de novembro de 2015, foi a estreia da nova série da NETFLIX: JESSICA JONES. Baseado na revista em quadrinhos da Marvel, em 2001, a saga apresenta uma investigadora particular bonita, neurótica, forte, inteligente e decadente, que trabalha nas ruas da cidade de Nova York, fotografando traições, localizando pessoas desaparecidas e se consumindo no alcoolismo. Embora, nos seus primeiros minutos, a série pareça o mesmo padrão dos pacotes dos filmes americanos, o telespectador ficará surpreendido com o linguajar da protagonista, bem como com as características dos demais personagens, que são apresentados maduros e completos.

A Jessica Jones é uma mutante, que ganhou superpoderes após o acidente automobilístico, cujo resultado foi o falecimento de toda sua família na adolescência. Embora, a Jessica Jones tenha passado pela fase da heroína fantasiada na revistinha em quadrinhos, a série pulou essa parte, apresentando o personagem cru. A Jessica Jones não usa máscara e não possui uma identidade secreta. Ela simplesmente quer sobreviver como uma pessoa normal. Entretanto, para que isso seja possível, ela terá que encontrar e destruir o homem que causou as dores e os traumas da sua vida, conhecido como Killgrave, que mata pessoas desde a hora que acorda até a hora que vai dormir, utilizando o poder do domínio sobre a vontade das pessoas.

Tenho que concordar com a NETFLIX que a JESSICA JONES tem tudo para ser a melhor série produzida pela empresa, principalmente, tratando-se do universo MARVEL e dos roteiros adaptados por parte da Disney ao cinema, que, na minha opinião, descaracterizam os arquétipos significativos dos personagens.

Em suma, eu indico, atentando que comecei a assistir o primeiro capítulo e não consegui parar a sequência até o último, desta temporada.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Político não sente culpa ou arrependimento

O psicopata, por definição, não tem arrependimento, empatia ou culpa. Ele faz o que faz, porque isso lhe dá prazer e satisfação.

Se compararmos o psicopata com o modelo do político brasileiro, concluiremos que o político finge que se importa, que possui alguma empatia ou afeição pelo eleitor e pela sociedade, porque suas ações falarão muito mais do que os discursos e as oratórias no plenário ou no palanque.

O político não sente culpa em ver as escolas e a educação sucateadas, ou de mandar a tropa de choque bater nos civis e nas categorias, quando protestam pacificamente e exercem o direito da greve.

O político não sente culpa, quando vê o cidadão sem as garantias da saúde pública, ou quando seu filho vem ao óbito, porque houve negligência no atendimento, por falta de recursos e medicamentos.

O político não sente culpa ou arrependimento, quando o Governante  gasta o dinheiro público sem qualquer transparência, deixando de informar a sociedade e ao cidadão para onde vão os milhões de Reais das verbas oriundas de Brasília ou dos recursos próprios. A culpa fica menor ainda, quando os legisladores aprovam as contas, mesmo sendo reprovadas pelos Tribunais de Contas, que baseiam suas avaliações na matemática e na contabilidade.

O político não sente culpa, quando recebe o salário e as verbas do gabinete, incluindo os auxílios terno, as viagens de avião, os carros oficiais, o combustível, entre outras vantagens, enquanto que você, o cidadão, geralmente, andará de ônibus ou trem.  Caso tenha conseguido comprar um carro, pagará o combustível caro, sobrecarregado dos impostos e tributos, para manter o padrão de vida estatal.

O político não sente culpa, quando é governista. Ele aprova todos os projetos, só para manter seus apadrinhados empregados nos cargos comissionados do Estado. O mesmo político não sentirá culpa em fazer pedidos em cima de outros pedidos. Entretanto, quando o governante lhe diz um não. Ele faz o papel e o discurso da oposição. Mas, no momento certo, ele aprovará as contas do ano anterior, com ou sem a ressalva do Tribunal de Contas, porque culpa e ideologia são coisas para pessoas simples e éticas.

O político não sentirá qualquer arrependimento ou culpa, quando a eleição se aproximar. Ele dirá que uma andorinha só, não faz verão. Depois, pedirá seu voto, porque, na realidade, ele não se importa com a sociedade, a saúde, a educação e a qualidade de vida do cidadão. Ele só se importa com o status e o sanduíche do poder, que vem recheado com as regalias e muito dinheiro.

O político não sente culpa ou arrependimento, porque ele é muito parecido com o psicopata. Todavia, me atrevo a dizer que o psicopata, em si, é mais nobre, porque assume tudo, quando pego. O político negará seus atos e ausências até o fim, mesmo condenado e atrás das grades, porque ele acredita que poderá enganar a todos, enquanto que jamais enxergará que suas mãos estão sujas do sangue de toda uma geração.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior