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A Mediunidade e a matéria

astrologia-astrocentro_719Há uma ironia na existência humana, quando se acredita na vida após a morte e no mundo espiritual, uma vez que a matéria é uma fase, enquanto que a morte se converte ao rito de passagem de uma realidade para outra.

Quando nascemos, somos programados geneticamente à sobrevivência, buscando a autopreservação. Literalmente, nos tornamos escravos da matéria, ora por expiação, ora por serviço voluntário, ora por missão. Não importa qual seja a finalidade da sua existência, desde que seu corpo seja preservado até o momento certo do seu desligamento.

O conceito da autopreservação é tão forte na humanidade, que fundimos o espírito e a alma à carne, tornando a matéria maior daquilo que é de verdade. Ironicamente, nos apegamos aos nossos corpos, considerando a mesma imortalidade do espírito e da consciência da sua alma, quando, de fato, há uma validade programada na carne, enquanto que a mesma fusão, que diminui nossa inteligência espiritual, nos torna prisioneiros do nosso próprio corpo.

Tomar consciência da unicidade, da inteligência espiritual e do fato de que somos a parte de um mecanismo complexo, cuja compreensão está muito além da capacidade humana na atualidade, é o primeiro passo para libertação da prisão corpórea, porque, quando nos tornamos conscientes, o corpo deixa de ser uma prisão, cheia de vícios e virtudes, tornando-se a moradia temporária do espírito, que almeja o ofício da manutenção da criação. No final, não importam os tamanhos, as responsabilidades e as conquistas, porque a existência do fluído vital possui uma ordem universal no tempo e no espaço, com profundidade e extensão infinitas, cujas fronteiras estão na continuidade em outras dimensões, com seus respectivos colaboradores.

Por fim, lembre-se que, enquanto seu corpo envelhece, seu espírito se torna maduro e incandescente. Pelo menos, essa deveria ser a finalidade da existência, independentemente daquilo que criamos ou acreditamos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Dudu - Canção Nova.

Como viver bem a Semana Santa?

“Somos um país de raiz profundamente cristã. Nossa cultura e, nestes próximos dias, também o nosso calendário, nos dão prova disso. Não é possível construir uma sociedade verdadeira sem a referência e a vivência dos valores humanos e cristãos. Construir, pensar e legislar prescindindo de Deus é uma tolice que a história nos comprova. Deus é nosso melhor e maior Recurso!
Pois bem, aproximando-se da Semana Santa, partilho algumas intuições que podem nos ajudar a vivê-la como cristãos autênticos, ou, ainda, como homens e mulheres de boa vontade que possuem bases cristãs e respeito a Deus.
1- Ainda que você retire esses dias para o justo descanso viajando, não se esqueça de Deus! Sendo você cristão católico veja com antecedência os horários da programação local. Ao menos a Missa do Sábado de Aleluia deve ser vivida com intenso fervor e devoção. Se você for evangélico-protestante, não deixe de celebrar o Domingo de Páscoa. Medite também o mistério da Cruz do Senhor. Se você é um irmão ou irmã que está afastado ou não pratica nenhuma religião, que tal ler um dos relatos do Evangelho sobre a Paixão e Morte de Jesus ou assistir um Filme?
2- Gostaria de pedir algo aos jovens: Não façam nem participem de festas na Sexta Feira Santa! Seria um ato de desrespeito e ultraje ao Cristo Jesus. Neste dia, somos chamados ao recolhimento e a sobriedade. Ok?
3- Se você é educador ou pai, estes dias são oportunos para falar do Amor de Deus aos seus filhos! Precisamos tanto do Amor nestes tempos! Não permita que o coelho roube o lugar do Salvador! Se você é cristão, recorde-se dos nossos irmãos mais velhos, os judeus. A Páscoa judaica era o momento propício deles recordarem as maravilhas do Senhor, ensinando às novas gerações;
4- Em muitas famílias, ainda há o salutar costume do almoço dominical. Poder-se-ia aproveitar o Domingo de Páscoa para se realizar um grande almoço festivo, onde houvesse um momento de reconciliação coletiva e uma oração de ação de graças pela salvação que Jesus nos trouxe na Páscoa. Um Pai Nosso bem rezado pode alcançar tantos corações!
5- Nosso País, que possivelmente atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história, foi descoberto no tempo da Páscoa. Os cristãos que frequentam a Casa de Deus, os homens e mulheres tementes a Deus que oram e rezam em suas casas, poderiam elevar um grande clamor a Deus pela restauração e avivamento da nossa nação. Há uma palavra bíblica que diz: “Se então o povo sobre o qual for invocado meu nome se humilhar, orar, me procurar e se converter de sua má conduta, eu escutarei do céu, lhe perdoarei o pecado e restituirei a saúde da terra” (II Crônicas 7, 14).
Nenhum brasileiro pode se omitir nesta hora! Jesus Ressuscitado abençoe a nossa Pátria e povo brasileiro livrando-nos das serpentes, cobras, jararacas e escorpiões. Maria pise a cabeça de todos eles e interceda pelo bem de nosso povo para que haja ordem e progresso, Páscoa verdadeira, e não apenas no calendário civil e religioso. Deus, salve o nosso povo! Deus, salve o Brasil! Queremos uma Semana Santa, um Ano Santo, uma Nação Santa! Lave a jato todo mal! Amém!”

Por Padre Dudu

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Epístola do Século do Egoísmo.

Rio Bonito, 01 de janeiro de 2001.

A ERA DA INCERTEZA E DAS VAIDADES

Dedicado aos indivíduos que deixaram de lado suas vaidades e que lutaram pelo objetivo único de tornar o mundo melhor para seus descendentes; superando suas fobias., quando acordavam desesperados ao meio do pesadelo que lhe parecia não ter mais fim… Pois, assim é a realidade para o Filósofo, o Artista e o Poeta… Um trovão, um fio, um arrepio…
O homem foi expulso do paraíso porque havia um destino traçado pelo criador. Era necessário que o mesmo aprendesse com o pecado para poder se encontrar com a criação e com o Deus vivo… Todavia, desde o Livro de Gênesis, o homem só tem procurado o espelho e o reflexo de sua vontade, no intuito de alcançar o status inteligível e não a D-us.

O Século XX foi marcado, desde o início, por grandes descobertas científico-tecnológicas e efêmeros temores da alma humana. O Século XX foi marcado desde o início pela ansiedade e pela incerteza.
Na passagem do Século XIX para o Século XX, Emilie Durkheim, o patrono da Sociologia, narrava, em uma de suas obras, o comportamento patológico ou a anomalia social; onde centenas de protestantes e de judeus se suicidavam perante a incerteza que trazia a ideia de um Século novo (Teoria do Suicídio como fato social)… principalmente, quando os crentes daquela época acreditavam que aquela virada de século correspondia ao início do Final dos Tempos – pensamento fortemente defendido pelos apocalípticos até mesmo nos dias atuais que transcorrem o tempo presente desse escritor.
Talvez, os apocalípticos não estivessem errados; pois foi no Século XX que aconteceram as maiores loucuras até então feitas pela humanidade, assim como, o neocolonialismo; a Primeira Guerra Mundial; a Revolução Russa; a Queda da Bolsa de New York, em 1929; a Revolução Espanhola; o Nazismo; o Fascismo Italiano; o Comunismo; o anti semitismo; a Xenofobia; a Segunda Guerra Mundial; a Quebra do Tratado de Versalhes; o Assassinato de mais de 30 milhões de seres humanos… A quebra dos Direitos Humanos; A era nuclear; a Guerra Fria e suas consequências desastrosas, como a origem de outras guerras e guerrilhas… A Revolução Cubana; o bloqueio comercial de Cuba por parte dos americanos, assim como, a própria fome e a desigualdade social que sempre estiveram na face da terra. No Século XX, políticos falavam e profetizavam em nome de Deus; enquanto que outros defendiam a inexistência do mesmo. Nesse Século, novas religiões surgiram; renegando suas origens e atacando suas mães; Todavia, com a mesma oratória e maior concorrência de mercado e declínio na ética.
Foi no Século XX que os negros saíram de suas casas e foram lutar nas ruas no intuito de conquistar, não a liberdade, mas a igualdade social perante os brancos. Pois, foi no mesmo século, que os homens, vestidos de branco e encapuzados, invadiam as humildes casas da comunidade negra e enforcavam àqueles que pregavam a palavra de Deus e a justiça social. Isso aconteceu nos EUA durante dois terços do Século XX.
Certamente, o Século XX foi um centenário antagônico e extremamente rico no campo científico; pois foi nele que descobrimos a Radioatividade; estabelecemos e definimos o conceito abstrato de energia… Embora, tenha sido o filósofo e guerreiro árabe, Cícero, no Século VII D.C., o doutrinador da ideia da produção infinita de energia a partir da separação do átomo; foi no Século XX que Albert Einstein descobriu a equação da Relatividade E=MC2 (Energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado) e, a partir da mesma, ele reestruturou o panorama da Física; colocando a realidade humana na realidade teórica cosmopolar e nuclear. Muito além disso, Einstein alterou todos os conceitos básicos da física, determinando novas fronteiras para a ciência em geral… Nasciam, nessa mesma época áurea, os Anarquistas Epistemológicos… os homens que são contra o método.
Foi no Século XX que o homem observou suas células da forma mais completa possível, a partir do microscópio eletrônico. Foi no mesmo Século que a Engenharia Genética se desenvolveu; estabelecendo conceitos básicos como DNA (ácido Desoxirribonucléico) e RNA (ácido Ribonucléico)… Foi na década de 90 que o homem clonou uma ovelha… Em 2000, a Genética conseguiu cumprir a missão do Século: Mapear o código genético humano através do PROJETO GENOMA; no intuito de preservar a qualidade da espécie no futuro. Todavia, o mesmo projeto quebrava todos os princípios da ética e da moral no que diz respeito à vida, impreterivelmente, quando falávamos no assunto Clonagem de seres Humanos X Sobrevivência.
No Século XX, foram catalogadas mais de quatro luas ao redor de Saturno, quando, antes, eram catorze… Agora, são dezoito… E acreditam na possibilidade de existirem, talvez, até 24 luas ao redor do mesmo.
Foi no Século XX, durante a década de 60, que o homem pisou pela primeira vez a lua; dando início à conquista do espaço.
O Século o qual deixei para trás destruiu e criou mitos e fobias; reproduzindo o Método Científico, onde um Modelo melhor sobrepõe um outro… E aquilo que antes era a verdade se transforma numa grande mentira – Afinal, a ciência mais nada é do que FÉ decodificada em puro raciocínio lógico e matemático na qual tem um único objetivo: explicar bem aquilo que antes não tinha explicação.
No início do Século XX, a gripe levou um terço da população mundial. Depois, veio a Tuberculose, a Meningite, o Cólera, a Malária, e, entre tantas doenças transmitidas por vírus ou bactérias, vejo o HIV (AID’S) que não tem cura ainda; mas mantém uma forte solidariedade e muita esperança pelo Século que estamos começando a construir… Essas doenças são fatais se não forem tratadas; mas, pior é saber que o número de pessoas que morrem em acidentes de trânsito ou que falecem por fome é, centenas de vezes, maior. – Por isso afirmo o antagonismo de nossos tempos; pois temos muita tecnologia, mas pouco esclarecimento. Esquecemos de nos embebedar nos ideais iluministas do Século XVIII.
No Século XX, os homens construíram Armas Químicas e Biológicas no intuito de facilitar as coisas na área de combate; todavia, havia um problema em questão; pois um vírus, ou um composto químico, não saberiam distinguir a diferença existente entre um Soldado e um Civil… Entre um Adulto e uma Criança… Entre um Democrata e um Republicano… Entre um Assassino e um Inocente.
Foi nesse Século que a humanidade tentou reparar o mal que fora cometido contra os Judeus durante quase dois milênios e, impreterivelmente, durante o holocausto; permitindo que, em 1948, surgisse o Estado de Israel. Infelizmente, a comunidade Armênia não teve a mesma sorte; tendo seus remanescentes vagando pelo mundo como peregrinos sem causa ou tradição… Esses foram os frutos da Segunda Guerra Mundial e da Competição Capitalista existente entre os países do primeiro mundo no intuito de conseguir mais petróleo, mercado consumidor e poder.
Nesse Século, nunca o Estado confiscou tanto dinheiro e fez tão pouco pelo seu povo… E aquilo que fez, foi para a erosão eólica levar antes do nascimento de meus filhos. Mas no Século XX, muitas civilizações se destacaram na questão social, como os Estados Unidos da América, a Austrália, os países europeus, o Japão, entre outros; pois, no final desse Século, descobriram que o mais importante para um país é a qualidade de vida do cidadão… o resto vem com o passar do tempo, através de muito trabalho e dedicação da nação.
O Século XX foi um período marcado pelo encanto da democracia, do parlamento e da república. Todavia, o desencanto das ditaduras, forjado pelos oligopólios, marcou insensatamente essa época de grandes oratórias e poucas atitudes, de política e de politicagem.
Sobre o amor, aquele também conhecido como Filos, Eros ou Ágape, nunca um Século teve tanto amor em prática como esse; pois a humanidade do Século XX era essencialmente Epicurista por natureza… Muito além da argumentação, a década de 70 falaria por si só no movimento do “faça amor, não faça guerra”. Mas, também existiram os poetas contaminados pelo Mal do Século e a boêmia, como Vinícius de Moraes ou Graça Aranha… Poderia também falar de poetas bem menores como Nogueira Júnior.
Esse Século foi marcado pelas grandes conquistas e pelas flores, mas ambas saíram de moda… O mesmo aconteceu com a saia longa e a aliança… Aliás, no final do Século XX, o casamento ficou fora de moda, para não dizer… uma instituição em extinção.
Nesse Século, o Romantismo foi substituído pelo Realismo… O Realismo pelo Simbolismo… O Simbolismo pelo Surrealismo, pelo Dadaísmo entre outros “ismos”. Foi  no Século XX que o Modernismo e o Pós-Modernismo edificaram novas regras e quebraram as fronteiras dos estilos e épocas… Foi no mesmo Século que a Sétima Arte, o Cinema, ganhou luz, cor e forma… Ravel compôs e exaltou seu estupendo “Bolero”… A Pintura nunca mais foi mesma, como mais nada nesse mundo; pois o Século XX foi o centenário das revoluções… E assim foi de Salvador Dali ao Superhomem, dos Beatles ao U2, de Ravel ao Violeiro do Caos, de Charles Chaplin aos eloquentes e visionários da Arte por si mesma.
No Século XX, foi construído o primeiro computador… No mesmo Século, o homem foi se adaptando à máquina e a máquina ao homem. A informação era instantânea; pois tínhamos a telefonia convencional e celular, como a W.W.W. onde as crianças já nasciam com arroba (@) marcadas na testa. Nós estávamos na era digital…
Durante a Guerra da Bósnia era possível ver, em tempo real, um pai de família levar um tiro de fuzil no tórax, enquanto que sua filha de oito anos tentava tampar a cratera feita no peito dele… Esse era o sadismo do Século XX, assistir, na segurança do lar, o horror do mundo; montando uma escola familiar de violência.
Nunca, até então, um Século defendeu tanto a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade ao meio de tanto antagonismo e de tanta ebulição.
Nunca, até então, um Século se fez tão marcado pelos erros como o Século XX; pois as drogas foram exaltadas como deuses da antiguidade na constante fuga da realidade. A Cannabis Sativa, vulgar “Maconha”, por exemplo, envenenou a juventude americana desde a década de 20, se estendendo até a atualidade. A cocaína, embora proibida, deixou de ser o símbolo da marginalização popular, se tornando o bem de consumo da elite.
Durante o Século XX, inventaram aviões, carros, navios, foguetes, estações espaciais… Brincaram de Deus com a própria criação: Estabeleceram as regras da sobrevivência, da criação e, principalmente, da destruição em massa de nossa própria espécie. Nesse Século, inventaram de tudo um pouco… Exceto, uma fórmula que conseguisse conter nossas VAIDADES e INSEGURANÇAS… e, ironicamente, aumentaram nossas INCERTEZAS quando o intuito era de bani-las do nosso contexto.
No Século XX, mantiveram as coisas em pé… Mas até quando? A que custo? – Talvez o preço tenha sido o próprio Egoísmo que ocasionou a solidão que ainda se encontra dentro de nossos corações…

Nadelson Costa Nogueira Junior

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Me reconectei a Deus e me sincronizei com os negócios

A luz é afrodisíaca e entorpece aquele que se fez distante por algum tempo. A oração faz isso com qualquer praticante da fé. Poderíamos falar das taxas da endorfina que são lançadas na corrente sanguínea do ser humano no momento da realização, seja ela qual for. Mas, não diminuirei o tema aos números e as tentativas do homem em querer quantificar tudo, porque nós não somos máquinas. Prefiro mantê-lo no campo da existência, da consciência e da metafísica.

Após o falecimento do meu pai, em julho de 2015, ingressei numa espécie de crise existencial. Acendia as velas do Shabat e cumpria a ritualística, como de costume. Todavia, as ações pareciam mecânicas. Havia algo dentro de mim que estava atrapalhando minha conexão com o criador e a criação. Talvez, tenha sido o tamanho da dor e da perda, que sofri no silêncio. Talvez, seja o desligamento obrigatório e involuntário do patriarca da família.

Esse desconforto me afetou nos negócios, uma vez que meu sócio, mestre, conselheiro e amigo não estava mais comigo no plano material. Tive que parar os serviços nos últimos meses, tendo em vista que era imperativo dar um tempo, para diluir e reconstruir tudo, com ordem no tempo e no espaço.

Essa semana,  estou muito feliz, porque montei dois servidores e atendi alguns clientes na área da formatação e consultoria em TI ( Tecnologia da Informação). Arrumei o laboratório e coloquei as coisas no lugar. Estou pronto para continuar os projetos e o legado que construí junto com meu pai. Por isso, mãos na massa, porque tempo é dinheiro, enquanto que pretendo passar parte do meu conhecimento e aprendizado a minha filha.

Continuarei com a forma humanística de trabalho do patriarca, que seguia com a máxima:  “Não faça clientes, mas amigos.”

Mas, minha maior alegria foi ter me preparado para as orações, sem a correria e a interferência do trabalho. Exatamente no por do sol, acendi as velas do Shabat e senti a paz e a ternura, que havia esquecido, porque não estava mais sozinho, pois o criador estava comigo e com toda criação.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Somos parte de uma locomotiva

Meu pai, minha mãe, meus avós e toda genealogia está em mim. Toda essa onipresença foi transferida à minha filha, enquanto que o rio sanguíneo continuará até quando Deus permitir. Embora, digam que cada um dará conta do seu próprio pecado, há uma programação dos erros e acertos, cujas gerações vão se ajustando para compensar a demanda. E assim, a existência em família se transforma numa locomotiva de emoções, lembranças, traumas e sentimentos.

É necessário o anonimato para se praticar a justiça, a ética, o certo e o bem. No final, não compreendemos que o mundo está nos ajustando, quando deveríamos ajustá-lo em reciprocidade. E, da mesma forma que jogamos o lixo na rua ou poluímos os rios e os mares, vamos recebendo uma explosão diária de negativismo, dor, raiva, ódio e violência. Depois, reproduzimos cada palavra e imagem, como se fossem verdades absolutas. Mas, elas não são.

Por mais que me bombardeiem com meias verdades, evidenciando o lado ruim da humanidade, optei por acreditar no ser bom que está dentro de cada um, capaz de se comover, de se sacrificar no silêncio da caridade, porque a bondade não faz propaganda. Ela simplesmente trabalha.

Não estou dizendo para que tu ignores a recessão ou a depressão econômica, ou que te desligues da realidade. Muito pelo contrário. Peço-te, do fundo da minha alma, que assistas e leias tudo ao redor. Depois, questiones cada palavra e cada imagem apresentadas nos veículos de comunicação ou repetidas pelas bocas das pessoas. Posiciones diante de tudo isso e racionalizes. No fim do dia, constatarás que o mundo não é tão feio quanto pintam. Enquanto que há bondade e amor dentro de todos, independentemente do saldo da conta bancária, ou daquilo que acreditas.

Se mesmo assim, a dúvida pairar no ar, admires teu filho, com a simplicidade do sorriso e o brilho da esperança nos olhos, porque somos parte de uma locomotiva, cuja estação poderá ser construída, contrariando o acaso ou o destino.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Boçalidade

A proposta inicial da internet era facilitar a comunicação entre os departamentos científicos e acadêmicos nas universidades. Depois, surgiram os gigantes do setor tecnológico, criando regras e nichos de negócios, objetivando o comércio eletrônico e o compartilhamento dos dados, com a gestão do conhecimento.

Estou conectado na internet continuamente desde 2003, embora utilizasse o serviço precário, disponibilizado na linha telefônica discada desde 1999. Vi empresas e projetos nascerem muito rápido, enquanto que o falecimento foi com a mesma velocidade e intensidade. Mesmo assim, muita coisa mudou de lá para cá, e foi para melhor.

Na atualidade, eu fico assustado, quando me deparo com as ideias e as propostas propagadas pelas redes sociais, porque deveríamos gerar a informação e o conhecimento, compartilhando-lhes com toda comunidade eletrônica. Todavia, a maioria dos conteúdos é fútil, temporal e sem sentido. Os usuários não querem ler e fazer a pesquisa com profundidade, porque quanto menos caracteres e linhas tiver o artigo, será melhor. E assim, sintetizamos o diálogo, as ideias e o próprio pensamento humano, como as mensagens rápidas no twitter.

Ironicamente, podemos construir projetos e compartilhá-los com o próximo, sendo conhecido ou estranho. Entretanto, quando poderíamos brilhar na produção literária ou na genialidade, optamos em transformar o produtivo no boçal.

Mesmo assim, tenho esperança em ver o brasileiro produzindo conteúdos de qualidade e se capacitando pela internet, com a educação à distância (EAD). Aliás, outra máxima que o brasileiro ainda não descobriu com o advento da internet: – É possível estudar em casa, sem o custo do deslocamento, da manutenção da sala de aula convencional e dos horários fixos. Enquanto o mundo está se especializando dentro das organizações ou nos lares, o brasileiro ainda se desloca às escolas e institutos acadêmicos, porque é difícil aceitar o novo e promover a mudança da consciência. É complicado construir uma arquitetura atualizada e dinâmica, quando a consciência coletiva insiste em continuar no passado. A situação fica mais latente, quando nos deparamos com as escolas sucateadas e os professores desvalorizados pelo Estado e por sua própria sociedade.

No final, compreenderemos que nada aconteceu ao acaso, enquanto que construímos cada peça do quebra-cabeça social e tecnológico brasileiro, que é incompreendido por seus criadores, limitando-se à pseudocultura do boçal, responsável pelas falhas humanas, bem como pela essência ética nula dos governantes. Quando nos olhamos no espelho, não nos reconhecemos, porque o reflexo é feio, limitando-se à boçalidade alheia e coletiva.

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A experiência e o óbvio

Durante muito tempo, eu tenho nadado contra a corrente majoritária do pensamento e do comportamento humano. Enquanto as pessoas acumulam coisas, eu aprendi a viver experiências. Viajar é bom, mas não estou falando do turismo. Estou me referindo ao ato de admirar e aprender com o óbvio, como amar, comer, beber, conversar, ler, educar e, principalmente, compartilhar.

Sinto prazer em ficar na minha casa, degustar uma xícara de chá ou de café, comer um doce, escrever por escrever, bem como admirar o desenvolvimento da minha filha e da minha família.

Aprendi , ainda na infância, que o tudo jamais será o bastante para o consumista. Por isso, fui me desapegando das coisas, porque há sempre algo além no sorriso, na gargalhada ou na lágrima. Gosto de me surpreender pelo desconhecido, desde que haja a conexão, através de uma boa conversa, descobrindo um amigo, mesmo que nunca o veja depois da casualidade no ponto do ônibus ou na poltrona de um avião.

Admiro a dedicação de alguns pelo status, construindo carreiras e fazendo fortunas. O problema é que, na maioria das vezes, esse tipo de gente não possui profundidade, porque eles qualificam o mundo pelo poder do consumo.

No final, é no calor da família e da nossa casa que a posse acaba, porque no lugar do eu, existe o nós. Somente o pai, a mãe e os filhos poderão compreender a simplicidade dos pronomes, tendo em vista que o melhor fundo de investimento é a experiência de participar do desenvolvimento de alguém que será melhor do que sou. Caso contrário, a existência seria a total perda do tempo, se limitando à arte da vida na construção do abstrato.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A noite que Che Guevara abalou o Brasil, sem balas e sem platéia

ernesto-che-guevara-62bDesde o final da segunda guerra mundial, o Brasil vivia uma crise em sua identidade política e partidária. O cenário político contava com a presença do PTB, que tinha como avatar Getúlio Vargas, o PSD e a  UDN (UNIÃO DEMOCRÁTICA NACIOAL),  fundada em 07 de abril de 1945.

A UDN era considerada como o partido da classe média, cujos projetos e propostas se concentravam nos interesses dos latifundiários e dos industriais, que se relacionavam continuamente com o mercado estrangeiro, contrapondo e criticando as políticas públicas, as práticas sociais materializadas pelo Estado Novo e o intervencionismo estatal na economia. Seguindo a linha neoliberalista, a sigla cativou considerável parte da classe média brasileira, trabalhando diretamente no combate à corrupção e ao comunismo, no mundo bipolarizado pela Guerra Fria, apoiando, inclusive a candidatura do Jânio Quadros à Presidência da República em 1960.

Jânio Quadros, também conhecido pela vassoura, diante do discurso fincado no combate à corrupção estatal, teve uma carreira rápida e brilhante, começando como vereador e chegando à Presidência da República Federativa do Brasil em exatos 15 anos, permanecendo no cargo de 31/01/1961 a 25 de agosto de 1961, quando renunciou por força da pressão política nacional e internacional, tendo em vista que o presidente tinha condecorado, em 19/08/1961, Ernesto Che Guevara, com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

A ironia do contexto é que a UDN tinha ajudado a construir um presidente, que não se importava em reconhecer e apoiar o socialismo e o comunismo publicamente. Tirando a questão da Doutrina Monroe, com o seu lema “América para os americanos”, não havia condição política e apoio popular para que o Jânio Quadros se perpetuasse no cargo. Entretanto, havia outro ponto interessante na história, tendo em vista que o cargo de Vice-Presidente era também eletivo e de forma autônoma e direta no sistema democrático daquela época. Todavia, o Vice-Presidente da República era João Goulart, do PTB. E, mais uma vez, a UDN cometeu o fiasco em apoiar um político legitimado pelo voto, conspirando dentro da máquina política para que o mesmo fosse deposto. Assim, começaria a novela política da Ditadura Militar no Brasil, em 31/03/1964. Por ironia do destino, os partidos políticos foram dissolvidos, incluindo a UDN, sendo estabelecido o bipartidarismo, com os seguintes partidos políticos: MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e a ARENA (Aliança Renovadora Nacional). A maioria dos membros da UDN migrou para a ARENA, que se ramificou em diversas siglas com a abertura democrática, perpetuando suas ideias e princípios até a atualidade.

Por fim, não me assustaria com um novo fiasco histórico e político, incluindo a tentativa de construírem o mecanismo, que  permitirá a terceirização nos serviços públicos e privados, incluindo a transição para o fim dos direitos trabalhistas do cidadão, porque, no final, o interesse dos grupos econômicos estará acima dos interesses da nação, enquanto que a democracia sempre estará ameaçada pelo medo do estranho e do desconhecido, mesmo que ele venha fantasiado pelo fantasma do socialismo, do comunismo e do populismo.

Na noite do dia 19/08/1961, Ernesto Che Guevara abalou o Brasil e o mundo, denunciando um sistema hipócrita, que falava uma coisa e que praticava o contrário. Essa hipocrisia está dentro de muitos, tendo em vista que foi transmitida por osmose e pelo DNA, passando de uma geração para outra.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Dudu - Canção Nova.

Dez passos para começar o ano em Deus

“Diariamente, somos desafiados a “dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”. É um bom combate, uma luta constante na batalha da vida! Não é só a ação ou a experiência que enriquecem nosso ser. Tudo depende da qualidade dos nossos atos e experiências. Uma abundância de ações mal vividas também pode esgotar nosso ser, esvaziar nossos sonhos, roubar o sentido da vida. Não podemos viver apenas para “fazer alguma coisa”.

Como viver no início deste Novo Ano?

Começar em comunhão com Deus, Sob o olhar carinhoso da Mãe: Guardar o primado de Deus! Nos primeiros instantes de 2016, pela fé, entregamos tudo a Ele! O cristão deveria, onde estivesse, com quem estivesse, parar e rezar. No primeiro dia do ano civil, a Igreja nos faz celebrar a “Mãe de Deus”. Dia Santo de preceito. Começar com a benção da Mãe nos deve confortar! Consagrar o novo ano a Ela: Eis um bom e santo segredo!

Vivendo reconciliados: Começar o ano com ressentimentos e mágoas não é inteligente nem poderá fazer bem. Aproveite o dia internacional da paz para estar em paz com todos! Libere perdão! Comece um novo ano interiormente livre, literalmente novo.

Em Família: Em meio ao contexto da crise, não se pode esquecer que a Família é o melhor recurso do ser humano. Basta pouco para programar algo em família. Na verdade, basta querer. Não são grandes viagens; mas momentos intensos vividos juntos nestes dias onde possivelmente todos gozam de férias.

Cuidar da saúde: Bom também seria tirar uns poucos dias para os exames de rotina. Cuidar do corpo que precisará ter forças suficientes para enfrentar os desafios do novo ano;

Viver com propósitos: Um pequeno plano de vida não faz mal a ninguém. Nada de esquemas rígidos e fechados; mas alguns objetivos, virtudes e propósitos a serem alcançados devem nos motivar quando as dificuldades chegarem;

O justo descanso: Descansar é sempre necessário e salutar. Repousar ao menos dois ou três dias é uma necessidade neste tempo presente. Fazer memória de como Deus, em sua fidelidade e providência, tem me ajudado; permitir a alma descansar em Deus, entregando a Ele as preocupações;

Boas leituras, sobretudo a Escritura: O tempo das férias pode ser propício para as leituras que enriquecem e fortalecem nosso espírito. Recordo de um pedido do Papa Bento: Leiam integralmente os pequenos livros da Bíblia durante as férias!

Visite parentes e amigos: Aproveitar o tempo livre para viver a “cultura do encontro” visitando pessoas que você não vê há algum tempo é um ato salutar;

Praticar obras de misericórdia: Como bons católicos, em comunhão com o Ano Santo da Misericórdia, o exercício das obras espirituais e corporais de Misericórdia pode ser um ato concreto para nossa vivência de férias verdadeiramente cristãs;

Participe da Santa Missa em Igrejas que você ainda não conhece: Ao fazer tua programação semanal ou mensal de férias, priorize a Santa Missa dominical, e, se puder, vá a uma Comunidade Católica diferente para perceber a riqueza e a diversidade da nossa Igreja. Se estiver em um grande centro onde tenha a Catedral, visite a Porta Santa neste Ano da Misericórdia!

Que a Fé no Deus Vivo e Verdadeiro nos diga que Ele nos acompanhará todos os dias deste ano que começamos. Sustentados pela Esperança, caminhemos na certeza de que é Fiel Quem fez a Promessa! Oh não! Ele Não dorme, nem cochila! O Seu Espírito virá em socorro à nossa fraqueza! Caminhemos, ao longo deste ano, Ano da Misericórdia, certos de que a alegria de Deus é nos perdoar e fazer em nós, como em Maria, maravilhas!”

Padre Dudu