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As mudanças na previdência social materializam a luta do governo contra o gênero feminino

O tema mais debatido no Congresso Nacional nos últimos 20 anos é a aposentadoria, com suas fórmulas e regras complexas e diversas, também cheias de vícios e falhas logísticas, por conta das garantias constitucionais. Assim, a Previdência Social, que é a pasta responsável pelo controle e a organização das aposentadorias privadas, no Brasil, está incorporada, solidariamente, à Seguridade Social, misturando-se, desde sua criação, com as receitas e despesas oriundas das pastas do Trabalho e do Tesouro Nacional.

Embora o assunto seja complexo e de extrema profundidade técnica e institucional, muito ao contrário daquilo que a imprensa e o governo apresentam, quanto ao fato de que a Previdência Social está quebrando por falta dos recursos, porque as fórmulas da idade mínima e das concessões das aposentadorias não fecham, não é verdade, tendo em vista que, conforme as pedaladas fiscais, na União e nos Estados, sempre se apropriam dos valores investidos nos fundos da Previdência Social, colocando-os nos fundos de investimento no estrangeiro, para ganharem juros e mais juros. O problema é que o dinheiro retirado para os investimentos extras não são devolvidos, ficando o buraco para o contribuinte.

Resumindo a ópera, o governo não ficou satisfeito em aplicar o fator previdenciário às aposentadorias, cuja prática detém-se ao fato do trabalhador ter recolhido 10 salários mínimos por mês, ao longo dos 35 anos de labuta, recebendo 05 na aposentadoria. Ele resolveu ampliar o teor da maldade, indicando aplicar a fórmula do 90/95, que se baseia na soma do tempo de serviço com a idade mínima. Por exemplo, fulano tem 60 anos de idade e 35 de tempo de serviço. A soma das duas variáveis tem que resultar em 90 para mulher e 95 para homem. Todavia, a ideia do governo é  aplicar a fórmula padrão do 95/95, colocando a mulher para trabalhar mais 05 anos, tendo em vista que o gênero feminino já está sobrepondo o masculino na frente do trabalho e nos indicadores sociais, enquanto que a esperança de vida da mulher é 72 anos, superando em 6 a do homem, cujo índice paralisou nos 66 anos. Logo, os ajustes na aposentadoria e na previdência privada não são para equilibrar as contas da Previdência Social, mas para garantir que o governo fique com a maior parte da fatia do dinheiro, para fazê-lo o que quiser e bem entender, sem ter que dar satisfação a ninguém.

Atualmente, a imprensa está divulgando que o governo provisório está estudando a possibilidade de ajustar o tempo de contribuição dos 35 para 40 anos.  Em suma, se tal proposta for aplicada, a maioria dos trabalhadores não se aposentará, porque há uma crise generalizada na economia e na saúde pública, enquanto que o governo aumenta sua fatia no bolo. No final, não precisa ser gênio para concluir que a questão previdenciária se tornou uma luta de gênero entre o governo e as mulheres, porque os homens já perderam a luta no modelo aplicado atualmente no Brasil.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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Honestidade comigo mesmo

A vida não é feita dos sonhos, mas dos projetos. Os sonhos estão no lúdico e no imaginário individual humano. Os projetos estão nas mãos e no cérebro humano para serem executados, com planejamento, prazo e investimento. Logo, precisamos trocar os sonhos pelos projetos.

Considerando minha origem humilde, tive que optar pelos projetos desde cedo, dedicando meu tempo e trabalho na capitalização, objetivando manter e garantir a integridade da minha família. Aliás, não existe investimento mais longo que esse, cujos resultados serão percebidos na presença dos netos.

Eu tenho o projeto de me aposentar e morar fora do Brasil por algum tempo. Assim, me imagino tomando água de coco no golfo do caribe ou escrevendo sob o sol da toscana. Todavia, honestamente, meu projeto se tornará um sonho, tendo em vista que o governo pretende aumentar o tempo de serviço e a idade para a aposentadoria. Em suma, morrerei trabalhando, como um martelo velho, que bate continuamente na cabeça do prego enferrujado no assoalho da casa.

Meu projeto é viver um dia de cada vez, na esperança de ludibriar os indicadores sociais e econômicos, bem como ter prioridade em tudo. Eu quero envelhecer com dignidade e a cabeça erguida. Quero abraçar minhas oliveiras e admirar a complexidade do copo d`água sobre a mesa, com a toalha branca.

Não tenho tempo para ficar lamentando, enquanto que abro mão de tudo para curtir a alegria da minha pequena família, porque, na honestidade da alma, fui compelido a fazer escolhas que paralisaram antigos projetos por causas maiores. Se tudo acontecer dentro do planejado, já haverá grande resultado na próxima geração, mesmo que não esteja por aqui para testemunhar.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Epístola do Século do Egoísmo.

Rio Bonito, 01 de janeiro de 2001.

A ERA DA INCERTEZA E DAS VAIDADES

Dedicado aos indivíduos que deixaram de lado suas vaidades e que lutaram pelo objetivo único de tornar o mundo melhor para seus descendentes; superando suas fobias., quando acordavam desesperados ao meio do pesadelo que lhe parecia não ter mais fim… Pois, assim é a realidade para o Filósofo, o Artista e o Poeta… Um trovão, um fio, um arrepio…
O homem foi expulso do paraíso porque havia um destino traçado pelo criador. Era necessário que o mesmo aprendesse com o pecado para poder se encontrar com a criação e com o Deus vivo… Todavia, desde o Livro de Gênesis, o homem só tem procurado o espelho e o reflexo de sua vontade, no intuito de alcançar o status inteligível e não a D-us.

O Século XX foi marcado, desde o início, por grandes descobertas científico-tecnológicas e efêmeros temores da alma humana. O Século XX foi marcado desde o início pela ansiedade e pela incerteza.
Na passagem do Século XIX para o Século XX, Emilie Durkheim, o patrono da Sociologia, narrava, em uma de suas obras, o comportamento patológico ou a anomalia social; onde centenas de protestantes e de judeus se suicidavam perante a incerteza que trazia a ideia de um Século novo (Teoria do Suicídio como fato social)… principalmente, quando os crentes daquela época acreditavam que aquela virada de século correspondia ao início do Final dos Tempos – pensamento fortemente defendido pelos apocalípticos até mesmo nos dias atuais que transcorrem o tempo presente desse escritor.
Talvez, os apocalípticos não estivessem errados; pois foi no Século XX que aconteceram as maiores loucuras até então feitas pela humanidade, assim como, o neocolonialismo; a Primeira Guerra Mundial; a Revolução Russa; a Queda da Bolsa de New York, em 1929; a Revolução Espanhola; o Nazismo; o Fascismo Italiano; o Comunismo; o anti semitismo; a Xenofobia; a Segunda Guerra Mundial; a Quebra do Tratado de Versalhes; o Assassinato de mais de 30 milhões de seres humanos… A quebra dos Direitos Humanos; A era nuclear; a Guerra Fria e suas consequências desastrosas, como a origem de outras guerras e guerrilhas… A Revolução Cubana; o bloqueio comercial de Cuba por parte dos americanos, assim como, a própria fome e a desigualdade social que sempre estiveram na face da terra. No Século XX, políticos falavam e profetizavam em nome de Deus; enquanto que outros defendiam a inexistência do mesmo. Nesse Século, novas religiões surgiram; renegando suas origens e atacando suas mães; Todavia, com a mesma oratória e maior concorrência de mercado e declínio na ética.
Foi no Século XX que os negros saíram de suas casas e foram lutar nas ruas no intuito de conquistar, não a liberdade, mas a igualdade social perante os brancos. Pois, foi no mesmo século, que os homens, vestidos de branco e encapuzados, invadiam as humildes casas da comunidade negra e enforcavam àqueles que pregavam a palavra de Deus e a justiça social. Isso aconteceu nos EUA durante dois terços do Século XX.
Certamente, o Século XX foi um centenário antagônico e extremamente rico no campo científico; pois foi nele que descobrimos a Radioatividade; estabelecemos e definimos o conceito abstrato de energia… Embora, tenha sido o filósofo e guerreiro árabe, Cícero, no Século VII D.C., o doutrinador da ideia da produção infinita de energia a partir da separação do átomo; foi no Século XX que Albert Einstein descobriu a equação da Relatividade E=MC2 (Energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado) e, a partir da mesma, ele reestruturou o panorama da Física; colocando a realidade humana na realidade teórica cosmopolar e nuclear. Muito além disso, Einstein alterou todos os conceitos básicos da física, determinando novas fronteiras para a ciência em geral… Nasciam, nessa mesma época áurea, os Anarquistas Epistemológicos… os homens que são contra o método.
Foi no Século XX que o homem observou suas células da forma mais completa possível, a partir do microscópio eletrônico. Foi no mesmo Século que a Engenharia Genética se desenvolveu; estabelecendo conceitos básicos como DNA (ácido Desoxirribonucléico) e RNA (ácido Ribonucléico)… Foi na década de 90 que o homem clonou uma ovelha… Em 2000, a Genética conseguiu cumprir a missão do Século: Mapear o código genético humano através do PROJETO GENOMA; no intuito de preservar a qualidade da espécie no futuro. Todavia, o mesmo projeto quebrava todos os princípios da ética e da moral no que diz respeito à vida, impreterivelmente, quando falávamos no assunto Clonagem de seres Humanos X Sobrevivência.
No Século XX, foram catalogadas mais de quatro luas ao redor de Saturno, quando, antes, eram catorze… Agora, são dezoito… E acreditam na possibilidade de existirem, talvez, até 24 luas ao redor do mesmo.
Foi no Século XX, durante a década de 60, que o homem pisou pela primeira vez a lua; dando início à conquista do espaço.
O Século o qual deixei para trás destruiu e criou mitos e fobias; reproduzindo o Método Científico, onde um Modelo melhor sobrepõe um outro… E aquilo que antes era a verdade se transforma numa grande mentira – Afinal, a ciência mais nada é do que FÉ decodificada em puro raciocínio lógico e matemático na qual tem um único objetivo: explicar bem aquilo que antes não tinha explicação.
No início do Século XX, a gripe levou um terço da população mundial. Depois, veio a Tuberculose, a Meningite, o Cólera, a Malária, e, entre tantas doenças transmitidas por vírus ou bactérias, vejo o HIV (AID’S) que não tem cura ainda; mas mantém uma forte solidariedade e muita esperança pelo Século que estamos começando a construir… Essas doenças são fatais se não forem tratadas; mas, pior é saber que o número de pessoas que morrem em acidentes de trânsito ou que falecem por fome é, centenas de vezes, maior. – Por isso afirmo o antagonismo de nossos tempos; pois temos muita tecnologia, mas pouco esclarecimento. Esquecemos de nos embebedar nos ideais iluministas do Século XVIII.
No Século XX, os homens construíram Armas Químicas e Biológicas no intuito de facilitar as coisas na área de combate; todavia, havia um problema em questão; pois um vírus, ou um composto químico, não saberiam distinguir a diferença existente entre um Soldado e um Civil… Entre um Adulto e uma Criança… Entre um Democrata e um Republicano… Entre um Assassino e um Inocente.
Foi nesse Século que a humanidade tentou reparar o mal que fora cometido contra os Judeus durante quase dois milênios e, impreterivelmente, durante o holocausto; permitindo que, em 1948, surgisse o Estado de Israel. Infelizmente, a comunidade Armênia não teve a mesma sorte; tendo seus remanescentes vagando pelo mundo como peregrinos sem causa ou tradição… Esses foram os frutos da Segunda Guerra Mundial e da Competição Capitalista existente entre os países do primeiro mundo no intuito de conseguir mais petróleo, mercado consumidor e poder.
Nesse Século, nunca o Estado confiscou tanto dinheiro e fez tão pouco pelo seu povo… E aquilo que fez, foi para a erosão eólica levar antes do nascimento de meus filhos. Mas no Século XX, muitas civilizações se destacaram na questão social, como os Estados Unidos da América, a Austrália, os países europeus, o Japão, entre outros; pois, no final desse Século, descobriram que o mais importante para um país é a qualidade de vida do cidadão… o resto vem com o passar do tempo, através de muito trabalho e dedicação da nação.
O Século XX foi um período marcado pelo encanto da democracia, do parlamento e da república. Todavia, o desencanto das ditaduras, forjado pelos oligopólios, marcou insensatamente essa época de grandes oratórias e poucas atitudes, de política e de politicagem.
Sobre o amor, aquele também conhecido como Filos, Eros ou Ágape, nunca um Século teve tanto amor em prática como esse; pois a humanidade do Século XX era essencialmente Epicurista por natureza… Muito além da argumentação, a década de 70 falaria por si só no movimento do “faça amor, não faça guerra”. Mas, também existiram os poetas contaminados pelo Mal do Século e a boêmia, como Vinícius de Moraes ou Graça Aranha… Poderia também falar de poetas bem menores como Nogueira Júnior.
Esse Século foi marcado pelas grandes conquistas e pelas flores, mas ambas saíram de moda… O mesmo aconteceu com a saia longa e a aliança… Aliás, no final do Século XX, o casamento ficou fora de moda, para não dizer… uma instituição em extinção.
Nesse Século, o Romantismo foi substituído pelo Realismo… O Realismo pelo Simbolismo… O Simbolismo pelo Surrealismo, pelo Dadaísmo entre outros “ismos”. Foi  no Século XX que o Modernismo e o Pós-Modernismo edificaram novas regras e quebraram as fronteiras dos estilos e épocas… Foi no mesmo Século que a Sétima Arte, o Cinema, ganhou luz, cor e forma… Ravel compôs e exaltou seu estupendo “Bolero”… A Pintura nunca mais foi mesma, como mais nada nesse mundo; pois o Século XX foi o centenário das revoluções… E assim foi de Salvador Dali ao Superhomem, dos Beatles ao U2, de Ravel ao Violeiro do Caos, de Charles Chaplin aos eloquentes e visionários da Arte por si mesma.
No Século XX, foi construído o primeiro computador… No mesmo Século, o homem foi se adaptando à máquina e a máquina ao homem. A informação era instantânea; pois tínhamos a telefonia convencional e celular, como a W.W.W. onde as crianças já nasciam com arroba (@) marcadas na testa. Nós estávamos na era digital…
Durante a Guerra da Bósnia era possível ver, em tempo real, um pai de família levar um tiro de fuzil no tórax, enquanto que sua filha de oito anos tentava tampar a cratera feita no peito dele… Esse era o sadismo do Século XX, assistir, na segurança do lar, o horror do mundo; montando uma escola familiar de violência.
Nunca, até então, um Século defendeu tanto a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade ao meio de tanto antagonismo e de tanta ebulição.
Nunca, até então, um Século se fez tão marcado pelos erros como o Século XX; pois as drogas foram exaltadas como deuses da antiguidade na constante fuga da realidade. A Cannabis Sativa, vulgar “Maconha”, por exemplo, envenenou a juventude americana desde a década de 20, se estendendo até a atualidade. A cocaína, embora proibida, deixou de ser o símbolo da marginalização popular, se tornando o bem de consumo da elite.
Durante o Século XX, inventaram aviões, carros, navios, foguetes, estações espaciais… Brincaram de Deus com a própria criação: Estabeleceram as regras da sobrevivência, da criação e, principalmente, da destruição em massa de nossa própria espécie. Nesse Século, inventaram de tudo um pouco… Exceto, uma fórmula que conseguisse conter nossas VAIDADES e INSEGURANÇAS… e, ironicamente, aumentaram nossas INCERTEZAS quando o intuito era de bani-las do nosso contexto.
No Século XX, mantiveram as coisas em pé… Mas até quando? A que custo? – Talvez o preço tenha sido o próprio Egoísmo que ocasionou a solidão que ainda se encontra dentro de nossos corações…

Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Sono dos Justos

Chega uma fase da vida, que a gente simplesmente respira, olha para frente e anda. Mas, o tempo traz a experiência e a sabedoria, que aumentam o peso da bagagem sobre o corpo. Então, a gente para, olha, estende a mão ao próximo, dá um sorriso, respira e anda mais lentamente, admirando a natureza e a fantástica complexidade da vida humana.

As pessoas boas doam a caridade, através das ações e das palavras, quase sempre no anonimato e na discrição imperceptível. As pessoas medíocres pouco oferecem ao mundo, e quando realizam alguma coisa, normalmente, é para usar em proveito próprio no futuro.

Com meus quase 40 anos de vida, conheci pessoas maravilhosas, que me ensinaram aquilo que devo ser ou que jamais deverei fazer. Todavia, a mediocridade alheia sempre me desafiou, por tentar auxiliar seu portador de todas as formas possíveis, mas a resposta sempre era a mesma, sem essência, culpa ou remorso.  Assim, na retribuição da boa educação, eu dou um sorriso, ou me retiro no silêncio.

Até minha filha nascer, eu me preocupava com tantas coisas inúteis e sem importância, quando ela me ensinou que a família é uma alma dividida em várias partes, que se completam e que alcançam a plenitude. Por fim, a experiência de ser marido e pai me elevou da condição de filho, enquanto que passei a ver a beleza no próximo, com seus talentos e virtudes, porque, no final, se perdermos a esperança com o mundo e o aperfeiçoamento dos vícios, seremos medíocres da mesma maneira que seus praticantes, enquanto que nunca é tarde para recomeçar.

Não importa o tamanho do negativismo, porque o amor inflama no meu peito, enquanto que a alma perdoa. No final de cada dia, quero deixar o melhor de mim para meus descendentes, dormindo o verdadeiro sono dos justos, tendo em vista que, quando o coração para, a morte responde, fazendo cobranças e escravizando o espírito.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Transgressão

Participei pouco dos movimentos populares, tais como passeatas, protestos, greves, micaretas, carnaval ou qualquer outro nome que seja dado ao aglomerado com mais de três pessoas, porque isso já seria considerado formação de algo reacionário na pós-ditadura. Não que eu desejasse lançar pedras no inimigo ou me jogar insanamente na folia. O problema era que as situações sempre demonstraram ter maior relação com o ego e a história do indivíduo do que com a sociedade e os fatos em si.

Minha transgressão foi justamente seguir a corrente majoritária, utilizando do cinismo e da ingenuidade, quando sou consultado ou exponho minha opinião. Embora que, na maioria das vezes, tenha preferido ficar em silêncio para provocar a dúvida nas mentes preguiçosas. Pois, para esse tipo de gente, o silêncio machuca mais que a pergunta da interrogação, a força do imperativo  e a emoção do ponto de exclamação.

Transgredi algumas regras sociais e a opinião pública, quando decidi escrever sobre o mundo, através da ótica dos meus olhos míopes e estrábicos, valorizando o sentimento e a fé no abstrato.

Transgredi o mundo, quando decidi ficar na mão direita da sociedade, pagando os impostos em dia, mesmo entrando no cheque especial. Minha transgressão é tentar fazer o certo, mesmo quando muitos insistem em seguir na contramão.

Não ficarei rico, como não terei fama. Todavia, se me for permitido, espero dormir o sono dos justos na minha cama, mantendo o coquetel molotov debaixo do travesseiro, só por precaução.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Me reconectei a Deus e me sincronizei com os negócios

A luz é afrodisíaca e entorpece aquele que se fez distante por algum tempo. A oração faz isso com qualquer praticante da fé. Poderíamos falar das taxas da endorfina que são lançadas na corrente sanguínea do ser humano no momento da realização, seja ela qual for. Mas, não diminuirei o tema aos números e as tentativas do homem em querer quantificar tudo, porque nós não somos máquinas. Prefiro mantê-lo no campo da existência, da consciência e da metafísica.

Após o falecimento do meu pai, em julho de 2015, ingressei numa espécie de crise existencial. Acendia as velas do Shabat e cumpria a ritualística, como de costume. Todavia, as ações pareciam mecânicas. Havia algo dentro de mim que estava atrapalhando minha conexão com o criador e a criação. Talvez, tenha sido o tamanho da dor e da perda, que sofri no silêncio. Talvez, seja o desligamento obrigatório e involuntário do patriarca da família.

Esse desconforto me afetou nos negócios, uma vez que meu sócio, mestre, conselheiro e amigo não estava mais comigo no plano material. Tive que parar os serviços nos últimos meses, tendo em vista que era imperativo dar um tempo, para diluir e reconstruir tudo, com ordem no tempo e no espaço.

Essa semana,  estou muito feliz, porque montei dois servidores e atendi alguns clientes na área da formatação e consultoria em TI ( Tecnologia da Informação). Arrumei o laboratório e coloquei as coisas no lugar. Estou pronto para continuar os projetos e o legado que construí junto com meu pai. Por isso, mãos na massa, porque tempo é dinheiro, enquanto que pretendo passar parte do meu conhecimento e aprendizado a minha filha.

Continuarei com a forma humanística de trabalho do patriarca, que seguia com a máxima:  “Não faça clientes, mas amigos.”

Mas, minha maior alegria foi ter me preparado para as orações, sem a correria e a interferência do trabalho. Exatamente no por do sol, acendi as velas do Shabat e senti a paz e a ternura, que havia esquecido, porque não estava mais sozinho, pois o criador estava comigo e com toda criação.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Somos parte de uma locomotiva

Meu pai, minha mãe, meus avós e toda genealogia está em mim. Toda essa onipresença foi transferida à minha filha, enquanto que o rio sanguíneo continuará até quando Deus permitir. Embora, digam que cada um dará conta do seu próprio pecado, há uma programação dos erros e acertos, cujas gerações vão se ajustando para compensar a demanda. E assim, a existência em família se transforma numa locomotiva de emoções, lembranças, traumas e sentimentos.

É necessário o anonimato para se praticar a justiça, a ética, o certo e o bem. No final, não compreendemos que o mundo está nos ajustando, quando deveríamos ajustá-lo em reciprocidade. E, da mesma forma que jogamos o lixo na rua ou poluímos os rios e os mares, vamos recebendo uma explosão diária de negativismo, dor, raiva, ódio e violência. Depois, reproduzimos cada palavra e imagem, como se fossem verdades absolutas. Mas, elas não são.

Por mais que me bombardeiem com meias verdades, evidenciando o lado ruim da humanidade, optei por acreditar no ser bom que está dentro de cada um, capaz de se comover, de se sacrificar no silêncio da caridade, porque a bondade não faz propaganda. Ela simplesmente trabalha.

Não estou dizendo para que tu ignores a recessão ou a depressão econômica, ou que te desligues da realidade. Muito pelo contrário. Peço-te, do fundo da minha alma, que assistas e leias tudo ao redor. Depois, questiones cada palavra e cada imagem apresentadas nos veículos de comunicação ou repetidas pelas bocas das pessoas. Posiciones diante de tudo isso e racionalizes. No fim do dia, constatarás que o mundo não é tão feio quanto pintam. Enquanto que há bondade e amor dentro de todos, independentemente do saldo da conta bancária, ou daquilo que acreditas.

Se mesmo assim, a dúvida pairar no ar, admires teu filho, com a simplicidade do sorriso e o brilho da esperança nos olhos, porque somos parte de uma locomotiva, cuja estação poderá ser construída, contrariando o acaso ou o destino.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Telefonema de Deus

Objetivando afastar a hipótese do início da terceira guerra mundial, o Papa Francisco conseguiu marcar uma audiência direta na Assembleia das Nações Unidas, contando com a presença do Presidente dos Estados Unidos da América, da Rússia e da China. Com a abertura dos trabalhos, o Papa Francisco atentou para o fato de que o mundo precisava de comida, água e energia. Entretanto, acima das necessidades materiais, era imperativo mais cooperação entre as nações do mundo, e maior humanização  e respeito entre os seres humanos. Somente assim, o Homem conseguiria afastar o fantasma da guerra, da fome, da doença e da pobreza material e espiritual.

Antes da reunião oficial na assembleia, os líderes não alcançavam um coeficiente comum entre os interesses das suas respectivas nações. A guerra parecia inevitável, incluindo o fim dos dois terços da humanidade ao longo da próxima década. Todavia, enquanto Barak Obama falava em tom alto pela manutenção da OTAN, Vladimir Putin já estava preparado para mandar fechar o registro dos dutos de gás no Kosovo e na Macedônia.  Xi Jinping pretendia liberar mais barris de petróleo no mercado asiático, para provocar o aumento da oferta e a queda do preço do barril de petróleo. Do nada, os telefones vermelhos tocaram juntos, enquanto que os respectivos assessores se aproximaram de cada autoridade dizendo: – Senhor, a ligação é urgente. Os líderes olharam, desconfiados, uma vez que as pessoas mais importantes do planeta estavam naquela sala. E perguntaram aos seus respectivos assessores: – Quem é? Os assessores responderam imediatamente: – Deus. Todas as autoridades se direcionaram aos seus respectivos telefones vermelhos, e ficaram por lá por alguns minutos, somente escutando. Logo após algum tempo, eles colocaram os telefones vermelhos no gancho e retornaram aos seus respectivos assentos, sincronicamente. Eles se olhavam, enquanto que não sabiam  como prosseguir com a reunião, quando Xi Jinping explanou: – Se não deixarmos nossas diferenças de lado… Continuou Putin, com a frase: – O peso do fim da humanidade estará sobre nossos ombros. Obama completou o restante do período: – O que fizermos hoje, selará o destino de todos. Dai por diante todas as autoridades falaram a mesma frase, ao mesmo tempo: – Se não fizermos o certo, Deus não terá misericórdia. Não haverá nem vencedor ou vencido. Somente a destruição dos ímpios.

A Assembleia da ONU anunciou o início do trabalho conjunto entre os Estados Unidos da América, a Rússia e a China. Todos estavam determinados a compartilharem recursos e tecnologias para o restante do mundo.  As fronteiras ideológicas estavam se dissolvendo diante das soluções, uma vez que nascia o primeiro governo mundial.

Embora seja uma crônica, o telefone vermelho está tocando constantemente para as nações do mundo e suas respectivas autoridades atenderem e escutarem. Todavia, a ganância e a cegueira da cobiça não permitem que a humanidade pare para escutar a natureza e os chamados dos nossos vizinhos celestiais.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior