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Com supersalários no passado, IPREVIRB ainda não pratica a transparência com a sociedade e os aposentados

Criado em abril de 2000, no governo de Solange Pereira de Almeida, o IPREVIRB (Instituto da Previdência dos Servidores Públicos do Município de Rio Bonito) ficou por 12 anos sob a mesma gestão e no anonimato para a opinião pública, mantendo o salário bruto do presidente no valor de R$33.000,00. Ao longo do governo Mandiocão de 2004 a 2012, o prefeito manteve o IPREVIRB intacto, respeitando sua autonomia, mesmo diante da influência direta da Câmara Municipal e do grupo político da Solange na autarquia, cujos cargos da diretoria e do conselho fiscal transitavam por um grupo seleto, cuja maioria se mantem até hoje nos quadros, ora como diretor, ora conselheiro e ora presidente.

Em 2013, no início do mandato da prefeita Solange, houve a mobilização política dentro dos poderes executivo e legislativo municipal, objetivando alterar a diretoria, desfragmentar as regalias da presidência para a criação de mais cargos, para atender a demanda dos pedidos políticos, principalmente dos vereadores. O processo demorou 03 anos para ser executado, materializando-se em 2016, com a reformulação jurídica e administrativa completa do IPREVIRB. Dessa forma, o cargo com a remuneração de R$33.000,00 caiu para R$6.880,00, mais as ajudas de custo da autarquia. O problema é que a despesa concentrada em R$33.000,00 anteriormente foi desfragmentad em vários cargos, cuja soma dos salários e dos encargos é muito superior ao dobro do supersalário anterior, enquanto que a autarquia continuou com seus problemas financeiros, principalmente, na hora de pagar o aposentado.

Buscando atender seu público alvo, em nome da transparência, no meio do conflito entre o prefeito e a maioria dos vereadores, o instituto já registrou seu domínio na internet, através do endereço www.iprevirb.com.br. O problema é que o site está em MANUTENÇÃO, sem a divulgação dos salários e dos cargos da atual gestão, que insiste em bater na tecla dos supersalários do passado, ignorando as máculas provocadas pelos arranjos políticos de 2013 para cá.

Por fim, na briga entre o IPREVIRB e o Prefeito Mandiocão, quem sai perdendo é o aposentado, que se tornou uma vítima do sistema econômico e político.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior