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Do Mandiocão ao Renan Calheiros, a democracia é uma ilusão

Os heróis brasileiros nunca seguraram em armas, lutaram contra o sistema para tornar o Brasil mais justo para sua sociedade. Muito pelo contrário, eles assumiram o lugar dos seus pais e avós, dando continuidade ao sistema, que mantém o rico cada vez mais rico com o dinheiro público, e o pobre cada vez mais pobre. E para àqueles que discordarem das minhas palavras, chamarei a atenção para a anistia ao caixa dois por parte do Congresso Nacional, que demonstra literalmente que há um abismo entre a sociedade e as instituições políticas, que precisam manter as construtoras no circuito do poder para que o país não feche as portas, tornando-nos vítimas deles mesmos.
Mas, o maior horror será, quando privatizarem a PETROBRÁS, cujo dinheiro sairá do BNDES, enquanto que as empreiteiras, as construtoras e os bancos lotearão tudo, alegando estarem salvando a nação, quando estarão transformando o público em privado, a corrupção num legado e a vergonha numa mega operação financeira bem sucedida. Eles já desenharam a arquitetura do projeto e estão desenvolvendo suas etapas aos poucos, colocando os escândalos entre Ministros e a crise nos Estados da Federação como uma cortina de fumaça.
Agora, você está ai, fazendo alegorias com a morte do Fidel Castro, quando a fila para o inferno está cheia dos candidatos aqui mesmo no Brasil. Mas, a cereja do bolo é o fato do cidadão se manifestar contra os ditadores estrangeiros, fazendo apologia pelo retorno da ditadura, para manter as coisas no mesmo lugar, deixando a liberdade no asfalto e a pobreza na favela e nas parafitas, tudo sob o controle de um ente poderoso, que poderá entrar na sua casa, levar seus livros, seus pertences e sua família para o isolamento ou a morte.
No final, é óbvio que precisamos rever nossos conceitos e achismos. O problema é como, tendo em vista que sucatearam a educação pública, sequestraram a verba da merenda escolar e deixaram o país sem vagas de emprego. Na incerteza da impunidade, os políticos inelegíveis passam por cima da Constituição Federal, se candidatam, ganham, são diplomados e cometem os mesmos vícios de antes, construindo uma monarquia paralela ao Estado. Temos como exemplo o Senador Renan Calheiros (PMDB) em Brasília, e o prefeito eleito de Rio Bonito, José Luiz Alves Antunes, conhecido como Mandiocão (PP). Logo, voltamos à década de 1990, mas o Muro de Berlim caiu, mesmo com o planeta bipolarizado pela arrogância e a ignorância alheia.
 
Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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