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Enquanto a UNIÃO não obrigar a transparência por força da lei, os Estados e Municípios sempre ficarão no vermelho

O planejamento das cidades e a transparência com o auxílio da tecnologia.

O planejamento das cidades e a transparência com o auxílio da tecnologia.

Enquanto a transparência para os Estados e Municípios for algo optativo, o dinheiro das verbas continuará fluindo para os destinos estranhos e sem qualquer vínculo com suas fontes de origem.

O primeiro passo para moralidade política é intensificar os sistemas de informação e a tecnologia nas Prefeituras e órgãos públicos, pois, somente assim, a União terá os instrumentos para fiscalizar as contas e os serviços, em tempo real. As informações geradas serviriam como indicadores de eficiência de um lado, além de facilitarem a fiscalização por parte do Ministério Público e do Ministério do Planejamento.

Logo, a transparência sendo aprovada por algumas Câmaras dos Vereadores e vetada pelo prefeito, é algo muito estranho, porque demonstra de forma clara que o Poder Legislativo não possui força, quando o objetivo é fazer a coisa certa, ou que não há interesse em consertar o sistema, deixando a ideia de que todo o processo da articulação política e estratégica, junto à sociedade e as autoridades envolvidas, foi um teatro para ganhar tempo, objetivando o esquecimento da opinião pública.

Se o Congresso Nacional e a Presidência da República não formalizarem a obrigação da transparência e dos sistemas de informação, os desvios continuarão acontecendo dentro da administração pública municipal e estadual, prejudicando a saúde pública, a educação e a previdência social.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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