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Entre os dedos (Poemas Proibidos)

Não há como amar o egoísta,

Sem se perder no próprio amor,

Porque a cegueira da imagem construída

Não pode segurar o amargo da dor.

 

O fel se corroerá com as palavras.

O personagem ganhará mais emoção

O céu é composto pela luz das estrelas,

Enquanto que a alma se alimenta da ilusão.

 

Durante as noites, a donzela chora e delira,

Jorrando suas lágrimas entre os dedos,

Contorcendo seu corpo na fantasia.

 

E assim, se realiza o artista,

Interpretando a imaginação e o zelo,

Porque, no final, todo amor é egoísta.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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