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Forças Armadas foram mobilizadas no Rio de Janeiro para garantir a privatização da CEDAE

cxce11Após meses de conflitos no centro da cidade do Rio de Janeiro por causa do atraso no pagamento dos salários dos servidores estaduais, que registraram momentos paradoxais, cuja tropa de choque estava lutando com a própria polícia militar, o Governo Federal autorizou a vinda das Forças Armadas para que o Estado do Rio de Janeiro não se transformasse no caos do Espírito Santo. O problema é que as Forças Armadas vieram e levantaram o cerco logo após o anúncio do resultado da votação favorável à privatização da CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro) dentro da ALERJ, demonstrando que o Governo Federal não estava preocupado com a segurança dos cariocas.

A CEDAE foi avaliada em aproximadamente R$4 bilhões para seu processo de privatização, quando os economistas e analistas do mercado atentam para o fato de que a empresa valeria, pelo menos, R$12 bilhões, considerando sua estrutura logística para o fornecimento da água e a demanda para o consumo. Devemos lembrar que nenhum ser humano consegue sobreviver muito tempo sem água, enquanto que a guerra hídrica já está em intensificação pelo planeta.

Para piorar a situação, estão viralizando, pelas redes sociais, a denúncia do Freixo e da imprensa sobre a negociação entre os deputados da ALERJ e o Palácio Guanabara por cargos no Poder Executivo, condicionando ao voto favorável à privatização da CEDAE. Em suma, o Pezão extinguiu algumas fundações, comissões e secretarias, mantendo os cargos na folha de pagamento, deixando de fazer os cortes necessários, mesmo diante da crise financeira, que, conforme seu staff, está comprometendo a folha de pagamento dos servidores estaduais.

Por fim, não poderia terminar esta resenha sem manifestar minha indignação com o deputado estadual Marcos Abrahão (PT do B), que votou pela privatização da CEDAE, mantendo-se alinhado ao governo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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