Prefeito Mandiocão e o secretário de desenvolvimento econômico, Bruno Soares, na reunião do monitoramento remoto realizada na CDL, em 18/01/2017.

Liminar do Mandiocão é mantida com o placar de 6×0

whatsapp-image-2017-08-02-at-19-28-57Nesta quarta-feira, 02/08/2017, a liminar do processo 0050701-04.2016.8.19.0000, foi submetida ao colegiado da colênda 3ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, sendo mantida por unanimidade de 5  x 0, repetindo o padrão dos recursos eleitorais, jogando para 6×0, considerando a teoria da conspiração dos grupos políticos opositores, que insistem na teoria da influência do desembargador imaginário. Brincadeiras à parte. Na prática, o prefeito José Luiz Alves Antunes, popularmente conhecido como Mandiocão, continua ficha limpa e no cargo de prefeito em Rio Bonito, tendo em vista a anulação dos efeitos da sessão da Câmara Municipal do dia 26/11/2013, cujas contas de 2012 foram reprovadas pela casa legislativa.

Foi criada muita expectativa por conta deste acórdão, devido a possibilidade da realização de uma nova eleição municipal e do conflito declarado entre os poderes executivo e legislativo municipal. O clima não estava bom, enquanto que a Câmara Municipal poderá insistir nos mecanismos legislativos mais ortodoxos, incluindo a abertura do processo do impechment em face do Mandiocão, que é uma hipótese remota, desde que sua equipe trabalhe direito e não o deixe exposto nas rotinas administrativas da gestão pública.

O Deputado Marcos Abrahão é a parte mais interessada na cassação da liminar supramencionada, uma vez que isso levaria a uma nova eleição, enquanto que ele foi anunciado como o primeiro colocado nas urnas no dia da eleição, até que os votos do Mandiocão fossem validados pelo TRE-RJ. A questão é saber se o eleitorado do Mandiocão votaria no deputado numa segunda eleição, tendo em vista as variáveis intervenientes de janeiro de 2017 até a presente data.

Há um indicador que pesou e muito na avaliação do colegiado, que foi justamente o resultado das eleições em 2016. Uma nova eleição sairia muito caro para os cofres públicos, enquanto que os riobonitenses estão desgastados com a instabilidade política propagada até então.

A oposição ao prefeito Mandiocão terá que repensar suas estratégias e focalizar o combate no momento certo, que será nas Eleições Municipais de 2020. O único problema é que não existem concorrentes para o candidato, que possivelmente irá para a reeleição, fará o deputado estadual do seu grupo político em 2018, com muita chance de fazer a sucessão, através da vice-prefeita.

Por fim, mesmo com todas as janelas favoráveis, não podemos esquecer o que foi que aconteceu nas Eleições Municipais de 2016, quando o Mandiocão mentiu para seus eleitores, afirmando que seus votos não seriam anulados, enquanto que, desde o início da campanha, a frase mais exaltada pelo seu grupo político era: – Vamos dar um jeitinho. Ele foi diplomado, se sentou na cadeira do prefeito pela quarta vez, e se igualou a ex-prefeita Solange Pereira de Almeida, perdendo a magia, a pureza e o encanto de tempos anteriores.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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