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Mandiocão precisa focalizar as pastas do Trabalho e da Prevenção à Dependência Química para aumentar a receita da PMRB

Considerando a crise financeira do Estado do Rio de Janeiro e o decreto municipal da calamidade financeira, o Município de Rio Bonito tem a obrigação de repensar sua organização e logística na governabilidade, objetivando o aumento da receita, optando pelo caminho que sobrecarregue o contribuinte o mínimo possível. A resposta já está pronta e organizada dentro do próprio governo, enquanto que o prefeito Mandiocão só teria que fazer aquilo que a Solange Pereira de Almeida começou, mas não soube utilizar pelas limitações gerenciais, políticas e intelectuais do seu grupo político: – Reativar gradativamente as secretarias essenciais, dando-lhes autonomia para articularem junto ao Estado e à UNIÃO para prospectarem verbas, fundos e investimentos, que seriam aplicados na cidade e na região, gerando valor estratégico e econômico.

Com mais de R$370 milhões disponíveis para investimento nas contas do Estado e da União, se eu fosse o prefeito, principalmente no momento da crise, separaria as secretarias de trabalho e Prevenção à Dependência Química da Secretaria de Bem-Estar Social (Promoção Social), com seus próprios secretários, objetivando a manutenção estratégica do capital econômico, político e social.

Na pasta do trabalho, executaria a instalação do Banco de Emprego físico e virtual, em parceria com a CDL, ASCIRB e FACERB, para atender a demanda local, incluindo os processos de seleção, recrutamento e treinamento, para desenvolver a economia local de forma organizada, combatendo o desemprego e gerando novas vagas de trabalho na iniciativa privada. Existem setores de base que estão com vagas disponíveis constantemente, porque não há a qualificação ou a organização adequada na logística, tais como a construção civil, o extrativismo e a atividade industrial. Por exemplo, a PMRB poderia instalar a Secretaria Municipal do Trabalho no prédio do antigo SENAC, que foi a sede da 4ª CIA da PMERJ por anos, estando abandonado nos últimos três anos. A estrutura atenderia a instalação dos laboratórios de treinamento, das salas para a entrevista e o quadro dos psicólogos e técnicos necessários para atenderem à demanda.

Na pasta da Prevenção à Dependência Química, instalaria a secretaria no antigo posto de saúde em frente ao Colégio Estadual Barão do Rio Branco, localizado na Rua Duque de Caixas, no centro. Após a instalação, fixaria a comunicação contínua com a Comunidade Católica e Evangélica, que são as autoridades reconhecidas no trabalho de combate as drogas e de recuperação dos dependentes químicos, cuja necessidade é latente diante dos valores e das taxas alarmantes dos efeitos do consumo dos entorpecentes no cotidiano, transformando o tema numa política pública mundial, conforme o posicionamento da ONU. Por outro lado, ignorar a importância desta pasta, seria o mesmo que abandonar a juventude e a sociedade à mercê do tráfico de drogas, que intensifica o terror e a violência urbana, ora na manutenção do vício por parte do usuário, ora na manutenção da boca de fumo, como negócio.

Por fim, espero que o governo leia e analise cada frase e parágrafo desta resenha, não perdendo tempo na resposta e na solução parcial dos problemas sociais, políticos e econômicos no nosso município. Ao contrário do governo anterior, Mandiocão possui um grupo coeso e unido, composto por pessoas inteligentes e capacitadas para a demanda. Logo, por que não utilizá-las em busca do bem maior, que é a coletividade?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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