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Morre Fidel Castro, deixando um vazio na história

Che Guevara e Fidel Castro - Registro Fotográfico da Revolução Cubana.

Che Guevara e Fidel Castro – Registro Fotográfico da Revolução Cubana.

Neste sábado, dia 26/11/2016, acordo com a notícia de que a lenda das américas e da época áurea do comunismo faleceu, deixando um legado complexo e um espaço impreenchível na história contemporânea: – Fidel Castro, o homem que foi pensador, idealista, soldado, guerrilheiro e que enfrentou o sistema capitalista a partir de uma pequena ilha, localizada na américa central, conhecida como Cuba, que se tornou a última resistência real e ideológica do socialismo dentro do mundo contemporâneo.

Fidel Castro esteve por 48 anos consecutivos sob o comando de Cuba após a revolução, combatendo as ideologias diversas, as religiões, a homossexualidade e a liberdade de expressão, cumprindo, para muitos, o papel do ditador opressor e que estava isolado do mundo e de sua própria sociedade. Bem, pelo menos é isso que a imprensa brasileira e a maioria dos internautas da nação verde e amarelo falam nesse exato momento, reduzindo a imagem do idealista e do guerrilheiro à profundidade dos seus acusadores. Mas, Fidel Castro fez parte da história e será lembrado como uma das poucas personalidades, retratadas pelas revistas científicas e as bibliotecas universais, que impactaram o mundo de forma política, econômica, religiosa e militarmente, sendo-lhe a última personalidade de década de 50 que descansará através do sono dos justos, quando os outros percussores do seu tempo terminavam mortos nos seus lares, nos hotéis ou, até mesmo, pregando a palavra de união entre as raças e os povos, recebendo a rajada de uma metralhadora dentro de uma mesquita americana.

Depois da crise dos mísseis na década de 1960, o investimento estrutural pesado do governo americano em Guantánamo e Porto Rico demonstram que uma ilha resistiu ao bloqueio comercial, além de manter viva a chama da ideologia contrária ao sistema que vivemos. Logo, seria um erro limitar o Fidel Castro ao patamar do ditador, do genocida ou de qualquer outra coisa que o leitor, que não estudou história, queira condicionar, por indução de uma ideologia que foi implantada no Brasil ao longo das décadas, objetivando estabelecer uma única corrente do pensamento econômico, político e filosófico.

Por fim, não nego que o Fidel Castro sacrificou a nação cubana, levando seu povo ao limite da existência e da resistência humana. Mas, se você não acredita que comunista come criancinha, concluirá que o ditador determinou o deslocamento dos porta-aviões, da indústria do petróleo e do próprio sistema de vigilância americano, além das investiduras diretas da CIA, objetivando monitorá-lo 24 horas por dia. Assim, é justo afirmar que morre uma das maiores personalidades do século XX e talvez do século XXI, conforme o New York Times, o Discovery e o History Channel, enquanto que sua morte ocorreu na velhice e na naturalidade, que não é algo peculiar à ideologia socialista e ao movimento de guerrilha, e pode ser considerado um milagre.

No mais, pitarei o meu cachimbo em sua homenagem, lendo “O Poderoso Chefão” e degustando a famosa Cuba Livre, que contraditoriamente é a mistura da Coca-Cola com o Rum e o limão fatiado, demonstrando a influência cultural de Cuba, principalmente, num período em que falar da esquerda é considerado um tabu no Brasil.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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