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Não vi Marquinho Luanda pedir o impeachment de Solange

O vereador, Marquinho Luanda, teve momentos iluminados na Câmara Municipal no mandato de 2013/2016. Todavia, mesmo com o barulho e os discursos calorosos, que foram divulgados pelo jornalista, Flávio Azevedo, apontando várias falhas no governo, na sua ausência de governabilidade, eu não vi o candidato ao cargo de prefeito entrar com o pedido de abertura do impeachment da prefeita, Solange Pereira de Almeida, mesmo com sua condenação no segundo grau de jurisdição na justiça federal. Muito pelo contrário, tendo em vista que o presidente da Câmara Municipal, o vereador Reis, foi aumentando seu poder e sua influência dentro da máquina pública, enquanto que o Marquinho Luanda foi se agregando à imagem e influência do seu par.

Eu gostaria que me explicassem que tipo de oposição foi essa, que se limitou ao tablado no plenário? Não fizeram um único requerimento para ser abandonado na gaveta da burocracia, nos anais da história. Muito pelo contrário, o governo teve plenitude para deliberar aquilo que queria e que achasse prioridade. Poderia me prender aos cargos comissionados, aos contratados e à máquina do sistema que estão utilizando nesse exato momento na manutenção do exército eleitoral, mas não o farei, tendo em vista que o silêncio do vereador manteve a desordem instaurada, enquanto que o raciocínio lógico indica que o caos continuará, uma vez que seria contrassenso não agregar o grupo que está trabalhando na campanha para participar do suposto governo, que está em construção.

Não estou escrevendo por escrever ou para ser o inquisidor do candidato A ou B. Todavia, há uma responsabilidade maior nesta eleição, enquanto que o Município necessita passar pelo choque de gestão, que só acontecerá com a mudança da mentalidade e do grupo. Se a Solange Pereira de Almeida não conseguiu alterar a consciência do seu grupo político, mesmo com sua experiência em Brasília e com sua complexa carteira de contatos, o que faz o eleitor achar que o Marquinho Luanda conseguiria?  Por fim, alegarão a fidelidade partidária e a falta de coalizão na Câmara Municipal para que a questão seguisse até o final. Mas, o fato demonstra que o silêncio foi cômodo para todos, porque ninguém se levantou para proteger os riobonitenses, enquanto que aguardavam a solução no STJ, quando poderiam ter poupado tempo e investimentos na nossa cidade. E se o PMDB esteve acima dos riobonitenses neste momento, o que fará o eleitor acreditar que será diferente em outros, quando as variáveis intervenientes são as mesmas? Era para o político colocar seus interesses pessoais abaixo das necessidades da coletividade e da própria democracia, independentemente da vitória ou da derrota.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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