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O que os pré-candidatos planejam para Rio Bonito?

thABP99K62Nunca, em Rio Bonito, foi criada tanta expectativa em cima de uma eleição municipal como a deste ano de 2016, que já começou com nomes fortes na sociedade por parte dos empresários, cuja desenvoltura logrou-se na desistência prematura do Aécio Moura, que cativou o público com a proposta da campanha com o custo zero, em nome da moralidade e da ética, vislumbrando a gestão sem comprometimentos com os patrocinadores e afilhados, no caso da vitória. Assim, no quesito idealismo, o Aécio Moura abriu a porta para que os cidadãos rio-bonitenses pudessem pensar e refletir sobre a possibilidade de que existe a mudança, que dependerá da consciência, da postura e do voto de cada um, incluindo a fiscalização e a participação da sociedade nas políticas públicas, ora cobrando ou assessorando os Poderes Legislativo e Executivo.

Existem outros pontos na construção lógica de qualquer governo que poucos conhecem, tais como o princípio de que a administração pública deveria ser realizada de forma eficiente, cujo conceito baseia-se no fundamento de que a empresa deve fazer o máximo nos processos com o mínimo de custo possível, sem comprometer a qualidade dos serviços ou produtos oferecidos. Logo, na cabeça do gestor e do empresário, a educação, a saúde, o desenvolvimento urbano, a cultura, como todas as demais pastas deveriam ser racionalizadas, focalizando a sustentabilidade, que, numa linguagem simples, seria a geração de receita ao Município, através da prestação dos serviços, da fiscalização e dos procedimentos. A pasta da Cultura, por exemplo, deveria captar as verbas e os investimentos do setor público e  privado, objetivando a manutenção dos projetos e dos eventos culturais, a produção e a criação artística.

Pessoalmente, sempre considerei uma ignorância o pagamento mensal de R$900.000,00 no aluguel dos contêineres que compõem a UPA de Rio Bonito, quando esse valor poderia ser investido nos serviços do nosso Hospital Regional Darcy Vargas. O valor supramencionado fica mais latente, quando o Estado do Rio de Janeiro assume publicamente a crise financeira e econômica na máquina pública, faltando medicamentos e diminuindo os serviços.

Em suma, com dois parágrafos, consegui resumir o básico na gestão pública e para a elaboração do plano de governo. Todavia, nota-se um vazio nas propostas dos pré-candidatos a prefeito até o momento, incluindo os veteranos e os aspirantes. Fica aquela ideia de que o político se fascina com o poder de ter centenas de cargos comissionados e milhares de contratos sob o domínio da sua caneta. Todavia, ele não sabe o que fazer com a máquina pública para colocá-la em funcionamento. Os olhos brilham quando veem o orçamento do Município, com 57.000 habitantes, no valor estimado em R$228.000.000,00. Mas, na prática, entra governante e sai governante, os serviços são prestados de forma precária, o orçamento nunca é racionalizado, enquanto que a sociedade paga caro. Para piorar a situação, existe o passivo do IPREVIRB que está na casa dos R$200.000.000,00 e que dificulta o Município de Rio Bonito a ter acesso total aos investimentos públicos em Brasília.

Por fim, espero que os pré-candidatos, veteranos ou aspirantes, apresentem plataforma política, plano de governo e as propostas de racionalização dos serviços públicos, incluindo a geração de novas receitas, pois as campanhas precisam ter alma, essência e comprometimento com a sociedade. Quanto aos aspirantes na política, a incapacidade notória dos veteranos na produção e na inovação gestora não justifica o fato de que a nova geração queira ingressar na carreira, sem ter o mínimo necessário para o protocolo. Um erro não justifica o outro. Assim sendo, espero, na condição de cidadão e eleitor, ser surpreendido pelos novatos, com a apresentação organizada das ideias para o governo. Caso contrário, será o discurso da mudança, baseada na troca do nome, e nada mais, que poderá ser interpretado como oportunismo pela opinião pública, cuja tese fica cada vez mais cristalizada, quando os pré-candidatos não respondem as perguntas realizadas, se desviam do tema central, apresentando outro, ou quando montam sistemas de blindagem para manter a zona do controle, distanciando-se do cidadão e da sociedade, caminhando, justamente, na direção contrária da verdadeira democracia.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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