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Os refugiados políticos de Rio Bonito

Enquanto Solange Pereira de Almeida está tentando mobilizar as estratégias políticas e judiciais, através dos possíveis recursos e liminares em Brasília, para tentar se perpetuar no poder até as eleições 2016, na tentativa de garantir o bem-estar dos membros do seu grupo, já caíram às fichas da maioria dos políticos profissionais, tendo em vista que, cada dia que a prefeita continua no poder, a pouca governabilidade, que lhe resta, vai se dissolvendo entre as articulações políticas com Câmara dos Vereadores e as limitações orçamentárias da própria máquina pública. Logo, como o óbvio é que somente os mais próximos e que foram leais terão um lugar no expresso do apadrinhamento e da redistribuição dos cargos e funções entre os amigos no circuito do poder, tanto na esfera Estadual e Federal, considerável parte dos “aliados” estão trocando de partido e negociando com os três principais grupos políticos riobonitenses ao mesmo tempo, objetivando garantir a sobrevivência política e econômica, caso as manobras não surtam o efeito esperado, dentro do prazo limite, que é justamente o período eleitoral.

Embora, seja algo comum às vésperas do ano eleitoral, devido ao coeficiente eleitoral e a redistribuição matemática, objetivando que o partido ou a coligação conquistem o maior número de cadeiras no Poder Legislativo, a fuga partidária está ganhando o clima da premiada série “GAME OF THRONES”, com direito às teorias da conspiração e a mudança nas presidências e diretórios dos principais partidos políticos.

Continuando com conexão nacional e local, nas Eleições 2014, a parceria entre PMDB e PSDB não teve o resultado positivo para o PSDB, enquanto que o PMDB ficou com o domínio majoritário dos Estados Federativos, aumentando a força política dentro do congresso nacional, mantendo o controle da Câmara dos Deputados e do Senado, crescendo, justamente, em cima do PSDB e do próprio PT. Em Rio Bonito, a tendência demonstra o rompimento da aliança entre os dois partidos (PMDB e PSDB), tendo em vista que o PSDB precisa reagir, para voltar ao lugar de liderança, que o partido tucano manteve na história brasileira desde sua criação.

Voltando ao mandato da prefeita, Solange Pereira de Almeida, o mesmo está se perpetuando desde a publicação da decisão do STJ, reconhecendo a perda do prazo e a autonomia administrativa do TRF, a qual, pela corrente majoritária do direito, o vice-prefeito, Anderson Tinoco Luz, pode pedir o cumprimento da sentença original, enquanto que a prefeita deveria ser afastada do cargo, caso siga a lógica de insistir em ganhar tempo com um novo instrumento recursal. Em suma, quem está mantendo a prefeita no poder é o próprio vice-prefeito com sua ausência e omissão. Dessa forma, as atitudes do vice-prefeito de Rio Bonito definirão se o PSDB está objetivando a mudança de comportamento e postura política e administrativa na região e no nosso município. Se o PSDB continuar omisso, toda a mudança ou intenção para a mesma será interpretada como uma cortina de fumaça, na tentativa deliberada e maquiada de perpetuarem o poder de alguém ou para transferirem o poder para outrem.

Continuaremos acompanhando as próximas cenas da novela política no nosso Município.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

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