pezao-dilma

Para o governo e o PMDB do Estado do Rio de Janeiro, imagem é tudo

2016 começou com o anúncio das falhas e retardos na gestão no primeiro ano do governo Pezão, cumulados com a “crise na saúde pública do Estado”.  Contraditoriamente ao discurso, a ALERJ aprovou o aumento no salário do governador, dos deputados estaduais, secretários e outras autarquias, essa semana. As obras, cujas matérias-primas são a brita e o asfalta, continuam em execução e com força total, enquanto que o décimo-terceiro salário do funcionalismo público do Poder Executivo foi parcelado.

Mesmo alegando o déficit nas contas públicas em função da desvalorização do barril do petróleo, que interfere diretamente nos royalties e na receita, o Governo do Estado investirá quatro vezes mais em marketing e na imagem, seguindo a mesma estratégia do Sérgio Cabral e do Eduardo Paes, atual prefeito do Município do Rio de Janeiro. Isso, porque o PMDB lutará para fazer o próximo prefeito da capital fluminense, enquanto que Picciani focaliza o Palácio Guanabara, em 2018.

O PMDB fluminense construiu uma estratégia muito interessante e inteligente, tendo em vista que a imprensa e a população farão o clamor público, em função da crise na saúde, para que o Congresso Nacional aprove a CPMF, com a alíquota dobrada. Isso quer dizer que, além dos royalties do petróleo, cujos valores se estabilizarão mais cedo ou mais tarde, o Estado do Rio de Janeiro terá uma máquina arrecadadora, que colocará a receita nas nuvens, sem mover uma única pá ou, sequer, gerar uma vaga de trabalho.

Assim, compreendemos o jeito PMDB de governar, uma vez que os aumentos e os investimentos, que deveriam ser focalizados nos serviços públicos e na valorização do funcionalismo, acabam nas campanhas de marketing e imagem dos governantes, que associam suas fotografias aos eventos, com o dinheiro do povo. Enquanto que já decidiram nos Estados que a CPMF voltará, só não avisaram Brasília, ainda. E, conhecendo a hierarquia dos valores dos políticos, a receita aumentará, mas a saúde e a educação públicas continuarão abandonadas, porque a crise não é financeira, mas ética e moral.

No final, na pior de todas as possibilidades, Pezão sacrificará sua imagem, seu plano de governo e metas, para manter o PMDB no poder, porque parte do exército precisa ser comido no tabuleiro de xadrez, para que o oponente se empolgue e perca o jogo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Comentários