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PMDB maximizou a crise no Estado do Rio de Janeiro para forçar a volta da CPMF e privatizar tudo

Ainda no governo do ex-governador, Sérgio Cabral, o PMDB constituiu o superfundo, utilizando os ativos do RIOPREVIDÊNCIA, vislumbrando aumentar os ganhos, aplicando o mecanismo na bolsa de Nova Iorque, EUA. A única coisa que eles não esperavam era o óbvio, que se resumiria na saída dos dois maiores consumidores do petróleo do mercado mundial, EUA e China, causando o maior desequilíbrio energético-financeiro desde 1974, levando os gigantes petrolíferos ao prejuízo. Tudo aconteceu com o anúncio em 2009 e a materialização da logística no final de 2014. Simplesmente, os americanos e os chineses se especializaram no óleo de xisto e na busca das novas fontes de energia, cujos mecanismos vão desde a energia nuclear até à solar. Mas, o que o Estado do Rio de Janeiro tem com tudo isso? – Bem, o Estado do Rio de Janeiro se tornou economicamente dependente da política do petróleo, entrando no fenômeno chamado de “Mal Holandês”. Com a crise do petróleo na atualidade, os royalties despencaram, enquanto os irresponsáveis do PMDB condicionaram o superfundo e os riscos dos investimentos aos royalties do petróleo, comprometendo a imagem do Brasil no exterior, tendo em vista que os investimentos saíram dos lucros para os prejuízos, levando as bandeiras das principais seguradoras internacionais a demandarem com os cariocas, que, no silêncio de vários meses, realizaram as manobras com o próprio fundo previdenciário, procedendo o pagamento das dívidas no exterior, mas deixando um rombo bilionário para os servidores ativos e inativos.

Não satisfeito, o recém-eleito governador Pezão se aproximou da presidente Dilma Rousseff, apresentando a proposta do retorno da CPMF, com a alíquota dobrada, sendo 50% da porção para a União e os outros 50% para os Estados. Assim, o Estado do Rio de Janeiro triplicaria sua arrecadação, sem movimentar um único parafuso, somando o imposto e o fim da crise do petróleo. O problema é que o povo brasileiro não aprovaria naquele momento a criação de mais impostos, diante dos altos índices do desemprego. Em suma, os políticos precisavam construir uma crise generalizada, que levaria a sociedade brasileira às ruas para sensibilizar o Congresso Nacional, para que o mesmo votasse extraordinariamente o retorno da CPMF, com a alíquota dobrada. Mas, para tanto, seria necessário cortar a manutenção da saúde e da segurança pública, expondo o cidadão à situação de risco, além de colocar o povo na rua para fazer pressão diante da mídia nacional e internacional. Assim, eles precisariam de doze meses para articularem todas as peças do tabuleiro de xadrez.

Em março de 2016, o governo do Estado do Rio de Janeiro alterou a fórmula com gastos com pessoal, incorporando os apadrinhados, contratados e tudo mais no pacote, transformando a soma de todos em servidores públicos. Assim, a folha de pagamento anual dos servidores públicos saltou dos R$13 bilhões para R$20 bilhões, aparecendo 12.000 novos funcionários na conta do pessoal, quando sua colocação era em outra distinta para os Tribunais de Conta do Estado do Rio de Janeiro e da União. Em suma, na tentativa em justificar a crise financeira, o atual governo acabou denunciando o fato de que o Estado está mantendo R$7 bilhões de cabides de emprego diretos e indiretos entre as autarquias e fundações, que deveriam ser os primeiros cortes, cuja solução é a indução à privatização, mesmo contrariando os R$138 bilhões de isenções e incentivos fiscais concedidos nos últimos 06 anos.

Por fim, as categorias dos servidores públicos já se uniram e chamaram a atenção da mídia. Agora, só falta aparecer alguém em Brasília com a brilhante ideia de resolver tudo nos Estados Federativos com a volta da CPMF, com o apoio popular diante do caos generalizado, transformando a sociedade e os servidores públicos em peças descartáveis no jogo do poder. Mas, antes de mais nada, os Estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais precisarão sofrer as mesmas mobilizações, para que a crise pareça generalizada, com sua radiação afetando o Estado de São Paulo na política.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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