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PMRB inova a faixa de pedestres com tapete vermelho

Eu acho incrível o poder da imagem diante da sociedade. O simples fato da PMRB ter pintado a faixa de pedestre no centro da cidade, nos dá aquela falsa sensação de que a cidade não está abandonada pelo poder público e que as coisas melhorarão. No final, a tinta alimenta a esperança de que dias melhores virão para Rio Bonito.

O detalhe é que surgiram diversos comentários nas redes sociais, reprovando a iniciativa da PMRB ter pintado a faixa de pedestres com o contorno vermelho, seguindo o modelo aplicado, inclusive, em Juiz de Fora – MG. Os críticos utilizaram o modelo idealizado pelo conselho nacional de trânsito, que estabelece o modelo da faixa branca, com o fundo preto do asfalto. Aliás, o problema é justamente esse: – As leis são para inglês ver no Brasil, porque o Brasil nunca foi e jamais será a Inglaterra. A frase original do Brasil Império é latente e forte na antropologia e na sociologia jurídica nacional.

A questão da faixa de pedestres é pertinente aos olhos da lei. Mas, existem brechas técnicas que permitem a iniciativa da inovação. O que transforma o debate numa questão jurídica, que, pessoalmente, considero desnecessária e que só aumentará as estatísticas dos prazos e do término dos processos no Poder Judiciário, cuja matéria é merecedora do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal).

Por fim, com o tapete vermelho e a faixa de pedestres reforçados, só falta o pedestre riobonitense compreender que ele só pode atravessar na faixa, enquanto que o motorista precisará relembrar que a parada na faixa é obrigatória, quando o pedestre pisa. E que comecem os jogos vorazes do egoísmo e da estupidez humana no trânsito local.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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