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Quando o patrão agradece, a qualidade do trabalho melhora

Acabei de ler um texto muito interessante nas redes sociais, cujo teor fazia referência ao fato das pessoas aplaudirem e agradecerem alguns políticos por estarem fazendo, justamente, aquilo que foram designados pela função, tornando um ato estranho pela opinião pública, porque já estava no contrato. Para reforçar a tese, o autor anônimo fez a triste comparação com a doméstica, que é contratada pelo patrão e tem a obrigação de limpar tudo, porque estava previsto no contrato. Não sei se o texto fazia referência ao prefeito de Rio Bonito, José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), ou ao prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, mas, sua essência se demonstrou descortês e rude aos olhos da etiqueta e da boa educação, transportando o Brasil para o passado na época do Império, quando a maioria dos brasileiros eram escravos e considerados propriedade do senhor do engenho.

Está faltando empatia na sociedade brasileira, que é a capacidade do ser humano se colocar no lugar do outro, compreendendo as variáveis intervenientes nos problemas, buscando soluções no cotidiano. O que me deixa mais assustado, na atualidade, é o fato das pessoas justificarem o gestor capataz, que era aquele que batia, açoitava e caçava o escravo nos tempos do Brasil colônia e Imperial, trocando o chicote, o tronco e a senzala pela indiferença e a incapacidade de elogiar, aconselhar e motivar o colaborador e sua equipe.

A política brasileira tinha que ser igual ao futebol, com sua torcida organizada, o torcedor elogiando e criticando as decisões do técnico e da diretoria de clube, apresentando nomes para o contratação e opções para o desenvolvimento do time. Assim, o político ficaria mais conectado à sociedade que o elegeu como administrador ou representante.

Por fim, eu tenho uma amiga que trabalha como doméstica na minha casa, cuidando do meu maior patrimônio, que é minha família. Eu sempre elogio seu trabalho e a incentivo a ir além nos estudos e na própria vida. Atualmente, trabalho como gestor de várias equipes, totalizando 50 colaboradores, que também elogio, aconselho e me mantenho cordial continuamente, porque a educação e a etiqueta também mobilizam o mundo e valorizam o ser humano, com a gentileza que gera gentileza. Quando se agradece pelo óbvio, o gestor está demonstrando que aquele é o caminho certo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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