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Rafael do Rio do Ouro agiu como moleque ou foi vítima de fraude na eleição da presidência da Câmara Municipal para o biênio 2019/2020

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A sessão legislativa da última terça-feira, 08/08/2017, foi marcada pelos altos e baixos na eleição prematura do próximo presidente da Câmara Municipal de Rio Bonito para o biênio 2019/2020. O que deveria ter sido um protocolo simples, com a manifestação do voto por parte dos vereadores, acabou se transformando num desastre moral e ético, tendo em vista que, conforme o documento com o protocolo da Câmara Municipal, o vereador Rafael Caldas, popularmente conhecido como Rafael do Rio do Ouro, assinou a chapa opositora à situação, que tinha o vereador Fabiano Xeroca como candidato à presidência, afirmando desconhecer o ato e o fato administrativo no dia, migrando sua intenção de voto para o vereador Humberto Alexandre Belgues, expondo a fragilidade política que Rio Bonito, o Estado do Rio de Janeiro e o Brasil passam.

A demonstração pública da lealdade ao Marcos Abrahão utilizada pelo do vereador Rafael do Rio do Ouro, para justificar o rompimento com a chapa, acabou prejudicando e muito o deputado, que, conforme os comentários nos bastidores políticos, está se desgastando perante a opinião pública para se afastar do cenário, cuja jurisdição se limita à Câmara Municipal de Rio Bonito.

Como dito na resenha anterior, o voto do vereador foi coerente com sua linha de campanha, grupo político e partido, cuja base é totalmente dependente do deputado estadual Marcos Abrahão, que é considerado como um mentor e conselheiro do Rafael do Rio de Ouro. O problema é que o vereador assinou o documento oficial, que foi carimbado pela casa legislativa, compondo uma chapa. Pessoalmente, eu não vejo problemas no momento do voto do Rafael do Rio do Ouro, mas, com a publicidade do documento da chapa, ficou evidente que os 57.000 habitantes e 45.204 eleitores foram ignorados na decisão pessoal, que provocou o efeito dominó, que terá impacto no nosso município até 2020, na próxima eleição. O vereador foi antiético e deixou o deputado Marcos Abrahão exposto, com sua justificativa pública, que foi baseada na especulação, inclusive, de que a assinatura no documento não era real, o que poderá conduzir o cenário todo para dentro da delegacia de polícia e no judiciário diante da hipótese da fraude, que é justamente o que ele terá que fazer para sustentar a trama toda, mantendo-se na posição de vítima de uma conspiração política.

Por fim, existem caminhos e decisões que devem ser pensadas e ponderadas, enquanto que o vereador demonstrou imaturidade, assumindo posturas opostas à natureza do seu universo eleitoral, que podem ser executadas, mas que demonstram a total diferença entre o ser político e estar político, principalmente na prática da ética e da moralidade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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