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Rafael do Rio do Ouro foi coerente, quando votou para a presidência da Câmara Municipal no biênio 2019 / 2020

Hoje pela manhã desta quarta-feira, 09/08/2017, recebi o telefonema do deputado estadual, Marcos Abrahão, que espontaneamente informou que não pediu ao vereador, Rafael Caldas, popularmente conhecido como Rafael do Rio do Ouro, para votar em fulano ou ciclano, enquanto que ele não interviu nos assuntos ligados à Câmara Municipal de Rio Bonito, incluindo a escolha do presidente para o biênio 2019/2020.

Achei muito importante o feedback do deputado em relação ao posicionamento público do vereador, Rafael do Rio do Ouro, que fundamentou sua decisão na lealdade ao Marcos Abrahão, abandonando a chapa do vereador Fabiano Xeroca, votando no vereador Humberto Alexandre Belgues.

Precisamos lembrar que o vereador Rafael do Rio do Ouro e Humberto Belgues concorreram, apoiando o deputado Marcos Abrahão nas eleições municipais de 2016. Logo, a lógica do Rafael seria votar na chapa do Humberto Belgues, desde o início. O fato é que, com ou sem a intervenção do deputado, o vereador, que está no centro do cenário político nessa semana, decidiu o destino da Câmara Municipal, deixando a bancada governista com minoria e sem representatividade dentro da casa legislativa, salvo a boa vontade do futuro presidente, Humberto Alexandre Belgues, que defende a autonomia do legislativo municipal e demonstra estar focado no cargo de prefeito no futuro, talvez, na próxima eleição.

Há algo que me incomoda na política rio-bonitense, que é a necessidade de polarizar tudo nos grupos políticos, quando as políticas púbicas e os projetos passam a existir a partir do voto e busca pela coalizão, que são a matéria-prima da política e da essência democrática. Por outro lado, também fiquei incomodado com a resposta do vereador pela mudança da intenção do voto no episódio, que poderia ter se limitado ao simples “votei assim porque quis”. Mas, ele desejou expressar sua lealdade publicamente, trazendo o deputado para uma briga territorial, que está fora da sua jurisdição. Assim, deixando a manipulação da opinião pública nas redes sociais de lado, precisamos atentar para o fato de que o eleitor do Rafael do Rio do Ouro é o eleitor do Marcos Abrahão. Se por um lado, o vereador conquistou a rejeição daqueles que não votaram nele, do outro, ele se manteve na coerência ideológica e eleitoral.

Por fim, Humberto Alexandre Belgues foi eleito o presidente para o biênio 2019/2020, apresentando o discurso da busca pela harmonia com o Poder Executivo, buscando o melhor para o município, enquanto que só nos restará saber se o prefeito Mandiocão e seu staff compreenderão a mensagem. A chapa derrotada indica que fará igual ao Fluminense na esfera judicial, uma vez que alega irregularidade no rito. E é a vida que segue, com o vereador Reis como presidente da Câmara Municipal até o final de 2018.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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