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Rita de Cássia é o político do ano de 2016, em Rio Bonito

A vice-prefeita, Rita de Cássia, trabalhando na reforma do Ambulatório Loyola.

A vice-prefeita, Rita de Cássia, trabalhando na reforma do Ambulatório Loyola.

Independentemente de quem o eleitor tenha votado em 2016 para prefeito, é latente a diferença na postura do governo José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) e Rita de Cássia Antunes Borges Martins Gomes, tendo em vista que, há exatamente quatro anos, o governo Solange Pereira de Almeida, que foi eleito com o apoio do governador Sérgio Cabral, do então presidente da ALERJ, Paulo Melo, e uma carteira diversificada dos deputados do PMDB, liderados pelo Eduardo Cunha, ficou com a cidade paralisada por mais de seis meses, com a maioria dos secretários ostentando status nas redes sociais, através das viagens na Região dos Lagos, carros novos e jantares. O período também foi marcado pela perseguição política aos servidores públicos municipais, que eram técnicos e foram valorizados pelo governo Mandiocão nas gestões anteriores, acabando com a tecnocracia, substituindo-a por uma meritocracia subjetiva, que se vinculava exclusivamente ao nível de relacionamento afetivo ou político com a ex-prefeita e as lideranças do seu grupo político.

Com uma semana no governo municipal, Mandiocão e Rita estão sinalizando que a dupla veio para fazer a diferença em comparação ao modelo dos mandatos anteriores do prefeito e da Solange, que deixou a educação e a saúde pública em ruínas, priorizando a manutenção dos contratados e dos comissionados, abandonando a produtividade, a eficiência e o respeito ao contribuinte e ao cidadão riobonitense. A mudança na consciência do atual grupo político dominante se materializou com a postura da vice-prefeita, Rita de Cássia, que está trabalhando literalmente na reconstrução da coisa pública, fazendo a manutenção da sua imagem de forma positiva perante a opinião pública, dando lugar ao modelo do político e do gestor público idealizado pela sociedade, focalizando o trabalho, a inclusão e a participação social, a transparência,  e, principalmente, a coerência. Aliás, a Rita de Cássia está mantendo a coerência e a lucidez do período que foi secretária de educação e vereadora, cujos discursos eram eloquentes, profundos, objetivos e precisos.

É importante analisarmos que a vice-prefeita se demonstrou uma grande estrategista e articuladora política em 2016, quando trouxe o Mandiocão para o Partido Progressista, anunciando sua candidatura com o prefeito na convenção municipal, quando existia uma competição interna pelo cargo entre o Bruno Soares, atual secretário de desenvolvimento econômico, Matheus Neto, atual secretário de saúde, e Anderson Tinoco Luz, atual secretário de esportes e lazer e foi o vice-prefeito de Solange, além de ter focalizando suas forças na manutenção da legenda na eleição proporcional para vereador, articulando pela vereadora Marlene, que foi reeleita.

Por fim, considerando as dificuldades comuns de uma eleição municipal e o cenário complexo que foi desenhado em 2016, a vice-prefeita Rita de Cássia merece o prêmio do político do ano de 2016, porque ela focalizou o destino, não se distraiu com a oposição e a imprensa local, vencendo na eleição majoritária e proporcional, enfrentando todos os obstáculos internos e externos. Precisamos aguardar o transcorrer do mandato 2017/2020, todavia, minha intuição indica que o Mandiocão já tem sua sucessora legítima, que articulará para fazer o deputado estadual do grupo político nas próximas eleições em 2018, uma vez que essa é a única posição que está faltando para elevar a próxima eleição municipal à plenitude.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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