Mandiocão vs Solange.

Salário dos servidores da PMRB está atrasado por causa da briga entre os grupos políticos do Mandiocão e da Solange

Na última quinta-feira (16/02/2016), na Sessão da Câmara Municipal, o vereador Humberto Alexandre Belgues inquiriu o contador do Município de Rio Bonito, que deixou claro ao plenário e aos telespectadores que a dívida herdada do governo anterior era de R$55 milhões, contrariando a divulgação oficial dos R$71 milhões divulgados. O raciocínio é simples, tendo em vista que o atual governo pegou tudo que foi parcelado e empenhado para o futuro, colocando na conta da prefeita Solange Pereira de Almeida, objetivando deteriorar sua imagem perante a opinião pública, se isso fosse possível no tempo presente, vislumbrando sua possibilidade em vir candidata ao cargo de deputado na ALERJ em 2018, baseando sua defesa jurídica no princípio da presunção de inocência até o trânsito em julgado dos processos condenatórios, inspirada na tese que manteve e manterá o atual prefeito, José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) no cargo e no exercício dos seus direitos políticos.

Voltando à Sessão supramencionada, “o vereador Humberto Belgues (PSL), na primeira sessão Legislativa ordinária de 2017, apresentou números que mostram já ter a Prefeitura recursos suficientes para pagar os débitos com pessoal efetivo (R$ 3,5 milhões), comissionados (R$ 850 mil) e contratados (R$ 1,4 milhão). O vereador criticou a atitude da ex-prefeita de não pagar os servidores em dezembro e afirmou que “o atual prefeito precisa entender que os contratados prestaram serviço para o município e não para Solange ou Mandiocão”. Ainda segundo o vereador, “se o atual prefeito não tivesse nomeado os seus comissionados ele já teria quitado essas dívidas”. Humberto acrescentou que “hoje, o município tem em conta R$ 16,8 milhões, sendo R$ 7,2 milhões de recurso próprio; e R$ 9,7 milhões em recursos de convênios. Eu não sei que calamidade financeira é essa!”.” Sem dúvida, o vereador trouxe informações importantíssimas e pertinentes à opinião pública, denunciando o fato de que a calamidade financeira decretada foi prematura, com a finalidade política.

Faltaram alguns dados importantíssimos para que a tese do vereador Humberto Belgues fechasse por inteiro, tais como os valores das contas com finalidade específicas e àquelas que podem ser permutadas dentro do período, objetivando a reposição posterior por parte do gestor. Todavia, se analisarmos os números de forma fria e objetiva, o vereador só faltou colocar o símbolo do Batman no holofote de Rio Bonito, para informar aos professores, aposentados e contratados que não estão recebendo em dia, porque a atual gestão não quis cortar na carne no primeiro mês do mandato, tomando processos decisórios errôneos, começando pelo decreto da calamidade financeira. Me assusta o fato de não ter aparecido uma alma caridosa, sequer, da Câmara Municipal e da Imprensa local para anunciar tal situação de forma direta, principalmente, numa época marcada pela briga de braço entre os Poderes Executivo e Legislativo.

Por fim, se as secretarias municipais de Comunicação e Fazenda não se manifestarem sobre a questão do fluxo de caixa perante à opinião pública, justificando que a maioria dos valores do montante dos R$16,8 milhões são oriundos das contas com finalidade específicas, ficará latente o fato de que os servidores municipais, incluindo os contratados e os aposentados, estão com seus salários e o décimo terceiro atrasados por questões meramente políticas. A situação fica mais latente, quando centralizamos os servidores da educação, quando o repasse do FUNDEB está regularizado por parte da União.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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