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Solange Pereira de Almeida já está articulando para 2018, inspirada na rixa com Mandiocão

A ex-prefeita, Solange Pereira de Almeida, reagiu na mesma medida da força que lhe foi aplicada, como a Lei Física da ação e reação, quando o assunto se trata dos grupos políticos e da política partidária no Município de Rio Bonito. Simplesmente, ela retribuiu a entrega do mandato com a mesma delicadeza que o atual prefeito, José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) lhe fez em 2013, não aplicando a transição, sem transparência nas contas públicas, deixando o déficit de –R$21 milhões, entre outras coisas.

Na teoria, conforme a Lei, era para os prefeitos entregarem as contas públicas em dia, sem dívidas além dos mandatos, incluindo o pagamento dos servidores públicos e dos contratados, incluindo os fornecedores e prestadores dos serviços. Todavia, na prática, os prefeitos transferem dívidas e empréstimos aos seus sucessores, estabelecendo a continuidade do erro e dos vícios, sabotando as gestões sucessoras. Foi assim quando a Solange saiu em 2005, deixando dívidas, empréstimos e a desordem nas contas públicas para o Mandiocão, que pagou na mesma moeda em 2013, recebendo a mesma estratégia por conta da Solange, num ciclo vicioso e irresponsável na administração, que prejudica o Município de Rio Bonito e sua respectiva sociedade, uma vez que a saúde, a educação, a cultura, o desenvolvimento urbano e econômico, e a segurança pública ficam comprometidos, deixando os governos sem fluxo de caixa para a manutenção expressiva das políticas públicas.

Ironicamente, entra governante e sai governante, as políticas públicas ficam comprometidas, pelo período de 12 a 24 meses para o Mandiocão, enquanto que a Solange demonstrou incapacidade gestora pelo mandato inteiro, compreendendo 48 meses, mesmo com a arrecadação superior aos R$800 milhões em quatro anos, cotando com o apoio da maioria da Câmara Municipal. A ex-prefeita aumentou o valor da passagem de ônibus, transformou o transporte universitário em lei e fez mudanças estruturais na saúde, nos últimos dias do seu mandato, vislumbrando sua possível candidatura ao cargo de deputado estadual na ALERJ em 2018, mesmo com o impedimento da Lei da Ficha Limpa, uma vez que ela já possui condenação no 2º e 3º grau da Justiça Federal.

O resultado das eleições 2016 se tornou o combustível inflamável para a Solange Pereira de Almeida se aventurar pela ALERJ em 2018, uma vez que o Mandiocão conseguiu participar das eleições, passar por cima da soberania da Câmara Municipal, anulando a sessão que reprovou suas contas, tornando-se prefeito, recebendo 14826 votos nas urnas. Pessoalmente, eu acho muito difícil que a ex-prefeita consiga a blindagem para participar na próxima eleição geral, uma vez que sua situação jurídica é totalmente diferente daquela apontada ao Mandiocão em 2016, que se baseava no cerceamento da sua defesa e na perseguição política dentro da esfera legislativa municipal, sustentando-se numa liminar.  Fica bem claro que a força de uma sentença judicial é totalmente diferente que a força da reprovação das contas públicas dentro da Câmara Municipal. Todavia, até que seja certificado o trânsito em julgado das sentenças e dos acórdãos, a hipótese das liminares me preocupa como cidadão.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

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