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A morte do carnaval riobonitense

O sábado de carnaval demonstrou a face obscura de Rio Bonito, que todos comentam pelas ruas, mas fica difícil de assumir: – A cidade está literalmente abandonada. Foi triste ver as famílias se dirigirem ao Mercado Municipal, na esperança de encontrar, ao menos, um ponto de encontro e de resistência em nome da cultura local, enquanto que a recepção se fazia com o vazio, o silêncio e a tristeza a cada gole da cerveja nos bares. Literalmente, vi os pais retornarem aos seus lares, com o nó na garganta, porque seus filhos e filhas estavam fantasiados de mascarados e princesas, querendo brincar com os amigos.

Ironicamente, o Governo Solange Pereira de Almeida demonstrou incapacidade gestora desde o início, enquanto que o Carnaval da cidade morreu, quando, depois de muito tempo, a Secretaria Municipal de Cultura foi instalada, demonstrando que o dinheiro público não é utilizado com racionalidade ou eficiência, mantendo um grupo de apadrinhados políticos que não fizeram o dever de casa e que não se preocupam com a cidade e sua respectiva sociedade.

A sensação de abandono se fez latente no carnaval de 2016, quando o governo não fez anúncios ou, sequer, se esforçou na tentativa do diálogo e da participação privada na realização do evento no Mercado Municipal. Pelo contrário, o Governo fechou as portas aos blocos e ao movimento popular, porque isso exigiria a disponibilidade da Guarda Municipal, da ambulância do SAMU e do quadro da saúde, que se converteriam nas horas extras, que foram pagas aos apadrinhados ao longo desta gestão, de forma subjetiva e aleatória.

No final, o povo perde de todas as formas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Nota - Carnaval

Quando o carnaval vira política.

Onde estão os nomes que poderiam concorrer, realmente, com os números do Mandiocão, da Solange ou do Marcos Abrahão? – A maior dificuldade de Rio Bonito não é construir avatares para o cargo de Prefeito, mas passar pelo filtro seletivo dos grupos políticos, que focalizam os benefícios pessoais. Nesse exato momento, a cidade possui 03 grupos, que competem na sexta-feira de carnaval, no HRDV, e em tudo, dividindo a opinião pública e a sociedade em geral, porque, enquanto existir essa divisão de grupos, seus líderes continuarão ganhando de um lado, enquanto que a sociedade continuará omissa do outro. Por fim, o que eu acho mais engraçado nisso tudo é o fato de um grupo medir com o outro quem fez mais obra sem sentido ou falhou nas questões da gestão pública. Simplesmente, os cidadãos riobonitenses, os governantes e os ex-governantes não fazem leitura estatística dos indicadores de desenvolvimento humano, para aplicarem uma gestão pública objetiva, eficiente e econômica ao contribuinte. Por exemplo, estou vendo os artigos comparativos entre o carnaval de silva jardim, Tanguá e Rio Bonito em 2015. Eu garanto que, se os cidadãos riobonitenses fizerem o mesmo em relação aos indicadores de desenvolvimento humano, constatarão que Tanguá ultrapassou Rio Bonito em muitas coisas. Aliás, conforme o relatório do COMPERJ, Rio Bonito foi o único município, ao entorno do complexo, cuja economia regrediu, quando todos subiram. Mas, calma, meus caros leitores, tendo em vista que as paralisações do COMPERJ trarão o equilíbrio duro e amargo para a região, que voltará a caminhar com seus passos naturais na economia local. Mesmo assim, não poderemos negar que Tanguá evoluiu e muito nos últimos 20 anos. No caso de Silva Jardim, eu já acho mais propaganda do que realidade, tendo em vista que fizeram de tudo na cidade, como teatro, asfalto e urbanismo, mas, a cidade não possui sua própria unidade hospitalar, além de continuar carente em vários setores estratégicos, dependendo e muito, ainda, de Rio Bonito e Casimiro de Abreu. Tanguá evolui muito no desenvolvimento urbano e econômico, mas, ainda, é muito dependente de Rio Bonito nas questões estratégicas. Em suma, Silva Jardim, possivelmente, terá uma revanche em 2016, com Zelão e o atual governo na disputa. Tanguá demonstra ter a mesma tendência, com Carlos Pereira e o atual governo de lá. A questão é sabermos e calcularmos as probabilidades para Rio Bonito. Quem se habilitaria a ser o novo candidato de um dos três grupos? Quem se atreveria a fazer um novo grupo, com ideias e pessoas novas, num universo de 36000 eleitores, onde cada um já entra com 10.000 votos naturais, com a exceção do Marcos Abrahão? – Quem conseguiria ter a aprovação e trazer a força política para o empresário local? Quem?
Eu irei mais além, diante do silêncio momentâneo! A disputa será na escolha dos possíveis vices, tendo em vista que todos os grupos políticos estão desgastados, incluindo seus avatares. A renovação será ensaiada na escolha dos vices. Acho difícil a Solange conseguir fazer seu vice de dentro do atual governo, devido as condições ambientais. No caso do Mathteus Neto, se repetirem os mesmos nomes, também não venderá em 2016. A questão é: – Se há dificuldade com a prospecção dos possíveis vices, como poderiam constituir uma nova vertente, mantendo o mesmo grupo? – Em suma, a reposta é que a mudança será inevitável, pois o tabuleiro de xadrez está sendo montado. Por fim, se Marcos Abrahão selecionar um bom vice e fizer um trabalho estratégico focalizado, terá uma probabilidade de 37% de ganhar as eleições em 2016.
O cargo de vice-prefeito nunca foi tão importante e valorizado como nas eleições de 2012. A mesma tendência se repetirá em 2016.
Marcos Abrahão nunca teve tanta oportunidade ambiental como agora. Se dividirmos 63 por 2, teremos que 31.5% para os demais grupos políticos em Rio Bonito. Ele só precisará escolher um bom nome para vice e estar mais presente nas questões locais.

Nadelson Costa Nogueira Junior