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Mandiocão precisa armar a Guarda Municipal para proteger Rio Bonito contra a marginalidade

Treinamento local da GMRB.

Treinamento local da GMRB.

A Lei nº 13.022 de 08/08/2014, que dispõe sobre o Estatuto das Guardas Municipais, estabelece que guarda municipal (GM) deixa de ter a função exclusiva de guardar o patrimônio público, ampliando seus princípios para a proteção dos direitos humanos fundamentais, a preservação da vida e o uso progressivo da força, conforme a essência do seu artigo 3º. Muito além dos debates da atualidade, a GM tem funções pedagógicas, vislumbrando a conscientização e a prevenção ambiental, tanto na zona urbana quanto na rural, ratificando cumulativamente suas responsabilidades administrativas e fiscais no trânsito.

Atualmente, a sociedade rio-bonitense vem discutindo nas ruas e nas redes sociais sobre um tema muito polêmico, que é justamente o porte e o uso de armamento bélico (letais) e das tecnologias não letais por parte dos guardas municipais, uma vez que a GM, que foi criada em 2000 no Governo da Solange Pereira de Almeida, tem sido subutilizada até a presente data, encontrando problemas políticos e técnicos dentro da sua organização, o que a atrapalha no cumprimento das funções básicas, que é a segurança patrimonial pública e o controle do trânsito local, numa cidade de 57.000 habitantes, que, ironicamente, só possui um único semáforo, que passa mais tempo desligado do que em funcionamento.

O caos governamental nos últimos 03 anos deixou bem claro para a opinião pública, que os municípios do interior do Estado do Rio de Janeiro terão que atuar de forma mais ativa e direta nas questões da segurança pública no combate à violência, obrigando a elevação da GM ao status da “polícia municipal”, com a utilização do monitoramento remoto, drones, radares de velocidade, cavalaria, viaturas e armamento, que evoluirão às tropas de choques, diante do crescimento descontrolado da população e do desemprego, o que exigirá o choque de ordem nos conflitos sociais. Assim, por exemplo, o Município de Araruama armou e equipou sua GM no carnaval de 2016, se tornando uma referência positiva para as regiões metropolitana e dos Lagos.

Há algo que o governo Mandiocão não está conseguindo realizar, que é justamente comunicar e informar. Isso se aplica no uso da comunicação interna e externa em todas as pastas e na construção da imagem do próprio governo. Dessa forma, a população não está compreendendo a necessidade imposta pelas circunstâncias socioeconômicas e pela própria crise generalizada na segurança pública, acreditando que o governo colocará as armas e as tecnologias nas mãos dos guardas municipais, sem qualquer preparo, quando todos os guardas concursados deverão passar pela reciclagem e pelo treinamento nas academias de polícia, no mesmo modelo aplicado em Araruama e nas cidades que anteciparam à obrigatoriedade do Estatuto das Guardas Municipais.

Por fim, o prefeito só tem dois caminhos para solucionar e prevenir a imigração da criminalidade da capital para os domínios de Rio Bonito: 01 – Fazer reuniões com o secretário de segurança público do Estado do Rio de Janeiro para tirar fotografias e nada mais; ou 02 – ampliar as forças de combate e prevenção, transformando a GM numa máquina de combate e em mais uma ferramenta para somar força operacional as polícias civil, militar e federal. Assim, espero que Mandiocão não seja político e tenha a coragem necessária para armar e reestruturar a nossa Guarda Municipal, objetivando garantir a ordem pública e a tranquilidade local.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão ressuscita o carnaval e a alegria dos foliões em Rio Bonito

16826014_1343677115699824_8704726358291526796_oA noite da sexta-feira de carnaval (24/02/2017), recolocou o Município de Rio Bonito no calendário das festas, que foi uma das características mais marcantes do governo Mandiocão em suas gestões anteriores, trazendo a folia e a animação aos rio-bonitenses, representando, literalmente, o despertar da cidade do coma sociocultural da era Solange Pereira de Almeida, que foi marcada pela ausência dos festejos e das comemorações, que ficavam mais latentes com a ostentação do seu staff na região dos lagos e em terras estrangeiras.

A Prefeitura Municipal de Rio Bonito elaborou o calendário, focalizando realizar o carnaval na Praça Bandeira, onde se localiza o Mercado Municipal, idealizando o modelo do carnaval em família, ressuscitando os blocos tradicionais e o glamour de outros tempos, com vários seguranças uniformizados e distribuídos ao longo do perímetro, mesmo diante da crise. No final, a proposta é bem simples e objetiva: – O carnaval é feito de pessoas, organização, alegria e respeito.

Fazendo a leitura da primeira noite em Rio Bonito nas redes sociais, é notória a satisfação dos foliões, que foram prestigiar o evento, enquanto que a cidade convida seus cidadãos e visitantes para se juntarem ao longo da folia, em nome da família rio-bonitense. Assim, espero encontra-los mais tarde, para batermos um bom papo entre amigos ou cantarmos as marchinhas de carnaval.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

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A morte do carnaval riobonitense

O sábado de carnaval demonstrou a face obscura de Rio Bonito, que todos comentam pelas ruas, mas fica difícil de assumir: – A cidade está literalmente abandonada. Foi triste ver as famílias se dirigirem ao Mercado Municipal, na esperança de encontrar, ao menos, um ponto de encontro e de resistência em nome da cultura local, enquanto que a recepção se fazia com o vazio, o silêncio e a tristeza a cada gole da cerveja nos bares. Literalmente, vi os pais retornarem aos seus lares, com o nó na garganta, porque seus filhos e filhas estavam fantasiados de mascarados e princesas, querendo brincar com os amigos.

Ironicamente, o Governo Solange Pereira de Almeida demonstrou incapacidade gestora desde o início, enquanto que o Carnaval da cidade morreu, quando, depois de muito tempo, a Secretaria Municipal de Cultura foi instalada, demonstrando que o dinheiro público não é utilizado com racionalidade ou eficiência, mantendo um grupo de apadrinhados políticos que não fizeram o dever de casa e que não se preocupam com a cidade e sua respectiva sociedade.

A sensação de abandono se fez latente no carnaval de 2016, quando o governo não fez anúncios ou, sequer, se esforçou na tentativa do diálogo e da participação privada na realização do evento no Mercado Municipal. Pelo contrário, o Governo fechou as portas aos blocos e ao movimento popular, porque isso exigiria a disponibilidade da Guarda Municipal, da ambulância do SAMU e do quadro da saúde, que se converteriam nas horas extras, que foram pagas aos apadrinhados ao longo desta gestão, de forma subjetiva e aleatória.

No final, o povo perde de todas as formas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Nota - Carnaval

Quando o carnaval vira política.

Onde estão os nomes que poderiam concorrer, realmente, com os números do Mandiocão, da Solange ou do Marcos Abrahão? – A maior dificuldade de Rio Bonito não é construir avatares para o cargo de Prefeito, mas passar pelo filtro seletivo dos grupos políticos, que focalizam os benefícios pessoais. Nesse exato momento, a cidade possui 03 grupos, que competem na sexta-feira de carnaval, no HRDV, e em tudo, dividindo a opinião pública e a sociedade em geral, porque, enquanto existir essa divisão de grupos, seus líderes continuarão ganhando de um lado, enquanto que a sociedade continuará omissa do outro. Por fim, o que eu acho mais engraçado nisso tudo é o fato de um grupo medir com o outro quem fez mais obra sem sentido ou falhou nas questões da gestão pública. Simplesmente, os cidadãos riobonitenses, os governantes e os ex-governantes não fazem leitura estatística dos indicadores de desenvolvimento humano, para aplicarem uma gestão pública objetiva, eficiente e econômica ao contribuinte. Por exemplo, estou vendo os artigos comparativos entre o carnaval de silva jardim, Tanguá e Rio Bonito em 2015. Eu garanto que, se os cidadãos riobonitenses fizerem o mesmo em relação aos indicadores de desenvolvimento humano, constatarão que Tanguá ultrapassou Rio Bonito em muitas coisas. Aliás, conforme o relatório do COMPERJ, Rio Bonito foi o único município, ao entorno do complexo, cuja economia regrediu, quando todos subiram. Mas, calma, meus caros leitores, tendo em vista que as paralisações do COMPERJ trarão o equilíbrio duro e amargo para a região, que voltará a caminhar com seus passos naturais na economia local. Mesmo assim, não poderemos negar que Tanguá evoluiu e muito nos últimos 20 anos. No caso de Silva Jardim, eu já acho mais propaganda do que realidade, tendo em vista que fizeram de tudo na cidade, como teatro, asfalto e urbanismo, mas, a cidade não possui sua própria unidade hospitalar, além de continuar carente em vários setores estratégicos, dependendo e muito, ainda, de Rio Bonito e Casimiro de Abreu. Tanguá evolui muito no desenvolvimento urbano e econômico, mas, ainda, é muito dependente de Rio Bonito nas questões estratégicas. Em suma, Silva Jardim, possivelmente, terá uma revanche em 2016, com Zelão e o atual governo na disputa. Tanguá demonstra ter a mesma tendência, com Carlos Pereira e o atual governo de lá. A questão é sabermos e calcularmos as probabilidades para Rio Bonito. Quem se habilitaria a ser o novo candidato de um dos três grupos? Quem se atreveria a fazer um novo grupo, com ideias e pessoas novas, num universo de 36000 eleitores, onde cada um já entra com 10.000 votos naturais, com a exceção do Marcos Abrahão? – Quem conseguiria ter a aprovação e trazer a força política para o empresário local? Quem?
Eu irei mais além, diante do silêncio momentâneo! A disputa será na escolha dos possíveis vices, tendo em vista que todos os grupos políticos estão desgastados, incluindo seus avatares. A renovação será ensaiada na escolha dos vices. Acho difícil a Solange conseguir fazer seu vice de dentro do atual governo, devido as condições ambientais. No caso do Mathteus Neto, se repetirem os mesmos nomes, também não venderá em 2016. A questão é: – Se há dificuldade com a prospecção dos possíveis vices, como poderiam constituir uma nova vertente, mantendo o mesmo grupo? – Em suma, a reposta é que a mudança será inevitável, pois o tabuleiro de xadrez está sendo montado. Por fim, se Marcos Abrahão selecionar um bom vice e fizer um trabalho estratégico focalizado, terá uma probabilidade de 37% de ganhar as eleições em 2016.
O cargo de vice-prefeito nunca foi tão importante e valorizado como nas eleições de 2012. A mesma tendência se repetirá em 2016.
Marcos Abrahão nunca teve tanta oportunidade ambiental como agora. Se dividirmos 63 por 2, teremos que 31.5% para os demais grupos políticos em Rio Bonito. Ele só precisará escolher um bom nome para vice e estar mais presente nas questões locais.

Nadelson Costa Nogueira Junior