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Eu amo ser vizinho do Estúdio de Dança Sonharte

Em 2016, eu vi nascer o Estúdio de Dança Sonharte, literalmente ao lado da minha casa e colado no meu muro. Lembro-me que minha filha se interessou no primeiro momento em que viu as crianças, vestidas de bailarinas, se direcionarem à casa do vizinho, que estava se transformando em algo extraordinário, que, talvez, nem a própria idealizadora do projeto e professora de dança, Caroline Rodrigues, não poderia imaginar.

Ao longo do ano de 2016, era comum o fluxo dos carros e das famílias que vinham deixar ou buscar suas filhas no ballet, enquanto que era prazeroso ver o brilho nos olhos, o sorriso e a satisfação nos rostos daquelas meninas e suas respectivas mães e avós, que acompanharam e ainda acompanham a jornada semanal em busca da perfeição na coreografia, através da prática, dedicação, disciplina e, principalmente, do companheirismo e do trabalho em equipe.

Com dois anos de existência e dois espetáculos anuais apresentados no Teatro da CDL, Entre Laços em 2016 e Estações em 2017, fui a testemunha de um processo de transformação de uma geração de crianças e adolescentes que se descobriram nas artes e que estão investindo em planos maiores para o futuro, ora para dançar profissionalmente ou para atender aos anseios da alma. Mas, uma coisa é certa: – O Estúdio de Dança Sonharte não ensina só dança aos seus alunos, porque ele se tornou um espaço de convivência social e cultural, além de uma referência positiva para as crianças e suas respectivas famílias se reunirem, conversarem sobre o cotidiano e o momento destas pessoas pequenas, que possuem muitas ideias e qualidades para melhorar o mundo, através do amor, do sorriso, da sinceridade e da ingenuidade, quebrando as barreiras da indiferença e agregando valores, através da inclusão social. Isso é visível diariamente, quando as mães esperam suas filhas durante as aulas ou são realizados os eventos internos, tais como os chás, festas da fantasia e amigos ocultos.

O Estúdio de Dança Sonharte nunca me incomodou como vizinho, pai, filho, marido e cidadão. Muito pelo contrário, tendo em vista que ele trouxe vida à Rua Santa Clara, localizada no centro de Rio Bonito. Desde o início de 2017, o repertório musical das aulas e das coreografias, que iam de Antonio Vivaldi à música contemporânea, infelizmente, desapareceu em função do isolamento acústico provocado pela instalação do sistema de climatização no estabelecimento. Eu adorava degustar o café da manhã com o som solitário do piano, que me vinha muito baixo, aos  40 decibéis, conforme o aplicativo de medição do meu celular. Todavia, a surpresa no último espetáculo foi maior, porque eu não sabia, sequer, a trilha sonora.

Por fim, o Estúdio de Dança Sonharte, localizado na Rua Santa Clara, nº 99, centro, Rio Bonito – RJ, estará matriculando a partir do dia 01/02/2018, das 14:00 às 18:00 horas, oferecendo aulas de ballet, jazz, contemporânea, dança de salão, dança do ventre, hip hop (danças urbanas), dança materna e ministerial, com as modalidades distribuídas para o público infantil, jovem e adulto, porque a dança é a arte em movimento.

 

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Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Estúdio de Dança Sonharte apresenta Karina Freitas, professora de Ballet e Jazz

Com 06 anos de experiência no ballet e no jazz, a professora Karina Freitas integrou o grupo de dança ministerial amadora por 04 anos, estagiando ballet e jazz por 02 anos com a Carol Rodrigues, no Estúdio de Dança Sonharte e danças urbanas com o professor Marcos Paulo por 01 ano.

Ela também é estudante de fisioterapia, maximizando sua expertise na dança e nas coreografias, aplicando as noções da anatomia e fisiologia humana no desenvolvimento motor dos alunos e no processo criativo coreográfico na dança.
Para Karina Freitas, “a dança é algo que desejo levar consigo pro resto da sua vida, pois é uma linguagem incrível que nos permite expressar o que sentimos através dos movimentos do nosso corpo.”

 

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Por Karina Freitas.

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Estúdio de Dança Sonharte se superou na apresentação do seu segundo espetáculo em 2017

Nos dias 21 e 22 de dezembro de 2017, o Estúdio de Dança Sonharte realizou seu segundo espetáculo, ESTAÇÕES, no Teatro da CDL Rio Bonito, apresentando 26 coreografias, cuja essência transcorria com as quatro estações do ano solar de uma dança para outra, trazendo uma nova interpretação das “Quatro Estações” de Antonio Vivaldi e o “Sonho de uma noite de Verão” de William Shakespeare, com direito às fadas, elfos da floresta, encantos, magia, violoncelo, mixagem, luzes e a arte em constante movimento.

Lembro-me de que fiquei surpreendido com a qualidade e o sincronismo na dança do ventre e no hip hop em 2016, quando a diretora Caroline Rodrigues inaugurou o projeto, apresentando o espetáculo “Entre Laços”, com a participação da R.I.O Companhia de Dança. Meu coração palpitava com o ritmo, a alta performance dos dançarinos e o nível de dificuldade da coreografia. Em 2017, não foi diferente, porque eu testemunhei a evolução, a revolução e a disciplina de toda uma geração de alunos, que se aperfeiçoaram ao longo de um ano e deram um show diante do público.

Seguindo uma sequência rítmica variável, as coreografias saltavam do clássico ao contemporâneo, sem perder a essência e a coerência, construindo uma sensível paisagem temática, que era perceptível na plateia, como que se o teatro estivesse em outra dimensão. Uma outra característica profunda no espetáculo foi a maturidade e a busca pela perfeição por parte dos alunos, o que elevou o Teatro da CDL ao nível do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, porque não é o lugar que se transforma por si só, salvo a manifestação humana.

A advogada e professora universitária, Ilana Aló, criou um personagem na dança teatral, que eu carinhosamente apelidei de “a filósofa francesa solitária”, por causa da boina, da caricatura e a encenação, cuja interpretação já se tornou uma marca registrada nas apresentações do Estúdio de Dança Sonharte, uma vez que todo o contexto da ópera me levou à reflexão da solidão e da beleza no meio das adversidades no cotidiano e na própria arte, ora numa estação de trem, ora na sala do apartamento cubículo em Paris, vivendo a variação das emoções, do tempo, das estações do ano e do aprimoramento humano.

Mais uma vez, a apresentação do Hip Hop roubou a cena da noite, mas não foi somente pela energia do ritmo e da coreografia, mas, pelo simples fato de que a R.I.O Companhia de Dança ingressou no projeto ao longo do ano de 2017 e apresentou a primeira turma do Estúdio Sonharte, quebrando tabus e afirmando ao público que a arte é acessível a todos, sem exceção.

Por fim, que venha o espetáculo de 2018, com mais ballet, dança do ventre, sapateado, flamenco e a tão esperada dança de salão. Que a Caroline Rodrigues e a equipe do Estúdio de Dança Sonharte nos surpreendam novamente com a evolução e o amadurecimento dos alunos, porque, quando eu me sento na plateia, sou transportado para as coreografias, enquanto que saio de lá melhor e com a certeza de que o a humanidade seria nada sem a arte, a música, a dança e o pensamento.

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Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Estúdio de Dança Sonharte fez vanguarda no seu primeiro espetáculo

12523083_978160892259395_8317975220781603635_nAo assistir a apresentação das coreografias do espetáculo “Entre Laços”, produzido pela Equipe do Estúdio de Dança Sonharte e dirigido pela Caroline Rodrigues, me surpreendi com a qualidade coreográfica das crianças e a aplicação da técnica, tendo em vista que o projeto ainda não materializou seu primeiro ano, demonstrando a maturidade precoce das professoras e de toda equipe técnica, desde o repertório musical até a iluminação.

Sou vizinho de muro do Estúdio Sonharte, enquanto que acompanhei  os ensaios pelos temas musicais de dentro do meu quarto ao longo dos meses, imaginando como seria cada coreografia.

Adorei o espetáculo, me emocionei com a coreografia das crianças dançando com suas respectivas mães. A proposta da coreográfica da grávida foi linda, poética e contemplativa. A dança do ventre demonstrou o potencial das alunas e da Sonharte. Todavia, minha alma tremeu com a sincronia coreográfica da equipe do Hip Hop, cuja apresentação era merecedora da estreia no Canal Disney. Simplesmente, os meninos possuem a dança no DNA e quebraram todos os conceitos, superando as expectativas do público rio-bonitense.

Literalmente, o espetáculo “Entre Laços” começou no ritmo da turma baby class, progredindo para a mistura da dança clássica com a moderna, terminando na rebeldia necessária para todo movimento artístico e de vanguarda.

Por fim, sobre a última coreografia, eu poderia escrever uma tese de doutorado em história e filosofia da arte, uma vez que as dançarinas me provaram que é possível ensinar história e expressar o pensamento político e ideológico através da dança e do movimento, sem perder a postura ou cair no salto. Me sentei na platéia, preparado para ver mais do mesmo. Mas, fui surpreendido como artista e admirador do belo, ficando com o entusiasmo para acompanhar e aplaudir as futuras produções, com seus novos desafios. Assim, me levanto, bato palmas e ofereço flores em agradecimento, porque a maior retribuição da arte se materializa no reconhecimento.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior