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Rio-bonitenses anseiam por mudança na Presidência da Câmara Municipal, depois do escândalo do concurso público municipal

Como menos de dez dias após a eleição municipal realizada em 02/10/2016, houve o vazamento proposital da fotografia na qual estavam os vereadores eleitos para o mandato de 2017/2020, Abner Alvernaz Júnior, o Neném de Boa Esperança (PMN); Edilon de Souza Ferreira, o Dilon de Boa Esperança (PSC); Cláudio da Fonseca Moraes, o Claudinho do Bumbum Lanches (PR); Fernando Carvalho, o Fernando da Mata (PMN); Fabiano Cardoso, o Xeroca (PTB); e Reginaldo Ferreira Dutra, conhecido popularmente como Reis (PMDB), que é o atual presidente da Câmara Municipal, perpetuando-se no controle da Casa Legislativa ao longo do mandato 2013/2016, deixando entender que já tem os votos necessários para sua manutenção no cargo alfa, incluindo o controle do repasse do duodécimo constitucional, que, em 2016, ficou no valor médio mensal de R$500.000,00.

Dos nomes supramencionados, Reginaldo Ferreira Dutra, Abner Alvernaz Júnior, Edilon de Souza Ferreira e Cláudio Fonseca de Moraes conseguiram se reeleger, enquanto que a Câmara Municipal teve 50% de renovação, trazendo Humberto Alexandre Belgues, do PT do B, de volta ao Poder Legislativo, cujo perfil competitivo deixa latente seu interesse na disputa pela presidência da Casa Legislativa, bem como a concorrência ao cargo de prefeito, no futuro próximo.

Embora o jornalista Flávio Azevedo defenda a tese de que o Reis seria favorecido pela regra da casa, no caso do empate, e a formação da suposta base aliada, conforme a fotografia deste artigo, eu ousarei discordar, uma vez que da data da divulgação da fotografia para cá já aconteceram vários episódios, que trouxeram o vereador Reis para o centro da trama, começando justamente por sua atual posição na presidência da Câmara Municipal, cumulada com o escândalo do concurso público da prefeitura municipal de Rio Bonito, cujas principais posições foram preenchidas por pessoas ligadas diretamente ao vereador e aos membros do seu staff. Assim sendo, por maiores que sejam as cartas na manga por parte do Reis, seria contraditório à lógica democrática e da renovação que os vereadores recém-eleitos não materializassem a renovação, começando pela mudança do nome na presidência da casa. Por outro lado, caso o vereador Reis venha se perpetuar na presidência da Câmara por mais um biênio consecutivo, ficará latente para a opinião pública que os novos vereadores já começaram o exercício do mandato da forma errada, mantendo as coisas nos mesmos lugares.

Me atreverei a dizer que, caso os vereadores tivessem a visão do futuro, eles não apareceriam na fotografia. Logo, a manutenção da atual presidência da Câmara Municipal seria o mesmo que assinar uma declaração pública de não importância com a opinião pública e os fatos que levaram a cidade de Rio Bonito aos jornais nas últimas semanas. Mas, se a Monarquia Legislativa for mantida, os novos vereadores terão o mesmo destino político do vereador, Marquinho Luanda, que perdeu a eleição para prefeito justamente por sua proximidade extrema e contínua ao vereador Reis, que lhe trouxe tamanha negatividade, colocando-lhe como o candidato da situação com a pior resposta nas urnas, nos registros históricos rio-bonitenses.

Por fim, com exceção do vereador Edilon de Souza Ferreira (PSC), que é o fiel escudeiro do Reis, ainda tenho a esperança de que os novos vereadores se aproximem da vereadora Marlene, que também conseguiu se reeleger, e do vereador Abner Alvernaz Júnior,  vislumbrando constituir a mesa diretora mais democrática e livre dentro da Câmara Municipal de Rio Bonito para o biênio 2017/2018, porque a renovação foi uma palavra empregada no palanque e que precisa ser praticada em nome da democracia e do respeito ao eleitor e ao cidadão, enquanto que os vereadores não poderão permitir a hipótese da disputa entre 03 candidatos  à Presidência da Casa Legislativa, pois, assim, o vereador Reis continuaria no cargo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O impeachment e a crise econômica denunciam a inversão dos valores

1920379_1398964327032033_2132887100_nO governo, na jurisdição federal, estadual e municipal, está com o discurso sincronizado de que a receita despencou em função dos royalties do petróleo e da queda proporcional nos demais impostos e tributos, tendo em vista que elevaram as alíquotas e induziram o valor do dólar entre os R$3,75 a R$4,00. Mas o padrão financeiro e econômico do cidadão e do contribuinte continua o mesmo. Em suma, o consumidor diminui os gastos e o consumo das coisas supérfluas para que sua conta bancária fique nula ou positiva no final do mês. Todavia, o governo assume que está no vermelho, não faz economia alguma, mantendo as obras sem sentido, os cargos comissionados e as regalias dos políticos, preocupando-se em pagar os fornecedores, mas ignorando a primeira obrigação, que é o pagamento do salário dos servidores públicos e cumprimento da Constituição quanto à Educação e a Saúde.

Literalmente, vivemos uma inversão dos valores,  que se materializa no fato de que o Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara dos Deputados pelo PMDB, recebeu um dos dez pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff, quando o mesmo foi apertando na parede pela imprensa nacional e internacional, preenchendo todos os quesitos inquestionáveis do impeachment, enquanto que o governo e o PT negaram-lhe apoio na manutenção do cargo.

Embora pareça ser brincadeira, a coisa está séria em Brasília, enquanto que tem muita gente comemorando o fato na sociedade brasileira, nesse exato momento. Se a Presidente Dilma sofrer o impeachment, o cargo será assumido pelo vice-presidente, Michel Temer, do PMDB, que não recebeu um voto, sequer, para assumir o cargo, configurando a ficção da série House of Cards da NETFLIX. Ao contrário do protagonista da série, Temer já faz parte do partido do centro tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado, cuja presidência está nas mãos do senador, Renan Calheiros, que, da mesma forma que a Câmara, está sob os domínios do PMDB. Mas, a coisa não ficaria somente por ai, tendo em vista que o PMDB é o partido que possui o maior número dos Governadores nos Estados Federativos, enquanto que o Eduardo Cunha demonstra ter apetite pelo poder e foco na faixa presidencial e no Palácio do Planalto. Em suma, na virada desesperada da mesa, com o apoio público do Aécio Neves,  o atual presidente da Câmara dos Deputados já está sendo visto como herói para àqueles que ficaram insatisfeitos com o resultado nas urnas em 2014.

Muitos estranharão a análise política e estratégica da situação, caso a presidente Dilma Rousseff sofra o impeachment. Todavia, num cenário sem heróis ou personalidades, o Eduardo Cunha já entrou para a história, através da publicidade do ato. A materialização do impeachment o colocará no pedestal da história do Congresso Nacional e do PMDB no mesmo nível do saudoso Ulysses Guimarães, podendo ter efeitos devastadores no cenário político nacional. Imaginem o Eduardo Cunha sendo eleito como Presidente da República Federativa do Brasil!

Por fim, independentemente do resultado do impeachment, a sociedade ignorou o assunto mais importante do ano, que foi a aprovação da elevação da meta fiscal deste ano em R$119.900.000.000,00 (cento e dezenove bilhões, e novecentos milhões de reais). Ironicamente, a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram o ato que tapará o buraco fatorial do governo de um lado, ou aumentará a dívida ainda mais do outro. A aprovação supramencionada dará parcial governabilidade ao Poder Executivo, independentemente de quem esteja sentado na cadeira. Uma coisa é certa: – O Brasil ficará paralisado enquanto não resolverem a questão do impeachment.

A Câmara Municipal de Rio Bonito poderia se inspirar no Congresso Nacional e abrir o processo de impeachment da prefeita, Solange Pereira de Almeida. O problema é que a situação está cômoda para os vereadores, que demonstram incapacidade no exercício da fiscalização do Poder Executivo e na coalizão dentro da própria Casa Legislativa.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior