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Estúdio de Dança Sonharte fez vanguarda no seu primeiro espetáculo

12523083_978160892259395_8317975220781603635_nAo assistir a apresentação das coreografias do espetáculo “Entre Laços”, produzido pela Equipe do Estúdio de Dança Sonharte e dirigido pela Caroline Rodrigues, me surpreendi com a qualidade coreográfica das crianças e a aplicação da técnica, tendo em vista que o projeto ainda não materializou seu primeiro ano, demonstrando a maturidade precoce das professoras e de toda equipe técnica, desde o repertório musical até a iluminação.

Sou vizinho de muro do Estúdio Sonharte, enquanto que acompanhei  os ensaios pelos temas musicais de dentro do meu quarto ao longo dos meses, imaginando como seria cada coreografia.

Adorei o espetáculo, me emocionei com a coreografia das crianças dançando com suas respectivas mães. A proposta da coreográfica da grávida foi linda, poética e contemplativa. A dança do ventre demonstrou o potencial das alunas e da Sonharte. Todavia, minha alma tremeu com a sincronia coreográfica da equipe do Hip Hop, cuja apresentação era merecedora da estreia no Canal Disney. Simplesmente, os meninos possuem a dança no DNA e quebraram todos os conceitos, superando as expectativas do público rio-bonitense.

Literalmente, o espetáculo “Entre Laços” começou no ritmo da turma baby class, progredindo para a mistura da dança clássica com a moderna, terminando na rebeldia necessária para todo movimento artístico e de vanguarda.

Por fim, sobre a última coreografia, eu poderia escrever uma tese de doutorado em história e filosofia da arte, uma vez que as dançarinas me provaram que é possível ensinar história e expressar o pensamento político e ideológico através da dança e do movimento, sem perder a postura ou cair no salto. Me sentei na platéia, preparado para ver mais do mesmo. Mas, fui surpreendido como artista e admirador do belo, ficando com o entusiasmo para acompanhar e aplaudir as futuras produções, com seus novos desafios. Assim, me levanto, bato palmas e ofereço flores em agradecimento, porque a maior retribuição da arte se materializa no reconhecimento.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior