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Quando as minorias falam mais alto que a sociedade

Eu nasci em 1976. Estávamos na ditadura militar. O mundo vivia a bipolaridade da Guerra Fria. A Alemanha estava dividida pelo Muro de Berlim. Muita gente acreditava que comunista comia criancinha. Havia a hegemonia heterossexual e a família era o centro da vida social. Naquela época, as minorias não eram percebidas, porque a imprensa lutava contra a censura, enquanto que não existia a internet e as redes sociais. Na atualidade, tudo mudou. Mesmo assim, acho que perdemos uma parte da nossa essência no meio do caminho, porque as minorias ganharam voz e se tornaram maiores que a própria sociedade. E foi nessa lógica insana, que criaram o bolsa família e as políticas públicas que colocam os opostos no conflito direto, para que o Estado tenha sentido e os cidadãos fiquem confusos na comunicação social. Enquanto isso, os políticos ficam cada vez mais ricos, sem derramar uma única gota de suor.

Volto a dizer que não acredito na solução dos nossos problemas com novos nomes ingressando na vida política, pois o verdadeiro caminho está no dia-a-dia, na nossa postura dentro do trabalho, na escola, na religião e, principalmente, dentro de casa, com nossa família. Político gosta de dinheiro, caso contrário, ele seria líder comunitário e trabalharia na caridade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Brasil é uma monarquia travestida de república e que precisa do Imperador legítimo

O brasileiro carrega consigo o complexo de inferioridade, que foi induzido durante a construção da sua própria história, sem heróis, mártires e heroínas. As vezes tenho a sensação de que contrataram uma empresa de marketing desde 1500, no intuito de criar personagens, para agregar algum valor notório à cultura e ao conhecimento nacional. O problema é que o falso fica feio e com o enredo cheio de buracos para serem preenchidos. Assim, deram ao Duque de Caxias, Tiradentes, Marechal Deodoro da Fonseca e tantos outros, uma roupagem que não batia com a realidade da época e que não consegue se sincronizar com a atualidade do Brasil.

Sempre me incomodou o egoísmo do fascínio dos meus irmãos patrícios pelo estrangeiro, porque sempre foi mais cômodo ir para os lugares mais desenvolvidos do que assumir a responsabilidade de desenvolver sua pátria materna. Nesse tema, fica latente o fato de que a elite e a classe média não querem mudar nada, mas manter as pessoas e as coisas nos seus respectivos lugares, de preferência, abaixo da linha da pobreza e da miséria material, intelectual e espiritual, pois, assim, eles estarão sempre no controle, mesmo sendo a minoria.

O caos brasileiro não começou na época em que o Brasil era colônia de Portugal ou quando se transformou num Império, porque há uma data exata para mensurarmos o início de tudo isso, que foi no dia 15/11/1889, quando os militares proclamaram a República, derrubando a Monarquia Constitucional. Foi a partir desse momento que o brasileiro se sentiu perdido no tempo e no espaço, porque a República migrou pela história, travestida como uma democracia, que na verdade sempre foi a continuação da Monarquia, sustentando a nobreza, que também estava e ainda está travestida de burguesia. Simplesmente, os títulos se tornaram cargos políticos. Os palácios se posicionaram nas coberturas dos bairros de luxo ou nas fazendas e nas casas de praia, com o povo sustentando a luxúria através da criação do Estado.

No final, vejo a necessidade de repensarmos o nosso passado e no presente, vislumbrando um futuro melhor para nossos filhos e netos. Na ausência dos heróis de verdade, precisamos inspirar a nós mesmos e nossas famílias através do trabalho e da solidariedade comunitária, porque o Brasil precisa dos exemplos tangíveis para alcançar a maturidade necessária e decidir aquilo que os nossos antepassados não decidiram ainda: – Se seremos uma República ou se termos um verdadeiro Rei.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Rio Bonito precisa compreender o que está por trás da transferência da vara da justiça do trabalho para Itaboraí

Na última quinta-feira (14/09/2017), o presidente César Gomes de Sá, esteve na sede do TRT, junto de outros advogados da subseção, para participar da votação em torno da transferência da vara da Justiça do Trabalho do município de Rio Bonito, para Itaboraí. Durante seu discurso, o presidente citou os principais malefícios que a medida trará aos municípios de Rio Bonito, Tanguá e Silva Jardim, o que prejudicará o universo de 120.000 habitantes  diretamente, provocando o desiquilíbrio econômico e do acesso à cidadania aos municípios prejudicados, enquanto que as distribuições dos processos na Justiça do Trabalho desde sua inauguração, em Rio Bonito, foram superiores as de Cabo Frio e de outras localidades, demonstrando a demanda para a sua manutenção local.

Mesmo diante das justificativas e dos indicadores estatísticos apresentados pelo presidente César Gomes de Sá, o Órgão Especial do TRT decidiu pela transferência de Rio Bonito para Itaboraí.

A 35ª Subseção da OAB/RJ lutou bravamente até o último momento na sessão do órgão especial do TRT. Por outro lado, a PMRB e a Câmara Municipal de Rio Bonito quedaram-se inertes na mobilização política, limitando-se às notas de repúdio. No final, o Município de Rio Bonito está perdendo prestígio para Itaboraí, lembrando o período Imperial, com o Visconde de Itaboraí.

É importante dividir a seara política envolvida nesse assunto em questão, tendo em vista que, conforme os corredores do poder, o atual prefeito de Itaboraí, Sadinoel Souza, foi à Brasília pedir para que a Vara da Justiça do Trabalho instalada em Rio Bonito fosse transferida para a comarca de Itaboraí, cujo pedido foi materializado no último dia 14/09/2017, sob a alegação da demanda e da economia. Por outro lado, a transferência da Vara provocará a construção de um novo Fórum do Trabalho em Itaboraí no futuro, onde o pedido fará total sentido para o cidadão, o trabalhador, o advogado e o usuário dos serviços, trazendo mais gastos aos cofres públicos.

Há total sentido na inércia do prefeito Mandiocão e da Câmara Municipal de Rio Bonito sobre a transferência da Justiça do Trabalho para Itaboraí, tendo em vista que foi a Solange Pereira de Almeida que a trouxe para cidade no seu último mandato 2013/2016, se tornando a única contribuição real e necessária dela para Rio Bonito no mesmo período. Assim, em nome da vaidade pessoal do prefeito e do seu grupo político, a saída da Vara do Trabalho apagará o pouco legado da ex-prefeita, enquanto que a reversão futura, se for o caso, traria todo o sucesso da demanda para o grupo político, que insiste na reeleição e na sucessão, com seu plano de poder. O único detalhe é que, caso minha tese esteja correta, os interesses econômicos estarão acima da necessidade e da cidadania para a construção do futuro e mais novo Fórum da Justiça do Trabalho em Itaboraí, com suas licitações, contratos de trabalho e construtoras envolvidas.

Por fim, enquanto tivermos políticos medíocres e uma sociedade civil tão pacífica e apática, continuaremos perdendo tudo em Rio Bonito, no Estado do Rio de Janeiro e no Brasil.

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Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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TSE impõe redução das zonas eleitorais ao TRE-RJ, em momento crítico no Congresso Nacional

No próximo dia 15/09/17, sexta-feira,  começará o processo de reorganização das zonas eleitorais da Comarca de São Gonçalo, localizada no Estado do Rio de Janeiro, que reduzirá de 12 para 07 zonas eleitorais, obedecendo a determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que está aplicando o rezoneamento, objetivando diminuir gastos com as zonas eleitorais, enquanto que São Gonçalo será o verdadeiro teste do projeto, tendo em vista sua organização urbana, enquanto que o município é um dos mais populosos do estado fluminense, com áreas de risco e de alta complexidade populacional, como o Jardim Catarina.

Na capital do Rio de Janeiro, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) já reduziu de 97 para 49 cartórios eleitorais, extinguindo 48 unidades.

Na prática, o tubo de ensaio do TSE terá impacto profundo no período eleitoral, tendo em vista que o TRE-RJ diminuiu sua capacidade fiscalizadora e aumentou a área de atuação, o que dificultará e muito o trabalho dos magistrados eleitorais, da promotoria eleitoral e da fiscalização, principalmente, no dia da eleição. Em contrapartida  e coincidentemente, o Congresso Nacional ainda está insistindo no fundo partidário com o dinheiro público no valor de R$3,6 bilhões, para ser dividido entre os 35 partidos políticos para a próxima eleição, o que terá forte impacto na compra do voto, caso seja aprovado e colocado em prática ainda em 2018.

Em suma, mesmo com a justificativa baseada na diminuição dos gastos, a estratégia do TSE sob o TRE-RJ está sendo aplicada no momento errado, principalmente, quando o Exmo. Gilmar Mendes, atual presidente do TSE e Ministro do STF, está em evidência na mídia nacional, participando das viagens, almoços e jantares com o Presidente da República,  Michel Temer, ignorando os protocolos e passando por cima da norma, trazendo a partidarismo para dentro da Suprema Corte Brasileira.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Independência e Esperança por Padre Dudu

“Hoje é um dia fundamental para nossa vida de brasileiros, dia histórico e profético. Celebrar a independência de nossa pátria é sonhar com o Povo que quis criar, amar, redimir e santificar. Não somos um povo qualquer! Caminhamos na fé e não apenas guiados pelas delações premiadas. A sabedoria do Espírito nos diz que nossa crise não é econômica, mas a ausência de amor à Deus e ao próximo!

A convocação dos nossos bispos brasileiros hoje para um dia de jejum e oração é um ato profético! O Documento de Aparecida nos ensinou que “O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas acima de tudo o amor recebido do Pai graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo” (n. 14).

Não são as conjunturas sociais que nos definirão! Quem tem fé, dizia Bento XVI, vive difrente! Levante gigante adormecido! Que se ouça do Ipiranga agora um grito de esperança! Seremos um povo heroico (como diz nosso hino) se formos uma pátria formada de homens e mulheres que não percam a esperança em Deus, nas pessoas, e portanto, no futuro. O que o Papa Francisco disse hoje na Colômbia, sirva também para nós neste dia:  “Não se deixem vencer. Mantenham a esperança e a alegria”!

Nesta mudança de época, nesta mudança do cenário sócio-político-econômico brasileiro, oremos pela mudança dos nossos corações para a mudança das nossas estruturas! Temos, como Igreja Católica um legado inegável e um ministério profético para o futuro da nação de Santa Cruz! Diante da imposição de culturas superficiais e maléficas, proclamemos a civilização do amor, proclamando o que cantamos em nossas celebrações que “a vida é bem mais do que aquilo que o mundo ensina”.

Junto à Cruz desta Santa Terra, foi encontrada também a Senhora da Esperança (imagem que os portugueses trouxeram nas caravelas que vieram para o Brasil): Maria! Somos uma Pátria que cresce debaixo de um olhar materno! Há 300 anos Deus escolheu um lugar de cura, libertação, avivamento, milagres, devoção e fé. Não existe e nem existirá no Brasil um epicentro, tão poderoso espiritualmente falando, como o lugar onde aquelas redes foram lançadas! E hoje, 7 de Setembro, no Evangelho do dia, Jesus pede que as redes sejam lançadas (Cf. Lc 5, 1-11). Eles já haviam lavado as redes e estavam desistindo da pesca. Imagem do Povo Brasileiro que está prestes a desistir…Não! Com Jesus nos espera um pesca milagrosa. Esta foi a ordem de João de Deus, São João Paulo II, para o terceiro milênio: Duc in altum! Avançem para as águas profundas! Sete é plenitude! 7 de Setembro! Que a Onipotência e a Perfeição de Deus toque a nossa Terra, abençoe nossa nação e cure a todos nós, brasileiros! Haverá um levante! Creiamos como o Papa Francisco que nos exortava no último dia nove de Agosto: “Jesus entrevê uma possibilidade de Ressureição mesmo para quem fez um monte de opções erradas na vida. Onde houver um homem e uma mulher sofrendo, Jesus vai querer sua cura, sua libertação e sua vida plena” E ainda no Angelus de nove de Julho: “Ele é o Descanso que buscamos! Quando Jesus entra na vida, chega a paz”.

Ofereço estas linhas à Ironi Spuldaro, meu filho, amigo, irmão e agora, também meu pai, que hoje me pediu que escrevesse. Você me conhece…Hoje, neste dia de jejum e oração, o Espírito está renovando também a minha esperança pela Igreja e pelo Brasil. Unidos pelo Avivamento, sempre a até o fim!”

 

PD

Festa da Independência, Ano Mariano 2017, a.D

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Professora Andréa Guimarães é mais uma vítima dos grupos políticos no governo Mandiocão

20900893_1657043144326214_9065063231302122218_oEssa semana foi marcada pela iniciativa do prefeito, José Luiz Alves Antunes, popularmente conhecido como Mandiocão, em intervir politicamente na pasta da educação, alterando a diretoria da escola Maria Lydia Coutinho, que estava sob direção da professora Andréa Guimarães, transferindo o cargo de confiança à professora Cieli Mendes. É isso mesmo, meu caro leitor, o cargo de diretor de escola na municipalidade é de confiança, deixando de ter qualquer critério curricular, acadêmico ou pedagógico. Só basta o prefeito fazer o mapa astral, alinhando as órbitas dos planetas e chegar à conclusão de que a pessoa tem potencial político para ocupar o cargo. E é assim que a educação pública municipal tem sido tratada nos últimos 25 anos, tanto nas mãos do Mandiocão, quanto nas da Solange.

O que torna o caso da Andréa Guimarães extraordinário, é que ela ingressou numa escola, considerada problemática pela Secretaria Municipal de Educação e pelos profissionais da educação, construindo a liga do amor, da compaixão e da solidariedade, conquistando o respeito dos alunos, dos pais dos alunos e da maioria da comunidade do Rio do Ouro. Simplesmente, ela plantou e está colhendo os frutos por parte da sociedade e da comunidade, que compreendeu o fato de que a escola é um lugar de segurança e de multiplicação do afeto e do conhecimento, principalmente diante da desigualdade social e da pobreza. Todavia, a atual gestão interpretou tudo como uma ameaça, materializando a única coisa que os grupos políticos sabem fazer em Rio Bonito: – Destruir as ações sociais e as políticas públicas que beneficiam a sociedade e levar as pessoas ao questionamento da realidade.

20934693_1657043147659547_2554571845005761768_oNo último dia 18/08/2017, a escola Maria Lydia Coutinho fez uma manifestação pacífica, pedindo pela manutenção da Andréa Guimarães na direção. Infelizmente, o prefeito, a vice-prefeita, que é conhecida como Rita da Educação, e o secretário de educação seguiram com o planejamento aplicado.

Mesmo com o antigo FUNDEF e o atual FUNDEB idealizando a gestão escolar participativa, conhecida nos corredores da política como “Gestão Democrática”, transformando o cargo de diretor de escola numa função eletiva pela comunidade escolar, composta por alunos, professores e pais de alunos, objetivando o sistema de colegiado e a administração direta dos 40% do valor do fundo, que deveriam ser investidos nas escolas, através das obras, compra dos recursos tecnológicos e didáticos, a PMRB insiste em manter o cargo de confiança e por indicação do prefeito. Dessa forma, a secretaria municipal de educação centraliza os R$58 milhões sob sua gestão direta, não sofrendo qualquer tipo de resistência nos quadros pedagógicos. Por outro lado, o dinheiro sai pelo ralo todos os anos, enquanto que as escolas estão sucateadas, os professores desmotivados e desvalorizados e a educação capengando morro abaixo.

Por fim, Manidocão e a Solange transformaram a educação pública municipal numa espécie de clube do whisky e literalmente num colégio eleitoral controlável, contrariando todos os princípios e as ideologias pedagógicas, que buscam o aperfeiçoamento da vida cotidiana, financeira, moral, ética e intelectual dos alunos e da diversidade da realidade que se encontram inseridos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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PMRB provoca a insatisfação da opinião pública com o projeto Bela Vista de Cara Nova

O vereador Claudinho do Bumbum Lanches trouxe o governo Mandiocão para o centro do conflito da impopularidade, por causa do anuncio da obra que será realizada na bela vista, sob o nome de “Bela Vista com Cara Nova”. O que era para ser um movimento positivo do governo, se tornou um fiasco, por falhas na comunicação social. Simplesmente, eles estão brincando de governar, cometendo erros seguidos. A coisa já começou errada, quando o vereador anunciou algo que deveria ser anunciado pelos canais oficiais do Poder Executivo Municipal.

A Jacuba está revoltada com a ausência da PMRB em relação à infraestrutura do bairro, e com toda razão. Solange prometeu levar o asfalto para lá no palanque e ao longo do seu último mandato, e até agora nada. A população da localidade ficou na expectativa por dias melhores, que ainda não chegaram. A mesma situação se repete com o Boqueirão, a Serra do Sambê e Nova Cidade, que está com a ponte do acesso principal parcialmente destruída, enquanto que a rodovia está sob a jurisdição do governo do Estado do Rio de Janeiro, que não dava respostas na época das vacas gordas, deixando a estrutura de lado diante da crise ética e moral.

Analisando as obras e o cenário político-econômico, o prefeito Mandiocão e o secretário de desenvolvimento econômico, Bruno Guimarães Soares, estão focalizando a região de lavras, para instalarem o segundo polo industrial de Rio Bonito, objetivando incentivar o crescimento da região, o que também intensificará os empreendimentos imobiliários. Se a política pública for bem planejada, gerará novas vagas de emprego e abrirá a oportunidade para novos negócios em Rio Bonito, aproveitando o novo formato da BR-101 naquela área.

Os rio-bonitenses não estão compreendendo o anúncio das obras na Bela Vista por parte da PMRB, tendo em vista que existem áreas precárias e abandonadas próximas ao centro da cidade, que aguardam por uma solução há anos. Todavia, eu vou explicar para o cidadão e o contribuinte a lógica do gestor público: – Se vocês observarem ao longo da Avenida Manuel Duarte – Bela Vista, localizarão dois loteamentos, que aumentarão os preços dos lotes com as obras, enquanto que existem vários terrenos, que acolherão projetos de edifícios para o futuro. Assim sendo, salvo o enriquecimento dos empreendedores, Mandiocão está planejando investir e incentivar o crescimento da cidade para o sentido do Rio do Ouro, Jacuba, Lavras e Sambê. Todavia, para que os projetos subsequentes possam acontecer, é necessário começar pela Bela Vista, que é parte importante da trajetória que se inicia no Basílio, com a via verde, e que terminará no futuro polo industrial de Lavras, à beira da BR-101.

Por fim, o inferno está cheio de boas intenções. Logo, espero que a equipe do governo Mandiocão consiga materializar as ações e conectá-las num projeto econômico maior. Todavia, eles parecem perdidos e desorientados, enquanto que, com o orçamento limitado, os patrocinadores tendem a priorizar o retorno dos investimentos do grupo, deixando a população de lado, que se sente abandonada em sem qualquer representatividade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Você sabe quanto custa um vereador em Rio Bonito?

O leitor que estudou OSPB (Organização Social e Política do Brasil) e Educação Moral e Cívica na década de 1980, saberá responder na ponta da língua, que os vereadores tem a função de fiscalizar o Poder Executivo e de legislar, que significa fazer leis. O problema é que as duas disciplinas foram banidas da grade curricular com a abertura democrática, levando consigo a propagação do civismo, nacionalismo e da cidadania. Dessa forma, as gerações, que nasceram na década de 1990 para cá, não tem a menor ideia de como funciona o sistema público, o que é uma república e as funções dos políticos. Os heróis deles são o Pablo Escobar e a linha de produção das séries dos narcotraficantes em Hollywood ou em Paulínia – SP.

Em Rio Bonito, localizado no Estado do Rio de Janeiro, era para os vereadores fiscalizarem as contas públicas, os gastos, investimentos e projetos executados pelo Município. O problema é que eles não fazem, e, quando o fazem, é sempre pelos objetivos pessoais ou do grupo político. Quando o assunto é legislar ou fazer leis, o critério da qualidade despenca, enquanto que a maioria se utiliza da máxima reversa: “na natureza, nada se cria. Tudo se copia”.  Assim, com as funções CTRL + C e CTRL+V, os poucos projetos nascem, contrariando a constituição e atrapalhando a vida dos cidadãos e dos empresários.

A Câmara Municipal é a representação do Poder Legislativo na jurisdição municipal. Ela é autônoma, possui 10 vereadores e custa mais de R$6 milhões por ano ao contribuinte, com seu duodécimo. Isso quer dizer que cada vereador custa R$600.000,00 por ano, R$50.000,00 por mês e R$1.666,66 por dia, com a hora trabalhada computada em R$208,33. Agora, se pensarmos na Câmara Municipal como um todo, ela consome, em média, R$500.000,00 por mês, R$125.000,00 por semana, R$62.500,00 por sessão legislativa realizada.

Na prática, com o custo mensal de um vereador em Rio Bonito, daria para manter 25 professores e 22 médicos concursados na rede Municipal.

Certamente, aparecerá alguém patrocinado pela folha de pagamento, argumentando que o salário do vereador é de R$6.800,00 por mês e que os cálculos são absurdos, não batendo com a veracidade dos fatos, demonstrando a ignorância e a incapacidade na interpretação do fato e do ato administrativo em relação ao cálculo do custo, que é justamente uma das tarefas do vereador no cumprimento da função nobre do fiscal, ratificando a essência desta resenha.

Por fim, a Câmara Municipal é um elefante branco, enorme, gordo e desengonçado, que tem servido mais de enfeite à democracia rio-bonitense, afastando-se do seu ideal como instituição política na construção da sociedade a cada eleição realizada nos últimos 30 anos, sem se preocupar com a opinião pública e os índices de aprovação, porque o objetivo do político não é materializar as políticas públicas, mas controlar o duodécimo, sem a transparência e a participação popular necessárias.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Rafael do Rio do Ouro agiu como moleque ou foi vítima de fraude na eleição da presidência da Câmara Municipal para o biênio 2019/2020

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A sessão legislativa da última terça-feira, 08/08/2017, foi marcada pelos altos e baixos na eleição prematura do próximo presidente da Câmara Municipal de Rio Bonito para o biênio 2019/2020. O que deveria ter sido um protocolo simples, com a manifestação do voto por parte dos vereadores, acabou se transformando num desastre moral e ético, tendo em vista que, conforme o documento com o protocolo da Câmara Municipal, o vereador Rafael Caldas, popularmente conhecido como Rafael do Rio do Ouro, assinou a chapa opositora à situação, que tinha o vereador Fabiano Xeroca como candidato à presidência, afirmando desconhecer o ato e o fato administrativo no dia, migrando sua intenção de voto para o vereador Humberto Alexandre Belgues, expondo a fragilidade política que Rio Bonito, o Estado do Rio de Janeiro e o Brasil passam.

A demonstração pública da lealdade ao Marcos Abrahão utilizada pelo do vereador Rafael do Rio do Ouro, para justificar o rompimento com a chapa, acabou prejudicando e muito o deputado, que, conforme os comentários nos bastidores políticos, está se desgastando perante a opinião pública para se afastar do cenário, cuja jurisdição se limita à Câmara Municipal de Rio Bonito.

Como dito na resenha anterior, o voto do vereador foi coerente com sua linha de campanha, grupo político e partido, cuja base é totalmente dependente do deputado estadual Marcos Abrahão, que é considerado como um mentor e conselheiro do Rafael do Rio de Ouro. O problema é que o vereador assinou o documento oficial, que foi carimbado pela casa legislativa, compondo uma chapa. Pessoalmente, eu não vejo problemas no momento do voto do Rafael do Rio do Ouro, mas, com a publicidade do documento da chapa, ficou evidente que os 57.000 habitantes e 45.204 eleitores foram ignorados na decisão pessoal, que provocou o efeito dominó, que terá impacto no nosso município até 2020, na próxima eleição. O vereador foi antiético e deixou o deputado Marcos Abrahão exposto, com sua justificativa pública, que foi baseada na especulação, inclusive, de que a assinatura no documento não era real, o que poderá conduzir o cenário todo para dentro da delegacia de polícia e no judiciário diante da hipótese da fraude, que é justamente o que ele terá que fazer para sustentar a trama toda, mantendo-se na posição de vítima de uma conspiração política.

Por fim, existem caminhos e decisões que devem ser pensadas e ponderadas, enquanto que o vereador demonstrou imaturidade, assumindo posturas opostas à natureza do seu universo eleitoral, que podem ser executadas, mas que demonstram a total diferença entre o ser político e estar político, principalmente na prática da ética e da moralidade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Rafael do Rio do Ouro foi coerente, quando votou para a presidência da Câmara Municipal no biênio 2019 / 2020

Hoje pela manhã desta quarta-feira, 09/08/2017, recebi o telefonema do deputado estadual, Marcos Abrahão, que espontaneamente informou que não pediu ao vereador, Rafael Caldas, popularmente conhecido como Rafael do Rio do Ouro, para votar em fulano ou ciclano, enquanto que ele não interviu nos assuntos ligados à Câmara Municipal de Rio Bonito, incluindo a escolha do presidente para o biênio 2019/2020.

Achei muito importante o feedback do deputado em relação ao posicionamento público do vereador, Rafael do Rio do Ouro, que fundamentou sua decisão na lealdade ao Marcos Abrahão, abandonando a chapa do vereador Fabiano Xeroca, votando no vereador Humberto Alexandre Belgues.

Precisamos lembrar que o vereador Rafael do Rio do Ouro e Humberto Belgues concorreram, apoiando o deputado Marcos Abrahão nas eleições municipais de 2016. Logo, a lógica do Rafael seria votar na chapa do Humberto Belgues, desde o início. O fato é que, com ou sem a intervenção do deputado, o vereador, que está no centro do cenário político nessa semana, decidiu o destino da Câmara Municipal, deixando a bancada governista com minoria e sem representatividade dentro da casa legislativa, salvo a boa vontade do futuro presidente, Humberto Alexandre Belgues, que defende a autonomia do legislativo municipal e demonstra estar focado no cargo de prefeito no futuro, talvez, na próxima eleição.

Há algo que me incomoda na política rio-bonitense, que é a necessidade de polarizar tudo nos grupos políticos, quando as políticas púbicas e os projetos passam a existir a partir do voto e busca pela coalizão, que são a matéria-prima da política e da essência democrática. Por outro lado, também fiquei incomodado com a resposta do vereador pela mudança da intenção do voto no episódio, que poderia ter se limitado ao simples “votei assim porque quis”. Mas, ele desejou expressar sua lealdade publicamente, trazendo o deputado para uma briga territorial, que está fora da sua jurisdição. Assim, deixando a manipulação da opinião pública nas redes sociais de lado, precisamos atentar para o fato de que o eleitor do Rafael do Rio do Ouro é o eleitor do Marcos Abrahão. Se por um lado, o vereador conquistou a rejeição daqueles que não votaram nele, do outro, ele se manteve na coerência ideológica e eleitoral.

Por fim, Humberto Alexandre Belgues foi eleito o presidente para o biênio 2019/2020, apresentando o discurso da busca pela harmonia com o Poder Executivo, buscando o melhor para o município, enquanto que só nos restará saber se o prefeito Mandiocão e seu staff compreenderão a mensagem. A chapa derrotada indica que fará igual ao Fluminense na esfera judicial, uma vez que alega irregularidade no rito. E é a vida que segue, com o vereador Reis como presidente da Câmara Municipal até o final de 2018.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior