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A Magia do Impeachment e as expectativas na economia

Conforme a ritualística legislativa, o impeachment deve ser recebido, com a sessão aberta, passar pela eleição no plenário, com maioria de 2/3 (dois terços) da Câmara dos Deputados. Após a eleição, o expediente deve ser encaminhado ao Senado para ser votado. Caso aprovado, nesta etapa, o presidente é afastado pelo prazo de 180 dias ou 06 meses, enquanto que o expediente será supervisionado pelo Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal. Em suma, o impeachment só pode tramitar sob a tese da prática do crime de responsabilidade, enquanto que será justamente essa a matéria analisada e julgada deste momento histórico adiante.

Conforme as estatísticas apresentadas pela imprensa, dos 513 deputados federais, 58,09% respondem processos na justiça, enquanto que, no Senado Federal, 60% dos 81 senadores se encontram na mesma situação.

Com a taxa de juros do cheque especial na casa dos 12,75% ao mês e 333% ao ano e a classe média endividada, os economistas mais otimistas esperam que o dólar retorne aos R$2,75, com o afastamento da Presidente Dilma Rousseff e a entrada do Presidente em Exercício, Michel Temer. Tudo num passe de mágica, mesmo com o barril de petróleo na casa dos US$48,00, e com a Petrobrás com 68% do valor de mercado comprometido, com as ações desvalorizando na Bolsa de Valores. Há uma contradição entre o idealizado no discurso político e a prática econômica nacional e internacional, enquanto que a gasolina teria que retroagir aos R$2,90.

Para intensificar o desafio econômico, as empreiteiras envolvidas nos escândalos estão proibidas de negociarem com o governo pelos próximos dois anos. Assim, só existem duas opções para o mercado interno: 01 – Anistiar as empreiteiras para que os trabalhos continuem em execução; ou 02 – Criarem mecanismos legais e constitucionais que possibilitem o remanejo das pessoas jurídicas penalizadas para outras, recém constituídas.

O governo Michel Temer terá que injetar dinheiro no mercado, para que o mesmo possa girar e movimentar a sociedade brasileira como antes da crise. Para tal, ele terá que movimentar o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Todavia, há outro desafio, que seria o dinheiro para o financiamento. Todavia, eles já pensaram em tudo e fizeram a fusão do Ministério da Fazenda com o da Previdência Social. A lógica indica que o tesouro nacional fará novos movimentos com o dinheiro dos aposentados, como já vem acontecendo há bastante tempo em alguns Estados da Federação. Com tal fusão, o céu será o limite para realizar o ilusionismo.

No mais, vem aquela pergunta que poucos fizeram até agora: – Qual foi o crime de responsabilidade cometido por Dilma Rousseff? – No final, não importará mais, desde que o novo governo baixe o índice do desemprego, o dólar volte aos R$2,75, a gasolina retorne aos R$2,90 e os juros do cheque especial se estabilize abaixo dos 8% ao mês.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Sinceridade

Estou cansado.

Andei por vinte anos de história,

Para terminar no mesmo calçadão,

Vendo a elite glorificando a escória,

Colocando vendas nos olhos da nação.

A areia da praia me incomoda,

Enquanto que não consigo dar passos largos.

Simplesmente, meus pés atolaram nesta crosta,

Enquanto que meu corpo está em farrapos.

Quero chorar em sua água salgada, Copacabana,

Porque o trem do progresso saiu do trilho.

Sua locomotiva bebe cachaça com gasolina.

Seus sonhos e promessas foram adulterados,

E jogados debaixo do tapete durante a faxina.

Não satisfeitos com a maestria do teatro,

Me mandaram pagar a conta e nada mais.

Depois, o óbvio aconteceu:

– O Dólar subiu. A vara desceu…

No final, fiquei de castigo por minha sinceridade,

Olhando o cupom fiscal entre os dedos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A Argentina de Macri assume a inflação acelerada e prioriza a transparência

Enquanto que o Palácio do Planalto, em conjunto com o COPOM (Comitê de Política Monetária) e o BANCO CENTRAL DO BRASIL, não assume que a inflação está muito além dos índices apontados pelas vias oficiais, a Argentina, sob a presidência de Macri, faz questão de assumir a realidade da economia, decidindo expedir novas cédulas do peso argentino, nos valores de 200, 500 e 1000 pesos, a partir de 2017. Até então, a nota mais alta da moeda argentina era de 100 pesos.

A inflação está afetando quase todas as economias do planeta, independentemente do porte e do sistema econômico escolhido, salvo a Inglaterra, cuja Libra Esterlina é calculada através do ONÇA TROY ou em cima do ouro.

Atualmente, 1 ARS (Peso Argentino) corresponde a R$0,30 ou US$7,44 (sete dólares, e quarenta e quatro centavos americanos).

De forma muito transparente, Macri está assumindo perante o mundo e o mercado que a Argentina está com a inflação acelerada, enquanto que serão necessários mecanismos maduros e equilibrados, com a sociedade, para que sejam solucionados. Todavia, em contrapartida, a decisão do Governo Argentino deixou as economias dos países da América do Sul expostas perante o mercado internacional.

Por fim, se a economia não der a resposta esperada por Macri, a Argentina terá que cortar um dos zeros das suas novas notas, objetivando reiniciar todo o ciclo econômico artificialmente. Entretanto, os desafios da Argentina são muito parecidos com os do Brasil, tendo em vista que o único caminho correto é a criação de milhares de vagas de emprego, a capacitação da mão-de-obra e o empreendedorismo, focalizando o setor dos serviços e o comércio.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com otimismo, o Brasil só sairá da depressão econômica em 2019

Como o brasileiro pode fazer meta para 2016, recebendo salário mínimo e pagando impostos diretos e indiretos na proporcionalidade superior aos 33% do seu ganho mensal? – Só com milagre, crediário nas Casas Bahia e muita sorte, para que nada aconteça de extraordinário entre uma compra e outra. Embora pareça estranho o raciocínio, foi justamente nessa lógica de consumo que o Brasil se manteve nos últimos 20 anos, tratando-se da economia interna e do Bolsa Família.

O Brasil não pode abrir mão do bolsa família, mesmo com as pedaladas fiscais, tendo em vista que a indústria registrou o índice de regressão em 8%, enquanto que o governo assumiu a inflação, nos últimos 12 meses, em 10,72%, com a estimativa do aumento progressivo em 6,5% para 2016, se as metas forem atingidas de um lado, e os Estados e Municípios economizarem do outro. Todavia, os especialistas já calculam uma prévia de 33 meses de crise, considerando a intervenção do Banco Central a cada trimestre. Logo, os 6,5% de inflação, possivelmente, fecharão em 12% até dezembro de 2016, salvo o fato de acontecer um milagre na balança comercial, batendo SUPERÁVIT a cada trimestre, o que exigiria a injeção de mais dólares americanos por parte do governo, que ocasionaria uma nova sequência das pedaladas fiscais, objetivando conter um buraco de um lado, criando outro na dívida pública interna.

Em suma, a tendência do mercado é piorar, enquanto que ainda há muita água para chegar ao fundo do poço. A situação econômica se intensifica, quando o governo, depois de elevar a alíquota dos impostos, concede o aumento do salário mínimo nacional, aumentando a carga tributária e trabalhista das indústrias, que já estão pagando a conta por parte dos combustíveis, dos fretes e da energia. Enquanto que o governo assume a inflação de 10,72% em 2015, que serão 17,22% com a sequência em 2016, o mercado interno está encolhendo sua fatia do lucro na produção e na competitividade nacional e internacional, sofrendo com a inflação real superior aos 22% nos últimos 12 meses. Logo, a única alternativa da indústria e do comércio é demitir, para compensar o fluxo de caixa, focalizando a sobrevivência tributária.

Para agravar a situação, considerando a carga trabalhista e os impostos diretos e indiretos, a indústria e o comércio estão levando a facada média de 38%, se igualando aos índices tributários dos países com a melhor qualidade de vida do mundo, tais como a Suécia, a Noruega e a Suíça. Em suma, seguindo a linha da desigualdade tributária, onde a classe média e empresarial bancam o sistema para que os milionários e os assalariados paguem nada ou muito pouco, o governo deixará de arrecadar mais, por causa da alíquota aplicada na economia. Se a política interna focalizasse o emprego e a participação proporcional em todos os níveis de rendimento, o Estado poderia reduzir a média da alíquota dos impostos no teto máximo dos 22%, proporcionando maior incentivo na geração das novas frentes do trabalho formal, deixando a economia interna compensar e investir em si mesma, através do fluxo do capital. Entretanto, a ortodoxia política e governamental jamais praticaria tal mecanismo, porque a tradição brasileira se baseia na elevação das alíquotas para aumentar a receita, sem cortes nos Ministérios, Secretarias e departamentos públicos. No Brasil, a meta da eficiência tem lógica contrário ao restante do mundo, pois o departamento que é eficiente, fazendo o máximo com o mínimo, sofrerá cortes no orçamento no ano seguinte.

Por fim, em 2016, a fila do desemprego aumentará por culpa do governo e da sua estratégia econômica e financeira, que liquida o país para o investidor estrangeiro ficar mais rico e com pouco risco no mercado. O problema é que não basta injetar dólares americanos do tesouro no mercado para atrair a caça, quando o mercado é o resultado dos indicadores de liquidez, eficiência, remuneração, lucro bruto e líquido das empresas.  A lógica do governo funcionou por 12 anos, com a PETROBRÁS em alta, a Vale liderando o mercado da mineração, além das obras superfaturadas das Olimpíadas e da Copa do Mundo de 2014. O problema é que o mercado nacional não possui empresas de peso para apresentarem os indicadores atrativos para investimento, com exceção da AMBEV, FRIBOI, ITAÚ e BRADESCO.

A solução do governo será compensar a fila do desemprego, ampliando o suporte do Bolsa Família, aumentando o exército dos dependentes, seguindo a mesma lógica com os refugiados. Com otimismo, a economia só se estabilizará em 2019, com a indústria e o comércio se arrastando para sobervevirem às falhas na gestão por parte dos nossos governantes. Ironicamente, só ganhará dinheiro, quem tem muito capital para investir, principalmente no ramo do agronegócio e na indústria bélica e da defesa, cujos setores estão em desenvolvimento no Brasil, materializando acordos com a China, Estados Unidos, Suécia, Israel e Panamá.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O impeachment de Dilma é uma cortina de fumaça

O dólar caiu e a Bolsa de Valores voltou a trabalhar com os índices positivos, por causa da meta fiscal aprovada pela Câmara dos Deputados essa semana, que injetou R$119.900.000.000,00 (cento e dezenove bilhões, e novecentos milhões de reais) só para 2015, não foi por causa do impeachment, como os políticos do PMDB, DEM, PSDB e a imprensa querem colocar. O valor supramencionado inclui as pedaladas fiscais, a PETROBRÁS e o buraco na previdência social.

Entretanto, se o objeto do impeachment é a improbidade das alavancadas, o mesmo perdeu objetivo, uma vez que o congresso passou por cima do relatório do TCU, aprovando as contas e a elevação da meta fiscal para 2015. Em suma, a sessão que recebeu o impeachment foi a mesma que matou origem do pedido. Mas, mantendo a linha do impeachment, há outro impedimento legal para que o procedimento siga em frente: – Não há previsão legal para as pedaladas fiscais na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), tendo em vista que a mesma foi criada em 1997. A mesma interpretação jurídica se mantém quanto a nossa Constituição, tendo em vista que a CRFB é de 1988, conforme a interpretação dos comentários dos ex-ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Ayres Brito e Joaquim Barbosa.

Logo, aos olhos dos principais juristas e cientistas políticos, o recebimento do pedido de impeachment por parte do Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara dos Deputados, não possui substância ou substrato para seguir adiante, enquanto que, caso a ação política ignore os princípios constitucionais e democráticos, materializará, literalmente, o golpe branco, cujo termo é aplicado aos Golpes de Estado, oriundos da iniciativa civil, dentro das instituições políticas.

Conforme a BBC, mesmo que o impeachment vá para a fase da votação, a presidente, Dilma Rousseff, teria margem de descanso. Todavia, o desgaste que o impeachment está gerando à sociedade brasileira e à imagem do governo, perante a comunidade internacional, não está beneficiando ninguém, salvo os políticos que não querem trabalhar, ora, porque não sabem o que fazer além dos sues interesses pessoais, ou porque onde há conflito, há oportunidade para os partidos negociarem mais pastas ministeriais, objetivando saciar a fome e a ganância do poder pelo poder.

Por fim, os R$119.900.000.000,00 não foram consumidos sozinhos, mas os oportunistas precisam de alguém para, simbolicamente, pagar o pato como bode expiatório. A questão é sabermos quem será: – Dilma Rousseff ou Eduardo Cunha, sendo que o último, já possui previsões legais diante da Lei para que seu processo de impeachment seja aplicado. Todavia, considerando o fato de que a sessão, que recebeu o impeachment, foi a mesma que aprovou a elevação da meta fiscal para 2015, tudo indica que estão fazendo um show, levantando a poeira para constituir uma cortina de fumaça. A questão é sabermos o que querem esconder, tendo em vista que as partes já estão expostas perante a opinião pública, enquanto que o orçamento para 2016 ainda precisa ser aprovado esse ano.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Dólar fechou em alta mais uma vez nesta quarta

O Dólar é o maior de todos os americanos

O dólar é verde como a grama,

Seduz como a luz na escuridão.

Ora conduz. Ora cega seu portador.

 

O dólar é a história americana,

Impressa em papel moeda.

Através dele, toda uma cultura é mantida.

 

O dólar é dinheiro,

E tem o cheiro doce para o consumista,

Abrindo-lhe as portas do paraíso

 

O dólar é a moeda do câmbio,

Tanto nas bolsas de valores, quanto no mercado paralelo.

Dessa forma, o índice torna-se afrodisíaco.

 

O dólar constrói impérios e escraviza nações

Ele distorce o senso do certo e do errado,

Porque essa é uma de suas funções.

 

O dólar seduz nos filmes e na televisão.

Ele é a salvação de todos os males do mundo.

Em alguns momentos, é culpado de tudo.

 

Decerto, o dólar é o maior de todos os americanos.

Ele entra na sua vida, com ou sem seu consentimento.

No final, ele dorme contigo, entre sua esposa e o governo.

 

Não importará a moeda e as pedaladas fiscais,

Desde que a grama seja verde e saborosa

para manter o gado gordo muito além dos currais eleitorais.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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