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SOBRENATURAL

Diante do caos constitucional,

Dos abusos cometidos contra a nação,

Gostaria de ter o poder sobrenatural,

Caminhar sobre as águas do mar

E voar para bem longe dessa conspiração,

Sem necessitar do visto e do carimbo

Ou tirar o passaporte do bolso.

O problema é que a saudade me mata,

Enquanto que ainda não saí de Rio Bonito.

Não quero carregar a culpa de ter partido,

Apagado a luz…

E fechado a porta,

Porque as crianças precisam ter esperança,

Mesmo que ainda não tenham nascido.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 02 de agosto de 2018.

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A Quarta luz da loja maçônica

Esperamos que as constelações caiam em nossos braços, quando deveríamos seguir a lógica natural do universo, para nos elevarmos às estrelas e conquistarmos nosso lugar de direito entre os astros e corpos celestes. O mundo precisa da luz operante para sair da escuridão. Por isso, meu caro leitor, solicito humildemente que sejas luz ou cajado que transporta o fogo para dentro da caverna e do exílio.

O Orador é aquele que garante o cumprimento da Lei e que estabelece o caminho reto ao Venerável Mestre e aos irmãos dentro da Loja Maçônica. Onde está o Orador dos nossos lares, das nossas famílias? – Como caímos tanto diante de tanta abundancia e riqueza? Dizem que a Loja Maçônica possui três luzes para orientar o iniciado na lapidação da sua alma e moralidade. Todavia, me atrevo a discordar dos estatutos, manuais e landmarks para trazer a quarta luz aos céus do quadrilongo justo e perfeito, porque o Orador e a Lei, por ele relembrada, são um único astro com luz própria e que brilham do oriente ao ocidente e do norte ao sul, como o segundo sol, que está entrando em nosso sistema solar para alterar a ordem do dia e da noite, porque a humanidade precisa passar por uma nova revolução essencial no seu conteúdo e no pensamento contemporâneo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Independência e Esperança por Padre Dudu

“Hoje é um dia fundamental para nossa vida de brasileiros, dia histórico e profético. Celebrar a independência de nossa pátria é sonhar com o Povo que quis criar, amar, redimir e santificar. Não somos um povo qualquer! Caminhamos na fé e não apenas guiados pelas delações premiadas. A sabedoria do Espírito nos diz que nossa crise não é econômica, mas a ausência de amor à Deus e ao próximo!

A convocação dos nossos bispos brasileiros hoje para um dia de jejum e oração é um ato profético! O Documento de Aparecida nos ensinou que “O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas acima de tudo o amor recebido do Pai graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo” (n. 14).

Não são as conjunturas sociais que nos definirão! Quem tem fé, dizia Bento XVI, vive difrente! Levante gigante adormecido! Que se ouça do Ipiranga agora um grito de esperança! Seremos um povo heroico (como diz nosso hino) se formos uma pátria formada de homens e mulheres que não percam a esperança em Deus, nas pessoas, e portanto, no futuro. O que o Papa Francisco disse hoje na Colômbia, sirva também para nós neste dia:  “Não se deixem vencer. Mantenham a esperança e a alegria”!

Nesta mudança de época, nesta mudança do cenário sócio-político-econômico brasileiro, oremos pela mudança dos nossos corações para a mudança das nossas estruturas! Temos, como Igreja Católica um legado inegável e um ministério profético para o futuro da nação de Santa Cruz! Diante da imposição de culturas superficiais e maléficas, proclamemos a civilização do amor, proclamando o que cantamos em nossas celebrações que “a vida é bem mais do que aquilo que o mundo ensina”.

Junto à Cruz desta Santa Terra, foi encontrada também a Senhora da Esperança (imagem que os portugueses trouxeram nas caravelas que vieram para o Brasil): Maria! Somos uma Pátria que cresce debaixo de um olhar materno! Há 300 anos Deus escolheu um lugar de cura, libertação, avivamento, milagres, devoção e fé. Não existe e nem existirá no Brasil um epicentro, tão poderoso espiritualmente falando, como o lugar onde aquelas redes foram lançadas! E hoje, 7 de Setembro, no Evangelho do dia, Jesus pede que as redes sejam lançadas (Cf. Lc 5, 1-11). Eles já haviam lavado as redes e estavam desistindo da pesca. Imagem do Povo Brasileiro que está prestes a desistir…Não! Com Jesus nos espera um pesca milagrosa. Esta foi a ordem de João de Deus, São João Paulo II, para o terceiro milênio: Duc in altum! Avançem para as águas profundas! Sete é plenitude! 7 de Setembro! Que a Onipotência e a Perfeição de Deus toque a nossa Terra, abençoe nossa nação e cure a todos nós, brasileiros! Haverá um levante! Creiamos como o Papa Francisco que nos exortava no último dia nove de Agosto: “Jesus entrevê uma possibilidade de Ressureição mesmo para quem fez um monte de opções erradas na vida. Onde houver um homem e uma mulher sofrendo, Jesus vai querer sua cura, sua libertação e sua vida plena” E ainda no Angelus de nove de Julho: “Ele é o Descanso que buscamos! Quando Jesus entra na vida, chega a paz”.

Ofereço estas linhas à Ironi Spuldaro, meu filho, amigo, irmão e agora, também meu pai, que hoje me pediu que escrevesse. Você me conhece…Hoje, neste dia de jejum e oração, o Espírito está renovando também a minha esperança pela Igreja e pelo Brasil. Unidos pelo Avivamento, sempre a até o fim!”

 

PD

Festa da Independência, Ano Mariano 2017, a.D

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Precisamos buscar o verdadeiro espírito do Natal continuamente

É no momento da crise, que o ser humano consegue alcançar os extremos da sua essência, que pode decair à sobrevivência selvagem ou se elevar à nobreza da existência singular por si mesma. Logo, diante da crise econômica e financeira que testemunhamos, que foram provocadas pela crise ética e moral, que assolam a sociedade brasileira há décadas, várias famílias não poderão comprar os presentes, em conformidade à tradição consumista, ora por causa do déficit na renda familiar, dos problemas nos negócios ou por causa do fantasma do desemprego. Mas, a questão é: – Quem foi que disse que o Natal é a festa do consumismo e da troca dos presentes entre as pessoas? – Quem foi que reduziu uma data tão nobre no seu significado para uma relação de troca, banhada por bebidas e comidas, que se estende até o primeiro dia do ano, conforme o calendário gregoriano? – Precisamos fazer tais perguntas para compreendermos o presente e como chegamos até aqui, nesta encruzilhada ideológica que coloca o material acima do espiritual e da própria essência fraterna da família.

O Natal é uma festa cristã, baseada nos princípios universais da fé, da família, do amor e da caridade, cujo cenário do nascedouro do menino Jesus é representado pelos presépios ou pela liturgia teológica nas igrejas, que expressam o período de perseguição aos recém-nascidos judeus, levando José e Maria a se exilarem, declinando a trama do nascimento do messias cristão dentro de um celeiro, sem luxo ou ostentação. Os reis magos, que seguiram a grande estrela, lhe trazem presentes espirituais, tais como a fé, o amor e a caridade, elevando o celeiro com a conexão estabelecida entre àqueles que davam com aqueles que recebiam e retribuíam.

O espírito do Natal está diretamente ligado ao sentimento e à expressão humana do afeto e do carinho, cujo presente somos nós mesmos, quando seguramos uns aos outros no momento da alegria e da tristeza. Logo, não perca seu tempo enfrentando filas ou se endividando pelos próximos doze meses para comprar presentes materiais, quando o maior presente é você, dando aquele abraço apertado no seu próximo, expressando o amor através das atitudes.

Embora pareça pouco diante do consumismo, o afeto, o carinho, o amor e a caridade podem transformar um único momento num episódio mágico, que ficará registrado pela eternidade. Tais virtudes não separam, mas agregam a diversidade, o respeito e a tolerância entre os povos e as pessoas. Logo, não tenho dúvida de que o seu abraço de hoje poderá pacificar o conflito do amanhã, porque você se colocou no lugar do próximo, agora.

Assim, como estamos no ano 5777, no Shabat do dia 24 do mês de Kislev, cuja data natalina coincide com o Chanuká (A Festa das Luzes), eu termino desejando um feliz natal fraterno aos meus amigos cristãos e Chag Chanukah Sameach à comunidade judaica e aos exilados, porque estamos conectados ao Eterno e uns aos outros, compondo a harmonia com a criação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Uma Sessão de Tortura contínua para a Humanidade

Valorizamos a vida de forma demasiada, quando deveríamos valorizar a nobreza na existência por si só. O problema é que a humanidade só se depara com a realeza de tal contradição, quando a guerra está à sua porta, com uma arma mirando seu peito ou a faca tocando sutilmente seu pescoço.

Sob o vício inevitável da morte, até o pior dos seres consegue encontrar a falsa humildade para ludibriar o inquisidor. Mesmo que tenha que se rastejar e entregar todo seu círculo.

A garganta do delator fica seca, enquanto que seus olhos lacrimejam. Suas mãos tremem, enquanto os lábios suplicam pela vida. Quanto maior for o requinte na crueldade, maiores serão os gritos de agonia e súplicas do perdão, cujo merecimento se fez distante do seu testemunho moribundo.

A maioria pensará que estou falando dos vivos, mas não estou, tendo em vista que a morte nesse plano é um rito de passagem para uma dimensão mais densa, profunda e complexa da existência universal, pois existem pessoas que estão vivas, mas já agem como mortas, enquanto que legiões de mortos buscam a vida, para nutrirem suas almas desgastadas pela mentira, pelo ódio, pela dor e sofrimento alheio.

No discurso alegórico das campinas cheias de verde e flores, há uma realidade que os portadores da luz não dizem, alegando a segurança espiritual e o despreparo da maioria dos seres humanos: – Há uma guerra no mundo espiritual, que está muito além do narcisismo individualista ou da propriedade inalienável da sua alma, cuja trajetória é cinza e está muito acima ou abaixo dos conceitos do bem ou do mal ou do certo e errado.

Simplesmente, megalópoles e cidades foram construídas, tendo como ponto de partida a crosta terrestre e os cemitérios. Nelas, são reproduzidas as sensações, os anseios e os delírios da nossa realidade, como um rádio em sintonia com sua estação predileta. As pessoas continuam seus hábitos e se aprimoram, ora para o crescimento da coletividade ou para a diminuição da fé e da caridade. Todavia, a escravidão é uma prática comum diante da crise da energia. Assim, como acontece com os fundamentalistas no nosso mundo, grupos e exércitos são nutridos continuamente no mundo espiritual, objetivando a manutenção da rede psíquica entre os vivos e os mortos, porque nós somos os produtores da matéria-prima que sustenta o caos, através dos nossos sentimentos e do ectoplasma contaminado.

Há um momento, que temos que exercer a faculdade do juízo e decidir entre dar continuidade aos caos, na esperança de que o agente recupere sua luz e retorne à unicidade, ou aplicar a segunda morte, o que declinará na transmutação da consciência da vítima ao plano, cuja matéria não existe, vislumbrando que o milagre ou o total esquecimento da existência aconteçam. A questão é somente uma: – Qual seria o mínimo de humanidade exigido para continuarmos ou desistirmos de uma fonte de informação, cujo ruído e a dúvida se farão constantes, salvo a manifestação da intervenção divina e do milagre por si só? – Não importa. Porque o trabalho precisa ser mantido e propagado, em nome da segurança da maioria, enquanto que todos são vítimas do seu próprio conhecimento.

Por fim, cumpra seu papel legítimo na criação. Seja justo com todos e faça sua parte na manutenção da luz. Evite os atos e as pessoas que poderão colocá-lo numa sessão de tortura, porque o mal se degenera sozinho, até se consumir por inteiro. Logo, ele só continuará, se tiver sua ajuda.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Rio Bonito é o verdadeiro teatro dos vampiros

Poderia ficar calado, deixando de escrever ou falar aquilo que penso, que é o resultado daquilo que vejo, percebo, sinto e processo no meu cérebro. Entretanto, há uma força maior que movimenta os músculos das minhas mãos, fazendo com que as palavras se construam diante da tela do computador.

A cidade de Rio Bonito está abandonada. Enquanto que o capim e a erva daninha infestam as divisas existem entre os paralelepípedos por suas ruas, desde as periferias até o centro. O governo construiu clínicas e unidades de pronto atendimento descartáveis, que serão desmontadas da noite para o dia, caso o aluguel dos contêineres não seja pago. Mas, faltam os medicamentos necessários ao atendimento célere e responsável, porque os médicos e os enfermeiros precisam ser santos e realizarem milagres em nome do salário.

A cidade de Rio Bonito está falida, mas não é pela falta de dinheiro. Simplesmente, nossos governantes decidiram construir estruturas, cujos suportes não poderão ser aplicados, tendo em vista que a mão-de-obra é pouca, bem como, seus certificados. O dinheiro está se esvaindo na forma do asfalto, do concreto e da pedra brita. Eles construíram pirâmides, que não testemunharão a história, porque não fazem qualquer sentido no presente mesozoico de uma sociedade que deseja emprego e salário, mas sem a obrigação do compromisso consigo e com o contribuinte.

E assim, seremos as testemunhas do apocalipse da geração dos órfãos do colegiado, que terão que construir novos tótens  e deuses, enquanto que a cegueira da adoração será transferida para uma alma doce, gentil e atormentada pelo confronto moral entre a justiça e o gosto afrodisíaco do poder.

Os vampiros voltarão aos seus sarcófagos e entrarão em torpor, na esperança de retornarem numa geração menos educada e doente, porque eles sugaram o sangue das últimas três dinastias, enquanto que as gotas restantes se amargaram pelo sódio do ócio e o álcool do cio.

Por fim, na esperança de que tudo se resolva num passe de mágica, o cidadão pega seu dente de alho e sua estaca, deslumbrando acabar com a origem de tudo isso. Todavia, não há qualquer hipótese do povo acabar com tais tiranias, sem que a estaca perfure o próprio peito, porque somos o alimento que nutre nossos políticos, através das nossas fraquezas e vícios.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Me reconectei a Deus e me sincronizei com os negócios

A luz é afrodisíaca e entorpece aquele que se fez distante por algum tempo. A oração faz isso com qualquer praticante da fé. Poderíamos falar das taxas da endorfina que são lançadas na corrente sanguínea do ser humano no momento da realização, seja ela qual for. Mas, não diminuirei o tema aos números e as tentativas do homem em querer quantificar tudo, porque nós não somos máquinas. Prefiro mantê-lo no campo da existência, da consciência e da metafísica.

Após o falecimento do meu pai, em julho de 2015, ingressei numa espécie de crise existencial. Acendia as velas do Shabat e cumpria a ritualística, como de costume. Todavia, as ações pareciam mecânicas. Havia algo dentro de mim que estava atrapalhando minha conexão com o criador e a criação. Talvez, tenha sido o tamanho da dor e da perda, que sofri no silêncio. Talvez, seja o desligamento obrigatório e involuntário do patriarca da família.

Esse desconforto me afetou nos negócios, uma vez que meu sócio, mestre, conselheiro e amigo não estava mais comigo no plano material. Tive que parar os serviços nos últimos meses, tendo em vista que era imperativo dar um tempo, para diluir e reconstruir tudo, com ordem no tempo e no espaço.

Essa semana,  estou muito feliz, porque montei dois servidores e atendi alguns clientes na área da formatação e consultoria em TI ( Tecnologia da Informação). Arrumei o laboratório e coloquei as coisas no lugar. Estou pronto para continuar os projetos e o legado que construí junto com meu pai. Por isso, mãos na massa, porque tempo é dinheiro, enquanto que pretendo passar parte do meu conhecimento e aprendizado a minha filha.

Continuarei com a forma humanística de trabalho do patriarca, que seguia com a máxima:  “Não faça clientes, mas amigos.”

Mas, minha maior alegria foi ter me preparado para as orações, sem a correria e a interferência do trabalho. Exatamente no por do sol, acendi as velas do Shabat e senti a paz e a ternura, que havia esquecido, porque não estava mais sozinho, pois o criador estava comigo e com toda criação.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

www.nadfad.com.br

Padre Dudu - Canção Nova.

SÓ EM DEUS HÁ ESPERANÇA DE ORDEM E PROGRESSO!

“Crise. Nos últimos tempos, este tem sido o assunto constante em qualquer ambiente em que estamos. O Brasil passa por uma crise. Econômica, política, social, e, especialmente, por uma crise de valores. E não erramos se apontamos esta última como “mãe” de todas as outras. Onde os valores estão invertidos, onde a lógica do lucro a qualquer custo sobrepõe-se à justiça e aos direitos alheios, onde o individualismo e a ambição ditam as regras do jogo, certamente, daí resultarão as mais variadas de crise que afetarão a sociedade humana.

Bento XVI, nosso atual Papa Emérito, em sua Carta Apostólica “Porta Fidei” com a qual proclamava em 2011 o Ano da Fé, já apontava “(…) Uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas”.

E esta, na verdade, é a maior de todas as crises. O mundo sem Deus é incapaz de sobreviver! As estruturas, por mais organizadas que sejam, e nem sempre o são, jamais darão conta de satisfazer os anseios da pessoa humana, e, tantas vezes, serão elas mesmas que causarão a destruição do homem pelo próprio homem, quando os interesses em jogo assim o exigirem.

Aproximamo-nos da comemoração do Dia da Proclamação da República. Acredito que datas como estas sempre devem nos fazer pensar. Ao longo de mais de um século, viemos consolidando a República Federativa do Brasil. Mas não é apenas isto que garantirá a autonomia e o desenvolvimento da sociedade brasileira.

Precisamos de conversão social! Precisamos de Deus! Desejo uma conversão verdadeira do ser humano para que entenda, a exemplo de Jesus Cristo, que veio ao mundo para servir e não para ser servido. Um homem e uma mulher de fé jamais se deixarão corromper, jamais abusarão do poder em prejuízo do próximo, porque sabem Quem é o seu verdadeiro Senhor, e que a Ele precisarão prestar contas um dia. Um homem e uma mulher de fé vêem nos bens materiais e no poder um meio de promover o bem comum, porque vêem no seu próximo a imagem e semelhança de Deus, Quem fez a todos com igual dignidade. Restituamos a fé ao coração do homem e restituiremos à sociedade os meios de alcançar o seu desenvolvimento pleno e integral!

Que Deus nos abençoe com uma fé viva e atuante, traduzida mais na vida do que pelas palavras, manifestada mais no cotidiano do que nos templos. Que o ser humano entenda que só em Deus pode encontrar resposta e saciedade para os seus anseios. Que cada um de nós seja instrumento de transformação das estruturas, para que se tornem mais humanas e justas, com todos! Porque só em Deus há verdadeira esperança de Ordem e Progresso!”

 

Padre Dudu

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Um minuto de serenidade para escrever aquilo que ninguém quer ler

Rio Bonito, 04 de Novembro de 2015.

Não sou político e não pretendo sê-lo. Minhas pretensões se limitam as responsabilidades do pai, do filho, do marido, do trabalhador e do cidadão.

Não basta ir às ruas e pedir a mudança do comportamento ao ladrão. Isso seria o mesmo que pedir seu suicídio. Há uma aristocracia, que se diz brasileira, mas que gosta do luxo e da grandeza das metrópoles estrangeiras. Essa mesma aristocracia não gosta do trabalho, mas idolatra o dinheiro. Logo, em nome da tradição e dos costumes, acordos são  lacrados na propina, na troca dos favores, no peculato, no abuso do poder, na ameaça e no medo.

A democracia brasileira não foi construída para a sociedade, mas para quem tem propriedade. A Constituição, que emana e inspira toda a nação, foi forjada num congresso, que mencionou os direitos do povo e da coletividade com generalidades, tais como a saúde, a educação e a seguridade social, enquanto que os assuntos dos interesses da aristocracia foram tecidos lentamente, de forma imperceptível, dentro da máquina do Estado e dos princípios que tanto rogamos e lutamos para garanti-los: – Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Na realidade, somos iguais desde que as cartas sejam lançadas à mesa, enquanto que o bolso tenha condições de manter a cada rodada. Assim que o bolso se esvazia, o cidadão perde sua igualdade nos direitos e o acolhimento na fraternidade. A liberdade já estava perdida, quando ele se permitiu sentar à mesa com os veteranos.

Hoje, não tenho dúvida que as cláusulas pétreas não são garantias das democracias e da república, mas dos proprietários das terras e dos dominadores do poder econômico. E assim, criaram os Estados Federativos para atenderem as necessidades dos senhores de cada região, como as capitanias hereditárias no período colonialista. Junto com os Estados Federativos, surgiram os cargos, os poderes interdependentes e a especialização dos acordos entre as famílias e seus apadrinhados. Essa gravidade corruptível aumenta e se torna insuportável, quando chegam aos municípios. É como que se Brasília fosse a crosta terrestre, enquanto que os Estados Federativos e os Municípios se transformassem, literalmente, na profundidade, medida pela ausência do conhecimento e da luz, tornando-se uma escuridão, que ofusca as instituições políticas do restante da sociedade. Simplesmente, eles estão ali do nosso lado, mas não conseguem se comunicar. Aliás, não querem comunicação alguma. Quanto maior for a alienação será melhor, tanto para o analfabeto quanto para o doutor.

Esse contrato social e aristocrático, que foi firmado há séculos na Europa, possui uma força degenerativa da alma e do espírito humano. Seus praticantes são como zumbis, que vagueiam pela terra, famintos da luz e do dinheiro alheio. De vinte em vinte anos, os zumbis perdem a capacidade de locomoção, transferindo o fronte da carnificina para as gerações mais jovens.

Não há pureza individual que consiga vencer o sistema cristalizado na cultura política nacional. Simplesmente, tentarão revoluções no futuro, que estarão presas aos princípios da democracia e da República, e que, consequentemente, ficarão limitadas pelas cláusulas pétreas, com sua garantia de soberania aos Estados Federativos, porque a constituinte, que era para ter sido a representação de um povo e de uma nação, acabou fazendo o teatro diante do mundo, mantendo as coisas nos seu devido lugar, como já foi estabelecido no ciclo do determinismo e do elitismo.

A fórmula é tão exata e perfeita no controle social, que alimentam os cidadãos com a esperança da mudança, objetivando a renovação no voto. Mas, por regra, os novatos são doutrinados pelos veteranos e pelos aristocratas que comandam o sistema, gerando a cultura do eco e da repetição do sonho da construção dos heróis, que são consumidos pela força gravitacional da anomalia astronômica da corrupção.

O governo e a sociedade precisam cuidar do social e dos necessitados. Entretanto, por exemplo do Bolsa Família, era para o cidadão receber a ajuda de custo para manter seus filhos na escola, não somente para se alimentarem com merenda escolar, quando a tem, mas para receberem a educação, objetivando o retorno à sociedade.  O problema é que a bolsa família não erradicou a fome do Brasil, conforme a propaganda na ONU, mas escravizou uma geração, que não terá perspectiva de emprego, seguridade social ou qualquer outra garantia constitucional real. Isso acontece, porque o Estado é soberano, mas já decidiu fazer o mínimo por sua sociedade, que tem a obrigação de mimá-lo e mantê-lo com os impostos, taxas e tributos.

Os idealistas, se forem eleitos, ficarão isolados em seus gabinetes, com os projetos engavetados em algum departamento governamental.  E assim, ratifico que não haverá mudança pelo individual, mas pelo coletivo. Hoje, acredito mais no anonimato da caridade do que na oratória de um político ou do seu partido.

O resultado disso será o óbvio: – Desemprego, guerra civil, seguida da intervenção militar, que terminará na mão de um ditador, que terá que fazer a abertura à democracia, para que o capital possa se transformar em riquezas, fazendo grandes concentrações de renda e um contraste na desigualdade social, perceptível pelo observador pelos extremos. O problema é sério e dialético. O pior é o político só tinha que fazer a coisa certa: – trabalhar, escutando as necessidades do seu povo. Mas, o povo brasileiro é adolescente. Ele está repleto de dúvidas e receios, enquanto que somente o tempo poderá dar a oportunidade demonstrarmos o lado mais nobre da humanidade.

Eu amo o meu país. Tenho orgulho de ser brasileiro. Todavia, isso não me dá mais o direito de ser infantil e ingênuo, ou de acreditar que as coisas melhorarão para as futuras gerações, quando as fórmulas e as estratégias demonstram manter as coisas no seu devido lugar. É isso que sinto nesse minuto de lucidez racional. Mas, quando olho para minha filha, vejo o brilho radiante nos seus olhos. Eles me dizem que estou errado e que não posso desistir. Então, eu deixo a lucidez de lado, abraçando a esperança nas futuras gerações, porque a minha já está perdida, em função da idolatria à vaidade e ao dinheiro.

Por fim, se cada pai e mãe investirem seus conhecimentos em seus filhos, com ética e moralidade, valorizando o próximo e as experiências, eu acredito  na possibilidade da mudança, não para o hoje, mas para o amanhã. Assim, retifico tudo que escrevi até aqui, baseado na lucidez racional, porque foram necessários quarenta anos do êxodo no deserto para chegarmos até aqui.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Dudu - Canção Nova.

Superar através do Amor um modelo social que degrada

“Recentemente visitando a Bolívia, o Papa Francisco voltou a pedir corajosamente “uma mudança das estruturas” para superar um modelo econômico que “exclui, degrada e mata”. Sabemos, com muita clareza, sobretudo nós que conhecemos o Evangelho, que uma mudança de estruturas, que não seja acompanhada por uma conversão sincera de atitudes e de coração, acaba a longo ou curto prazo por corromper-se e sucumbir. Se o coração não muda não podemos esperar mudança verdadeira em nenhuma estrutura!
Como estamos trabalhando para viver a cultura do amor nas nossas famílias e nas nossas sociedades? Que tipo de mundo queremos deixar aos nossos filhos? Num coração desesperado, longe de Deus, inimigo dos outros, é muito fácil ganhar espaço a lógica da degradação, da exclusão, do mal. Uma lógica que procura transformar tudo em cifras, em objeto de consumo, em cultura do provisório e descartável. O convite e o apelo de Deus é totalmente outro: Não é necessário excluir ninguém. Nele há apenas a lógica do amor, do perdão, da vida e da comunhão! Precisamos ser semeadores deste processo novo do Amor e não murmuradores que ocupam espaços sem nada fazerem!
A maior riqueza da vida de um povo não se mede pelo valor de sua moeda, suas obras de arte, suas ideias; mas pela vida de seu povo, suas crianças e jovens, seus idosos e casais. Deus nunca ignorou a dignidade de nenhuma das pessoas. Precisamos de reconciliação! Precisamos de retorno ao essencial! Precisamos de Deus! Precisamos de Amor! E o amor, disse o Papa Francisco nos EUA. Que tal se nos abrimos “aos milagres de amor”, que superam o “amor mesquinho e desconfiado, fechado em si mesmo”, e à realização dos pequenos gestos cotidianos de amor. São gestos mínimos, que uma pessoa aprende em casa; gestos de família que se perdem no anonimato da vida diária, mas que fazem cada dia diferente do outro. São gestos de mãe, de avó, de pai, de avô, de filho. São gestos de ternura, de afeto, de compaixão. Gestos como o prato quente de quem espera para jantar, como o café da manhã de quem sabe acompanhar o levantar na alvorada. São gestos familiares. É a bênção antes de dormir, e o abraço ao regressar duma jornada de trabalho. O amor exprime-se em pequenas coisas, na atenção aos detalhes de cada dia que fazem com que a vida tenha sempre sabor de casa.
Pequenos gestos de amor entre nós podem ser o início da grande mudança que o mundo precisa! Os homens e mulheres de boa vontade, sobretudo os cristãos, podem e devem ajudar a suscitar neste momento de crise que atravessamos pequenos gestos de amor, sinais da presença viva e operante de Deus no nosso mundo. Quem dera, continuou pedindo o Papa no último Domingo no Encontro Mundial com as Famílias na Filadelfia, que cada um de nós se abrisse aos milagres do amor a bem de todas as famílias do mundo, para assim podermos superar o escândalo dum amor mesquinho e desconfiado, fechado em si mesmo, sem paciência com os outros. Como seria bom se por todo o lado, mesmo para além das nossas fronteiras, pudéssemos encorajar e apreciar esta profecia e este milagre!

Precisamos de esperança! Encontro em uma frase do Papa mais uma direção divina que pode nos alimentar nestes tempos difíceis: “O mundo é algo mais do que um problema a resolver; é um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor” (Encíclica Laudato Si 12).
Nenhum de nós é detentor do futuro nem temos a interpretação perfeita da conjuntura atual; mas temos fé e esperança! A história não será construída por uma receita já pronta, mas sim pelas gerações que irão se suceder no horizonte de povos que avançarão o seu caminho. E nós, oramos, para que eles cresçam e busquem o bem do homem e do planeta respeitando a lei natural e lei eterna que Deus colocou em seus corações. Neste tempo em que até o mal foi globalizado, não podemos ficar alheios e imóveis esperando apenas pelos céus. Livres do “colonialismo ideológico” queremos viver e levar esperança e amor nos pés e nas mãos, no coração e nos lábios. Existe um Amor que nos leva a sério, que acredita em nós, um Amor que cura, perdoa, levanta e cuida. Um Amor que se aproxima e devolve a dignidade. Creiamos na mudança do mundo se esta mudança começar em nós! Podemos começar a crer agora?”

Pe. Dudu