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Estrela Cadente

Não sou herói.

Não trouxe a paz para Israel.

Não encontrei a cura para qualquer doença.

 

Não segurei a dor que corrói.

Também não me considero um bom fiel.

Salvo a fé cega depositada na ciência.

 

Não fiz muita coisa produtiva.

Mas matei um leão todos os dias

Para manter minha família unida.

 

Para muitos, isso é pouco.

Para mim já é o bastante.

 

Quanto menor for o peso no lombo,

Meu passo será mais largo e distante.

 

Assim, como o dedo que aponta a criança,

Alcançarei a calda daquela linda estrela cadente.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Rio Bonito, 31 de julho de 2018.

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SOBRENATURAL

Diante do caos constitucional,

Dos abusos cometidos contra a nação,

Gostaria de ter o poder sobrenatural,

Caminhar sobre as águas do mar

E voar para bem longe dessa conspiração,

Sem necessitar do visto e do carimbo

Ou tirar o passaporte do bolso.

O problema é que a saudade me mata,

Enquanto que ainda não saí de Rio Bonito.

Não quero carregar a culpa de ter partido,

Apagado a luz…

E fechado a porta,

Porque as crianças precisam ter esperança,

Mesmo que ainda não tenham nascido.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 02 de agosto de 2018.

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O Ponto Final

No dia em que você partiu,

O chão se abriu,

O álcool acabou,

A cinza do charuto caiu,

Os óculos embaçaram,

A lágrima secou,

Meu coração explodiu,

Os lábios se calaram,

Porque não havia mais incerteza…

Era o fim deste capítulo,

Sem direito à pausa ou reprise.

Há algo dentro de mim que ainda insiste

E que se recusa em dar o ponto final,

Porque esse ponto sou eu.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 31 de julho de 2018.

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Perdemos o direito ao esquecimento

Antes do advento da tecnologia da informação, da internet e da popularização dos portáteis e das redes sociais, as pessoas podiam ser mais inconsequentes e com pouca preocupação com a memória coletiva, tendo em vista que os erros do passado eram esquecidos com o decorrer do tempo, salvos os parentes chatos nas reuniões em família. Quando o erro era algo grave, bastava mudar de cidade e estava tudo solucionado. Todavia, a era contemporânea, com suas selfies, filmagens, publicações no Facebook, LinkedIn, Twitter e Google Plus (G+) acabou com a possibilidade do esquecimento, enquanto que a cereja do bolo está no fato de que os próprios indivíduos estão construindo seus perfis e linhas do tempo, gerando links e logaritmos na internet e nos servidores de busca, para que essas informações sejam analisadas pelos gestores de pessoas, departamentos de recursos humanos e outros especialistas.

No Brasil, já existem organizações que fazem a pesquisa das informações dos candidatos na internet, enquanto que os resultados interferem na seleção, recrutamento e promoção, podendo atrapalhar o ingresso na carreira ou provocar a demissão do profissional, caso sua conduta na vida pessoal comprometa o código de ética estabelecido pela empresa. Por isso, a exposição da vida privada no mundo virtual se tornou um imperativo na medição de cada palavra e imagem no momento da publicação, porque o comentário inocente de hoje poderá ser sua ruína pessoal amanhã, ora na carreira profissional ou na hora de fechar o negócio da sua vida. Logo, é importante que a pessoa se atente para o fato de evitar a exposição no mundo virtual, principalmente, com fotografias em festas, com bebidas e situações constrangedoras.

O Jornalismo brasileiro, no geral, comete erros contínuos na publicação das resenhas, gerando o famoso “FAKE NEWS”, que não começou na publicação inocente ou intencional de um perfil nas redes sociais ou num blog, mas nos tabloides físicos e virtuais, que levantam hipóteses ou deixam a entender no ar para a massa, induzindo uma informação, cujo parâmetro não foi analisado e ainda não ocorreu e, por tal motivo, poderá nunca acontecer. E assim, os partidos políticos, a imprensa e os órgãos fiscalizadores fizeram o acordo de combater àquilo que escrevem, colocando a culpa no outro, que é estranho, opositor e desconhecido. O próprio jornalismo brasileiro e mundial se esqueceu da memória virtual, com os registros dos seus dados, logaritmos e links, quando a internet registra e está com a informação ali para te lembrar de cada palavra escrita, fotografia materializada e matéria publicada, porque perdemos o direito ao esquecimento.

No final das contas, enquanto os políticos fichas-sujas impetram ações para que os provedores de busca apaguem as informações negativas em suas pesquisas para forçarem o estabelecimento do “direito ao esquecimento”, e as empresas jornalísticas fazem o trabalho de marketing, apresentando a versão 2.0 de si mesmas para a opinião pública, cometendo os mesmos erros de antes, faço questão de registrar cada palavra e fato às futuras gerações, porque até o advento da internet, a História era a história dos vencedores, mas a era digital abriu o espaço para a memória contínua, permitindo que todos tenham suas histórias registradas para a pesquisa, o estudo ou o julgamento da posteridade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

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A Herança do Shabat

Enquanto o mundo prende sua atenção ao material,

Faço o caminho contrário,

Porque é imperativo viver o real,

E manter-se íntegro diante do fato

De que faço parte de um rio,

Cuja nascente é o passado

E seu curso segue para o futuro,

Acompanhando o fluído do espírito.

 

Mesmo diante das tribulações do presente,

Com suas contradições históricas,

Não se deixe levar pelas mentiras da mente,

Pois, por mais que se façam heroicas,

As conquistas sagradas se fizeram sobre o sangue,

A escravidão e a exploração dos inocentes.

 

Quando o mundo insiste em fazer guerras,

As religiões ocidentais se limitam à oração,

Guardando o domingo como o dia santo.

O fantasma da política assombra toda nação,

Debochando da ignorância das criaturas,

Contrariando a essência das escrituras.

Assim, o sagrado virou profano,

Recebendo o valor monetário.

 

Quando a corrente majoritária estabelece o errado,

Sigo o meu caminho no exílio,

Sem uma casa de oração ou um rabino,

Porque finquei minhas raízes na cidade de Rio Bonito.

Enquanto todos rezam para o Messias e guardam o domingo,

Faço questão de aguardá-lo,

Festejando e em regozijo todos os sábados.

 

Minha amada e querida Sophia,

No momento da minha partida,

Enquanto os ricos deixam o formal de partilha,

Farei justamente o contrário,

Deixando de herança a Paz e a Festa do sábado,

Com a Torá, o Sidur, as velas e os enlutados…

E nada mais.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 21 de julho de 2018.

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Luis Felipe Nogueira Boareto é o novo Venerável Mestre da Loja Guanabara nº IV, no oriente de Rio Bonito

O dia 14 de julho é uma data importantíssima para o calendário maçônico e da história da humanidade, uma vez que esta data registra a queda da Bastilha em 1789 e o auge da Revolução Francesa, cuja essência se sustentou nos princípios maçônicos da LIBERDADE, IGUALDADE e  FRATERNIDADE.

Seguindo a tradição maçônica inglesa e do período imperial brasileiro, a Loja Guanabara Nº IV, foi fundada  no oriente de Rio Bonito no dia 14 de julho de 1857, trazendo consigo a beleza e o glamour da nobreza e do espírito liberalista para a região, cujo Município de Rio Bonito já se apontava como o centro fomentador econômico da época, gerando riqueza, cultura, história e uma dinastia de autoridades maçônicas desconhecidas pelos seus patrícios na atualidade.

No dia 14 de julho de 2018, foi  realizada a Sessão Especial do Aniversário de 161 anos da Loja Guanabara nº IV e a investidura e posse da nova administração, assumindo sob o comando do Venerável Mestre, Luis Felipe Nogueira Boareto, contando com a presença de 67 Irmãos, representando 13 Lojas da potência, sendo 06 Veneráveis e 06 Irmãos representantes da  alta administração da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro.

No caso do Irmão e atual Venerável Mestre, LUIS FELIPE NOGUEIRA BOARETO, que foi meu contemporâneo na época do Colégio Cenecista Manual Duarte e advogado atuante na Comarca de Rio Bonito, desejo-lhe um tríplice e fraterno abraço e os votos de paz e prosperidade em sua gestão, uma vez que a família maçônica estará sob seus cuidados literalmente. Devido sua maturidade na Ordem e sua forma prática de ver a realidade e de solucionar os conflitos do cotidiano, vejo grande potencial para a Guanabara Nº IV se desenvolver, sem quebrar a etiqueta e a constituição maçônica. Talvez, ele consiga despertar os irmãos adormecidos e reconstruir o legado, ora bastante esquecido pelos anais da história, unindo a maçonaria fraterna a sua gênesis espiritual, mantendo-se, assim, a energia contínua transmitida durante o tronco da solidariedade e a cadeia de união.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

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A Hora da Partida

O momento da partida sempre é difícil para quem fica e para quem parte, porque, por mais que a sociedade se sustente no individualismo como a unidade mínima, sempre ficarão os fragmentos das impressões e das experiências de uma pessoa para outra.

Somos viajantes do tempo e das emoções, transferindo a bagagem continuamente com o próximo. Ora temos a sobrecarga do peso, ora não temos peso algum. E assim, vamos compensando uns com outros e vice-versa, numa solidariedade que se prende ao afeto e à afinidade, porque, no final, aquilo que parece ser o sacrífico ou um castigo, pode ser a oportunidade do ajuste e da aproximação.

Ninguém disse que a partida seria fácil, mas temos que ir, sem data, local e hora anunciados pelo além. Logo, é importante praticar a justiça, o respeito, o arrependimento e o perdão, devendo lembrar que a vida precisa ser sincera e plena, porque o corpo possui prazo de validade e, ao contrário do espírito, sua essência é mortal.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 14 de julho de 2018.

 

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Cavalgada Riobonitense é o encontro do sentimento com a amizade e a família

“É o contraste cultural ver o Mandiocão liderar a cavalgada com seus cavalos e cavaleiros, quando estamos no século XXI e com tanta tecnologia. Isso demonstra que a cidade ainda insiste em se manter no período do curral. Sendo assim, era para essa mesma galera pegar na enxada e no arado para plantar e produzir a agricultura de outros tempos. Isso ninguém quer por aqui, salvo se fantasiar de sertanejo para sair bem na fotografia.” (NOGUEIRA, 2018).

 

No dia 28 de abril de 2018, eu fiz um comentário simples e minimalista sobre a prática da cavalgada, que contará com posição de destaque no 172º aniversário de emancipação de Rio Bonito, uma vez que o prefeito Mandiocão é cavaleiro amante e praticante da arte, transformando o nicho numa forma personalizada da sua expressão política, mesmo que os riobonitenses tenham que conviver com os dejetos verdes deixados sobre o asfalto e o paralelepípedo.

Quando fiz a postagem no Facebook, fiz referência ao curral da época do Império, quando o riobonitense se recusa a pegar na enxada, no arado e no adubo para plantar ou tornar produtiva a pequena propriedade, mantendo o verdadeiro modelo econômico do nosso município, que se vende como um prestador de serviços, com altos índices de desemprego e com um mercado de trabalho limitadíssimo aos contadores, professores, vendedores e caixas dentro do comércio. Mandiocão faz seu marketing real e sincero de vida, representando o homem do campo, mas deixa o distrito de Boa Esperança abandonado. A situação se agrava quando a pessoa vai procurar emprego e é descartada na hora que informa sua residência, por causa do valor do transporte. Em suma, o único momento que o prefeito tem o contato real e sincero com o seu universo eleitoral é na hora da cavalgada.

Ao longo do debate, seis pessoas se apresentaram para defender seu nicho de negócio no ramo da criação e venda dos equinos, trazendo a argumentação de que o mercado nacional gera o montante de R$16 bilhões, que estão concentrados nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. O Brasil possui o plantel de 600 mil cabeças, tendo o Estado do Rio de Janeiro a segunda posição, quando se trata da criação da raça mangalarga. Os números são expressivos e não podem ser ignorados. Todavia, tentaram impor a ideia de que os bilhões rendidos em outros estados justificariam o mercado bilionário ou doméstico em Rio Bonito, que não possui dados ou indicadores, porque não existem por parte da secretaria municipal de agricultura e os donos dos haras também não disponibilizam seus fluxos de caixa, quando o deveriam ter feito, a partir do momento que insistiram em abraçar a linha econômica como bandeira da justificativa.

Após o sinal do Batman ter reunido meia dúzia de cavaleiros despreparados para o combate, me apareceu o Fernando César, na manhã do dia 30 de abril, fazendo uma argumentação simples e objetiva sobre o mercado de equinos, trazendo a cavalgada para o campo antropológico, acrescentando sentimento, conectando o tempo, as pessoas e o espaço com os animais, agregando valores como amizade, família e companheirismo. Ele elevou a cavalgada ao encontro entre amigos e a demonstração do amor ao cavalo e ao próprio cavaleiro, sem enfeitar o pavão ou trazer dados e números da casa dos outros, construindo uma linha de raciocínio, inclusive, terapêutica, folclórica e cultural.

O Fernando César demonstrou que ainda existem pensadores coerentes na diversidade da sociedade brasileira, incorporando literalmente o cavaleiro e o cavalheiro inglês, com sua postura, escrita, educação, linha de raciocínio e cordialidade. Não sei qual raça de cavalo ele cria, mas sua dignidade foi merecedora dos cavalos árabes mencionados em Ben-Hur e da cavalaria inglesa conservadora, que mantém a escola mundial na etiqueta e na competição equestre. Ele me fez rever a questão social e emocional entorno da cultura. Aliás, com poucas linhas e de forma sucinta, o Fernando me demonstrou que é o amor que une os cavaleiros, enquanto que esse amor é tão grande, que eles não conseguem guardar para si e precisam compartilhar com o mundo, incluindo a marcha, o trote, o trato do pelo e a postura do animal. Até então, eu só conseguia fazer essa imagem na cultura gaúcha e mato-grossense, com os grandes fazendeiros e criadores. Mas, isso acontece em Rio Bonito no âmbito doméstico, sem muito enfeite ou arrogância, tornando a cavalgada folclórica, com significado e significância para o interior, agregando grande potencial turístico e econômico, se for considerando no plano diretor do turismo municipal.

Rio Bonito espera receber mais de 2.000 cavaleiros na sua cavalgada com o prefeito na abertura do evento dos 172 anos da sua emancipação, que passarão marchando com seus estandartes pelos átrios da cidade, lembrando as legiões romanas nos festejos de César e dos deuses após às vitórias na guerra sangrenta, impondo a civilização daquela época.

Por fim, ao Fernando César eu tiro o meu chapéu e me curvo por reconhece-lo como irmão e um verdadeiro amante da cavalaria, porque existem os amantes e aqueles que só visam o lucro no negócio e nada mais.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior:.

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Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, faria o choque de gestão desde o primeiro minuto do mandato

Na noite do dia 18/02/2018, eu tive um sonho muito esquisito, pois sonhei que era o prefeito de Rio Bonito, enquanto que as pessoas me imploravam para manter as coisas como estavam, em nome da família riobonitense. Eu sentei na cadeira, esfreguei as mãos e disse não, porque Rio Bonito precisava crescer para todos.

Se eu fosse o prefeito, o Joselder seria o meu vice. Faríamos o choque de gestão desde o primeiro minuto. De cara, cancelaríamos todos os contratos temporários e colocaríamos os efetivos para trabalhar com ponto eletrônico.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, investiria melhor os R$18 milhões de arrecadação mensal da cidade, cujo problema não está no dinheiro, mas no planejamento e na prioridade do grupo político.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito não deixaria de tapar um buraco para salvar uma vida, mas investiria mais nas pessoas, no Hospital Regional Darcy Vargas e na máquina da saúde, para que os cidadãos tivessem qualidade de vida. Faria a gestão participativa, com a auditoria continua no HRDV.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, investiria tudo na capacitação da juventude e traria o SENAI para cá. É preciso fazer mais que promessas e acordos entre compadres e comadres.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, cobraria o IPTU e demais impostos atrasados de todos, sem exceção, e aplicaria a responsabilidade indenizatória nos procuradores e servidores para cada processo judicial aberto erroneamente, quando o contribuinte provasse que procedeu o pagamento e foi ignorado por falha do sistema, que insiste em trabalhar no analógico ou no banco de dados de terceiros, para manter os acordos com a capital e com Brasília. Isso é inaceitável no século XXI, com R$18 milhões de arrecadação mensal.

Se eu fosse o prefeito de Rio Bonito, investiria mais nos servidores e na Dívida Ativa Municipal, porque é lá que está a verdadeira mina do dinheiro público, que precisa ser minerada e investida nos serviços públicos, começando pela melhoria tecnológica da Secretaria Municipal de Fazenda, da Procuradoria Geral do Município e da Controladoria.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, cada carro destruído, desmontado integral ou parcialmente seria periciado, com a responsabilidade solidária aplicada diretamente ao motorista e ao secretário da pasta. Se o veículo destruído fosse deles, eles não fariam isso e não deixariam acontecer. Sai governante e entra governante, o sucateamento continua e ninguém fala ou faz qualquer coisa.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, os diretores de escola seriam escolhidos pelo voto dos alunos, pais de alunos e professores em suas respectivas comunidades. Cada escola ficaria responsável pelas contas, manutenção e merenda. Caso contrário, não seria direção, mas cabide de emprego para o apadrinhamento político.

Seu eu fosse o prefeito de Rio Bonito, todos os salários ficariam disponíveis para a consulta pública no site. O mesmo seria feito em relação aos contratos e licitações.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, não ia ter essa de secretário sair da pasta sem prestar conta do trabalho. Abriria a auditoria imediatamente para detectar se houve abuso, improbidade administrativa ou crime de responsabilidade. A bagunça nacional impera, porque há muita impunidade, enquanto que o fiscal abandonou seu posto e sua obrigação.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, instalaria as câmeras de monitoramento na principais ruas e pontos da cidade do Basílio até o Rio do Ouro, estendendo para Boa Esperança. É o mínimo que a prefeitura tem que fazer na segurança pública.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, as contas ficariam disponíveis no site da prefeitura para consulta contínua para que os cidadãos soubessem para onde cada centavo está sendo investido na nossa cidade, porque precisamos ter transparência nos atos públicos.

Se eu fosse prefeito de Rio Bonito, estenderia os serviços da secretaria de comunicação à Câmara Municipal de Rio Bonito, objetivando fazer a cobertura de todas as sessões on-line e ao vivo, para que todos os cidadãos pudessem acompanhar a política local dentro do calor e do conforto dos seus lares. Dessa forma, traria mais transparência ao serviço público e ao exercício da governabilidade, porque o governante e o fiscal da lei devem andar juntos em nome da justiça social e do bem-estar dos cidadãos.

Se eu fosse prefeito, não iria ser o pau mandado do grupo. Não faria o apadrinhamento político e não colocaria parente como secretário no governo. Isso seria só o começo da gestão. Os empresários iriam à loucura comigo, a imprensa oficial seria eletrônica e a licitação on-line, com direito a vídeo e tudo mais. Faria questão de transformar a prefeitura num BBB com câmeras ao vivo para que o povo acompanhasse tudo com transparência. Manteria a auditoria continua e apresentaria à parte podre e doente ao Ministério Público e à Justiça. É isso que eu espero do governante hoje, só para começar.

Se eu fosse candidato ao cargo de prefeito, não conquistaria muitos votos, porque eu não prometeria cargos e contratos às pessoas. Simplesmente, seria eu e a minha consciência, com a sociedade fazendo fila no escritório dos oponentes. Minha campanha seria com custo zero para não ter a obrigação de atender o pedido dos patrocinadores. Todavia, se o azarão ganhasse a corrida, minha alma e mente estariam livres para fazer o certo e colocar as coisas nos seus respectivos lugares. É disso que estou falando para o futuro e para o nosso próximo candidato: – Tenha coragem e luz própria. Levante e se ofereça para lutar pela sociedade.

Acho que estou começando a acreditar que poderei ser prefeito de Rio Bonito um dia, sem comprar voto, mentir para a sociedade e vender a alma para os empresários das licitações e dos eventos. Quem viria comigo ou com qualquer outro candidato digno, sem pedir qualquer coisa em troca, salvo fazer o certo, o legal e o necessário para o município? Quem se atreveria a fazer o certo e o necessário pela cidade, seus cidadãos e sua juventude?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior:.