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Cavalgada Riobonitense é o encontro do sentimento com a amizade e a família

“É o contraste cultural ver o Mandiocão liderar a cavalgada com seus cavalos e cavaleiros, quando estamos no século XXI e com tanta tecnologia. Isso demonstra que a cidade ainda insiste em se manter no período do curral. Sendo assim, era para essa mesma galera pegar na enxada e no arado para plantar e produzir a agricultura de outros tempos. Isso ninguém quer por aqui, salvo se fantasiar de sertanejo para sair bem na fotografia.” (NOGUEIRA, 2018).

 

No dia 28 de abril de 2018, eu fiz um comentário simples e minimalista sobre a prática da cavalgada, que contará com posição de destaque no 172º aniversário de emancipação de Rio Bonito, uma vez que o prefeito Mandiocão é cavaleiro amante e praticante da arte, transformando o nicho numa forma personalizada da sua expressão política, mesmo que os riobonitenses tenham que conviver com os dejetos verdes deixados sobre o asfalto e o paralelepípedo.

Quando fiz a postagem no Facebook, fiz referência ao curral da época do Império, quando o riobonitense se recusa a pegar na enxada, no arado e no adubo para plantar ou tornar produtiva a pequena propriedade, mantendo o verdadeiro modelo econômico do nosso município, que se vende como um prestador de serviços, com altos índices de desemprego e com um mercado de trabalho limitadíssimo aos contadores, professores, vendedores e caixas dentro do comércio. Mandiocão faz seu marketing real e sincero de vida, representando o homem do campo, mas deixa o distrito de Boa Esperança abandonado. A situação se agrava quando a pessoa vai procurar emprego e é descartada na hora que informa sua residência, por causa do valor do transporte. Em suma, o único momento que o prefeito tem o contato real e sincero com o seu universo eleitoral é na hora da cavalgada.

Ao longo do debate, seis pessoas se apresentaram para defender seu nicho de negócio no ramo da criação e venda dos equinos, trazendo a argumentação de que o mercado nacional gera o montante de R$16 bilhões, que estão concentrados nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. O Brasil possui o plantel de 600 mil cabeças, tendo o Estado do Rio de Janeiro a segunda posição, quando se trata da criação da raça mangalarga. Os números são expressivos e não podem ser ignorados. Todavia, tentaram impor a ideia de que os bilhões rendidos em outros estados justificariam o mercado bilionário ou doméstico em Rio Bonito, que não possui dados ou indicadores, porque não existem por parte da secretaria municipal de agricultura e os donos dos haras também não disponibilizam seus fluxos de caixa, quando o deveriam ter feito, a partir do momento que insistiram em abraçar a linha econômica como bandeira da justificativa.

Após o sinal do Batman ter reunido meia dúzia de cavaleiros despreparados para o combate, me apareceu o Fernando César, na manhã do dia 30 de abril, fazendo uma argumentação simples e objetiva sobre o mercado de equinos, trazendo a cavalgada para o campo antropológico, acrescentando sentimento, conectando o tempo, as pessoas e o espaço com os animais, agregando valores como amizade, família e companheirismo. Ele elevou a cavalgada ao encontro entre amigos e a demonstração do amor ao cavalo e ao próprio cavaleiro, sem enfeitar o pavão ou trazer dados e números da casa dos outros, construindo uma linha de raciocínio, inclusive, terapêutica, folclórica e cultural.

O Fernando César demonstrou que ainda existem pensadores coerentes na diversidade da sociedade brasileira, incorporando literalmente o cavaleiro e o cavalheiro inglês, com sua postura, escrita, educação, linha de raciocínio e cordialidade. Não sei qual raça de cavalo ele cria, mas sua dignidade foi merecedora dos cavalos árabes mencionados em Ben-Hur e da cavalaria inglesa conservadora, que mantém a escola mundial na etiqueta e na competição equestre. Ele me fez rever a questão social e emocional entorno da cultura. Aliás, com poucas linhas e de forma sucinta, o Fernando me demonstrou que é o amor que une os cavaleiros, enquanto que esse amor é tão grande, que eles não conseguem guardar para si e precisam compartilhar com o mundo, incluindo a marcha, o trote, o trato do pelo e a postura do animal. Até então, eu só conseguia fazer essa imagem na cultura gaúcha e mato-grossense, com os grandes fazendeiros e criadores. Mas, isso acontece em Rio Bonito no âmbito doméstico, sem muito enfeite ou arrogância, tornando a cavalgada folclórica, com significado e significância para o interior, agregando grande potencial turístico e econômico, se for considerando no plano diretor do turismo municipal.

Rio Bonito espera receber mais de 2.000 cavaleiros na sua cavalgada com o prefeito na abertura do evento dos 172 anos da sua emancipação, que passarão marchando com seus estandartes pelos átrios da cidade, lembrando as legiões romanas nos festejos de César e dos deuses após às vitórias na guerra sangrenta, impondo a civilização daquela época.

Por fim, ao Fernando César eu tiro o meu chapéu e me curvo por reconhece-lo como irmão e um verdadeiro amante da cavalaria, porque existem os amantes e aqueles que só visam o lucro no negócio e nada mais.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior:.

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Vice-prefeita Rita da Educação vira Rita da Saúde, mantendo os padrões dos governos anteriores na PMRB

whatsapp-image-2018-02-03-at-08-53-21Na última sexta-feira, dia 02 de fevereiro de 2018, a vice-prefeita de Rio Bonito, Rita de Cássia Antunes Borges Martins Gomes, popularmente conhecida como Rita da Educação, foi nomeada para o cargo de secretária municipal de saúde, símbolo SM, a contar de 02/02/2018, alcançando o ápice da sua carreira executiva e controlando, literalmente, um terço do orçamento municipal para 2018, no valor estimado em R$238 milhões, sendo R$79,3 milhões só para a pasta da saúde, que teve um péssimo desempenho no ano de 2017, salvo as propagandas do reforço de imagem do governo, com filas e agendamentos de longa espera no Loyola e nos postos de saúde, a UPA sem refrigeração e com problemas logísticos no estoque e almoxarifado, tendo em vista que o Município de Rio Bonito vem custeando a parte do Estado do Rio de Janeiro desde o anúncio da sua crise financeira, além dos empenhos superfaturados no transporte dos doentes, cujos carros foram maus utilizados pelo ente público, deixando a sociedade e os usuários dos serviços chupando dedo. Existem relatos do uso dos carros para a entrega de cachorro quente em festa de igreja no segundo distrito de Boa Esperança, por exemplo, enquanto que os doentes foram ignorados e deixados de lado.

No decorrer das eleições 2016, era visível e latente para a imprensa e a opinião pública que o grupo do prefeito Mandiocão estava fragmentado em 03 subgrupos políticos, sendo o primeiro original do prefeito, o segundo com o ex-secretário de saúde, Matheus Neto, como avatar, e o terceiro com a ex-vereadora e a atual vice-prefeita no comando, lutando por cada centímetro cúbico de influência e a atuação nos bastidores e nas apresentações no jogo do poder político. Dessa forma, também era latente e perceptível o conflito velado entre o grupo político do Matheus Neto e da Rita da Educação pela pasta da saúde e pela indicação do prefeito para a futura sucessão, lembrando a tradicional ritualística romana, quando o César levantava a mão do general e sucessor perante a sociedade nos festejos dos Deuses, com o escravo sussurrando no ouvido do indicado, dizendo-lhe que a morte era certa para todos.

A vice-prefeita estava com o controle da pasta da educação em 2017, que teve o orçamento real de R$58 milhões, recebendo o suporte extra de R$12 milhões do Governo Temer, totalizando R$70 milhões, enquanto que a educação municipal foi marcada pelos mandos e desmandos tradicionais nas direções escolares, com a merenda escolar comprometida na maioria das unidades, ficando mais latente a carência no interior, com a herança gerada no mandato do Mandiocão de 2005/2012, cujo caos foi mantido pela ex-prefeita Solange Pereira de Almeida, com as escolas sucateadas, professores desvalorizados e com péssimos salários, o FUNDEB utilizado de forma subjetiva, além da manutenção contínua dos contratos dos profissionais da saúde através do processo seletivo, quando a demanda deixa clara a necessidade do concurso público e do fim do cabide de emprego na educação, o que acabaria com o capital político do governante nas eleições seguintes.

Pelo julgamento histórico em 2017 e início de 2018, a vice-prefeita fez mais iniciativas plásticas com as pinturas e os trabalhos de imagem do que as intervenções e transformações essenciais e necessárias de fato na educação municipal, mantendo a tradição do mais do mesmo, vendendo a imagem de uma realidade editada no computador, cuja cereja do bolo foi o fechamento de uma escola no Quindão (Escola Municipal Casimiro de Abreu), no 2º Distrito de Boa Esperança em 2017, e de duas escolas, sendo a de Rio Mole e da Colina da Primavera, sem qualquer diálogo com a sociedade, o conselho municipal de educação e a Câmara Municipal, com a expectativa de fechar a escola de Cachoeiras dos Bagres ainda em 2018.

Por fim, a transição da vice-prefeita para a pasta da saúde poderá ser a volta por cima de tudo e a reinvenção de uma possível sucessão no poder para o Madiocão. Todavia, considerando o ambiente político local, acredito que já deixaram bombas instaladas propositalmente na pasta da saúde, que explodirão nas mãos da Rita de Cássia e que comprometerão seus planos para o futuro em relação ao cargo de prefeito, materializando o famoso fogo amigo ou a sabotagem no jogo do poder pelo poder. O primeiro desafio da vice-prefeita será a manutenção da UPA e das licitações deixadas pelo ex-secretário de saúde, num período em que o governo só possui 0,5% (meio por cento) de flexibilidade. É importante lembrar que estamos em ano eleitoral, enquanto que o Partido Progressista exigirá o apoio e a logística política na região para os seus candidatos ao Congresso Nacional, ALERJ, governo do Estado e Presidência da República. Dessa forma, a vice-prefeita e o prefeito não terão muita opção, diante do desgaste político e jurídico provocado na campanha eleitoral em 2016, que mantém o Mandiocão sentado na cadeira de prefeito, sustentado numa liminar, que arrancou a eleição, no tapetão, do Marcos Abrahão e a soberania da Câmara Municipal de Rio Bonito.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior:.

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Estúdio de Dança Sonharte apresente Ruan Rope, professor de Ballet e Jazz

26952186_1636944879708226_8340134645046969349_oIngressando no Estúdio como professor em 2018, Ruan Rope iniciou seu envolvimento na dança em 2000 em um projeto em Tanguá “Educação sem Fronteiras”, nesse projeto se manteve por 4 anos, realizando inúmeras apresentações dentro e fora do município, onde teve o primeiro contato com o Ballet e o Jazz com a Prof. Veronica Cardoso, participando do festival no Sesc de São Gonçalo, de 2004 a 2007. Integrou a Cia Comrua de Niterói, que tem como diretor e coreógrafo Rodrigo Pires e Pamela Oliveira, participando do Festival do Corpo Livre na UFRJ, Festival de Macaé, e outros eventos na cidade de Niterói. Em 2007 participou da Abertura e do Encerramento dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. No inicio de 2008, deixou a Cia e começou a ministrar na Igreja ( considerado o lugar mais importante onde dança, pelo professor ). Em 2013,  participou do Festival Internacional e da Mostra de Dança de Cabo Frio. De 2012 a 2017, participou do Festival de Dança Sacra em Petrópolis, promovido pela Roberta Berteli. Em seguida, fez a audição para a Cia RIO, que tem como Diretor e Coreografo nosso amigo e prof. Marcos Paulo. Em 2014, fez um curso com os Profetas da Dança em Macaé. Em 2013 retornou às aulas de Ballet e Jazz com a prof. Carol Rodrigues e Patrícia Araújo, continuando com a prof. Carol Rodrigues com o Ballet e o Jazz, e agora com o Contemporâneo com o prof. Eros Nunes .


Em 2014, Ruan Rope começou uma das fases mais importantes da sua vida, que foi a graduação em Educação Física e em 2017 teve a realização de um sonho, se tornando professor Licenciado em Educação Física.
O mais interessante é que ele pode perceber, nessa trajetória de um pouquinho de anos, são as amizades que conquistou e manteve com todos no mundo da dança, pessoas de muito longe que ainda hoje são meus amigos e continuaram sendo.

O Estúdio de Dança Sonharte, localizado na Rua Santa Clara, nº99, centro, Rio Bonito – RJ, oferece o curso de Ballet e Jazz infantil e para adultos, enquanto que as matrículas poderão ser feitas a partir do dia 01 de fevereiro de 2018, das 14:00 às 18:00 horas.

 

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Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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Estúdio de Dança Sonharte apresenta Vanessa Carvalho, professora da dança do ventre

Vanessa Carvalho, professora de dança do ventre - Estúdio de Dança Sonharte.

Vanessa Carvalho, professora de dança do ventre – Estúdio de Dança Sonharte.

Com o currículo profissional diversificado em habilidades e competências, com conteúdo e experiência, a professora Vanessa Carvalho iniciou na dança do ventre em 2012 com a Profª Ana Paula Mesquita (Niterói), buscando continuamente a atualização profissional e o aperfeiçoamento,  fazendo cursos, workshops com profissionais, considerados as referências no estilo oriental, tais como a professora e bailarina internacional Marta Korzun (Ucrânia), Natalia Trigo (Brasil), Christina Cordeiro (Brasil), Samira Halim (Brasil), Darah Hamad (Brasil), Ju Marconato (Brasil), Igor kischka (Brasil), entre outros.

Para Vanessa Carvalho, “a dança do ventre é algo mágico, que nos permite escrever com o corpo todo o sentimento mais profundo que a música transmite. Promove o encontro de grandes amizades e abre os nossos olhos para que possamos ver e entender o quanto somos especiais. Por isso, dance, sinta e se permita ter essa experiência!”

O Estúdio de Dança Sonharte, localizado na Rua Santa Clara, nº99, centro, Rio Bonito – RJ, oferece o curso de Dança do Ventre às quartas-feiras, às 18:30 e 20:00 horas, enquanto que as matrículas poderão ser feitas a partir do dia 01 de fevereiro de 2018, das 14:00 às 18:00 horas.

 

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Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Estúdio de Dança Sonharte se superou na apresentação do seu segundo espetáculo em 2017

Nos dias 21 e 22 de dezembro de 2017, o Estúdio de Dança Sonharte realizou seu segundo espetáculo, ESTAÇÕES, no Teatro da CDL Rio Bonito, apresentando 26 coreografias, cuja essência transcorria com as quatro estações do ano solar de uma dança para outra, trazendo uma nova interpretação das “Quatro Estações” de Antonio Vivaldi e o “Sonho de uma noite de Verão” de William Shakespeare, com direito às fadas, elfos da floresta, encantos, magia, violoncelo, mixagem, luzes e a arte em constante movimento.

Lembro-me de que fiquei surpreendido com a qualidade e o sincronismo na dança do ventre e no hip hop em 2016, quando a diretora Caroline Rodrigues inaugurou o projeto, apresentando o espetáculo “Entre Laços”, com a participação da R.I.O Companhia de Dança. Meu coração palpitava com o ritmo, a alta performance dos dançarinos e o nível de dificuldade da coreografia. Em 2017, não foi diferente, porque eu testemunhei a evolução, a revolução e a disciplina de toda uma geração de alunos, que se aperfeiçoaram ao longo de um ano e deram um show diante do público.

Seguindo uma sequência rítmica variável, as coreografias saltavam do clássico ao contemporâneo, sem perder a essência e a coerência, construindo uma sensível paisagem temática, que era perceptível na plateia, como que se o teatro estivesse em outra dimensão. Uma outra característica profunda no espetáculo foi a maturidade e a busca pela perfeição por parte dos alunos, o que elevou o Teatro da CDL ao nível do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, porque não é o lugar que se transforma por si só, salvo a manifestação humana.

A advogada e professora universitária, Ilana Aló, criou um personagem na dança teatral, que eu carinhosamente apelidei de “a filósofa francesa solitária”, por causa da boina, da caricatura e a encenação, cuja interpretação já se tornou uma marca registrada nas apresentações do Estúdio de Dança Sonharte, uma vez que todo o contexto da ópera me levou à reflexão da solidão e da beleza no meio das adversidades no cotidiano e na própria arte, ora numa estação de trem, ora na sala do apartamento cubículo em Paris, vivendo a variação das emoções, do tempo, das estações do ano e do aprimoramento humano.

Mais uma vez, a apresentação do Hip Hop roubou a cena da noite, mas não foi somente pela energia do ritmo e da coreografia, mas, pelo simples fato de que a R.I.O Companhia de Dança ingressou no projeto ao longo do ano de 2017 e apresentou a primeira turma do Estúdio Sonharte, quebrando tabus e afirmando ao público que a arte é acessível a todos, sem exceção.

Por fim, que venha o espetáculo de 2018, com mais ballet, dança do ventre, sapateado, flamenco e a tão esperada dança de salão. Que a Caroline Rodrigues e a equipe do Estúdio de Dança Sonharte nos surpreendam novamente com a evolução e o amadurecimento dos alunos, porque, quando eu me sento na plateia, sou transportado para as coreografias, enquanto que saio de lá melhor e com a certeza de que o a humanidade seria nada sem a arte, a música, a dança e o pensamento.

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Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Brasileiro é programado na escola para não ter memória

cerebros-arvores-1000x520Após 20 anos dedicados, ao serviço público no Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, à manutenção dos computadores e a criação das resenhas no Café Poético e Filosófico, atuando na imprensa local e nas redes sociais, me bateu a saudade do magistério, das dinâmicas de grupo, aulas particulares e trabalhos acadêmicos.

Com o contato social cotidiano, tenho percebido que as pessoas estão carentes do conhecimento sobre a cidadania, gestão, sociologia, filosofia, teoria geral do estado, ciências políticas, geopolítica e, principalmente, história e geografia. O problema fica mais latente, quando as duas últimas disciplinas se desmembram no estudo do Brasil, mundo e da atualidade. A questão é que a história e a geografia, por exemplo, são duas disciplinas tradicionais na grade curricular no nosso modelo de educação industrial público e privado, mas, mesmo assim, parece que a programação social está apagando a memória humana, quando deveria fazer justamente o contrário. A mesma dinâmica se repete nas universidades brasileiras, produzindo um exército de bacharéis com títulos e pouco conteúdo, comprometendo a qualidade na pós-graduação.

O fato é que, quando a nação e a sociedade não compreendem seu processo histórico e sua organização social, elas ficam perdidas e sem rumo, uma vez que se esquecem da sua identidade e dos seus valores, porque a educação pública e privada condicionou nossos filhos e netos à preparação contínua para os vestibulares e o ENEM, com suas fórmulas e artifícios de um lado, deixando a essência pedagógica em último plano do outro, que é justamente transmitir o conhecimento e perpetuá-lo através da prática, da teoria e do compartilhamento entre a sociedade e os indivíduos que a integram, produzindo habilidades, competência e soluções.

Tenho testemunhando vários intelectuais e pensadores virtuais culpando a imprensa e a rede globo pelas mazelas da atualidade e da república, quando, de fato, o problema está dentro do sistema e no modelo educacional praticado no Brasil, que paga pessimamente os professores e deixa as escolas sucateadas no setor público, com as mesmas tendências se replicando no setor privado, que descobriu o sistema de módulos para aumentar seu lucro e diminuir as despesas.

Por fim, sou obrigado a perguntar ao meu caro leitor, que é pai ou mãe: – O que vocês esperam deixar para as próximas gerações? Uma geração de bacharéis sem conteúdo ou uma sociedade pensante e que busque o norte na ética, na memória e na propagação do conhecimento?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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A Quarta luz da loja maçônica

Esperamos que as constelações caiam em nossos braços, quando deveríamos seguir a lógica natural do universo, para nos elevarmos às estrelas e conquistarmos nosso lugar de direito entre os astros e corpos celestes. O mundo precisa da luz operante para sair da escuridão. Por isso, meu caro leitor, solicito humildemente que sejas luz ou cajado que transporta o fogo para dentro da caverna e do exílio.

O Orador é aquele que garante o cumprimento da Lei e que estabelece o caminho reto ao Venerável Mestre e aos irmãos dentro da Loja Maçônica. Onde está o Orador dos nossos lares, das nossas famílias? – Como caímos tanto diante de tanta abundancia e riqueza? Dizem que a Loja Maçônica possui três luzes para orientar o iniciado na lapidação da sua alma e moralidade. Todavia, me atrevo a discordar dos estatutos, manuais e landmarks para trazer a quarta luz aos céus do quadrilongo justo e perfeito, porque o Orador e a Lei, por ele relembrada, são um único astro com luz própria e que brilham do oriente ao ocidente e do norte ao sul, como o segundo sol, que está entrando em nosso sistema solar para alterar a ordem do dia e da noite, porque a humanidade precisa passar por uma nova revolução essencial no seu conteúdo e no pensamento contemporâneo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Direção do Kingston Motta inova a educação, levando seus alunos para conhecerem os três poderes em Rio Bonito

Na última terça-feira, 19/09/2017, a diretora do Colégio  Municipal Kingston MottaIlma Matos Pessanha, e o padre e professor de filosofia, Fabiano De Carvalho Silva, levaram a turma do quarto ano para passear pelos três poderes no Município de Rio Bonito, começando pela Prefeitura, seguindo para a Câmara Municipal e terminando o ciclo no Fórum da Comarca.

A iniciativa do projeto partiu do professor de filosofia, Fabiano de Carvalho Silva, e da diretora, Ilma Matos Pessanha, que levaram 49 alunos para conhecerem os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, aprendendo sobre a cidadania e a organização do Estado.

Em relação à visita ao Fórum, tive o prazer de apresentar o prédio e a dinâmica processual desde a distribuição dos processos até o julgamento, aproveitando a Sala de Audiências e o Egrégio Tribunal do Júri como cenários legítimos das aulas de História e Filosofia. Simplesmente, acho muito interessante e importante essa aproximação entre a escola e o Poder Judiciário, enquanto que torço, e muito, para que aconteçam novos eventos e visitas, com a replicação do projeto para outras unidades escolares, tendo em vista que os olhos das crianças brilhavam diante da paisagem, que já foi incorporada ao cotidiano do meu trabalho diário na Justiça Fluminense, como algo comum.

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Por fim, Gostaria de agradecer à diretora do colégio, ao padre e professor de filosofia Fabiano De Carvalho Silva, à equipe dos professores e, principalmente, aos alunos que participaram da visita ao Fórum da Comarca de Rio Bonito para conhecerem a geografia, a organização e parte da história do Poder Judiciário Local. Foi uma honra poder recebê-los.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Júnior

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Grupo Espírita João Baptista é um lugar de amor, luz, conhecimento e caridade, que está aberto para todos

Na semana passada, eu quis fazer algo diferente. Fui com minha família ao Grupo Espírita João Baptista, localizado à Rua Major Bezerra Cavalcanti, nº 521, centro, Rio Bonito – RJ. Lá, assistimos a palestra sobre o estudo das obras de Allan Kardec, ministrada por Paula Sales, cujo tema era a Vinha de Luz e a lapidação do velho homem dentro de nós, com seus instintos e o egoísmo. Simplesmente, foram trinta minutos produtivos e enriquecedores, que levaram a alma humana aos auspícios do evangelho e ao contraste com nossa realidade atual, histórica, espiritual e evolutiva. Me desintoxiquei da tempestade das informações do cotidiano, cujo processo de filtragem se salva pouca coisa.

Hoje, meu coração necessitava da congregação física entre os irmãos, enquanto que meu espírito queria se nutrir com a sabedoria da palestra e a prece. E assim, foi dado de presente a palestra do Luis Celso Nunes, que atentava para a necessidade de nos tornamos persistentes e vigilantes diante das tribulações e das nossas próprias paixões na prática da caridade e no desenvolvimento nas relações humanas no mundo material e espiritual. Como a resposta a alguns questionamentos que tenho sobre o caos ético que paira sobre a humanidade, o irmão citou as palavras de Emmanuel, que explanavam o fato de que a exaltação evolutiva do espírito humano só é possível sob duas asas, a inteligência e o aperfeiçoamento moral pela experiência.

 

 

GRUPO ESPÍRITA JOÃO BAPTISTA – PROGRAMAÇÃO SEMANAL
Domingo 10:00 Palestra
Terça-Feira 18:00 Estudo das obras de André Luiz.
20:00 Estudo de O Evangelho segundo Espiritismo.
Quarta-Feira 13:30 Estudo das obras de Allan Kardec.
20:00 Palestra (30 min) e Passe (Fluidoterapia).
Quinta-Feira 18:00 Estudo das obras de Yvonne A. Pereira.
20:00 Estudo de O Livro dos Espíritos.
Sexta-Feira 08:00 Estudo das obras de Allan Kardec.
09:00 Estudo das obras de André Luiz.
Sábado 08:00 Estudo das obras de Allan Kardec.
09:30 Estudo doutrinário com pais e/ou responsáveis.
09:30 Evangelização infanto juvenil.
11:00 Mocidade espírita.

 

Em suma, mais uma vez a palestra foi providencial, construtiva, humana e divina, principalmente, num período marcado por conflitos éticos e morais contínuos na sociedade ocidental e oriental. No mais, se dê uma chance para conhecer o diferente e de se surpreender consigo mesmo diante do espelho da palavra e do conhecimento.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior