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PMRB legitimou a greve na educação, quando abriu os processos seletivos e preencheu os cargos comissionados

Não sou o inimigo do SEPE e da Educação, mas considero a estratégia, até o momento, errônea, incluindo os pedidos, tendo em vista que deveriam pressionar a Câmara Municipal para que o o FUNDEB seja utilizado na forma prevista na Lei Federal, seguindo o mesmo modelo dentro da Justiça Federal. Há um momento que a organização precisa reavaliar suas ações, para traçar novas metas e objetivos.
Quanto à militância, lembro-me, por exemplo, que tentei ajudar a causa várias vezes no passado. Dexei de receber uma comenda na Cerimônia da Câmara dos Vereadores em 2015, por protesto pela Educação e o abandono da cidade. Mesmo não sendo professor atuante ou fazer parte da categoria. Acredito que não basta falar ou escrever, tendo em vista que a palavra sem ação, torna-se vazia e sem fundamento.
A Greve é legítima e necessária, mesmo não sendo o momento. O governo perdeu a razão quando abriu os processos seletivos simplificados, preencheu os cargos comissionados e decretou a calamidade financeira, cometendo uma sucessão de erros, desviando o foco perante à opinião pública.
Por Nadelson Costa Nogueira Junior
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Não é o momento para a Educação fazer greve em Rio Bonito, diante da crise e do desemprego

16939325_2227740087450411_6903258934469187052_nDe um lado, o governo municipal coloca o carro de som na rua para informar aos cidadãos rio-bonitenses que as aulas voltarão no dia 06/03/2017 na rede pública municipal de ensino. Do outro, o SEPE e os profissionais da educação informam que a greve começará no mesmo dia, sem previsão para o retorno.

A Ensino Público Rio-bonitense está sofrendo nos últimos 24 anos, com o FUNDEB (Antigo FUNDEF), sendo utilizado de forma errônea pelos prefeitos e secretários de educação, investindo sabe-se lá onde, tendo em vista que os profissionais da educação nunca receberam o teto estabelecido por Lei, enquanto que as escolas foram sucateadas com o tempo. A situação fica mais latente com as 47 escolas públicas municipais para gerir, num período assombrado pela crise financeira nacional, estadual e municipal.

A luta dos profissionais da educação é legítima e necessária. Todavia, analisando o ambiente político e econômico, os grevistas precisam questionar se esse é o momento, tendo em vista os R$55 milhões das dívidas herdadas do governo anterior, que se transforam em R$71 milhões com os parcelamentos das obrigações realizadas pela ex-prefeita nos últimos dias do mês de dezembro de 2016.

Na rixa política entre a Câmara Municipal e o prefeito Mandiocão, existem forças ocultas que estão se aproveitando da situação para patrocinarem suas manobras pessoais, vislumbrando colocar o governo contra a parede, que terminaria, no máximo, na concessão de mais cargos comissionados nas direções das escolas aos vereadores, e nada mais. Mas, as forças ocultas estão trabalhando, também, a partir da ALERJ, porque 2018 será ano eleitoral, com direito aos candidatos da situação e da oposição.

Defendo o movimento de grave e reconheço sua legitimidade. Todavia, se os profissionais da educação não iniciarem as aulas no dia 06/03/2017, eles poderão ficar quanto tempo quiserem, porque não há como se negociar em período de crise. Para piorar, existem famílias que precisam da escola mais do que nunca, porque a renda está comprometida, enquanto que a merenda escolar garante uma refeição diária ao estudante. Logo, o pouco apoio popular, que resta ao movimento de greve, se apagará nos primeiros dias, porque essa greve veio no momento errado e no governo errado. Era para ela ter ocorrido em 2014, sob a gestão da Solange Pereira de Almeida, após a compensação da dívida herdada no valor de R$21 milhões, quando a crise era somente moral e ética. No final, o maior perdedor será o aluno, que precisa cumprir o calendário escolar e aplicar a defesa alimentar, que transforma a merenda escolar numa estratégia social, que é valorizada diante do fantasma do desemprego.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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POR QUE ESTAMOS EM GREVE? (Educação Pública Rio-bonitense)

16939325_2227740087450411_6903258934469187052_n“》Pelo cumprimento da lei que define o piso salarial nacional para professores com formação no ensino médio, modalidade NORMAL. Atualmente o valor desse piso é de R$2298,80 para jornada de trabalho semanal de 40 horas. A mesma lei define que jornadas semanais menores devem ser remuneradas de forma proporcional. Logo, o salário para professores do primeiro segmento com carga horária de 25 horas semanais DEVERÁ SER de R$1436,75. Rio Bonito NÃO CUMPRE essa lei.

》A mesma lei define ainda que se o município COMPROVAR que seu orçamento para a educação não é suficiente para cumprir com o piso nacional, o mesmo deve encaminhar ao MEC uma solicitação de auxílio financeiro devidamente fundamentada e acompanhada de planilha de gastos. PORTANTO, não há qualquer explicação plausível para o não pagamento do piso nacional aos professores.

》A legislação brasileira determina que o limite MÁXIMO da carga horária destinada ao trabalho em sala de aula é de 2/3, sendo o 1/3 restante direcionado ao trabalho de planejamento. Rio Bonito NÃO CUMPRE essa lei.

》Pelo fim da complementação salarial. Essa medida adotada pela prefeitura é um ataque aos direitos trabalhistas. Todo trabalhador deve receber um salário digno e compatível com a função desempenhada. Hoje, a prefeitura de Rio Bonito paga MENOS que um salário mínimo a muitos de seus servidores .

》Pela valorização profissional e salário digno e compatível com a formação dos professores. Atualmente, Rio Bonito tem o PIOR salário da região e um dos piores do Estado do Rio de Janeiro.

》 Plano de Cargos e Salários. O governo federal determinou que todos os municípios elaborassem e pusessem em prática seus planos de cargos e salários. Queremos uma posição CONCRETA da Prefeitura com relação a isso.

》Pelo fim do autoritarismo e utilização de cargos como moeda de troca. Pelo fim de medidas escusas e obscuras baseadas em favorecimento pessoal. Gestão democrática é condição sine qua non para que a escola alcance de fato seus objetivos legais.ELEIÇÕES para direção das escolas. Esperamos uma posição CONCRETA da prefeitura com relação a isso.

》Pelo pagamento IMEDIATO do 13 salário dos profissionais da Educação!

》Pela transparência e abertura das contas da Educação. Onde e como está sendo investida a verba da Educação?

》Pelo cumprimento da lei MUNICIPAL que determina o pagamento de salário dos servidores até o QUINTO DIA ÚTIL do mês.

》Pela dignidade de nossos alunos. Infraestrutura, material e merenda de qualidade!

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! JUNTOS VAMOS MAIS LONGE!

A GREVE É UM DIREITO CONSTITUCIONAL DE TODO TRABALHADOR!

CARO COLEGA PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO, REFLITA SOBRE TUDO QUE ESTÁ EM JOGO.”

 

Por Lívia Cerino

professor

No próximo ano? A visão realista sobre o descaso com a educação nos últimos 24 anos

16939325_2227740087450411_6903258934469187052_n“No próximo ano as aulas começarão no tempo certo, com o calendário do ano letivo funcional para que realmente o planejamento seja em prol da qualidade do ensino.
No próximo ano os pagamentos ficarão em dia, sem parcelamento de 13, sem salários atrasados (calendário fixo de pagamento)e com piso nacional, além da incorporação da regência.
No próximo ano 1/3 da carga horária do professor será destinada para o planejamento.
No próximo ano a gestão será democrática.
No próximo ano o IPREVIRB terá realizado um propósito de total transparência com o servidor, informando a situação real e fazendo o seu papel de resguardar o servidor municipal ativo e inativo.
No próximo ano teremos em mãos os nomes de quem faz parte dos conselhos para que tenhamos um diálogo.
No próximo ano teremos estrutura material e merenda de qualidade para os alunos.
Por quantos anos ouvimos isso?
“No próximo ano…”
Com interesses particulares, colocam tudo que queremos como realidade e muitos municípios vizinhos já conquistaram somente no campo das ideias.
Como profissional e munícipe não vou esperar o próximo ano, vou LUTAR agora, porque só fazemos o futuro no presente.
Momento nenhum pensam nos ALUNOS, a faxina nas escolas trazem uma boa aparência, mas e o ENSINO?
GREVE porque a situação é GRAVE!”

 

Por Ciraldo Júnior e Virgínia Borges

Cármen-Lúcia

STF colocou o funcionalismo público fluminense na parede, com suas decisões no final de outubro de 2016

A última quinta-feira, 27/10/2016, foi uma data impactante para o funcionalismo público fluminense, tendo em vista que o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu pelo corte dos salários dos grevistas, a partir do primeiro dia da paralisação. Coincidentemente, a matéria foi analisada, quando os servidores públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro iniciaram a greve no dia 26/10/16, abrangendo a maioria das comarcas do Estado, pleiteando a reajuste salarial e a manutenção dos 24%, cuja matéria, na minha opinião, não precisava, sequer, ser analisada, tendo em vista o decurso do prazo superior ao período de 05 (cinco) anos.

Com o placar dos votos de 6 X 4, o Supremo decidiu que os servidores públicos que entrarem em greve podem ter os salários imediatamente cortados, como já acontece na iniciativa privada, mantendo-se a exceção nos casos em que os Estados, a União e os Municípios quebrarem o acordo de trabalho, tais como o atraso nos salários.

Todavia, no último dia 26/10/2016, a Ministra, Cármem Lúcia, Presidente do Excelso Supremo Tribunal Federal, cassou a liminar concedida pelo Ministro, Ricardo Lewandowski, que obrigava o governo do Estado do Rio de Janeiro a pagar seus servidores até o terceiro dia útil do mês. Dessa forma, o Estado do Rio de Janeiro é obrigado a proceder o pagamento dos servidores até o 10º dia útil do mês, por força da decisão do Egrégio Tribunal de Justiça.

Por fim, o funcionalismo público fluminense está pagando pelas falhas na gestão do PMDB à frente do Estado do Rio de Janeiro, que, contraditoriamente, alega a crise econômica e financeira, comprometendo o pagamento dos servidores ativos e inativos, mas concedeu isenções e incentivos fiscais bilionários ao longo da última década, mantendo-se no mesmo padrão benevolente até a última semana de outubro de 2016, quando o Ministério Público ingressou com a competente Ação Civil Pública, questionando o ambiente financeiro e as isenções fiscais aplicadas, que se estenderiam em outras mais, se o Judiciário Fluminense não proibisse, liminarmente, através da decisão do juiz, Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Rio, no dia 26/10/2016, exigindo a apresentação, em 60 dias, de um estudo do impacto orçamentário-financeiro de todos os incentivos fiscais.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Político não sente culpa ou arrependimento

O psicopata, por definição, não tem arrependimento, empatia ou culpa. Ele faz o que faz, porque isso lhe dá prazer e satisfação.

Se compararmos o psicopata com o modelo do político brasileiro, concluiremos que o político finge que se importa, que possui alguma empatia ou afeição pelo eleitor e pela sociedade, porque suas ações falarão muito mais do que os discursos e as oratórias no plenário ou no palanque.

O político não sente culpa em ver as escolas e a educação sucateadas, ou de mandar a tropa de choque bater nos civis e nas categorias, quando protestam pacificamente e exercem o direito da greve.

O político não sente culpa, quando vê o cidadão sem as garantias da saúde pública, ou quando seu filho vem ao óbito, porque houve negligência no atendimento, por falta de recursos e medicamentos.

O político não sente culpa ou arrependimento, quando o Governante  gasta o dinheiro público sem qualquer transparência, deixando de informar a sociedade e ao cidadão para onde vão os milhões de Reais das verbas oriundas de Brasília ou dos recursos próprios. A culpa fica menor ainda, quando os legisladores aprovam as contas, mesmo sendo reprovadas pelos Tribunais de Contas, que baseiam suas avaliações na matemática e na contabilidade.

O político não sente culpa, quando recebe o salário e as verbas do gabinete, incluindo os auxílios terno, as viagens de avião, os carros oficiais, o combustível, entre outras vantagens, enquanto que você, o cidadão, geralmente, andará de ônibus ou trem.  Caso tenha conseguido comprar um carro, pagará o combustível caro, sobrecarregado dos impostos e tributos, para manter o padrão de vida estatal.

O político não sente culpa, quando é governista. Ele aprova todos os projetos, só para manter seus apadrinhados empregados nos cargos comissionados do Estado. O mesmo político não sentirá culpa em fazer pedidos em cima de outros pedidos. Entretanto, quando o governante lhe diz um não. Ele faz o papel e o discurso da oposição. Mas, no momento certo, ele aprovará as contas do ano anterior, com ou sem a ressalva do Tribunal de Contas, porque culpa e ideologia são coisas para pessoas simples e éticas.

O político não sentirá qualquer arrependimento ou culpa, quando a eleição se aproximar. Ele dirá que uma andorinha só, não faz verão. Depois, pedirá seu voto, porque, na realidade, ele não se importa com a sociedade, a saúde, a educação e a qualidade de vida do cidadão. Ele só se importa com o status e o sanduíche do poder, que vem recheado com as regalias e muito dinheiro.

O político não sente culpa ou arrependimento, porque ele é muito parecido com o psicopata. Todavia, me atrevo a dizer que o psicopata, em si, é mais nobre, porque assume tudo, quando pego. O político negará seus atos e ausências até o fim, mesmo condenado e atrás das grades, porque ele acredita que poderá enganar a todos, enquanto que jamais enxergará que suas mãos estão sujas do sangue de toda uma geração.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Na ausência do diáglo com o Executivo, os professores se abrem com a sociedade

Julgamento-500x300“Nadelson Costa Nogueira Junior escreveu um belo texto no dia 01/06/15, contextualizando o cenário real de nosso País e que respinga nos Estados e Municípios. Essa é uma realidade e não podemos questionar.

Bom o que vemos agora é a diversidade dos pensamentos no atual contexto da Educação em Rio Bonito, no qual os Profissionais de Educação não aguentam mais a desvalorização que vem recebendo, seja na ilegalidade do salário que recebem, seja no trato no sentido de respeito aos serviços prestados ao longo dos anos, seja na valorização profissional etc.

Nós Profissionais de Educação estamos passando pela visão daqueles que hoje fazem parte do governo como irresponsáveis e como ignorantes. Mas, quando era outro governo no poder, estas mesmas pessoas estavam no lado que agora nós estamos, porém em minoria, porque não havia credibilidade nas ações naquela época, e sim, evidenciavam as questões políticas partidárias e os interesses pessoais.

Hoje está claro que os Profissionais de Educação não estão neste movimento por questões políticas partidárias e interesses pessoais, e sim pela coletividade. Nas assembleias e movimentos isso se confirma com a aderência dos Profissionais ao movimento.

Agora, é claro e notório que só não é maior essa aderência por conta da perseguição e do medo que se instala nas pessoas que ainda não aderiram. Aqueles novatos ou antigos, que não tiveram essa coragem de estar ao nosso lado, pesaram nas palavras da Prefeita no último dia 03/06, que iria cortar o ponto. Sabemos que muitos precisam desse salário, que é pouco para pagar o aluguel e etc.

thx1138-2Analisando as postagens diversificadas com relação a GREVE, vemos pais de famílias e outros funcionários (contratados, DAS…) de setores diversos da Educação ou não, que se manifestam alegando questões que sabemos ser difíceis para as famílias e a prefeitura contornarem, como: com quem deixar o filho, se a escola está em greve; ou pelos descontos dos prestadores de serviço com transporte escolar e outras situações, que pelas mídias lemos e que não são menos importantes.

Nós profissionais de Educação ficamos, sim, sentidos com todas essas situações que estão ocorrendo, assim como sabemos que as famílias e demais funcionários que se manifestam contra a greve também estão sentidos com a precariedade da Educação.

Isso não é uma questão pessoal entre Profissionais de Educação, famílias e demais funcionários da Prefeitura. Muito menos uma questão Política Partidária ou de interesses pessoais que a todo momento o governo tenta deixar em evidência. Isso é tentativa de tentar desmobilizar a Categoria que está unida, como jamais esteve na História de Rio Bonito.

Cortina de fumaça que tentam jogar a todo momento nas ações do SEPE!

Agora retomando o belo texto do Nadelson,  http://www.nadelson.com.br/precisamos-conversar-sobre-as-perseguicoes-aos-professores-e-a-utilizacao-do-fundeb/, estamos sofrendo com algo que foi implantado durante toda trajetória Política Federal de desvalorização da Educação e, que foi envenenando os Estados e Municípios.

Querem agora jogar a culpa nos Profissionais da educação, porque os pais não têm com quem deixar os filhos para irem trabalhar, porque alguns profissionais estão deixando de receber, porque tem escolas que não estão tendo aula. Isso é culpa nossa, porque estamos em GREVE, ou é culpa dos governantes, que por aqui passaram ou estão neste momento, e não cumprem com a Lei?

Que inversão é esta?

Não dá para entender?

img_investimentos_educacao_brasilSe estivéssemos recebendo o que a Lei nos garante, se tivéssemos uma escola pública de qualidade… estaríamos em GREVE? As famílias estariam tendo essa dificuldade? Alguns funcionários estariam deixando de receber o seu pagamento?

Vamos parar para analisar. A culpa é dos Profissionais da Educação?

De quem é a culpa na verdade?

Sabemos que a greve não é a melhor opção, mas já tentamos resolver essa situação no diálogo e nas negociações e nada foi resolvido.

Não podemos mais esperar e ficar acreditando em Papai Noel, coelhinho da Páscoa, porque todos os políticos, que por aqui passaram, se mostraram como verdadeiros Pinóquios.

Faremos a reposição das aulas assim que tudo estiver resolvido. As famílias podem ficar despreocupadas com isso, não é e nunca foi intenção dos Profissionais da Educação não repor as aulas. Agora, se a prefeitura descontar nossos pagamentos, quem demonstrará que não quer que os Profissionais de Educação reponham as aulas é o Poder Executivo. A culpa da não reposição não será nossa! Temos que estar atentos a isso!

Atenção Pais, Profissionais que não aderiram e sociedade, não culpem os Profissionais da Educação. Não caiam nessas falas isoladas e  políticas. O que eles querem é jogar a culpa de toda má administração dos três Poderes Federal, Estadual e municipal nas costas dos pequenos que, neste momento, são os Profissionais da Educação em Rio Bonito.”

 

Pelos Profissionais da Educação

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O SEPE responde a Prefeita: – ESTAMOS EM GREVE.

“O que falar sobre a postagem no Site da Prefeitura referente à reunião que a Prefeita realizou com a Equipe Pedagógica e que, na verdade, compareceram em sua maioria os diretores, secretários, pessoas do governo e alguns professores que, acabaram saindo mais cedo da Assembleia realizada pelo SEPE, porque sentiram a vontade de ouvir o que a Prefeita tinha a dizer.

O SEPE não foi convidado a participar desta reunião, por este motivo não poderia comparecer.

Os professores, que estão participando da mobilização junto com SEPE, ainda tinham a esperança de ouvir da Prefeita que o Projeto de Lei seria publicado e que o Art. 11º seria suprimido, mas não foi isso que aconteceu!

A Prefeita manteve-se firme em seu pensamento e tudo que já havia dito “A Prefeitura não tem como pagar. A Lei de Responsabilidade Fiscal não nos permite. Esse governo pagará algo que nenhum outro governo já pagou. Etc.”

São tantas coisas que ela repete, repete, repete. Ela deve beber muito grapete, porque quem bebe grapete repete!

Na publicação oficial no Site da Prefeitura ainda é colocado o valor do salário base do professor I – 2º Segmento (R$ 831,00) e Professor II – 1º Segmento (R$ 788,00). Daí pergunto aos professores I e II esse valor condiz com o que sai em seu contracheque?

Mesmo havendo essa correção de nosso salário para o Piso Nacional, ainda sim receberemos muito pouco! Um professor I receber R$ 1260,00 e professor II R$ 1200,00 é muito pouco não acha? Fora o desconto do IPREVIRB de 11%.

Pense nisso! Querem retirar nossa regência! Teremos somente esse valor. Lógico que entra triênio e a qualificação do Professor, porém esses benefícios levam tempo para dar entrada e receber. Somente o professor I poderá receber até o doutorado e o Professor II receberá somente até a Pós-Graduação (Latu Sensu). Absurdo! Cadê a valorização do Professor II? Esse ponto do Projeto de Lei nº 30 foi pedido pelo SEPE para corrigir.

O Auxiliar de Educação e Especial e de Educação Infantil receberão somente o salário mínimo. Mesmo quando o edital do concurso exige que este profissional fosse professor, tendo em suas atribuições coisas que somente um professor pode realizar. Absurdo! Esse foi um outro ponto do Projeto de Lei nº 30 que foi pedido pelo SEPE para corrigir.

As tabelas inseridas no Projeto de Lei Nº 30 não contemplam a todos os Profissionais de Educação, somente a alguns. Algo que o SEPE também disse que estava errado e não corrigiram.

E aí perguntamos: Que diálogo é esse? O SEPE não pode estar de acordo com essas questões que beneficiam somente a um e não a todos! O SEPE representa e responde por toda a categoria. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

Não é a Comissão do SEPE que aprova e sim a Assembleia constituída por todos os Profissionais de Educação.

Ainda joga o problema do IPREVIRB para o governo anterior. Não estamos aqui para passar a mão na cabeça do governo anterior, que também teve seus erros e ninguém pode negar. E também não queremos entrar nessa discussão, porque nossa luta não é política partidária e sim pelos direitos constituídos em Lei.

Já são quase 3 anos de Mandato e ainda não foi corrigido por quê? Não podemos mais esperar que um ou outro governo trabalhe honestamente para termos nossos direitos garantidos. Basta!

Não devemos ter que trabalhar mais 6 anos e 6 meses para pagar ao IPREVIRB, por causa de toda má administração que passou até hoje.

Os Profissionais de Educação estavam em Estado de greve e a nova GREVE, que se iniciará no dia 08/06, foi aprovada na Assembleia do dia 03/06, pela categoria.

ESTAMOS EM GREVE!

Se antes, não lutamos por nossos direitos, como hoje estamos fazendo, foi um erro nosso e que já nos arrependemos e agora não o cometeremos novamente. ESTAMOS EM  GREVE!

Antes e até o momento que iniciamos as paralizações e greves, tentamos resolver somente no diálogo, tanto neste quanto no governo anterior. O que a Prefeita quer? Que continuemos calados e abaixando a cabeça? Não mesmo! ESTAMOS EM GREVE!”

 

 Pelo SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de Rio Bonito.

 

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A prefeita Solange não respeita os professores e a categoria entrará em GREVE.

“A Prefeita disse o seguinte na reunião em que convocou a Equipe Pedagógica do Município de Rio Bonito “Se não quiser mais ter diálogo, a gente para e não temos mais diálogo, eu preciso saber disso das pessoas, eu quero diálogo, eu quero cumprir aquela tabela que eu coloquei lá, eu quero melhorar o professor docente como eu combinei nas reuniões com o SEPE, tá!”

Daí pergunto:

  • Quando deu início o diálogo?

  • A partir de quando a Prefeita elaborou a tabela que ela diz querer cumprir?

  • Quantas propostas de tabela a Prefeita fez?

  • Ela está contemplando a todos os profissionais de educação nesta tabela?

  • De que pessoas ela quer saber a resposta de que quer continuar o diálogo?

  • Ela realmente está tendo diálogo com a categoria?

Teríamos muitas perguntas ainda para fazer, mas faça você esse exercício. Faça seus próprios questionamentos diante desta situação.

Tenho algumas respostas a estas perguntas.

O diálogo somente iniciou mediante a pressão que os Profissionais de Educação exerceram sobre o Executivo e o Legislativo do Município de Rio Bonito. Vários pedidos de reuniões foram feitos antes de iniciarmos nossas manifestações em agosto de 2014. Somente passamos a ser ouvidos no momento em que pedimos uma Audiência Pública na Câmara dos Vereadores (agosto de 2014) e que nos foi prometido, quer dizer, foi feito um compromisso com a categoria de que, em janeiro de 2015, tudo estaria acertado com relação ao salário e, em março, o Plano de Carreira do Magistério seria aprovado.

Foi dado esse voto de confiança para o Executivo que não cumpriu com o compromisso firmado em Audiência.  Após ter passado o prazo, o SEPE solicitou, através de Ofícios, vários encontros para diálogo com a prefeita, que foram desmarcados por várias vezes ou não foram respondidos. Mediante a isso os Profissionais de Educação decidiram, em Assembleia, realizar a primeira paralização e a partir desse momento a Prefeita se interessou em conversar com a Comissão do SEPE, aí sim, se iniciou o diálogo forçado.

Durante esses encontros com o SEPE, o discurso era que a Prefeitura não tinha como pagar e que ela não poderia ser irresponsável com os cofres públicos. Em outro momento, após nova paralização, trouxe a proposta de uma tabela somente para os Professores, abaixo do valor do Piso Nacional, o qual foi levado para os professores, em Assembleia, que não concordaram e ainda cobraram que os demais Profissionais de Educação deixassem de receber Complementação para receber pelo menos um salário mínimo.

Nova paralização foi realizada e a proposta da tabela modificou, mais ainda não havia chegado ao Valor do Piso Nacional e ainda a Prefeita não havia aceitado pagar o Salário Mínimo aos demais funcionários. Com isso foi decidida, em Assembleia, a greve e, a partir daí, a Prefeita chegou ao valor do Piso Nacional e ao Salário Mínimo para os demais Profissionais de Educação, porém, ainda, somente no papel e encaminhado para o Legislativo com muitos erros, inclusive na tabela que não estava contemplando a todos.

Solicitamos correções. A comissão do SEPE fez uma análise e encaminhou ao Legislativo, que concordou em 80%, dito pela própria Vereadora Rita. Durante esses momentos de paralizações e greve, os Profissionais de Educação passaram a frequentar todas as Sessões na Câmara.

Quando o Projeto de Lei Nº 30 retornou à Câmara não nos foi permitido estudo antecipado para nova análise, somente foi feito uma análise rápida de 30 minutos antes de ir para a votação, enquanto quee um erro grave e inconstitucional foi localizado no Art. 11º que trata sobre a aposentadoria, onde os profissionais teriam que contribuir mais 80 meses a partir da publicação da Lei.

Este artigo acabou sendo suprimido pelo Legislativo que foi, no todo, coerente.

Durante esses fatos, buscando novas reuniões com a Prefeita, foi solicitado pelo SEPE, através de ofícios, mas não foram marcadas pela Prefeita. Então cadê o diálogo?

Reiniciada novas buscas por direitos, agora temos a notícia de que o Projeto foi retirado e aguardamos notícias concretas sobre os motivos. Na ausência das respostas ou das ações, a nova GREVE terá início no dia 08 de junho.

Não dá pra entender que diálogo é este! Você entende?

Acredito que um diálogo para a Prefeita seria os Profissionais de Educação baixarem as cabeças, dando-se por satisfeitos com todos esses absurdos e dizendo “Sim Senhora.”

Basta! Foi feito ameaça de corte de ponto com o intuito de amedrontar a categoria. Estamos preparados para o corte de nossos salários, mas, depois, esperamos que a Prefeita arque com as consequências em não cumprir com os dias letivos dos alunos.”

 

Pelos Profissionais da Educação